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Diário das pequenas descobertas da vida.
Segunda-feira, 18 de Julho de 2005
Sinopses e férias
O Cognosco vai de férias.

Este dia em que comemora 5 meses (150 dias exactos desde a sua criação) é propício para ir de férias. Assim não acaba, faz meramente um círculo que se fecha neste dia 18.

Mas o Cognosco não vai de férias sem deixar o seu cunho pessoal aos seus leitores. Tendo em conta o desinteressante método de armazenamento do Sapo, em que os artigos são empilhados em meses e para que se leia um artigo tem de se pesquisar todos, o Cognosco vai de férias deixando uma lista detalhada de todos os artigos que contém bem como sinopses de cada um deles, para que quem a queira consultar possa ajuizar a priori se tem interesse em (re)ler o artigo.

Cada entrada na lista conterá o número do artigo, a data de publicação, o seu nome (que serve de link) e a sinopse. Peço a todos quanto detectem alguma falha num dos links ou num dos artigos que deixe um comentário alertando para a situação. Todos foram cuidadosamente revistos mas nunca se sabe...

Seguem-se assim as listas e sinopses dos artigos de Fevereiro, Março, Abril, Maio, Junho e Julho. Tendo em conta que a página principal do blog é automaticamente apresentada em branco quando o mês muda estas listagens estarão na coluna à esquerda, onde anteriormente estavam as «Últimas Cogitações». Somente estes 8 artigos do dia de hoje estarão nessa lista e assim que o Cognosco vier de férias todo o blog será reposto ao seu estado normal.

Dito isso só posso desejar a todos quantos leiam estes artigos uma boa leitura do conteúdo do blog. Todos os comentários a artigos passados são bem-vindos e serão, como todos os outros, tomados em consideração. Uma vez que esta lista estará disponível para todos os que queiram comentar algum artigo, por mais atrasado que seja, sabe que outros ainda puderão lê-lo. Eu seguramente o farei e apreciarei.

Estou neste momento a rematar pontos e eliminar falhas.
Peço compreensão para a situação e renovo o meu pedido de que comentam as falhas que detectem.
Situação da manutenção:
~ links funcionais para todos os artigos;
~ aguardo ainda a possibilidade de formatar correctamente cada artigo que se visualiza.
~ aumentei o número de dias apresentados na página principal. Passaram de 10 para 45 dias. Dessa forma, e ao longo do tempo de férias, as sinopses estarão sempre presentes para quem visite o Cognosco. Demora um pouco mais a carregar e, à medida que os dias irão passando menos são os dias que serão visíveis. Mas os últimos estarão sempre até ao meu regresso.


Umas boas leituras, boas férias e até breve!


Publicado por Mauro Maia às 15:38
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Ponto da situação
Faz hoje 5 meses que o Cognosco foi criado.
Foram 5 meses interessantes e desafiadores. Os objectivos que nortearam a sua criação têm sido alcançados e a base de dados de factos e explicações tem crescido.
Neste dia de aniversário o Cognosco conta com 200 artigos. Uns poderão ser mais interessantes do que outros para diferentes leitores e perspectivas. Mas mais de 3600 visitas contabilizadas desde o dia 26 de Abril de 2005 (quando o contador foi colocado) é um grande número para um blog com meros 5 meses de existência e com um propósito assaz diferente do da maioria dos blogs. O número de visitas que o Cognosco suscitou levam-me a personalizar este artigo. Quero agradecer a todos as visitas e o interesse que manifestam no blog. Da minha parte posso apenas prometer continuar a manter a mesma linha editorial que têm norteado este espaço

Quando criei o Cognosco fi-lo para mim, para poder manter registos dos pequenos factos e explicações para as coisas com que entrava em contacto e que por vezes eram esquecidos. Desta forma perdurariam, como expressei no primeiro artigo do blog, Cognosco primo. Mas as minhas pequenas divagações suscitaram interesse e agora os artigos são escritos também a pensar em quem os lerá, desde respostas a questões colocadas a pormenores mais profundos e explicativos dos conteúdos do artigo. O Cognosco nasceu de mim para o Mundo que o ache interessante.

A participação e os comentários deixados são individualmente estudados e considerados. Perante alguma falha ou insuficiente explicação (felizmente raros) nalgum artigo que seja apontado num comentário tem originado sempre a revisão do artigo em questão e deu lugar às alterações necessárias. Não há da parte do Cognosco nenhum sentimento de intelectualismo ou de sobranceria que leve à desconsideração das suas falhas. É errando que se vai aprendendo. Todas as participações são bem-vindas e valorizadas. Daí a inclusão das estatísticas no corpo do blog: dessa forma quem comenta pode sentir o peso que o seu comentário teve no blog. As estatísticas podem por vezes demorar mas geralmente são actualizadas diariamente.

A nova imagem foi também criada para manter a familiaridade com o Cognosco mas simultaneamente imprimir-lhe um toque mais pessoal e personalizado (além disso foi retirado o calendário. Este não é usado e servia somente para atrasar o carregamento do blog. A sua extinção foi sem dúvida uma mais-valia).

Outras pequenas alterações foram feitas e mais ainda virão ainda a ser. Na forja está uma página da internet que servirá mais adequadamente como repositário de artigos, completo com sinopses para que quem o consulte afira se deseja (re)ler o artigo. Mas isso é para ser feito com mais tempo e paciência. Muito está já em andamento mas outro tanto falta ainda fazer para que esse projecto ganhe «vida».

Um dos ajustamentos que me tinham sido pedidos era a inclusão de mais artigos por página (por js) . A pré-definição é de 7. Eu experimentei valores mais elevados mas a partir de um dado valor o carregamento do blog era afectado e como tal o número de artigos por página foi alterado para 10, valor maior mas que não afecta significativamente o tempo de carregamento.

Com isto dito tenho a agradecer a todos o interesse e as visitas.


