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Domingo, 17 de Julho de 2005
Longa paeninsula
Japão

Todos sabemos (pelo menos nós, Portugueses, temos a obrigação de o saber) que Portugal, nos séculos XV e XVI, apresentou o vasto Mundo a uma Europa exaurida por sucessivas guerras e ignorante das miríades de povos e de Terras que se estendiam para lá das suas fronteiras. Uma dessas terras era o Japão, o país-arquipélago para lá da China visitada pelo mercador veneziano Marco Polo. Os Portugueses foram os primeiros ocidentais a chegar às ilhas e os que apresentaram a um Japão mergulhado em guerras civis as armas de fogo, dando origem a uma cadeia de acontecimentos que culminaria na militarização e na participação nipónica na IIª Guerra Mundial.

~ Mas onde estão os vestígios, as influências da cultura portuguesa na japonesa? Nunca vi Portugueses nas animes japonesas...

É verdade que a derrota na II.ª Guerra Mundial e a ocupação militar americana são os maiores factores de ocidentalização do Japão moderno. Mas Portugal tem a sua enorme quota-parte no progresso económico e tecnológico do Japão. É necessário ver um pouco de História para compreender como:

O Japão («日本» Nipon/Nihon, literalmente A origem do Sol mas geralmente traduzido por Terra do Sol nascente) é um país da Ásia, no Pacífico, ao lado da China continental, composto por 6 800 ilhas. Até ao século XVI, o país viveu isolado do Mundo, conhecendo e comercializando apenas com os seus vizinhos China e Coreia. Apesar da pólvora ter sido inventada na China muito tempo antes, os países da Ásia não a usavam em aplicações militares. Mas tudo isso mudou com os Descobrimentos...

Em 1542, chegaram, ao Japão, navegadores portugueses, após um acidental desembarque, dando origem ao Período Nanban («nanban» significa bárbaro ocidental em japonês).
Nanban português

Os Portugueses construíram, na vila em que desembarcaram, um porto e introduziram n'a Origem do Sol os mosquetes (com que os 3 Grandes senhores da guerra da altura se passaram a degladiar, pondo fim ao importância dos samurais na guerra) e a religião católica: o missionário Francisco Xavier desembarcou, no Japão, em 1549, e partiu para a China, em 1551, onde morreria e deixaria nome, para converter a população.

Além disso, os Portugueses introduziram os panados, que são alimentos cobertos de pão ralado e depois fritos. Ainda hoje, um prato muito apreciado no Japão é a tempora, um panado de vegetais e marisco criado na altura. Introduziram também o tabaco e o pão-de-ló, ainda muito apreciado no Japão e designado por kasutera «pão castelhano», uma especialidade da cidade de Nagasaki. O comércio com os Nanban portugueses prosperou.

~ Onde estão então os vestígos desse extenso comércio?

A vila onde os Portugueses desembarcaram e onde depois contruíram um porto (e tornaram cosmopolita) chamava-se Nagasaki (por isso é de lá o pão-de-ló japonês). A vila, fundada um século antes, no século XV, era de pouca importância até à data, apesar do seu excelente porto natural ser bastante favorável a actividades navais. A vila (agora cidade) de Nagasaki («長崎市», literalmente península longa devido ao supracitado porto de pesca) tornou-se depois a base natural para o povo que foi a némesis naval e cultural de Portugal, bem mais do que os Espanhóis: os Holandeses. Onde estivemos, os Holandeses sempre se meteram depois, do Brasil à Indonésia. Mas, nessa altura, a vila tinha influência portuguesa e todas as trocas comerciais portuguesas eram através desse porto de construção portuguesa.

Começa-se agora a perceber o porquê do aparente desaparecimento da cultura portuguesa no Japão, se bem que o total desaparecimento é ilusório: há as temporas, o kasutera e há ainda festividades populares japonesas onde é encenada a chegada dos Portugueses ao arquipélago, completas com réplicas de caravelas portuguesas com a cruz de cristo...

Foi Portugal que abriu o Japão ao Mundo e o introduziu às armas de fogo ocidentais. Desde essa altura, a ambição militar de um Japão entretanto unificado e sem o domínio militar dos shoguns e seus samurais, cresceu continuamente. Em 1904-1905, a nação nipónica teve oportunidade de mostrar ao Mundo até onde se tinha desenvolvido. Na guerra russo-japonesa (1904-1905), os interesses japoneses e russos chocaram na regiões da Coreia e da Manchúria, tendo os japoneses facilmente derrotado a armada russa enviada para estabelecer o domínio russo.
O culminar dessa ambição foi a expansão territorial japonesa para a Coreia, China e ilhas do Pacífico em meados do século XX. Tal expansão levou o país a entrar em conflito com os interesses americanos na região e conduziria-o ao ataque surpresa de Pearl Harbour no Hawaii, o que por sua vez levou à entrada, na II.ª Guerra Mundial, dos EUA e ao confronto, subsequente derrota e ocupação militar às mãos dos nanban americanos.

