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Diário das pequenas descobertas da vida.
Sexta-feira, 9 de Setembro de 2005
Momentum DLX
Está na ordem do dia o crónico atraso da economia portuguesa. Entrámos na Comunidade Económica Europeia (actual União Europeia) com a promessa de um rápido desenvolvimento (nosso, não sei o que a Europa ficou a ganhar... Talvez só coerência geográfica e histórica). Certo é que entrámos para a «cauda» da Europa e não mais saímos dela (da cauda, que da Europa só nos devaneios da «Jangada de Pedra»...) Os países recentemente ex-comunistas, com uma economia à data da adesão arrasada, começam já a ultrapassar-nos.</br></br>

~ Pois, que se há-de fazer? É o nosso fado histórico...</br></br>

Para combater esta situação três jovens portugueses reuniram os seu mais preciosos bens para o combate a esta situação, bens que têm faltado a Portugal desde que o comércio português das especiarias da Índia começou a rarear a partir do século XVI. Obviamente que as riquezas que possuem e que mais faltam a Portugal têm sido a sagacidade e o espírito de iniciativa. O que estes jovens desenvolveram foi o Movimento 560.</br></br>

O Movimento 560 visa promover a compra de produtos de fabrico português. Por vezes a origem do produto é incerta ou mesmo desconhecida através das indicações escritas. Mas todos os produtos de fabrico português costumam partilhar uma característica: o código de barras começado por 560.</br></br>

O moderno código de barras foi imaginado por um estudante de pós-graduação nos EUA em 1940 de nome Woodland como resposta a um pedido de um comerciante local para que fosse criado um sistema que permitisse a identificação automática dos produtos no momento do pagamento.</br>A 20 de Outubro de 1949 pediu a patente (juntamente com outro estudante de pós-graduação de nome Silver) do seu Classifying Apparatus and Method (Método e Mecanismo de Classificação), em que os inventores classificavam este método como "to the art of article classification...through the medium of identifying patterns" (a arte da classificação de artigos... através da identificação de padrões), vulgo código de barras (se bem que há referências a que o sistema proposto fosse a de um conjunto de cícrculos concêntricos e não barras). A patente foi oficializada 7 de Outubro de 1952.</br></br>

Há mais de um sistema de código de barras. Há o sistema UPC (Universal Product Code) nos EUA, o sistema EAN (European Article Numbering), JAN (Japanese Article Numbering) e o IAN (International Article Numbering). Todos estes sistemas são idênticos na forma como codificação a informação excepto pelo número de dígitos (com implicações ao nível do algoritmo de controlo). O UPC (do qual há várias versões) tem 12 dígitos (os 6 primeiros identificam o fabricante, os 5 seguintes identificam o produto e 1 dígito de controlo), os restantes sistemas (em particular o que usamos, o EAN-13) possuem 13 dígitos (os 2 ou 3 primeiros dígitos identificam o país (560 para Portugal e 789 para o Brasil, por exemplo), os 4 seguintes representam o código da empresa filiada à EAN, os próximos 5 representam o código do item comercial dentro da empresa e o 13º dígito é o dígito de controlo).</br></br>

É importante que se tenha em atenção contudo o seguinte:</br>
os 2 ou 3 primeirosa dígitos identificam o país que atribuiu o código ao produto e não necessariamente o país de origem do produto.</br>
Mas para efeitos práticos (e particularmente no que concerne a Portugal) a diferença é nula e pode-se considerar em geral que um produto em que o código de barras começa por 560 foi fabricado em Portugal.</br></br>

A lista dos códigos de países no sistema EAN-13 é a seguinte:</br></br>

</br></br>

Sendo certo que nem todos os produtos de origem portuguesa tenham um código de barras iniciado por 560, é igualmente certo que a maioria serão lusos. Também é óbvio que é possível produtos portugueses terem códigos de barras que começam por outros valores que não 560. É aí que se torna imprescindível a referência à origem do produto (que, ao contrário das teorias da conspiração populares, obedecem a regras e a fiscalizações que não lhes permite falsificar origens ou inventar listas de ingredientes).</p>

Dito tudo isto reforço o repto do Movimento 560:</br>Comprem-se produtos de origem portuguesa. Ajudem a economia nacional.
Verifiquem os códigos de barras e a origem do produto.</br></br>

no título em latim Movimento 560



Publicado por Mauro Maia às 12:22
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3 comentários:
De Senhora_d0_lago a 9 de Setembro de 2005 às 16:39
Estarei mais atenta, no futuro. Mas acerca da nossa posição na europa, a questão é tão complicada que me parece que a recuperação está longe de ser conseguida. E continuam a tomar-se medidas que nos afastam cada vez mais dela. Aumentam-se impostos, por exemplo, para se obter dinheiro à custa dos mesmos, quando não entendem que se se tomasse a medida oposta, estaríamos a atrair os outros a investirem cá e a gastarem o seu dinheiro em portugal. Enfim... Compremos então produtos nacionais! Uma gota num oceano de desgraças, mas gota a gota.... Um abraço.


De Mauro a 9 de Setembro de 2005 às 18:00
... mas gota a gota enche a senhora o lago...


De fm a 15 de Setembro de 2005 às 19:02
Penso que o apelo com que finalizas o comentário faz todo o sentido se pensarmos na proliferação de produtos vindos de uma das maiores potências económicas de nível mundial como é a China. Não sou xenófoba mas defendo a preservação do que é genuinamente português ou que é manufacturado no nosso país. O mercado livre em termos gerais é positivo dado é possibilita a abertura de fronteiras,a circulação e comercialização de novos materias. Porém esta oportunidade tão cara para uns vira-se contra países pouco competitivos mas muito apresado como é o caso de Portugal.É necessário uma nova política na económica portuguesa combativa para poder entrar num mercado tão competitivo e agressivo e tão desigual.


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