Publicado por Mauro Maia às 15:38
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Abril 2005
57 01-04-2005 Comemorações
Perspectivas alternativas de algumas comemorações
58 01-04-2005 Os meses
As origens dos nomes dos meses (Português)
59 01-04-2005 Os dias
As origens dos nomes dos dias (Inglês, Francês, Espanhol)
60 01-04-2005 O sexagésimo
A origem do nome Páscoa (Inglês, Alemão)
61 04-04-2005 O coração em mil estilhaços
Um poema meu (métrica dupla 9 e 18)
62 06-04-2005 Céu e Terra
Um conto sobre a perseverança
63 08-04-2005 Razões
Porque existir um blog com as características do Cognosco
64 08-04-2005 Pequenos tijolos
Porque foi de Weimar a 1ª República Alemã
65 08-04-2005 Há momentos
O humor de Kino
66 08-04-2005 Hora de ponta
As estranhas horas de ponta no Funchal
67 08-04-2005 Astros
A 13ª constelação e outras falhas da Astrologia
68 08-04-2005 Est(rel)as
As diferentes mortes das estrelas
69 09-04-2005 Wilhelm
Como o Kaiser alemão terá visto o seu cabo Hitler
70 09-04-2005 Portugal de Primeira
Os trágicos números de Portugal na Iª Guerra Mundial
71 09-04-2005 Pensamento do dia
Tu não és os teus erros
72 10-04-2005 O festival das flores
Há sempre quem procure a sua verdade
73 10-04-2005 Sufi ciente
Um conto sobre mestres e pupilos
74 10-04-2005 _____
A libertação do campo de concentração em Weimar
75 11-04-2005 Bondade
Porque a bondade é sinal de inteligência
76 13-04-2005 Pior palavra do dia (Derivado)
O uso indevido de «derivado» nos casos em que é «devido»
77 14-04-2005 Quinze
Os meus quinze minutos de fama já passaram
78 14-04-2005 Paridades
Porque há coisas singulares que se nomeiam no plural (calças, óculos,...)
79 14-04-2005 A Terra (é) gira
O que há em comum entre furacões, Focault e Coriolis
80 16-04-2005 Mel
Reflexões sobre o provérbio «Apanha-se melhor a mosca com mel…»
81 16-04-2005 Pandora
O mito de Pandora e 8 reflexões sobre ele
82 16-04-2005 Apis
O resgate de uma abelha
83 17-04-2005 Logan
A quem Logan interesse
84 18-04-2005 Septem maria
A origem da expressão «Setes mares»
85 19-04-2005 Cave savrie!
Porque nós descendemos dos dinossáurios
86 20-04-2005 Pulsa
A pulsante morte das estrelas
87 20-04-2005 Cima a baixo
O mundo dos Quarks
88 21-04-2005 Meus cor natalis perennis est
Uma mensagem de feliz aniversário
89 21-04-2005 XVI
A escolha da nome do papa
90 22-04-2005 Pomum
Ideias erradas sobre o fruto «maçã»
91 22-04-2005 Pior palavra do dia (credencial)
O erro de «credêncial», a pior palavra do dia
92 23-04-2005 Pessoa (in)completa
O que é o Binómio de Newton, mais belo do que a Vénus de Milo
93 23-04-2005 Quom maiores aut minores
Quando devem as palavras ser em minúsculas ou maiúsculas
94 23-04-2005 Graciosa
Um poema meu (soneto)
95 23-04-2005 Receita para um Super-Homem
Como a aleatoridade pode parecer predestinação
96 23-04-2005 Pior palavra do dia (quizado)
O «quizado» como pior palavra do dia
97 24-04-2005 Ecce Femina
A origem feminina da inteligência humana
98 24-04-2005 Verosimilhança
O que aprecio no quadro de Magritte «ceci n'est pas une pipe»
99 25-04-2005 No quarto vigésimo quinto dia do ano
Factos desconhecidos ou distorcidos do 25 de Abril
100 25-04-2005 Centesim est circa Sapientia
A relação massa cerebral/massa corporal na inteligência
101 26-04-2005 Piores palavras do dia (cocomelos & entregosto)
As candidatas cocomelo e entreegosto à pior palavra do dia
102 26-04-2005 Nessie Furtado
A desmistificação do Monstro do Lago Ness
103 27-04-2005 ICAR
Origens de alguns termos da Igreja Católica
104 27-04-2005 Ó AI meu bem
Análise do excelente filme AI de Steven Spielberg
105 27-04-2005 Melhor frase do dia
Reflexões sobre «O som de risos é a minha música favorita»
106 28-04-2005 esTepes
Se existissem vampiros todas as pessoas do Mundo seriam um deles
107 28-04-2005 Pullum et ovum
Resposta ao que nasceu primeiro, ovo ou galinha
108 28-04-2005 Sinto saudades da minha avó
A grande chave: o ADN mitocondrial
109 29-04-2005 Múscia de sempre (I'll stand by you)
Letra da música dos Pretenders
110 29-05-2005 Bases para a leveza do espírito
Como 1 + 1 nem sempre são 2
111 29-04-2005 Saturação
Humor e reflexão: a saturação cultural
112 30-04-2005 Inversão de valores
Humor: a idade já não é o que era
113 30-04-2005 Harmonia familiar
Humor: casal feliz (com o Cognosco)


