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Diário das pequenas descobertas da vida.
Domingo, 5 de Março de 2006
A derrota de pizza
Estátua de D. Afonso III em frente à Sé de FaroEm 1254, era rei, em Portugal, D. Afonso III, o Bolonhês (ou o Bravo). Este era o quinto rei português (1210-1270), bisneto de D. Afonso Henriques. Era filho de D. Afonso II (o terceiro rei português) mas era o segundo filho do rei, pelo que não antevia uma subida ao trono. Ficaria sempre na sombra do seu irmão Sancho. Como tal passou grande parte da vida na França, no condado da Bolonha, onde veio a casar com a herdeira do condado bolonhês, Dona Matilde, em 1238. Tornou-se assim o Conde de Bolonha (de onde viria o seu cognome o Bolonhês).

Mas, devido a conflitos existentes entre o seu irmão Sancho II (nessa altura já o quarto Rei de Portugal) e os poderes eclesiáticos, em 1246 o papa Inocêncio IV ordenou que o rei fosse afastado e substituído pelo seu irmão, o Conde de Bolonha, Afonso.
Obedecendo à ordem papal, Afonso regressou a Portugal e assumiu o trono com relativa facilidade (devido à impopularidade do seu irmão) em 1247, abdicando do título de Conde de Bolonha. Em 1253 divorciou-se de Dona Matilde e casou com Dona Beatriz, filha do Rei Afonso X de Castela. Foi em 1254 que D. Afonso III reuniu as primeiras Cortes do reino, em Leiria, reunindo representantes do três sectores da sociedade portuguesa: a nobreza, o clero e o povo. Foi também Afonso III, o Bolonhês, que finalizou as conquistas do território que seria Portugal, aos Mouros, ao conquistar a cidade de Faro.

Enquanto tudo isto decorria em Portugal nascia, a 15 de Setembro de 1254, na cidade italiana de Veneza, um menino a quem foi dado o nome de Marco.
Marco nasceu numa família de comerciantes e os seu pai (Nicolau) e os seus tios (Mafeu e Marco, o Velho) faziam negócios com o Oriente.
Em 1259 a família vivia em Constantinopla mas decidiu mudar-se para a cidade de Soldaia, no Mar Negro, parte do Império Mongol, receando os ventos de mudança que se avizinhavam. Em 1261 (apenas dois anos depois) a cidade foi conquistada e os residentes venezianos na cidade mortos.
Foi neste mesmo ano, 1261, que nasceu o herdeiro real do trono português, D. Dinis, filho de Afonso III e Dona Beatriz, mais novo do que o pequeno Marco 7 anos.

Kublai KhanFicaram pouco tempo na cidade e mudaram-se para Sarai. Mas a cidade não passava de um aglomerado de tendas e a família viveu lá apenas um ano. A estada seguinte foi na cidade de Bocara (actual Uzbiquistão) por três anos.
O Império mongol estava dividido em 4 grandes zonas. A divisão onde se integrava a cidade onde vivia a família de Marco incluía o que é agora o Irão, o Iraque, Afeganistão, Azerbeijão e parte do Paquistão. Era governada por um irmão de Kublai Khan, o grande líder que residia na capital mongol Khanbaliq, actual Pequim na China.

Em 1264 Nicolau e Mafeu integraram uma embaixada com destino ao Grande Khan, que chegou em 1266. Os irmãos foram acolhidos pelo Imperador Mongol e enviados por este de volta ao Ocidente, com uma carta dirigida ao papa pedindo-lhe professores que ensinassem aos mongóis os costumes e religião ocidentais. Chegaram a Veneza em 1269, após muitas peripécias, para descobrirem que o Papa tinha morrido. Aguardaram então a eleição de um novo, que só ocorreu em 1271, com a subida ao trono de Gregório X.

O novo papa respondeu ao pedido de Kublai Khan e, nesse mesmo ano (1271), os irmãos foram enviados de volta ao Império mongol. Desta vez Marco (que tinha já 17 anos) acompanhou-os. Quando lá chegaram Marco caiu nas boas graças do Imperador mongol e trabalhou para ele durante 17 anos.
Entretanto já morrera, em Portugal, D. Afonso III e subira ao trono, em 1279, o seu filho e de Dona Beatriz, D. Dinis, o Lavrador.

Em 1291 foi incubida, ao já adulto Marco (29 anos), a missão de escoltar uma princesa mongol até ao reino do seu noivo, o novo governante do reino mongol que tinham deixado para trás. Após completarem a sua missão voltaram à cidade de Veneza, onde chegaram em 1295.