Os Japoneses sempre foram um povo extremamente orgulhoso e uma invasão americana das ilhas teria custado a vida de milhares de tropas americanas (além da ameaça comunista de invasão do Japão, inaceitável para os EUA). Perante isso, os Americanos usaram uma novíssima arma para derrotar os japoneses sem o custo de milhares de soldados: a bomba atómica.

1.º teste atómico em BikiniComo todos sabem, foram lançadas duas bombas atómicas (as únicas até hoje usadas num teatro de guerra) e se o Japão não se tivesse rendido no dia 14 de Agosto os EUA já tinham planeado e ensaiado (com bombas falsas) outros lançamentos de bombas atómicas noutras cidades nipónicas.

Lançaram, a 6 de Agosto de 1945, a bomba de urânio Little boy sobre a cidade de Hiroxima, a partir do bombardeiro Enola Gay (o nome da mãe do comandante do avião) e, a 9 de Agosto, a bomba de plutónio Fat man sobre a cidade de Nagasaki, a partir do bombardeiro Bockscar.
Foi dado ao bombardeiro o nome do seu comandante, de sobrenome Bocks. Como bincadeira, e tendo em conta a «mercadoria» que ele entregou aos habitantes da cidade, foi alcunhado de «Bockscar».
«Boxcar» é a designação dos vagões de mercadorias dos comboios americanos, autênticas «caixas» de metal com portas laterais.

A bomba de Nagasaki causou menos destruição do que a de Hiroxima, apesar da de Nagasaki ser mais potente. Na verdade, a cidade de Nagasaki não tinha sido a escolhida para o bombardeamento atómico porque a sua geografia atenuaria (como de facto o fez) os seus efeitos. Nagasaki era um alvo secundário para o ataque nuclear, uma segunda escolha caso a primeira não desse certo. Outra cidade (Kukura, no norte do Japão) foi a escolhida e para ela se deslocou o Bockscar no dia 9 de Agosto. Mas, nesse dia, sobre a cidade, o céu estava muito nublado e sem condições propícias ao lançamento. Por isso, após 3 aproximações infrutíferas à cidade, o bombardeiro deslocou-se para o alvo secundário, Nagasaki.

Foi o tempo meteorológico e não o cronológico que fez desaparecer a presença portuguesa no Japão e esquecer a sua presença asiática (exceptuando Timor e Macau).
Salvou-se o pão-de-ló e a religião, apesar de ter uma minoria de 0,7% de crentes católicos em constraste com os 54% do Xintuísmo e dos 40% do Budismo...


O dia 9 de Agosto devia ser de luto nacional em Portugal.
Primeiro em homenagem às vítimas civis japonesas (as militares conheciam os riscos).
Depois pela destruição de um património riquíssimo da nossa cultura na cidade de Nagasaki. Quem sabe quanto património cultural português se perdeu nesse dia?
Mas temos bem a noção do quanto se perdeu em termos históricos: foi como se Portugal nunca lá tivesse posto o pé...

No artigo Os meses falou-se no significado dos nomes dos meses em línguas europeias e proporcionou-se o comentário sobre os monótonos nomes dos dias da semana em Português, em oposição aos de outras línguas europeias, como visto em Os dias. Mas é bom realçar que os meses japoneses sofrem da mesma monotonia de construção que os dias portugueses: Janeiro é o Primeiro mês, Fevereiro, o Segundo mês,... e assim até Dezembro, o
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Todos sabemos (pelo menos nós, Portugueses, temos a obrigação de o saber) que Portugal, nos séculos XV e XVI, apresentou o vasto Mundo a uma Europa exaurida por sucessivas guerras e ignorante das miríades de povos e de Terras que se estendiam para lá das suas fronteiras. Uma dessas terras era o Japão, o país-arquipélago para lá da China visitada pelo mercador veneziano Marco Polo. Os Portugueses foram os primeiros ocidentais a chegar às ilhas e os que apresentaram a um Japão mergulhado em guerras civis as armas de fogo, dando origem a uma cadeia de acontecimentos que culminaria na militarização e na participação nipónica na IIª Guerra Mundial.

<i>~ Mas onde estão os vestígios, as influências da cultura portuguesa na japonesa? Nunca vi Portugueses nas </i>animes<i> japonesas...</i>

É verdade que a derrota na II.ª Guerra Mundial e a ocupação militar americana são os maiores factores de ocidentalização do Japão moderno. Mas Portugal tem a sua enorme quota-parte no progresso económico e tecnológico do Japão. É necessário ver um pouco de História para compreender como:

O Japão («<big>&#26085;&#26412;»</big> <i>Nipon/Nihon</i>, literalmente <i>A origem do Sol</i> mas geralmente traduzido por <i>Terra do Sol nascente</i>) é um país da Ásia, no Pacífico, ao lado da China continental, composto por 6 800 ilhas. Até ao século XVI, o país viveu isolado do Mundo, conhecendo e comercializando apenas com os seus vizinhos China e Coreia. Apesar da pólvora ter sido inventada na China muito tempo antes, os países da Ásia não a usavam em aplicações militares. Mas tudo isso mudou com os Descobrimentos...