Publicado por Mauro Maia às 15:37
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Março 2005
13 02-03-2005 Áur iuth…</br>
Sobre uma pergunta estranha que um aluno me colocou</br>
14 03-03-2005 Magna vs Parva</br>
Porque havia a cidade «Leptis Parva» em Cartago</br>
15 03-03-2005 X-mas tree</br>
Uma curiosa árvore de Natal sinaleira</br>
16 03-03-2005 Cálice</br>
Um poema meu (soneto)</br>
17 04-03-2005 Alquimia</br>
A origem dos nomes de algumas substâncias</br>
18 04-03-2005 Ah, a foto de família</br>
Reflexões sobre a evolução humana</br>
19 04-03-2005 Descartes pensa</br>
Um poema meu (soneto duplo)</br>
20 05-03-2005 APU (Attack Personal Unit)</br>
Um estranho «veículo» que me desperta a curiosidade</br>
21 05-03-2005 Novos mundos</br>
Reflexões sobre como encarar a vida</br>
22 06-03-2005 Há momentos para tudo</br>
Pensamentos que me inspiram um quadro de Escher</br>
23 07-03-2005 Todos já fomos crianças</br>
Como o filme Transformers me faz lembrar a infância</br>
24 07-03-2005 Libertação ou condensação</br>
Pensamentos que me inspiram dois quadros de Escher</br>
25 08-03-2005 Ao contrário da crença popular (Julius)</br>
Noções incorrectas sobre Júlio César</br>
26 08-03-2005 Ao contrário da crença popular (Biblus)</br>
Noções sobre a Bíblia que não são bíblicas</br>
27 08-03-2005 Ao contrário da crença popular (Locus et Tempore)</br>
Noções erradas sobre a História e locais mundiais</br>
28 11-03-2005 Páruo</br>
Uma curta reflexão sobre o meu estado de espírito</br>
29 11-03-2005 Ao contrário da crença popular (Portus Cale)</br>
Alguns factos pouco divulgados sobre a História portuguesa</br>
30 11-03-2005 Ao contrário da crença popular (Yuz Asaf)</br>
Controversas teorias sobre o fundador do Cristianismo</br>
31 11-03-2005 Ao contrário da crença popular (Luna)</br>
As missões Apolo e as várias idas à Lua</br>
32 11-03-2005 A efémera glória... Uanitas uanitas et omnia uanitas</br>
A minha presença virtual</br>
33 11-03-2005 4 clips 4 laughs</br>
4 vídeos de humor cortesia Alcatel</br>
34 12-03-2005 Uitae momenti</br>
Séries televisivas que gostei muito ou me marcaram</br>
35 12-03-2005 Lepus et testudo (... sed amor non sequitur)</br>
Um conto sobre a dependência em relações humanas</br>
36 13-03-2005 E eis que nada me mantenho</br>
Um poema meu (métrica livre)</br>
37 14-03-2005 Nipon (Japão em Japonês)</br>
Algum vocabulário e gramática simples de Japonês</br>
38 14-03-2005 Helena (Grécia em Grego)</br>
Algum vocabulário e gramática simples de Grego</br>
39 15-03-2005 Para quem aprecia Matrix e Futurama!</br>
Uma curiosa mistura dos Universos Matrix e Futurama.</br>
40 16-03-2005 Coisas a não esquecer de fazer...</br>
Coisas a não esquecer de fazer mas que por vezes ficam por fazer…</br>
41 17-03-2005 Portugal (Portugal em Português)</br>
Reflexões sobre músicos e músicas em Português</br>
42 17-03-2005 Música de sempre (Ouvi dizer)</br>
Letra da música dos Ornatos Violeta</br>
43 17-03-2005 Música de sempre (Sitting on the dock of the bay)</br>
Letra da música de Ottis Redding</br>
44 17-03-2005 Música de sempre (A lua que eu te dei)</br>
Letra da música de Ivete Sangalo</br>
45 17-03-2005 Tristeza</br>
Um poema meu (métrica livre)</br>
46 18-03-2005 Domus mutare</br>
Reflexões sobre a mudança de casa</br>
47 28-03-2005 Regresso em espiral</br>
Reflexões sobre uma estranha aterragem na Madeira</br>
48 29-03-2005 Dreams are the stuff stars are made of</br>
Reflexões sobre as séries Star Trek</br>
49 29-03-2005 Com 3 pequenas coisas</br>
Sobre o que significa ser um Homem latino</br>
50 30-03-2005 da Maia</br>
A importância de me chamar da Maia</br>
51 30-03-2005 Tanto para dizer</br>
Um poema meu (métrica fixa 9)</br>
52 30-03-2005 Os 3 érres</br>
A reciclagem num jogo de atirar uma bola de papel</br>
53 31-03-2005 Origens</br>
As origens das palavras Vírus, Vacina, Cícero, Critério</br>
54 31-03-2005 Provérbios e adivinhas</br>
Reflexões sobre provérbios e adivinhas e exemplos gregos</br>
55 31-03-2005 Vacinas</br>
Esclarecimentos detalhados sobre a origem das Vacinas</br>
56 31-03-2005 Histórias da Guerra Biológica</br>
Alguns relatos históricos de Guerra Biológica</br>


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Fevereiro 2005
1 18-02-2005 Cognosco primo
Onde se expõe os objectivos do Cognosco
2 19-02-2005 Ái sei
As influências francesas na língua inglesa
3 19-02-2005 Bái Jorg!
A origem do nome Jorge
4 21-02-2005 USA mas não abuses
Reflexões sobre a manteiga-de-amendoim
5 22-02-2005 Bellis
A estranha ligação entre as palavras Guerra e Belo
6 22-02-2005 Medir a Terra
As origens dos nomes dos triângulos
7 25-02-2005 Injustiças
Alguns termos que contêm possíveis injustiças históricas
8 26-02-2005 Algumas coisas que me vêm à mente
Alguns pensamentos que me surgiram sobre a vida
9 26-02-2005 Na ilha
A forte chuvada no Funchal a 26-02-2005 quando havia seca no Continente
10 27-02-2005 Estados materiais
Os 5 estados da matéria
11 27-02-2005 Laetitia
A importância do Latim e a «clarividência» de algumas palavras
12 28-02-2005 Bene qui latuit, bene vixit
Reflexões sobre citação «Bene qui latuit, bene vixit»


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Julho 2005
176 05-07-2005 He's alive
As razões porque ficou às «escuras» o Cognosco durante 15 dias
177 05-07-2005 Translations
Sobre palavras em Inglês que soam ao que não são em Português
178 07-07-2005 Lux mundi
A luz visível é apenas uma pequena parte da luz do universo
179 07-07-2005 Iotas e nanos
Múltiplos e submúltiplos das unidades de medida
180 07-07-2005 Solar ambusti
Porque a pele às vezes bronzeia-se outras queima-se
181 08-07-2005 Bits & bytes
O que são os bits e os bytes do computador
182 08-07-2005 Fulminis
Na verdade um raio atinge mais do que duas vezes o mesmo sítio
183 09-07-2005 Octanas para que te quero
Porque é 95 ou 98 a gasolina (não é o ano!)
184 10-07-2005 Eros e Psique
O mito de Eros e Psique e a sua influência nos contos infantis
185 10-07-2005 Fibonacci
A sequência de Fibonacci nos coelhos, Parténon, pinhas e ananazes
186 11-07-2005 Rorschach
O teste das manchas de tinta de Rorschach: os cartões como funcionam
187 11-07-2005 Olivença amata filia
Porque a cidade de Olivença é Portuguesa desde 1297 mas está em Espanha
188 13-07-2005 Ethicus libri optio
A opção ética perante um livro que me foi oferecido
189 14-07-2005 Stelarum somnium
Como se medem as distâncias às estrelas
190 14-07-2005 A flor que chorava por amor
Um conto sobre o amor, responsabilidade, abnegação e saudade
191 17-07-2005 Longa paeninsula
Foi também a cultura potuguesa que foi destruída em Nagasaki
192 17-07-2005 Calda quaesiti
Porque quando subimos desce a temperatura