Todos estes acontecimentos são relatados no seu livro As viagens de Marco Pólo.

Poucos acreditaram nas suas fantásticas descrições mas as multidões aglomeravam-se para as ouvir. Entretanto as cidades de Veneza e Génova (e também Pisa) regularmente entravam em conflito militar com vista ao domínio do Mediterrâneo.
Numa dessas batalhas, em Setembro de 1298, na Batalha Naval de Curzola, ganha pelos genoveses aos venezianos, Marco Pólo foi capturado e enviado para a prisão.

Reza a tradição que Marco Pólo ditou ao seu companheiro na prisão, Rustichello da Pisa, as suas vivências na China (chamada de Catai por Marco Pólo), escrita em Francês arcaico.
Rustiquelo era uma romancista que tinha, anteriormente à prisão, escrito Roman de Roi Artus (O Romance do Rei Artur), também conhecido como A Compilação, que inspirou, durante séculos, a literatura espanhola, francesa, italiana e mesmo grega.

Estátua de Marco Pólo na cidade de Hangzhou, na China
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<img alt="Estátua de D. Afonso III em frente à Sé de Faro" src="http://cognoscomm.com/mm/PolAfons.jpg" width="120" height="310" align="right" border="0" />Em 1254, era rei, em Portugal, D. Afonso III, <i>o Bolonhês</i> (ou <i>o Bravo</i>). Este era o quinto rei português (1210-1270), bisneto de D. Afonso Henriques. Era filho de D. Afonso II (o terceiro rei português) mas era o segundo filho do rei, pelo que não antevia uma subida ao trono. Ficaria sempre na sombra do seu irmão Sancho. Como tal passou grande parte da vida na França, no condado da Bolonha, onde veio a casar com a herdeira do condado bolonhês, Dona Matilde, em 1238. Tornou-se assim o Conde de Bolonha (de onde viria o seu cognome <i>o Bolonhês</i>).

Mas, devido a conflitos existentes entre o seu irmão Sancho II (nessa altura já o quarto Rei de Portugal) e os poderes eclesiáticos, em 1246 o papa Inocêncio IV ordenou que o rei fosse afastado e substituído pelo seu irmão, o Conde de Bolonha, Afonso.
Obedecendo à ordem papal, Afonso regressou a Portugal e assumiu o trono com relativa facilidade (devido à impopularidade do seu irmão) em 1247, abdicando do título de Conde de Bolonha. Em 1253 divorciou-se de Dona Matilde e casou com Dona <u>Beatriz</u>, filha do Rei Afonso X de Castela. Foi em 1254 que D. Afonso III reuniu as primeiras <i>Cortes</i> do reino, em Leiria, reunindo representantes do três sectores da sociedade portuguesa: a nobreza, o clero e o povo. Foi também Afonso III, <i>o Bolonhês</i>, que finalizou as conquistas do território que seria Portugal, aos Mouros, ao conquistar a cidade de Faro.

Enquanto tudo isto decorria em Portugal nascia, a 15 de Setembro de 1254, na cidade italiana de Veneza, um menino a quem foi dado o nome de <i>Marco</i>.
Marco nasceu numa família de comerciantes e os seu pai (Nicolau) e os seus tios (Mafeu e Marco, <i>o Velho</i>) faziam negócios com o Oriente.
Em 1259 a família vivia em Constantinopla mas decidiu mudar-se para a cidade de <i>Soldaia</i>, no Mar Negro, parte do Império Mongol, receando os ventos de mudança que se avizinhavam. Em 1261 (apenas dois anos depois) a cidade foi conquistada e os residentes venezianos na cidade mortos.
<i>Foi neste mesmo ano, 1261, que nasceu o herdeiro real do trono português, D. Dinis, filho de Afonso III e Dona Beatriz, mais novo do que o pequeno Marco 7 anos</i>.

<img alt="Kublai Khan" src="http://cognoscomm.com/mm/PolKub.jpg" width="100" height="122" align="left" border="0" />Ficaram pouco tempo na cidade e mudaram-se para <i>Sarai</i>. Mas a cidade não passava de um aglomerado de tendas e a família viveu lá apenas um ano. A estada seguinte foi na cidade de <i>Bocara</i> (actual Uzbiquistão) por três anos.
O Império mongol estava dividido em 4 grandes zonas. A divisão onde se integrava a cidade onde vivia a família de Marco incluía o que é agora o Irão, o Iraque, Afeganistão, Azerbeijão e parte do Paquistão. Era governada por um irmão de <i>Kublai Khan</i>, o grande líder que residia na capital mongol <i>Khanbaliq</i>, actual Pequim na China.

