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Diário das pequenas descobertas da vida.
Domingo, 27 de Agosto de 2006
Espíritos sociais
Quem sai à noite, raramente, mesmo que saia sozinho (ou especialmente se o fizer), dispensa a companhia deste companheiro-por-excelência-em-eventos-sociais.
Chama-se particular atenção para o facto de que a palavra «sozinho» não tem acento, apesar de «só» ter. Como «sozinho» é uma palavra grave, só podia ter acento na sua sílaba tónica, neste caso no «zi», o que não faria sentido.
Em casos de enamoramento mais grave, é companheiro para todas as ocasiões, mesmo que não sociais.

Esse «amigo» de todas as ocasiões (?), com BI C2H6O tem, como nome, Etanol.
Podia ser mais bonito, mas a sua «mãe» não estava com grande imaginação na hora de escolher o nome do seu «rebento»...

Apesar do seu nome e do seu aspecto bonacheirão (na imagem, parece um cão com excesso de peso), a verdade é que muitos dos que cultivam a sua companhia desconhecem o que o seu «amigo-da-onça» lhes faz enquanto pensam que estão a passar um bom bocado. É que o Etanol é mais uma das drogas legalizadas, potencialmente tóxica e viciante... O Etanol entra no consumo humano através das bebidas alcoólicas.

Já antes, no Cognosco, se abordou outras substâncias que se poderiam chamar «drogas leves» se esta designação não fosse uma contradição de termos...
Falou-se na:
~ Nicotina em Fumare salutem;
~ Cafeína em Cafea est optima amica;
~ Teobromina em La nourriture des dieux;

Faltava então o Etanol, a única «droga legalizada» que tem nome masculino...
O Etanol é uma substância tóxica, líquida em condições TPN (temperatura e pressão normais), inflamável (entra em combustão facilmente), insípida (não tem sabor), incolor (não tem cor), mas não é inodora, porque tem um cheiro muito característico.
Para mais sobre os 4+1 sabores conhecidos, ver Sabe a mais

O Etanol é uma substância psico-activa (isto é, actua ao nível do Sistema Nervoso Central modificando funções cerebrais) com uma grande leque de efeitos no organismo, dependendo das circunstâncias e da quantidade do consumo. Os seus efeitos têm duas fases diferentes ao longo do tempo.
Inicialmente o consumo de álcool (palavra esdrúxula, pelo que obrigatoriamente tem de ter acento na sua sílaba tónica) provoca relaxamento mas um consumo continuado provoca os conhecidos problemas de descoordenação motora que facilmente se associa a quem se encontra intoxicado por etanol (a conhecida «bebedeira»). As membranas celulares são muito permeáveis ao Etanol. Quando este se encontra na corrente sanguínea propaga-se facilmente por todos os tecidos corporais. Consumo excessivo de álcool leva à perda de consciência e, em níveis muito elevados, ao envenenamento e à morte (que pode surgir após o consumo de 330 gramas de álcool, o que existe em, por exemplo, 20 «shots» de vodca, ou por asfixia no próprio vómito. Quando alguém desmaia é aconselhável colocá-la na «posição de recuperação», para evitar asfixia).

Posição de recuperação sobre o lado esquerdoCuidados a ter ao colocar alguém na «posição de recuperação»:
~ não pôr alguém que está consciente e caiu de costas se não estiver a asfixiar, pois pode agravar potenciais lesões na coluna;
~ alguém que tem uma lesão no peito deve ser virada para o lado da ferida. Desta forma, se um pulmão estiver afectado, o pulmão sem lesão não terá uma acumulação de sangue e poderá funcionar normalmente;
~ quando um mulher grávida desmaia, deve ser colocada sobre o seu lado esquerdo. Assim evita-se a compressão da Veia Cava Inferior, que leva o sangue desoxigenado para os pulmões, pelo Útero, o que pode ser fatal para a mãe e para o feto.


Graças ao comentário de «Maria Papoila», o efeito do álcool sobre mulheres grávidas é relevante: «o álcool liga-se à glicose para ser transportado na corrente sanguínea e por isso provoca, quando em excesso, hipoglicémia, principalmente nos jovens. [É de] lembrar também que o álcool atravessa a barreira hemato-encefálica e a placenta e pode causar graves problemas ao feto e ao recém-nascido filho de mães que consomem álcool durante a gravidez. Nas mães alcólicas, é muito frequente a hipoglicemia no recém-nascido e, por vezes, síndrome de privação alcoólica.»