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Junho 2005
155 01-06-2005 O vil papel
Porque não se desfazem as notas monetárias
156 01-06-2005 O mar enrola na areia
Porque se ouvem as ondas do mar nas conchas
157 01-06-2005 S(i)mile
Como se lê verosímil
158 03-06-3005 Pri(s)ão
O que são e como atacam os Priões
159 04-06-2005 Parvs mvndvs
A hipótese de que todos estamos ligados por menos de 6 pessoas
160 04-06-2005 DST
Reflexão sobre a desinformação de uma sociedade dominada pelas notícias
161 06-06-2005 Decem dimensiones
Como o Universo pode ter dez dimensões
162 06-06-2005 Pejum dixit
Como se lê «colesterol»
163 07-06-2005 São bolhas, meu senhor
Porque estalam as articulações
164 07-06-2005 Num piscar de olhos
É a atmosfera que faz piscar as estrelas
165 10-06-2005 Expectativa e Intencionalidade
Expectativa e intencionalidade no enriquecimento do discurso
166 10-06-2005 Evolução e princípios
Reflexões sobre a evolução das linguagens
167 10-06-2005 Amo ergo liberto
Conto sobre como só há amor com liberdade
168 14-06-2005 Deutschland (Alemanha em Alemão)
Porque a Alemanha é Deutschland em Alemão
169 14-06-2005 Ciconia
Como ficaram associadas as cegonhas ao nascimento
170 15-06-2005 Canarias et ignotus tractatus
As Canárias no centro da primeira divisão do Mundo
171 15-06-2005 Ceuta aeterna dolor
Ceuta é espanhola mas os Portugueses é que a conquistaram
172 19-06-2005 Deliquiis Lunae
Porque podem ocorrer eclipses do Sol
173 19-06-2005 Dizzy
O enjôo nas viagens surge por causa dos ouvidos
174 20-06-2005 Kubernetes
Como a cibernética e os governos estão ligados pela origem
175 20-06-2005 Quatuor collactanea
As 4 forças físicas fundamentais do Universo


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Maio 2005
114 01-05-2005 Cravats
Origem das incómodas gravatas
115 01-05-2005 Trivialidades
Reflexões sobre o 1 de Maio
116 02-05-2005 Perca o erro!
A perca é o peixe, não é o prejuízo
117 02-05-2005 Destinos
Lições a aprender com a Ilha da Páscoa
118 04-05-2005 Scientia in orbis core
Reflexões sobre o paradoxo da Ciência no séc. XX
119 04-05-2005 Girl Power
Intrincadas máquinas biológicas: os Mosquitos
120 04-05-2005 Parténon
A História do grande vencedor do Tempo
121 05-05-2005 Vôo
Fotografia: Eu, a mota, o céu, a imaginação.
122 06-05-2005 The road not taken
O poema de Richard Frost
123 06-05-2005 Dividere nam regere
Como as bases do entendimento se fixam nas premissas
124 07-05-2005 Excepção
Como nem toda a regra tem excepção
125 07-05-2005 Inclusivas
Reflexão sobre palavras inclusivas/exclusivas
126 08-05-2005 Um quarto para quatro
Origem e necessidade dos anos bissextos
127 10-05-2005 Planícies Aluviais
Erros da Oralidade
128 11-05-2005 Míngua
A desconhecida origem do símbolo do Quarto Crescente
129 12-05-2005 Não me aKomodo
Os misteriosos Dragões de Komodo
130 13-05-2005 Eureka
Como o Cognosco não foi Eureka
131 13-05-2005 por Nada
Reflexões sobre o conceito Nada
132 13-05-2005 Quem
Reflexões sobre o equilíbrio pessoal que todos procuram
133 13-05-2005 Herão tão fáceis
O cálculo da área de triângulos sem o Teorema de Pitágoras
134 15-04-2005 Está frio aqui
O que Fahrenheit tem a dizer
135 15-05-2005 O elefante e a formiga
Como formigas pregam rasteiras a elefantes
136 17-05-2005 Embaraços linguísticos
Português e Espanhol tão diferentes mesmo que iguais
137 17-05-2005 Pseudis paradoxa
A rã que diminui por crescer e outros paradoxos
138 18-05-2005 Pulchra luna
A formação da romântica Lua
139 19-05-2005 Com tino e siso
Porque nascem os dentes do siso
140 19-05-2006 Vaca, a Espezinhadora
As vacas matam mais do que os tubarões
141 21-05-2005 Mega
A corrida biológica ao tamanho das baleias
142 21-05-2005 Voltas
O paradoxo da volta ao esquilo
143 21-05-2005 Cardinando
O bilião americano é mais apressado que o bilião europeu
144 21-05-2005 Dilema
A Teoria dos Jogos no Dilema do Prisioneiro
145 22-05-2005 Necessidade
Como começar a falar com 6 anos é ser precoce
146 22-05.2005 Alea jacta est
Probabilidade não é Possibilidade
147 23-05-2005 Et autem convertet
É porque a Lua roda que tem um lado oculto
148 24-05-2005 Quadratura do círculo
Há impossíveis mais possíveis do que outros
149 24-05-2005 Piscis est carnis
Se é peixe é carne
150 25-05-2005 As pontes de Konisberg
Nas pontes de Konisberg não se passa uma só vez
151 27-05-2005 Croissant
As origens do croissant
152 27-05-2005 Cappuccino
As origens do cappuccino
153 30-05-2005 Pior palavra do dia (descabeixo)
Pior palavra do dia (descabeixo)
154 30-05-2005 Simples mente
Como o menino Gauss somou os números de 1 a 100


Publicado por Mauro Maia às 15:36
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Domingo, 17 de Julho de 2005
Calda quaesiti
~ Hoje tenho eu uma pergunta: porque é que quanto mais alto subimos mais frio faz? Não devia aquecer por estarmos mais próximos do Sol?