Em 1264 Nicolau e Mafeu integraram uma embaixada com destino ao Grande Khan, que chegou em 1266. Os irmãos foram acolhidos pelo Imperador Mongol e enviados por este de volta ao Ocidente, com uma carta dirigida ao papa pedindo-lhe professores que ensinassem aos mongóis os costumes e religião ocidentais. Chegaram a Veneza em 1269, após muitas peripécias, para descobrirem que o Papa tinha morrido. Aguardaram então a eleição de um novo, que só ocorreu em 1271, com a subida ao trono de Gregório X.

<img src="http://cognoscomm.com/mm/PolEmb.jpg" width="150" height="115" align="right" border="0" />O novo papa respondeu ao pedido de <i>Kublai Khan</i> e, nesse mesmo ano (1271), os irmãos foram enviados de volta ao Império mongol. Desta vez Marco (que tinha já 17 anos) acompanhou-os. Quando lá chegaram Marco caiu nas boas graças do Imperador mongol e trabalhou para ele durante 17 anos.
<i>Entretanto já morrera, em Portugal, D. Afonso III e subira ao trono, em 1279, o seu filho e de Dona Beatriz, D. Dinis, </i>o Lavrador.

Em 1291 foi incubida, ao já adulto Marco (<u>29 anos</u>), a missão de escoltar uma princesa mongol até ao reino do seu noivo, o novo governante do reino mongol que tinham deixado para trás. Após completarem a sua missão voltaram à cidade de Veneza, onde chegaram em 1295.

Todos estes acontecimentos são relatados no seu livro <b>As viagens de <u>Marco Pólo</u></b>.

Poucos acreditaram nas suas fantásticas descrições mas as multidões aglomeravam-se para as ouvir. Entretanto as cidades de Veneza e Génova (e também Pisa) regularmente entravam em conflito militar com vista ao domínio do Mediterrâneo.
Numa dessas batalhas, em Setembro de 1298, na <b>Batalha Naval de Curzola</b>, ganha pelos genoveses aos venezianos, Marco Pólo foi capturado e enviado para a prisão.

Reza a tradição que Marco Pólo ditou ao seu companheiro na prisão, <i>Rustichello da Pisa</i>, as suas vivências na China (chamada de Catai por Marco Pólo), escrita em Francês arcaico.
<i>Rustiquelo era uma romancista que tinha, anteriormente à prisão, escrito </i>Roman de Roi Artus<i> (O Romance do Rei Artur), também conhecido como </i>A Compilação<i>, que inspirou, durante séculos, a literatura espanhola, francesa, italiana e mesmo grega.</i>

<img alt="Estátua de Marco Pólo na cidade de Hangzhou, na China" src="http://cognoscomm.com/mm/PolEst.jpg" width="100" height="216" align="left" border="0" /><Foi liberto em 1299 e voltou à cidade de Veneza, de onde nunca mais partiu.
Com o dinheiro que ganharam nas suas viagens, os Pólo compraram uma grande casa na cidade e retomaram a actividade mercantil. Marco Pólo tornou-se um mercador abastado e, em 1300, casou e teve 3 filhos. Entre 1310 e 1320 escreveu uma nova versão das suas viagens em Italiano, traduzida depois por um padre franciscano para Latim que foi depois por sua vez traduzida de novo para Italiano (todas estas traduções e versões originaram discrepâncias nas histórias relatadas pelo mercador-aventureiro-explorador Marco Pólo).
Em Janeiro de 1324 morreu, 8 meses antes de fazer 70 anos.
<i>D. Dinis morreu um ano após Marco Pólo, em Janeiro de 1325, com a idade de 63 anos</i>.



A influência da vida de Marco Pólo foi grande:
~ foi na obra de Marco Pólo que Cristovão Colombo se baseou para os seus «cálculos» para chegar à China por Ocidente, após os Portugueses terem descoberto a Rota da Índia pelo Cabo da Boa Esperança;
~ o aeroporto de Veneza chama-se <i>Aeroporto <u>Marco Pólo</u> di Venezia</i>, em sua honra;