O etanol, ao chegar ao cérebro, induz a produção de dopamina e de endorfinas.
~ A dopamina é um neuro-transmissor (possibilita a transmissão dos impulsos nervosos no cérebro) com muitas e importantes funções no cérebro. Um das suas funções é a de provocar bem-estar no cérebro quando este aprende ou faz previsões correctas. É por causa da libertação da dopamina que o primeiro efeito do álcool é a falsa sensação de bem-estar.
~ As endorfinas são as substâncias que o corpo produz para aliviar a dor e aliviar o desconforto. Mais uma razão para o efeito inicial do álcool.
Ambos os efeitos podem conduzir à habituação e ao vício...

Além disso, o etanol produz um efeito depressivo no Sistema Nervoso Central, por aumentar a actividade dos Canais BK, que transportam potássio com a ajuda de cálcio. O aumento da actividade dos canais BK levam a uma diminuição da velocidade das transmissões nervosas. Além disso, o etanol actua directamente sobre as sinapses (as «ligações» entre os neurónios), o que leva ao desequilíbro das funções cerebrais.

Mas, ao contrário do que geralmente se pensa, o álcool não mata quaisquer neurónios. Os efeitos sobre a memória e sobre as capacidades cognitivas (que estão presentes quer nas ressacas quer nos bêbados crónicos) só existem enquanto o etanol está presente no organismo. Antes de o álcool poder destruir células nervosas (devido à sua concentração) já o limite fatal foi há muito ultrapassado e a pessoa já morreu.
(o limite fatal no organismo é cerca de 5 gramas de álcool por litro de sangue).

No entanto, há provas de que o Etanol é cancerígeno, como referido pela OMS (Organização Mundial de Saúde, de cujo símbolo se falou em Paruola-undae, um artigo sobre as micro-ondas). O efeito cancerígeno é provocado pela acumulação de etanal no organismo, resultado da decomposição do etanol. Os cancros no Sistema Digestivo superior (esófago, boca, laringe, faringe) são mais comuns em bêbados crónicos. No fígado, a cirrose acompanha o consumo exagerado de álcool, na qual cicatrizes substituem o tecido normal hepático, impedindo a circulação do sangue no fígado.
(ver, em Inglês, Global Status Report on Alcohol 2004)

A decomposição do etanol pelo fígado, explica também outras conhecidas características de quem bebe álcool. O fígado é o maior orgão interno do organismo humano (o maior orgão do corpo humano é a pele) e possui enzimas que decompõem o etanol em etanal. Outras enzimas depois decompõem o etanal em gorduras, dióxido de carbono e água.
Estas gorduras são armazenadas localmente, no fígado. Como o fígado se situa no limiar inferior das vértebras, o aumento do volume é sentido mais abaixo, na barriga.
O dióxido de carbono poderá também explicar a razão porque se associa, a quem está bêbado, os soluços.
A água produzida leva à constante necessidade de deslocação à casa-de-banho de quem está a ingerir bebidas alcoólicas (nesta situação, a palavra é esdrúxula também, pelo que o acento tem obrigatoriamente de se colocar na antepenúltima sílaba, «ó», porque nenhuma palavra portuguesa pode ter acentos tónicos fora das últimas três sílabas).

Um dos efeitos do álcool é a chamada ressaca (ou «veisalgia», do Norueguês 'kveis', a tontura sentida depois de se cometerem excessos, e do Grego 'algia', dor). As causas para a veisalgia ainda não são completamente conhecidas, estando a desidratação (carência de água no organismo), hipoglicémia (carência de açúcares no sangue) e défice de vitamina B12 (que pode, entre outros efeitos, causar anemia) na lista das possíveis causas (podendo, contudo, ser tanto causas como efeitos do consumo de etanol). A desidratação provocada pela ressaca provoca uma ligeira e temporária diminuição do volume cerebral, devido à perda de água. Não há qualquer remédio conhecido para a ressaca, uma vez que o fígado tem de processar o etanol existente na corrente sanguínea para que os efeitos passem. E não se conhece qualquer forma de acelarar a actividade do fígado.
Há vários supostos remédios caseiros para a veisalgia, alguns simplesmente ineficazes, outros que na verdade agravam os efeitos da ressaca e outros até potencialmente perigosos.

