Últimas atualizações
Novo endereço do Cognosco: http://www.cognoscomm.com
Diário das pequenas descobertas da vida.
Domingo, 6 de Novembro de 2005
circa Trientes Insulae
Bandeira dos AçoresUma dúvida que persiste e geralmente recebe como resposta um lugar comum velho, desactualizado e incorrecto é
a origem do nome do Arquipélago dos Açores.

~ Então não se chama Açores porque há lá muitos açores, a ave?

A resposta comum e repetida sem profundidade analítica é a de que o nome deriva das aves de rapina de nome açor que existiriam nas ilhas em grande número e que os navegadores avistaram quando lá chegaram.
Mas é necessário esclarecer várias questões quanto a esta resposta imediata e incorrecta quanto à origem do nome Açores.

A primeira é a de que não há açores nos Açores (parece paradoxal mas é verdade). Nos Açores há uma ave de rapina a que os açorianos dão o nome de Milhafre ou
[Error: Irreparable invalid markup ('<queimado</b>') in entry. Owner must fix manually. Raw contents below.]

<img alt="Bandeira dos Açores" src="http://cognoscomm.com/mm/AcoresBand.jpg" height="100" width="150" align="right" border="1" />Uma dúvida que persiste e geralmente recebe como resposta um lugar comum velho, desactualizado e incorrecto é
<b>a origem do nome do Arquipélago dos Açores</b>.

<i>~ Então não se chama Açores porque há lá muitos açores, a ave?</i>

A resposta comum e repetida sem profundidade analítica é a de que o nome deriva das aves de rapina de nome açor que existiriam nas ilhas em grande número e que os navegadores avistaram quando lá chegaram.
Mas é necessário esclarecer várias questões quanto a esta resposta imediata e incorrecta quanto à origem do nome Açores.

A primeira é a de que <b>não há açores nos Açores</b> (parece paradoxal mas é verdade). Nos <a href="http://azores.itgo.com/Azores/acores.htm" target="_blank"><font color="blue">Açores</font></a> há uma ave de rapina a que os açorianos dão o nome de <b>Milhafre</b> ou <Queimado</b> (que é o símbolo da região presente na sua bandeira autonómica).
<i>Agradeço ao <a href="http://basaltonegro.blogspot.com/2008/07/aores-ou-milhafres-s-queimados.html" target="_blank"><font color="blue">Paulo</font></a> me ter indicado, na sua página, este outro nome açoriano para a ave.</i>
<u>Mas a ave açoriana não é nem um açor nem um milhafre.</u>

Para esclarecer bem esta questão dos não-milhafres e dos não-açores, aqui vão as espécies que, sendo parecidas, não são a mesma.

<img alt="Açor" src="http://cognoscomm.com/mm/Acores-AccipiterGentilis(Acor).jpg" height="145" width="296" border="0" />
~ <i>Accipiter gentilis</i> - o <b>açor</b>, que só existe em Portugal continental acima do Tejo e é um residente permanente.

<img alt="Águia de asa redonda" src="http://cognoscomm.com/mm/Acores-ButeoButeo(AguiaAsaRedonda).jpg" height="150" width="356" border="0" />
~ <i>Buteo buteo</i> - a <b>águia-asa-redonda</b>, que habita Portugal (continente e ilhas) e é cada vez mais rara. Tem como característica a cauda redonda.
~ <i><u>Buteo buteo rothschildi</i></u> - a ave a que chamam <b>«milhafre»</b> nos Açores mas que é uma subespécie de <i>águia-asa-redonda</i> (como tal é semelhante fisicamente).

<img alt="Gavião" src="http://cognoscomm.com/mm/Acores-AccipiterNisus(Gaviao).jpg" height="151" width="294" border="0" />
~ <i>Accipiter nisus</i> - o <b>gavião</b>, que passa o Inverno em Portugal continental

<img alt="Milhafre Negro" src="http://cognoscomm.com/mm/Acores-MilvusMigran(MilhafreNegro).jpg" height="118" width="259" border="0" />
~ <i>Milvus migrans</i> - o <b>milhafre negro</b>, que tem o corpo castanhanho, cauda forcada e não redonda e passa pelo interior continental português no Verão.

<img alt="Milhano" src="http://cognoscomm.com/mm/Acores-MilvusMilvus(MilhafreReal).jpg" height="122" width="291" border="0" />
~ <i>Milvus milvus</i> - o <b>milhano</b> (ou <i>milhafre real</i>), que tem também a cauda forcada e existe o ano inteiro no continente português a norte do Tejo.