Uma das lendas mais conhecidas sobre Marco Pólo refere que teria sido ele que trouxe, da China para a Europa, as <i><b>pizzas</i></b> e o <i><b>esparguete</i></b>.
No entanto há evidências históricas de que os romanos conheciam e comiam <b>esparguete</b> pelo menos desde o século IV AC (perto de 600 anos antes de Marco Pólo chegar da China).
Além disso há também registos do consumo de alimentos cozinhados na forma de <b>pizzas</b> na Itália romana e mesmo antes, nas colónias gregas na península (é referido, por exemplo, o consumo de «um pedaço achatado e redondo de massa cozinhada em pedras quentes e coberta com azeite, ervas aromáticas e mesmo mel».)
<img src="http://cognoscomm.com/mm/Pizza.gif" width="100" height="100" align="right" border="0" />
Além disso, na cidade subterrada de Pompeia (a cidade romana engolida por uma erupção vulcânica do Monte Vesúvio no ano 79 DC), há vestígios de antigas «pizzarias». A diferença dessas «pizzas» romanas para as «pizzas» modernas é que, nessa altura, o tomate ainda <b>não</b> era conhecido na Europa. Nunca um europeu tinha visto ou comido um tomate.

<img alt="frutos da Belladonna" src="http://cognoscomm.com/mm/PolBel.jpg" width="100" height="76" align="left" border="0" />O tomate, <i>Solanum lycopersicum</i>, é originário da América do Sul, onde era consumido pelos Aztecas, que lhe chamavam «tomatl».
Da família botânica do tomate fazem parte o pimento picante, a batata, o tabaco e as flores petúnia e <i>belladonna</i>.
Ora esta última flor é venenosa e a semelhança dos seus frutos com os recém-chegados-da-América tomates levou a que estes não tivessem muita aceitação inicialmente (as pessoas receavam que também fossem venenosos).
Mas um comerciante, que trouxe os frutos da América, comeu, perante uma multidão com a respiração suspensa, um cesto inteiro de tomates, provando que não eram tóxicos.
Aos poucos o fruto passou a ser aceite e a fazer parte da dieta das pessoas. Daí para as «pizzas» foi uma pequena garfada...

<i>Agora, sempre que se ouvir falar de Marco Pólo, qualquer português poderá dizer: «foi contemporâneo de D. Dinis, o Lavrador, marido da Rainha-Santa Isabel».
Sempre dá um outro aspecto à história de Portugal saber que, enquanto D. Dinis deambulava pelas terras lusas, Marco Pólo vivia as suas peripécias...</i>


Publicado por Mauro Maia às 16:43
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16 comentários:
De deprofundis a 5 de Março de 2006 às 21:02
Que me desculpem os que gostam, mas acho as pizzas detestáveis. Aquilo não é comida... Quanto às "pastas", também não vou muito à bola com elas. Para mim, não há nada que chegue a umas boas sardinhas assadas, um cabrito à padeiro, um cozido à portuguesa, uma feijoada à transmontana, uma cataplana de marisco e tantos outros petiscos inigualáveis da nossa santa terrinha.


De Mauro a 5 de Março de 2006 às 21:16
Um português de gema... Eu já tenho gostos mais ecléticos (se bem que as sardinhas assadas só aprecio uma vez em cada década...): tanto me cai bem um cabrito assado no forno como me cai bem uma pizza com massa fofa e bem cozida. Penso que serei uma transição entre o secular gosto português e o globalizado gosto português. Os sabores do Mundo são meus também (nunca esquecendo, por isso mesmo, os pratos portugueses).


De Nox a 6 de Março de 2006 às 00:13
Mais um artigo apetitoso! Eu adoro pizza, daquelas de massa fina e estaladiça (por falar nisso, já ando com saudades de uma...). Mas, claro está, os sabores nacionais também me encantam. E então uma boa francesinha...


De maresia a 6 de Março de 2006 às 10:13
E para ajudar a recuperar o fôlego, eu vou exorcizando... (isto diz-se mestre letrado?)


De Mauro a 6 de Março de 2006 às 13:06
É de facto um tópico apetitoso (as pizzas, que o artigo talvez seja um pouco indigesto... ;) ) Eu escrevi-o inicialmente com a perspectiva de falar de Marco Pólo e do que ele trouxe da China quando regressou. D. Dinis foi uma dádiva bem-vinda (gosto imenso de situar os acontecimentos em termos históricos, referindo o que mais acontecia, no nosso cantinho da realidade, na mesma altura). Constatei, com surpresa e agrado pela novidade para mim, que os Romanos já tinham pizzas e massas bem antes de Marco Pólo. As «pizzarias» de Pompeia então foram um achado!
Eis o que de bom tenho tirado do Cognosco: além do prazer do «convívio» indirecto com quem me lê, além do prazer de partilhar com outros as minhas «pequenas descobertas da vida», sou sempre levado mais longe do que o que já sabia quando escrevo um artigo (pela confirmação dos meus conhecimentos para transcrever para um artigo, pela procura de imagens elucidativas, pelas ligações entre o tema principal e os seus satélites assuntos...) Como costumas referir, «Maria Papoila», este é também, para mim, um espaço em que me cresço! Não estou nem perto de ser um mestre letrado, minha «maresia». Sou obviamente letrado (obrigado, Dona Arlete, minha professora da primária) mas sou um mero pupilo de olhos arregalados a ver nascer uma rosa no campo primaveril...