Os efeitos do álcool no organismo, que dependem sempre da massa corporal de quem bebe e também do seu grau de habituação ao álcool, são sensivelmente os seguintes:

~ 0,3-1,2 g/L
o indivíduo torna-se progressivamente mais irresponsável, o tempo de reacção mais curto, incapacidade de se concentração, implusividade imprudente, descoordenação motora;
~ 0,9-2,5 g/L
o indivíduo torna-se sonolento, dificuldade de entendimento e de memorização de acontecimentos e/ou factos, tempos de reacção extremamente lentos; descoordenação motora e desiquilíbrios; visão desfocada, entorpecimento dos sentidos corporais;
~ 1,8-3 g/L
confusão mental, incapacidade de localização espacial, tonturas e gaguez, estados emocionais alterados e exagerados, sentidos coporais muito afectados, insensibilidade à dor, náusea e vómitos;
~ 2,5-4 g/L
movimentos descoordenados, momentos de inconsciência, possível coma, confusão quanto ao espaço onde estão e à passagem do tempo, sério risco de morte devido ao envenenamento por álcool ou por asfixia provocada pelo vómito.
~ 3,5-5 g/L
estado de inconsciência, reflexos inexistentes, respiração e batida do coração lenta, geralmente a morte;
~ mais de 5 g/L
falha do Sistema Nervoso Central e consequente morte;

Há também, claro, os efeitos benéficos associados ao consumo moderado de etanol, onde estão incluídos a diminuição do risco de enfarte do miocárdio e o aumento dos níveis de colesterol lipo-proteico de alta densidade (o colesterol benéfico). Mas ninguém deve iniciar o consumo de álcool pelos seus benefícios. Uma alimentação saudável e exercício adequado produzirão o mesmo efeito, sem o risco de desenvolver um vício.
Uma das razões pelas quais médicos aconselham a bebida moderada de vinho tinto é a presença, neste, de anti-oxidantes. Mas os anti-oxidantes do vinho podem ser obtidos de outras fontes não-alcoólicas. A maioria dos legumes, maçãs, bagas, melões, uvas, pêras, ameixas, morangos, bróculos, couves, cebolas, salsas, chocolates, chá verde e azeite são fontes alternativas dos mesmos anti-oxidantes que o vinho tinto. Por isso pode-se perfeitamente dispensar o consumo de vinho tinto por razões de saúde, pois muitos outros produtos têm tanto ou mais anti-oxidantes.
(Ver o artigo La nourriture des dieux para mais sobre o chocolate)

Mas também é preciso não esquecer que um grama de etanol tem mais calorias (7 Cal) do que um grama de açúcar (4 Cal)...
(Para mais informações sobre as calorias, ver o artigo Quotidianus calor)

Uma questão curiosa sobre as bebidas alcoólicas é a origem do ritual de tocar com os copos quando se faz um brinde (o vulgo «tchim-tchim»). Pensa-se que este costume terá surgido na Idade Média, quando se acreditava que as bebidas alcoólicas tinham «espíritos» no seu interior. Estes espíritos eram responsáveis pelos efeitos negativos da ingestão do álcool, como a ressaca e a bebedeira. É devido a essa ancestral crença que, ainda hoje, as bebidas alcoólicas são referidas como «bebidas espirituosas». Como igualmente se acreditava que sons vibratórios (como os sinos) afugentavam os espíritos, bater com os copos serviria para os afastar e eliminar os seus efeitos maléficos. Mas penso poder assegurar, sem margem para dúvidas, que não há um único caso de alguém que deixou de ter uma ressaca por ter batido o seu copo noutro antes de beber...