Tendo em conta as características físicas das diferentes espécies aqui apresentadas, parece de todo improvável que navegadores experientes, habituados a reconhecer no firmamento constelações e estrelas com as quais se orientavam, tenham confundido duas espécies de aves distintas, sendo ambas comuns nas suas terras de origem (tanto o açor como a águia-asa-redonda), sendo por isso do seu amplo (re)conhecimento.
A hipótese da confusão parece altamente improvável (até porque, se confundissem, teriam dado aos Açores o nome de Águias-Asas-Redondas). A incorrecção do milhafre por parte dos habitantes regionais (que data das primeiras colonizações) é mais compreensível, não tendo muito deles os anos de experiência de observação dos navegadores (que conheciam bem as aves que observavam nos céus, uma vez que as costumavam usar como pontos de referência para a presença de ilhas no mar alto).

<i>~ Mas então, se o nome não veio do pássaro, de onde veio?</i>

A mando do Infante D. Henrique (de quem era muito amigo), o cavaleiro da Ordem de Cristo e comendador de Almorol <b>Gonçalo Velho Cabral</b>, descobriu os Ilhéus das Formigas em 1431 (no seguimento de um primeiro avistamento por Diogo de Silves em 1427) e em 1432 desembarcou nas Ilhas de Santa Maria (a primeira que viu) e São Miguel. Os Açores são constituidos por 9 ilhas divididas em 3 Grupos (Flores e Corvo no Ocidental, Graciosa, Terceira, São Jorge, Faial e Pico no Central e São Miguel e Santa Maria no Oriental) de uma beleza estonteante, cada irmã com o seu vestido debroado com padrões diferentes.
<img alt="Mapa dos Açores por Pierre de Sousa Lima 1999" src="http://cognoscomm.com/mm/Acores.jpg" height="404" width="556" border="0" />

<b>Gonçalo Velho Cabral</b>, que nomeou a ilhas que descobriu (menos o Corvo e as Flores, descobertas por Diogo de Teive), era devoto de Nossa Senhora do Açor, santa adorada numa pequena povoação situada em <b>Portugal continental</b>, na <b>Beira Alta</b>, concelho de <b>Celorico da Beira</b>, a freguesia dos <a href="http://www.cm-celoricodabeira.pt/concelho/freguesia01.asp" target="_blank"><font color="blue">Açores</font></a>.

A esta padroeira da freguesia vários milagres são atribuidos («O Açor e o Pagem», «Aparecimento da Senhora ao Rústico da Vaca», «O Filho do Rei Resuscitado» e «Milagre da Batalha da Penhadeira»).
Gonçalo Velho Cabral era muito devoto da Nossa Senhora do Açor e, quando foi encarregue da viagem de exploração às ilhas avistadas por Diogo Silves, pediu a protecção à Virgem. Quando descobriu a primeira ilha deu-lhe o nome de <b>Santa Maria</b>, em agradecimento pela descoberta. Ao descobrir as outras ilhas, verificou que era um arquipélago e deu-lhe o nome de <b>Açores</b>, em honra da sua protectora.
<img alt="Nossa Senhora dos Açores - Beira Alta" src="http://cognoscomm.com/mm/IgrejaAcores.gif" height="500" width="500" border="0" />
<i>Açores é uma das povoações mais antigas da Beira Alta, assim o prova a lápide funerária visigótica epígrafada, do século VIII, que pode ser vista na Capela-mor da Igreja de Nossa Senhora do Açor, venerada pelos cavaleiros medievais do século XII e em cuja honra se celebra anualmente uma romaria no mês de Agosto.</i>

A questão da quantidade de aves que terá levado ao nomear do arquipélago parece também sem fundamento. A fauna das ilhas não tem sofrido <u>demasiado</u> com as alterações provocadas pelas pessoas (um dos encantos das ilhas açorianas é exactamente a sua natureza incorrupta e luxuriante) pelo que, havendo tal profusão de aves no século XV não seria de esperar uma extinção tão violenta que tivesse quase extinguido uma ave que seria tão abundante. Que os navegadores tenham avistado de facto açores em grandes quantidades (e que entretanto se extinguiram nestes 5 séculos) é claramente impossível. Os açores não são aves migratórias, pelo que nunca deixam o continente, enquanto que a águia-de-asa-redonda (o «milhafre» açoriano) é, pelo que podia ter sido arrastado por ventos fortes para o arquipélago, como tantas outras aves o foram.