Sol

Seria de facto de estranhar que quando subimos a temperatura desce.
Mas só é estranho na medida em que se desconhece os princípios subjacentes a estas questões.

A primeira questão que é necessária abordar é a da temperatura.
Os artigos Faz frio aqui e Solar ambusti as questões relacionadas com o mecanismo pelo qual actua a temperatura ficou mais ou menos esclarecido.
Mas é sempre bom recapitular.

O que se sente como calor (e consequentemente temperatura) é a energia das moléculas que chocam com a pele ou com o líquido do termómetro. Quanto mais energia tiverem as moléculas mais agitadas estão e mais vezes chocam entre si e com a pele ou o termómetro. Então só há temperatura onde há moléculas que se agitam. Quanto menos moléculas existirem menos colisões há e logo menos trocas de energia e menos calor, por muito que essas poucas estejam agitadas.

O que se passa é que quanto mais alto se está mais rarefeito é o ar.

Ao nível do mar a distância média entre duas moléculas é cerca de 8 milionésimos de centímetro, 8 x 10-8 m (ou 80 nanómetros). Assim que uma molécula se agita essa energia é trocada com todas as moléculas que estão à sua volta. O calor é facilmente transportado. Quando as moléculas de ar são atingidas pela radiação infra-vermelha oriunda do Sol recebem a sua energia e ficam agitadas. Essa agitação é o calor que sentimos num dia de Sol.

Mas a mais de 80 quilómetros de altura as moléculas estão separadas por quilómetros de distância. Por muito que se agitem não têm vizinhos e por isso o calor não é facilmente trasportado. Nessas condições o ar é muito frio.

Na atmosfera por cada quilómetro que se sobe a temperatura desce 1,6º C.

~ Mas porque desce em vez de subir? E a proximidade ao sol?

ParisEsse aumento da proximidade ao Sol é demasiado pequeno comparado com a distância da Terra ao Sol para ter qualquer efeito. A distância média ao Sol é 150 milhões de quilómetros. Subir 1 quilómetro é irrelevante em comparação com tão grande distância.
Em termos comparativos: como Paris está a 1500 quilómetros de Lisboa isto é o mesmo que andarmos 1 centímetro de Lisboa em direcção a uma fogueira acessa em Paris e esperamos sentir um aumento de temperatura!

~ Percebi. Mas algo não bate certo. E então no Espaço à volta do Sol? É vácuo, não há moléculas. Mas não me parece que esteja frio por lá...

A questão do Espaço à volta do Sol remete para outra situação. De facto não há moléculas para serem agitadas. Mas a quantidade de partículas presentes é imensa. A gama de radiações que o Sol emite (infra-vermelhos, ultra-violeta, visível, ...) é muito grande.
Apesar de não haver moléculas de ar as radiações atingem a nave que até lá nos transporta. E essa aquece imenso devido às radiações, aquece o ar que respiramos dentro dela e eis o calor.

~ Mas se há tão poucas moléculas acima dos 80 quilómetros porque é que as naves espaciais precisam de um escudo térmico quando entram na atmosfera terrestre vindas do espaço? Porque é que ficam tão quentes sendo assim e podem até explodir com o calor?

Mas a velocidade a que a nave entra é tão grande que choca com muitas moléculas que, apesar de serem poucas, àquela velocidade apanham-se muitas.
Se o ângulo de entrada na atmosfera for pequeno (desce muito a pique) apanha tantas moléculas de ar rarefeito que aquece e não há escudo que lhe valha.
Se o ângulo de entrada na atmosfera for grande (desce mais na horizontal) acaba por fazer ricochete nessas poucas moléculas de ar e ressalta de volta para o espaço.

Questões quentes


Publicado por Mauro Maia às 23:36
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Longa paeninsula
Japão

Todos sabemos (pelo menos nós, Portugueses, temos a obrigação de o saber) que Portugal, nos séculos XV e XVI, apresentou o vasto Mundo a uma Europa exaurida por sucessivas guerras e ignorante das miríades de povos e de Terras que se estendiam para lá das suas fronteiras. Uma dessas terras era o Japão, o país-arquipélago para lá da China visitada pelo mercador veneziano Marco Polo. Os Portugueses foram os primeiros ocidentais a chegar às ilhas e os que apresentaram a um Japão mergulhado em guerras civis as armas de fogo, dando origem a uma cadeia de acontecimentos que culminaria na militarização e na participação nipónica na IIª Guerra Mundial.

~ Mas onde estão os vestígios, as influências da cultura portuguesa na japonesa? Nunca vi Portugueses nas animes japonesas...

É verdade que a derrota na II.ª Guerra Mundial e a ocupação militar americana são os maiores factores de ocidentalização do Japão moderno. Mas Portugal tem a sua enorme quota-parte no progresso económico e tecnológico do Japão. É necessário ver um pouco de História para compreender como:

O Japão («日本» Nipon/Nihon, literalmente A origem do Sol mas geralmente traduzido por Terra do Sol nascente) é um país da Ásia, no Pacífico, ao lado da China continental, composto por 6 800 ilhas. Até ao século XVI, o país viveu isolado do Mundo, conhecendo e comercializando apenas com os seus vizinhos China e Coreia. Apesar da pólvora ter sido inventada na China muito tempo antes, os países da Ásia não a usavam em aplicações militares. Mas tudo isso mudou com os Descobrimentos...

Em 1542, chegaram, ao Japão, navegadores portugueses, após um acidental desembarque, dando origem ao Período Nanban («nanban» significa bárbaro ocidental em japonês).
Nanban português

Os Portugueses construíram, na vila em que desembarcaram, um porto e introduziram n'a Origem do Sol os mosquetes (com que os 3 Grandes senhores da guerra da altura se passaram a degladiar, pondo fim ao importância dos samurais na guerra) e a religião católica: o missionário Francisco Xavier desembarcou, no Japão, em 1549, e partiu para a China, em 1551, onde morreria e deixaria nome, para converter a população.