Publicado por Mauro Maia às 13:47
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10 comentários:
De Nox a 28 de Agosto de 2006 às 00:51
Os efeitos da concentração de álcool no organismo nem sempre são esses. O consumo repetido de álcool provoca tolerância, pelo que alcoólicos crónicos conseguem resistir muito melhor que um indivíduo normal a concentrações da ordem dos 3, 4, ou até 5 g/L, podendo não sofrer tonturas, náuseas ou descoordenação, por exemplo. Julgo que te referes às endorfinas, quando mencionas as endomorfinas. (E, como aparte, também o chocolate induz a sua produção...)


De Mauro a 28 de Agosto de 2006 às 10:54
Obrigado pela visita, «Nox», e pelo teu pertinente comentário. Quanto aos efeitos do álcool, não há de facto absolutos nos seus efeitos. O que refiro são os efeitos sobre a generalidade da população (que não é alcoólica crónica). Também, antes da lista de efeitos em função da concentração de álcool, refiro que não são absolutos, dependendo da massa corporal de quem bebe. Faltou referir, como bem apontas, que também é dependente da habituação que se tenha ao etanol. Mas lá está, são números sensivelmente válidos para a generalidade da população. Quanto às endo(mo)rfinas, apesar do uso tender claramente para «endorfinas», já fui confrontado com o uso de «endomorfinas» (principalmente em fontes anglófonas), o que me agrada mais por ser «endo»+«morfina», o que remete para a sua origem no interior do corpo e ao seu efeito. Já adicionei o reparo quanto ao efeito da habituação e já retirei o «mo» das endorfinas, uma vez que é esse o uso mais corrente. Obrigado.


De Maria Papoila a 29 de Agosto de 2006 às 19:36
Olá Mauro regressada de férias venho visitar-te e ler-te e deparo-me com um muito pormenorizado artigo sobre o álcool e os seus efeitos no organismo. Considero um artigo corajoso num país produtor de vinho e muito pertinente, porque dados da OMS apontam Portugal como o primeiro consumidor de bebidas alcoólicas per capita da Europa, e com um crescimento de consumo nas mulheres jovens, dados que não nos prestigiam. Nada a apontar em relação ao artigo. Só lembrar que o álcool se liga à glicose para ser transportado na corrente sanguínea e por isso provoca quando em excesso hipoglicemia, principalmente nos jovens. Lembrar também que o álcool atravessa a barreira hemato-encefálica e a placenta e pode causar graves problemas ao feto e ao recém-nascido filho de mães que consomem álcool durante a gravidez. Nas mães alcólicas é muito frequente a hipoglicemia no recem-nascido e por vezes síndrome de privação alcoólica. Parabéns pelo artigo! E agora uma pergunta? Apagaste o teu selo? É que se no campo clicares no selo que diz Amigos verás aparecer todos os meus amigos e no quadrado em branco falta o teu selo... Beijos


De Mauro a 30 de Agosto de 2006 às 09:21
Bem vinda, «Maria Papoila», e obrigado pelos complementos ao artigo. Infelizmente não consigo, muitas vezes, pôr tudo o que é relevante sobre um determinado tema. Se não ficavam ainda maiores e eu procuro sempre (mesmo que não o consiga) encontrar o ponto óptimo entre tamanho e relevância... Na minha opinião, o álcool não prestigia seja quem for e só estarmos no «pelotão da frente» euopeu devido aos acidentes automóveis e pelo consumo de álcool menos ainda. Claro que é compreensível e aceitável o consumo moderado e ocasional de bebidas alcoólicas, o que é preocupante (e penso que é o instigador do consumo exagerado entre os jovens) é a repetida, gasta e falsa ideia de que «álcool=diversão». A hipoglicémia dos filhos de mães que consomem álcool na gravidez é muito importante e, sem dúvida, deve constar do artigo. Tendo em conta que o nosso cérebro é uma máquina que trabalha a açúcar, as consequências da falta de açúcar na corrente sanguínea de um ser em desenvolvimento só podem ser alarmantes. Quanto ao selo, estive a reoorganizar a página onde guardo as imagens do Cognosco e, por lapso, devo ter apagado o selo. Mas essa situação será prontamente reposta. Espero que tenhas tido umas boas férias e que tenhas um bom recomeço das actividades laborais. Bem vinda de novo ao mundo virtual! ;)