A hipótese de os primeiros descobridores terem visto açores nas ilhas é <u>claramente errada</u>.
Que tenham confundido as aves com açores <u>altamente improvável</u>.
Que as aves eram em número suficiente para levar os navegadores a baptizar as ilhas com esse nome <u>muito difícil de aceitar</u>.
Que Gonçalo Velho Cabral tenha chamado o arquipélago de Açores devido ao nome da sua santa <u>claramente compreensível e possível</u>.

Já agora, e aproveitando o ensejo, eis as origens dos nomes das ilhas:
~ <b>Santa Maria</b> padroeira do descobridor Gonçalo Velho Cabral;
~ <b>São Miguel</b> em honra do santo;
~ <b>São Jorge</b> em honra de outro santo;
~ <b>Graciosa</b> pela vista que se obtinha dela;
~ <b>Pico</b> devido à sua elevada montanha (o ponto mais alto de Portugal, com 2 319m);
~ <b>Faial</b> estava coberto de densas matas de Faias, ainda hoje abundantes;
~ <b>Corvo</b> despertou especial atenção uma colónia de corvos marinhos de lá;
~ <b>Flores</b> é uma ilha particularmente florida;
~ <b>Terceira</b> por uma razão complexa que nada tem a ver com a ordem pela qual as ilhas foram descobertas. Aquando da descoberta do arquipélago já se conheciam os arquipélagos das Canárias e da Madeira. A novas ilhas eram então conhecidas como Ilhas Terceiras. Uma das ilhas mais importantes do arquipélago era a que continha o porto onde os barcos que faziam os descobrimentos portugueses aportavam para se abastecerem de cereais açorianos. Na altura o trigo era a principal cultura do arquipélago e alimentava os navegadores dos descobrimentos nas suas longas viagens. Como era nesta ilha que paravam sempre, os navegadores portugueses passaram de dizer que iam às Ilhas Terceiras para passar a dizer que iam à Ilha Terceira. Daí o nome que ficou.

(Acrescento agora uns pequenos reparos que me foram feitos, via e-mail, ao artigo por <a href="http://web.ipn.pt/literatura/danielsa.htm" target="_blank"><font color="blue">Daniel de Sá</font></a>. Por lapso, e como se pode comprovar pelo mapa acima mostrado, a Horta foi incluida na origem dos nomes das ilhas açorianas. A Horta <b>não</b> é uma ilha açoriana, é uma cidade da ilha do Faial. Gonçalo Cabral Velho era devoto de Nossa Senhora do Açor, mas não se sabe com exactidão a sua origem. O nome da flor açoriana hortência deve-se a Hortense Lepaute, que descobriu o período do cometa Halley. A hortência só foi introduzida nos Açores no século XIX e a ilha das Flores deve o seu nome a outra flor, pequena e amarela, ainda por lá abundante. Agradeço-lhe os pequenos reparos e as correcções foram já integradas no artigo.)

O nome do descobridor do arquipélago dos Açores pode variar de acordo com as fontes usadas ou a sensibilidade de quem as lê. Há quem considere os descobridores dos Açores como o escudeiro de D. Henrique, <b>Diogo de Silves</b> e ainda <b>Diogo de Teive</b> (que descobriu as ilhas do Corvo e das Flores). Mas a importância de <b>Gonçalo Velho Cabral</b> para o estabelecimento português nos Açores é indiscutível.

Antes do povoamentro das ilhas mandou Gonçalo Velho Cabral, em 1432, introduzir gado miúdo. Após essa introdução, e tendo sido constatado que as ilhas eram seguras porque o gado sobreviveu, começou o povoamento das ilhas das quais foi o primeiro capitão-donatário (embora o povoamento sistemático só tenha começado alguns anos mais tarde - Santa Maria, em 1439, e São Miguel, em 1444).
«O Padre Gaspar Frutuoso, cronista micaelense da 2.ª metade do Século XVI, atribui o descobrimento das 7 ilhas dos Açores (ou seja, as ilhas dos Grupos Oriental e Central) a Gonçalo Velho Cabral. Actualmente, essa teoria é negada por alguns historiadores, que julgam que a ter descoberto alguma ilha do arquipélago, terão sido apenas as ilhas do Grupo Oriental.» (<i>Retirado de <font color=#666666>http://pt.wikipedia.org/wiki/Gon%C3%A7alo_Velho_Cabral</font></i>