Além disso, os Portugueses introduziram os panados, que são alimentos cobertos de pão ralado e depois fritos. Ainda hoje, um prato muito apreciado no Japão é a tempora, um panado de vegetais e marisco criado na altura. Introduziram também o tabaco e o pão-de-ló, ainda muito apreciado no Japão e designado por kasutera «pão castelhano», uma especialidade da cidade de Nagasaki. O comércio com os Nanban portugueses prosperou.

~ Onde estão então os vestígos desse extenso comércio?

A vila onde os Portugueses desembarcaram e onde depois contruíram um porto (e tornaram cosmopolita) chamava-se Nagasaki (por isso é de lá o pão-de-ló japonês). A vila, fundada um século antes, no século XV, era de pouca importância até à data, apesar do seu excelente porto natural ser bastante favorável a actividades navais. A vila (agora cidade) de Nagasaki («長崎市», literalmente península longa devido ao supracitado porto de pesca) tornou-se depois a base natural para o povo que foi a némesis naval e cultural de Portugal, bem mais do que os Espanhóis: os Holandeses. Onde estivemos, os Holandeses sempre se meteram depois, do Brasil à Indonésia. Mas, nessa altura, a vila tinha influência portuguesa e todas as trocas comerciais portuguesas eram através desse porto de construção portuguesa.

Começa-se agora a perceber o porquê do aparente desaparecimento da cultura portuguesa no Japão, se bem que o total desaparecimento é ilusório: há as temporas, o kasutera e há ainda festividades populares japonesas onde é encenada a chegada dos Portugueses ao arquipélago, completas com réplicas de caravelas portuguesas com a cruz de cristo...

Foi Portugal que abriu o Japão ao Mundo e o introduziu às armas de fogo ocidentais. Desde essa altura, a ambição militar de um Japão entretanto unificado e sem o domínio militar dos shoguns e seus samurais, cresceu continuamente. Em 1904-1905, a nação nipónica teve oportunidade de mostrar ao Mundo até onde se tinha desenvolvido. Na guerra russo-japonesa (1904-1905), os interesses japoneses e russos chocaram na regiões da Coreia e da Manchúria, tendo os japoneses facilmente derrotado a armada russa enviada para estabelecer o domínio russo.
O culminar dessa ambição foi a expansão territorial japonesa para a Coreia, China e ilhas do Pacífico em meados do século XX. Tal expansão levou o país a entrar em conflito com os interesses americanos na região e conduziria-o ao ataque surpresa de Pearl Harbour no Hawaii, o que por sua vez levou à entrada, na II.ª Guerra Mundial, dos EUA e ao confronto, subsequente derrota e ocupação militar às mãos dos nanban americanos.

Os Japoneses sempre foram um povo extremamente orgulhoso e uma invasão americana das ilhas teria custado a vida de milhares de tropas americanas (além da ameaça comunista de invasão do Japão, inaceitável para os EUA). Perante isso, os Americanos usaram uma novíssima arma para derrotar os japoneses sem o custo de milhares de soldados: a bomba atómica.

1.º teste atómico em BikiniComo todos sabem, foram lançadas duas bombas atómicas (as únicas até hoje usadas num teatro de guerra) e se o Japão não se tivesse rendido no dia 14 de Agosto os EUA já tinham planeado e ensaiado (com bombas falsas) outros lançamentos de bombas atómicas noutras cidades nipónicas.

Lançaram, a 6 de Agosto de 1945, a bomba de urânio Little boy sobre a cidade de Hiroxima, a partir do bombardeiro Enola Gay (o nome da mãe do comandante do avião) e, a 9 de Agosto, a bomba de plutónio Fat man sobre a cidade de Nagasaki, a partir do bombardeiro Bockscar.
Foi dado ao bombardeiro o nome do seu comandante, de sobrenome Bocks. Como bincadeira, e tendo em conta a «mercadoria» que ele entregou aos habitantes da cidade, foi alcunhado de «Bockscar».
«Boxcar» é a designação dos vagões de mercadorias dos comboios americanos, autênticas «caixas» de metal com portas laterais.

A bomba de Nagasaki causou menos destruição do que a de Hiroxima, apesar da de Nagasaki ser mais potente. Na verdade, a cidade de Nagasaki não tinha sido a escolhida para o bombardeamento atómico porque a sua geografia atenuaria (como de facto o fez) os seus efeitos. Nagasaki era um alvo secundário para o ataque nuclear, uma segunda escolha caso a primeira não desse certo. Outra cidade (Kukura, no norte do Japão) foi a escolhida e para ela se deslocou o Bockscar no dia 9 de Agosto. Mas, nesse dia, sobre a cidade, o céu estava muito nublado e sem condições propícias ao lançamento. Por isso, após 3 aproximações infrutíferas à cidade, o bombardeiro deslocou-se para o alvo secundário, Nagasaki.

Foi o tempo meteorológico e não o cronológico que fez desaparecer a presença portuguesa no Japão e esquecer a sua presença asiática (exceptuando Timor e Macau).
Salvou-se o pão-de-ló e a religião, apesar de ter uma minoria de 0,7% de crentes católicos em constraste com os 54% do Xintuísmo e dos 40% do Budismo...


O dia 9 de Agosto devia ser de luto nacional em Portugal.
Primeiro em homenagem às vítimas civis japonesas (as militares conheciam os riscos).
Depois pela destruição de um património riquíssimo da nossa cultura na cidade de Nagasaki. Quem sabe quanto património cultural português se perdeu nesse dia?
Mas temos bem a noção do quanto se perdeu em termos históricos: foi como se Portugal nunca lá tivesse posto o pé...