De marius70 a 6 de Março de 2006 às 14:37
Mauro neste momento não vou escrever sobre o teu tema, é que estou pior que estragado. Lê aqui http://otestedostestes.blogs.sapo.pt/ (http://otestedostestes.blogs.sapo.pt/) e aqui http://blogs-beta.sapo.pt/ (http://blogs-beta.sapo.pt/) e diz da tua justiça. Já enviei um mail ao Sapo a perguntar se por acaso quem aqui escreve não merece o respeito devido para ser informado via mail das alterações, ou se porventura tudo aquilo que temos nos nossos blogs é para se deitar fora, pois os novos blogs não admitem linguagem html e tão pouco dá para se fazer um trabalho ao nível daquele que tu tens e outros. Dei a sugestão para salvaguardar os nossos e quem começasse agora neste mundo "blogueiro" aí sim teriam os novos blogs do sapo para iniciação. Já não tenho paciência para voltar a fazer o meu "Rumo ao Sul" e o "Império Romano" tudo de novo. Posso estar a ver mal o problema, talvez até sejam mais simples que os nossos mas para quem teve tanto trabalho a idealizar e a aperfeiçoar o que temos merecia da parte do Sapo o maior dos respeitos. Um abraço


De Mauro a 6 de Março de 2006 às 15:19
Também a mim me tem preocupado esta questão dos novos blogs. Que novas e não pretendidas mudanças se avizinham para o Cognosco? Não me preocupa o trabalho que me deu configurar o blog (que foi, mesmo assim, imenso). Tenho sempre pretendido (e de alguma forma conseguido) um estilo simples e escorreito, sem muitas imagens (para além das dos artigos), sem barras coloridas, sem música de fundo,... Preocupa-me algumas coisas: ~ temo pelos comentários entretanto deixados (li, algures na «ajuda» do sapo, que não serão transferidos). São mais de 866 comentários já colocados e, se os tiver de transferir pessoalmente, dará muito trabalho; ~temo as coisas A MAIS que serão colocadas no blog. Andei a experimentar com um blog novo dos «novos» e aparece uma porcaria de um sapo a «fazer olhinhos» e eu não encontro a opção para o desactivar. Para as aspirações sérias do Cognosco não está de todo adequado. ~Temo pelo endereço do blog. Dizem que o URL será transferido para o novo blog, mas até tudo estar como deve ser demorará. Até lá... ~ Temo a impossibilidade de apagar os «blogs de teste». Tenho tentado apagar a minha brincadeira exploratória e não tenho conseguido (recebo a informação de que, ou apago todos os blogs que tenho ou não apago apenas um!) Será a chegada da nova tempestade que procurará naufragar o Cognosco? Podem tentar que não conseguiram, o Cognosco continuará a viver, mas com que cara?!


De maresia a 6 de Março de 2006 às 16:05
temos galã...

por falar em pizzas, a minha Avó fazia esparguete em casa. E a pizza era de tomate e anchovas!


De Mauro a 6 de Março de 2006 às 19:55
Certamente. «maresia», Marco Pólo teria uma conversa muito interessante (bastava falar da sua Catai) mas não sei se era galã ou não. Assim que voltou a Veneza casou, teve 3 filhos e nunca mais deixou a sua casa. Não tenho conhecimento se seria galã. Essa questão também deve ser um pouco subjectiva. Esparguete caseiro? Que inveja! Ficava bom, fino como os industrizalizados que se compram? O sabor era muito diferente? Gostava de experimentar. Talvez a forma como a tua avó fazia o esparguete fosse semelhante à usada pelos romanos.


De Maria Papoila a 8 de Março de 2006 às 09:41
Meu Deus Mauro ando em dieta, estou quase vegetariana e cada vez que venho visitar-te os artigos falam de pratos de que gosto verdadeiras godulices. Claro que gosto da comida nacional mas a italiana e uma bella pizza de massa fininha napolitana...ai! ai!... Marco Polo sempre me fascinou com suas viagens e muito teria ele a contar aos filhos e netos! Beijo


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