Tenho de agradecer a valiosa ajuda de <a href="http://web.ipn.pt/literatura/danielsa.htm" target="_blank"><font color="blue">Daniel de Sá</font></a>, que cuja companhia e espírito contagiante pude usufruir aquando da minha estada nos Açores, e que me despertou para este tão repetido e incorrecto lugar comum. Já num artigo anterior (<a href="http://cognosco.blogs.sapo.pt/arquivo/572912.html"><font color="blue">Bondade</font></a>) tive a oportunidade de o recordar, sem o nomear explicitamente.

<i>Há alguns dias decidi finalmente visitar uma página portuguesa que alguém já me tinha referido. Sendo portuguesa e declarando-se como uma página com a intenção de esclarecer dúvidas da Língua Portuguesa, pareceu-me relevante visitá-la.
Eis que, aberta a dita página (que não mencionarei explicitamente por razões que adiante serão entendidas), sou confrontado com uma dúvida colocada por uma leitor da página, perguntando a origem do topónimo Açores e o «esclarecimento» dado pela página.
Dizia então a supracitada página que o nome advinha da presença das aves de rapina da espécie açor que lá existiam quando os navegadores as descobriram. Daí tambem, indicam seguidamente, o gesto do futebolista Pauleta (de origem açoriana) quando marca golos.
Tal explicação é incorrecta por variadas razões, começando pelo facto de não haver açores nos Açores (apenas uma ave que lá apelidam de Milhafre e que é o símbolo da região). Como se viu o nome provém da santa de devoção do navegador que descobriu o arquipélago, Nossa Senhora do Açor (cujo culto é feito na vila dos Açores, na Beira Alta). Tem a imagem desta santa 2 açores, um em cada ombro.
Fiz-lhe estes esclarecimentos e recebi, um dia ou dois depois, uma resposta provinda dos autores da dita página, dizendo para estar atento aos dias seguintes. Eis que a vou consultar e deparo com um «esclarecimento» mais velho do que as avós de muitos de nós: nos Açores há milhafres e os navegadores foram induzidos em erro na determinação da espécie, chamando-lhes Açores. Nem uma menção a uma origem ligada ao descobridor, nem a uma santa. Fizeram </i>tabula rasa<i> das informações que lhes prestei. Esta atitude destoa num </i>sítio<i> que tem como objectivo esclarecer e combater lugares comuns. Persistir na verosimilhança e na parecença, sem aprofundar as questões que lhes são levantadas em vez de procurar a veracidade, mantendo-se na repetição do que se ouve dizer em vez do que é de facto não abona <b>nada</b> em favor de uma página que de esclarecimentos tem pouco e que de lugares comuns e pesquisas superficiais parece ter mais.

No título «acerca das Ilhas Terceiras».</i>


Publicado por Mauro Maia às 17:18
Atalho para o Artigo | Cogitar | Adicionar aos favoritos

23 comentários:
De micronalpha a 6 de Novembro de 2005 às 22:56
Gostei muito do artigo que escreveste. Primou pelo conteúdo que nele é trabalhado, revelando-se paulatinamente uma "caixa" cheia de agradáveis e doces surpresas que adoça o espírito de qualquer leitor, até mesmo do menos guloso. Primou também pelas imagens que nele se encontram que casam harmoniosamente com o que é dito e como é dito. Primou ainda pela facto de ter como objectivo clarificar e até acrescentar conhecimento ao que se julgava que já era conhecido ou /e até sabido. Espero que continues a escrever outros de tão boa ou melhor qualidade que este que aqui apresentas!


De Mauro a 6 de Novembro de 2005 às 23:39
Muito obrigado pela visita e pelo comentário, que tanto primou pelo apreço demonstrado.


De PN a 6 de Novembro de 2005 às 23:43
E eu que pensava que era mesmo por causa da ave...


De Mauro a 6 de Novembro de 2005 às 23:48
Como muitas pessoas o fazem. Também a mim me foi dito por muito tempo o mesmo. Até que a verdade surgiu e o engano desfeito. Como digo no artigo, pena tenho que quem devia esclarecer (após uma pesquisa séria) ajude mais a alimentar verosimilhanças falsas e lugares comuns incorrectos.