No artigo Os meses falou-se no significado dos nomes dos meses em línguas europeias e proporcionou-se o comentário sobre os monótonos nomes dos dias da semana em Português, em oposição aos de outras línguas europeias, como visto em Os dias. Mas é bom realçar que os meses japoneses sofrem da mesma monotonia de construção que os dias portugueses: Janeiro é o Primeiro mês, Fevereiro, o Segundo mês,... e assim até Dezembro, o
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<img alt="Japão" src="http://cognoscomm.com/mm/Japan.jpg" width="420" height="360" border="0" />

Todos sabemos (pelo menos nós, Portugueses, temos a obrigação de o saber) que Portugal, nos séculos XV e XVI, apresentou o vasto Mundo a uma Europa exaurida por sucessivas guerras e ignorante das miríades de povos e de Terras que se estendiam para lá das suas fronteiras. Uma dessas terras era o Japão, o país-arquipélago para lá da China visitada pelo mercador veneziano Marco Polo. Os Portugueses foram os primeiros ocidentais a chegar às ilhas e os que apresentaram a um Japão mergulhado em guerras civis as armas de fogo, dando origem a uma cadeia de acontecimentos que culminaria na militarização e na participação nipónica na IIª Guerra Mundial.

<i>~ Mas onde estão os vestígios, as influências da cultura portuguesa na japonesa? Nunca vi Portugueses nas </i>animes<i> japonesas...</i>

É verdade que a derrota na II.ª Guerra Mundial e a ocupação militar americana são os maiores factores de ocidentalização do Japão moderno. Mas Portugal tem a sua enorme quota-parte no progresso económico e tecnológico do Japão. É necessário ver um pouco de História para compreender como:

O Japão («<big>&#26085;&#26412;»</big> <i>Nipon/Nihon</i>, literalmente <i>A origem do Sol</i> mas geralmente traduzido por <i>Terra do Sol nascente</i>) é um país da Ásia, no Pacífico, ao lado da China continental, composto por 6 800 ilhas. Até ao século XVI, o país viveu isolado do Mundo, conhecendo e comercializando apenas com os seus vizinhos China e Coreia. Apesar da pólvora ter sido inventada na China muito tempo antes, os países da Ásia não a usavam em aplicações militares. Mas tudo isso mudou com os Descobrimentos...

Em 1542, chegaram, ao Japão, navegadores portugueses, após um acidental desembarque, dando origem ao Período <i>Nanban</i> («nanban» significa bárbaro ocidental em japonês).
<img alt="Nanban português" src="http://cognoscomm.com/mm/Nanban.jpg" width="100" height="159" align="left" border="0" />

Os Portugueses construíram, na vila em que desembarcaram, um porto e introduziram n'<i>a Origem do Sol</i> os mosquetes (com que os 3 Grandes senhores da guerra da altura se passaram a degladiar, pondo fim ao importância dos <i>samurais</i> na guerra) e a religião católica: o missionário Francisco Xavier desembarcou, no Japão, em 1549, e partiu para a China, em 1551, onde morreria e deixaria nome, para converter a população.

Além disso, os Portugueses introduziram os panados, que são alimentos cobertos de pão ralado e depois fritos. Ainda hoje, um prato muito apreciado no Japão é a <i>tempora</i>, um panado de vegetais e marisco criado na altura. Introduziram também o tabaco e o pão-de-ló, ainda muito apreciado no Japão e designado por <i>kasutera</i> «pão castelhano», uma especialidade da cidade de Nagasaki. O comércio com os <i>Nanban</i> portugueses prosperou.

<i>~ Onde estão então os vestígos desse extenso comércio?</i>

A vila onde os Portugueses desembarcaram e onde depois contruíram um porto (e tornaram cosmopolita) chamava-se <b>Nagasaki</b> (por isso é de lá o pão-de-ló japonês). A vila, fundada um século antes, no século XV, era de pouca importância até à data, apesar do seu excelente porto natural ser bastante favorável a actividades navais. A vila (agora cidade) de Nagasaki («<big>&#38263;&#23822;&#24066;</big>», literalmente <i>península longa</i> devido ao supracitado porto de pesca) tornou-se depois a base natural para o povo que foi a <i>némesis</i> naval e cultural de Portugal, bem mais do que os Espanhóis: os Holandeses. Onde estivemos, os Holandeses sempre se meteram depois, do Brasil à Indonésia. Mas, nessa altura, a vila tinha influência portuguesa e todas as trocas comerciais portuguesas eram através desse porto de construção portuguesa.

Começa-se agora a perceber o porquê do aparente desaparecimento da cultura portuguesa no Japão, se bem que o total desaparecimento é ilusório: há as <i>temporas</i>, o <i>kasutera</i> e há ainda festividades populares japonesas onde é encenada a chegada dos Portugueses ao arquipélago, completas com réplicas de caravelas portuguesas com a cruz de cristo...

Foi Portugal que abriu o Japão ao Mundo e o introduziu às armas de fogo ocidentais. Desde essa altura, a ambição militar de um Japão entretanto unificado e sem o domínio militar dos <i>shoguns</i> e seus <i>samurais</i>, cresceu continuamente. Em 1904-1905, a nação nipónica teve oportunidade de mostrar ao Mundo até onde se tinha desenvolvido. Na guerra russo-japonesa (1904-1905), os interesses japoneses e russos chocaram na regiões da Coreia e da Manchúria, tendo os japoneses facilmente derrotado a armada russa enviada para estabelecer o domínio russo.
O culminar dessa ambição foi a expansão territorial japonesa para a Coreia, China e ilhas do Pacífico em meados do século XX. Tal expansão levou o país a entrar em conflito com os interesses americanos na região e conduziria-o ao ataque surpresa de <i>Pearl Harbour</i> no <i>Hawaii</i>, o que por sua vez levou à entrada, na II.ª Guerra Mundial, dos EUA e ao confronto, subsequente derrota e ocupação militar às mãos dos <i>nanban</i> americanos.

Os Japoneses sempre foram um povo extremamente orgulhoso e uma invasão americana das ilhas teria custado a vida de milhares de tropas americanas (além da ameaça comunista de invasão do Japão, inaceitável para os EUA). Perante isso, os Americanos usaram uma novíssima arma para derrotar os japoneses sem o custo de milhares de soldados: a bomba atómica.

<img alt="1.º teste atómico em Bikini" src="http://cognoscomm.com/mm/BombAtomBikini.jpg" width="100" height="78" align="left" border="0" />Como todos sabem, foram lançadas duas bombas atómicas (as únicas até hoje usadas num teatro de guerra) e se o Japão não se tivesse rendido no dia 14 de Agosto os EUA já tinham planeado e ensaiado (com bombas falsas) outros lançamentos de bombas atómicas noutras cidades nipónicas.