De Fiju a 1 de Setembro de 2006 às 00:38
No início do artigo falaste em substâncias que se poderão caracterizar como drogas leves. Nessa altura recordei-me dos meus tempos de estudante, mais precisamente de uma aula onde se abordou o tema das drogas. No início da aula fez-se um inquérito sobre as drogas que nós os alunos conheciamos. Para além das drogas tipo êxtasis, lembro-me de escrever também o álcool, o tabaco e a café (na altura era criança, por isso referi os alimentos, mas é claro que a droga não é o alimento mas sim a substância que nele está incluído, assim sendo: o etanol, nicotina e cafeína). Quando foi discutido na aula a variedade de drogas que conheciamos, foi posto em causa se o alcool e os outros eram realmente drogas. Muitos não quiseram aceitar como tal. A professora, não quiz entrar muito no assuntos o que me fez pensar que teria bastantes dúvidas se seriam ou não! Mas eu continuei na minha e afinal tinha razões para pensar que eram drogas!
Sei dos incovenientes relacionados com ingestão de alcool, por isso não gosto de beber álcool, prefiro suminho natural que é bastante mais saudável. O pior é quando teimam em brindar com champanhe (líquido com sabor horrivel!) e fazem força para não brindar com água por dar azar (superstições!) Mas afinal, o brindar era apenas para afastar os espíritos! Ao fim ao cabo terá lógica dando seguimento a essa ideia! A água como é pura, não é necessário brindar!


De Mauro a 1 de Setembro de 2006 às 09:58
Obrigao, «Fiju», por mais uma visita e comentário. A resistência ao conceito de que o etanol, a nicotina e a cafeína são drogas é generalizado pois a maioria das pessoas é dependente de, pelo menos, uma delas. E ninguém deseja ser apontado como «drogado»... Mas são, de facto, no sentido comum que se dá à palavra «droga», substâncias viciantes. A questão está na quantidade e frequência de uso necessário para a viciação mas não deixam de o ser. Claro que a a definição exacta de «droga» é mais abrangente, pois inclui também os medicamentos. As palavras «estupefacientes» e «narcóticos» não são suficientemente abrangentes pois incluem apenas substâncias que provocam «estupor» e «narcose», ambas relacionadas com sonolência e entorpecimento. E mesmo a palavra «droga» tem um origem bem humilde: vem do Holandês «droogen», que significa «seco» (provavelmente pela forma como eram antigamente preparadas e consumidas). Falta assim, na minha opinião, no léxico português (o que nos importa) um termo mais preciso para englobar as substâncias-viciantes-que-se-tomam-com-o-propósito-de-alterar-o-estado-mental-do-consumidor. Ou talvez haja, e eu é que desconheço... Compartilho o teu desagrado pelo «champanhe» (bem como o vasto leque de bebidas alcoólicas a que se dá o nome de «vinho»). Respeitando quem aprecia e bebe, não me verão com um copo de chamapnhe na mão a comemorar seja o que for...


De Carlos Rodrigues a 18 de Junho de 2007 às 21:17
Mauro, nem imaginas como me colocas-te alerta apesar de nunca me ter dado bem com o álcool.È que há coisa de meia hora acabei de beber uma cerveja mini e isso para mim é o suficiente para às vezes ficar a bater mal, mas outras vezes, e bebo sempre muito pouco ajuda-me a inspirar e a combater a depressão, mas eu já sou doente e tomo medicamentos psiquiátricos. seja como for, de vez em quando tenho de ter uma alternativa.


De Mauro a 20 de Junho de 2007 às 12:11
De facto, «Carlos Rodrigues», não tenho forma de saber quanto o artigo te foi útil, mas ainda bem que o foi. O Cognosco também tem esse propósito. Não será a necessidade do etanol para dar lguma inspiração o primeiro passo (pequeno, certamente) na direcção da habituação?


De Igor a 2 de Outubro de 2007 às 21:41
Parabéns pela página! Muito bem redigida e com o verdadeiro português. Conteúdos muito interessantes. Vou guardar!


De Mauro a 2 de Outubro de 2007 às 22:09
Obrigado, «Igor» pela visita e pelas palavras simpáticas: sempre reforça o ânimo saber que o que escrevemos é pertinente e apreciado.


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