De Elsita a 7 de Novembro de 2005 às 15:19
Os Açores (ilha) que dizem deslumbrante e que só conheço de video e de palavras encantadoras de quem a visita, está no meu futuro próximo como uma visita obrigatória (de mochila às costas se possível)...quanto à origem do seu nome, tambem eu responderia da forma (i)lógica por desconhecimento, adorei o roteiro histórico desde a descoberta da ilha, passando pelos mil encantos que nos aliciam. Obrigada pela viagem.Fica bem


De Mauro a 7 de Novembro de 2005 às 18:05
As ilhas açorianas são de facto magníficas. Aconselho a qualquer um visitá-las. São de cortar a respiração de tão belas que são. Se planeias uma visita a qualquer uma delas (todas são belas e merecedoras de visitas mas o tempo nunca permite ver tudo o que se deseja) e como conheço melhor São Miguel, posso aconselhar-te pelo menos: não esquecendo a Lagoa das 7 Cidades, não deixes de ir às Furnas (que ficam perto de Ponta Delgada). Lá vais encontrar as ditas furnas (onde podes comer maçarocas de milho cozidas nas próprias furnas), o lindíssimo Parque Terranostra (que, além das espécies endémicas dos Açores, tem uma piscina natural de água aquecida naturalmente, de cor laranja e na qual se pode tornar banho - é bastante ampla), a lindíssima Lagoa das Furnas e o cozido das Furnas, que é uma maravilha. Prova também o único chá cultivado e produzido na Europa, o Chá da Gorreana, que fica no conselho da Ribeira Grande mas mais a este (na estrada que vai dar à Maia). A Povoação é também bonita, tendo sido a primeira povoação a ser construída na ilha (daí o nome). Na comida micaelense tradicional usam bastante a pimenta da terra. Fica o aviso (ou o conselho) conforme aprecies ou não. Eu podia encher este comentário com as milhares de maravilhas da ilha, mas não te quero estragar as surpresas todas. E há mais 8 ilhas para além desta de igual formosura...


De Maria Papoila a 7 de Novembro de 2005 às 21:44
Conheço Celorico da Beira e perguntava-me porque teria uma freguesia o nome de Açores...Vou ter de visitar a igreja! Claro que embora me perguntasse o porquê também acreditava na história de haver muitos açores nas ilhas! Grata poe mais este brilhante artigo tão esclarecedor!


De Mauro a 7 de Novembro de 2005 às 22:39
Pois, na verdade a questão revela ser: «Porque têm os Açores o nome de uma freguesia de Celorico da Beira?» A História é sempre uma caixinha de surpresas que não me canso de abrir. Obrigado MP por mais uima vez cá vires e pelo continuado apreço pelo Cognosco.


De js a 8 de Novembro de 2005 às 16:25
...mais uma importante lição...
FORÇ'AÍ!
js de http://politicatsf.blogs.sapo.pt e http://mprcoiso.blogs.sapo.pt
(tens algum artigo sobre o calculo da inflação...se tiveres deixa comentário e respectivo link no meu artigo inflação...Obrigado pelas lições)


De deprofundis a 8 de Novembro de 2005 às 20:38
O que se aprende neste BLOG! Para mim, passou a ser de leitura obrigatória. Vou acrescentá-lo aos meus links.


Comentar artigo

Cognosco ergo sum

Conheço logo sou

Estatísticas

Nº de dias:
Artigos: 336
Comentários: 2358
Comentários/artigo: 7,02

Visitas:
(desde 26 de Abril de 2005)
no Cognosco
 
Cogitações recentes
Obrigado, João, pela contribuição. Não está no art...
Estive lendo sua cogitação à respeito do cálculo d...
Obrigado, Aleff, pelo apreço pelo artigo. Exatamen...
achei muito interessante essa sua forma de ver a l...
Obrigado, Desejo um bom 2014 também.
Artigos mais cogitados
282 comentários
74 comentários
66 comentários
62 comentários
44 comentários
Artigos

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Julho 2016

Março 2015

Dezembro 2014

Outubro 2013

Maio 2013

Fevereiro 2013

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Junho 2012

Janeiro 2012

Setembro 2011

Abril 2011

Fevereiro 2011

Dezembro 2010

Maio 2010

Janeiro 2010

Abril 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Novembro 2008

Outubro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Abril 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Novembro 2007

Outubro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Setembro 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

Março 2005

Fevereiro 2005