Lançaram, a 6 de Agosto de 1945, a <b>bomba de urânio</b> <i>Little boy</i> sobre a cidade de Hiroxima, a partir do bombardeiro <i>Enola Gay</i> (o nome da mãe do comandante do avião) e, a 9 de Agosto, a <b>bomba de plutónio</b> <i>Fat man</i> sobre a cidade de Nagasaki, a partir do bombardeiro <i>Bockscar</i>.
<img src="http://cognoscomm.com/mm/Boxcar.gif" width="150" height="113" align="right" border="0" />Foi dado ao bombardeiro o nome do seu comandante, de sobrenome Bocks. Como bincadeira, e tendo em conta a «mercadoria» que ele entregou aos habitantes da cidade, foi alcunhado de «Bockscar».
<i>«Boxcar» é a designação dos vagões de mercadorias dos comboios americanos, autênticas «caixas» de metal com portas laterais.</i>

A bomba de Nagasaki causou menos destruição do que a de Hiroxima, apesar da de Nagasaki ser mais potente. Na verdade, a cidade de Nagasaki <b>não</b> tinha sido a escolhida para o bombardeamento atómico porque a sua geografia atenuaria (como de facto o fez) os seus efeitos. Nagasaki era um alvo secundário para o ataque nuclear, uma segunda escolha caso a primeira não desse certo. Outra cidade (Kukura, no norte do Japão) foi a escolhida e para ela se deslocou o <i>Bockscar</i> no dia 9 de Agosto. Mas, nesse dia, sobre a cidade, o céu estava muito nublado e sem condições propícias ao lançamento. Por isso, após 3 aproximações infrutíferas à cidade, o bombardeiro deslocou-se para o alvo secundário, Nagasaki.

<b>Foi o tempo meteorológico e não o cronológico que fez desaparecer a presença portuguesa no Japão e esquecer a sua presença asiática (exceptuando Timor e Macau).
Salvou-se o pão-de-ló e a religião, apesar de ter uma minoria de 0,7% de crentes católicos em constraste com os 54% do Xintuísmo e dos 40% do Budismo...</b>

O dia 9 de Agosto devia ser de <b>luto nacional</b> em Portugal.
Primeiro em homenagem às vítimas civis japonesas (as militares conheciam os riscos).
Depois pela destruição de um património riquíssimo da nossa cultura na cidade de Nagasaki. Quem sabe quanto património cultural português se perdeu nesse dia?
Mas temos bem a noção do quanto se perdeu em termos históricos: foi como se Portugal nunca lá tivesse posto o pé...

<i>No artigo <a href="http://cognosco.blogs.sapo.pt/arquivo/556721.html"><font color="blue"><b>Os meses</b></font></a> falou-se no significado dos nomes dos meses em línguas europeias e proporcionou-se o comentário sobre os monótonos nomes dos dias da semana em Português, em oposição aos de outras línguas europeias, como visto em <a href="http://cognosco.blogs.sapo.pt/arquivo/556780.html"><font color="blue"><b>Os dias</b></font></a>. Mas é bom realçar que os meses japoneses sofrem da mesma monotonia de construção que os dias portugueses: Janeiro é o <b>Primeiro mês</b>, Fevereiro, o <b>Segundo mês</b>,... e assim até Dezembro, o <Décimo segundo mês</b>. O nome de cada mês começa pelo ordinal correspondente (1, 2, 3, ..., 11, 12) seguido do sufixo <i>gatsu</i>, &#26376 («mês»). Assim:
~ Janeiro é &#19968;&#26376; (<u>ichi</u>gatsu) ~ Fevereiro é &#20108;&#26376; (<u>ni</u>gatsu)
~ Março é &#19977;&#26376; (<u>san</u>gatsu) ~ Abril é &#22235;&#26376; (<u>shi</u>gatsu)
~ Maio é &#20116;&#26376; (<u>go</u>gatsu) ~ Junho é &#20845;&#26376; (<u>roku</u>gatsu)
~ Julho é &#19971;&#26376; (<u>shichi</u>gatsu) ~ Agosto é &#20843;&#26376; (<u>hachi</u>gatsu)
~ Setembro é &#20061;&#26376; (<u>ku</u>gatsu) ~ Outubro é &#21313;&#26376; (<u>jú</u>gatsu)
~ Novembro é &#21313;&#19968;&#26376; (<u>júichi</u>gatsu) ~ Dezembro é &#21313;&#20108;&#26376; (<u>júni</u>gatsu)

Mas diga-se, em abono da verdade, que esses são os nomes modernos. Os nomes tradicionais são mais originais e invejáveis culturalmente:
~ Janeiro é &#30566;&#26376; (mutsuki, «mês do afecto»)
~ Fevereiro é &#22914;&#26376; (kisaragi, «mudança de roupa»)
~ Março é &#24357;&#29983; (yayoi, «nova vida» por ser o início da Primavera)
~ Abril é &#21359;&#26376; (uzuki, «mês da lebre»)
~ Maio é &#30352;&#26376; (satsuki, «mês rápido»)
~ Junho é &#27700;&#28961;&#26376; (minatsuki, «mês sem água»)
~ Julho é &#25991;&#26376; (fumizuki, «mês do livro»)
~ Agosto é &#33865;&#26376; (hazuki, «mês da folha da árvore»)
~ Setembro é &#38263;&#26376; (nagatsuki, «mês longo»)
~ Outubro é &#31070;&#28961;&#26376; (kan'nazuki, «mês sem deus»)
~ Novembro é &#38684;&#26376; (shimotsuki, «mês do gelo»)
~ Dezembro é &#24107;&#36208; (shiwasu, «a corrida dos padres», pois os padres andam numa roda-viva para fazer as últimas orações do ano.)</small>

Eis um óptimo complemento à singela e muito limitada gramática japonesa apresentada no artigo <a href="http://cognosco.blogs.sapo.pt/arquivo/530665.html"><font color="blue"><b>Nipon (Japão em Japonês)</font></b></a>.</i>

O título <b>não</b> é uma referência ao arquipélago do Japão, que <b>não<b> é uma península. É o nome, em Latim, da cidade de Nagasaki, «A longa península» em japonês.


Publicado por Mauro Maia às 19:16
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