Em 1542, chegaram, ao Japão, navegadores portugueses, após um acidental desembarque, dando origem ao Período <i>Nanban</i> («nanban» significa bárbaro ocidental em japonês).
<img alt="Nanban português" src="http://cognoscomm.com/mm/Nanban.jpg" width="100" height="159" align="left" border="0" />

Os Portugueses construíram, na vila em que desembarcaram, um porto e introduziram n'<i>a Origem do Sol</i> os mosquetes (com que os 3 Grandes senhores da guerra da altura se passaram a degladiar, pondo fim ao importância dos <i>samurais</i> na guerra) e a religião católica: o missionário Francisco Xavier desembarcou, no Japão, em 1549, e partiu para a China, em 1551, onde morreria e deixaria nome, para converter a população.

Além disso, os Portugueses introduziram os panados, que são alimentos cobertos de pão ralado e depois fritos. Ainda hoje, um prato muito apreciado no Japão é a <i>tempora</i>, um panado de vegetais e marisco criado na altura. Introduziram também o tabaco e o pão-de-ló, ainda muito apreciado no Japão e designado por <i>kasutera</i> «pão castelhano», uma especialidade da cidade de Nagasaki. O comércio com os <i>Nanban</i> portugueses prosperou.

<i>~ Onde estão então os vestígos desse extenso comércio?</i>

A vila onde os Portugueses desembarcaram e onde depois contruíram um porto (e tornaram cosmopolita) chamava-se <b>Nagasaki</b> (por isso é de lá o pão-de-ló japonês). A vila, fundada um século antes, no século XV, era de pouca importância até à data, apesar do seu excelente porto natural ser bastante favorável a actividades navais. A vila (agora cidade) de Nagasaki («<big>&#38263;&#23822;&#24066;</big>», literalmente <i>península longa</i> devido ao supracitado porto de pesca) tornou-se depois a base natural para o povo que foi a <i>némesis</i> naval e cultural de Portugal, bem mais do que os Espanhóis: os Holandeses. Onde estivemos, os Holandeses sempre se meteram depois, do Brasil à Indonésia. Mas, nessa altura, a vila tinha influência portuguesa e todas as trocas comerciais portuguesas eram através desse porto de construção portuguesa.

Começa-se agora a perceber o porquê do aparente desaparecimento da cultura portuguesa no Japão, se bem que o total desaparecimento é ilusório: há as <i>temporas</i>, o <i>kasutera</i> e há ainda festividades populares japonesas onde é encenada a chegada dos Portugueses ao arquipélago, completas com réplicas de caravelas portuguesas com a cruz de cristo...

Foi Portugal que abriu o Japão ao Mundo e o introduziu às armas de fogo ocidentais. Desde essa altura, a ambição militar de um Japão entretanto unificado e sem o domínio militar dos <i>shoguns</i> e seus <i>samurais</i>, cresceu continuamente. Em 1904-1905, a nação nipónica teve oportunidade de mostrar ao Mundo até onde se tinha desenvolvido. Na guerra russo-japonesa (1904-1905), os interesses japoneses e russos chocaram na regiões da Coreia e da Manchúria, tendo os japoneses facilmente derrotado a armada russa enviada para estabelecer o domínio russo.
O culminar dessa ambição foi a expansão territorial japonesa para a Coreia, China e ilhas do Pacífico em meados do século XX. Tal expansão levou o país a entrar em conflito com os interesses americanos na região e conduziria-o ao ataque surpresa de <i>Pearl Harbour</i> no <i>Hawaii</i>, o que por sua vez levou à entrada, na II.ª Guerra Mundial, dos EUA e ao confronto, subsequente derrota e ocupação militar às mãos dos <i>nanban</i> americanos.

Os Japoneses sempre foram um povo extremamente orgulhoso e uma invasão americana das ilhas teria custado a vida de milhares de tropas americanas (além da ameaça comunista de invasão do Japão, inaceitável para os EUA). Perante isso, os Americanos usaram uma novíssima arma para derrotar os japoneses sem o custo de milhares de soldados: a bomba atómica.

<img alt="1.º teste atómico em Bikini" src="http://cognoscomm.com/mm/BombAtomBikini.jpg" width="100" height="78" align="left" border="0" />Como todos sabem, foram lançadas duas bombas atómicas (as únicas até hoje usadas num teatro de guerra) e se o Japão não se tivesse rendido no dia 14 de Agosto os EUA já tinham planeado e ensaiado (com bombas falsas) outros lançamentos de bombas atómicas noutras cidades nipónicas.

Lançaram, a 6 de Agosto de 1945, a <b>bomba de urânio</b> <i>Little boy</i> sobre a cidade de Hiroxima, a partir do bombardeiro <i>Enola Gay</i> (o nome da mãe do comandante do avião) e, a 9 de Agosto, a <b>bomba de plutónio</b> <i>Fat man</i> sobre a cidade de Nagasaki, a partir do bombardeiro <i>Bockscar</i>.
<img src="http://cognoscomm.com/mm/Boxcar.gif" width="150" height="113" align="right" border="0" />Foi dado ao bombardeiro o nome do seu comandante, de sobrenome Bocks. Como bincadeira, e tendo em conta a «mercadoria» que ele entregou aos habitantes da cidade, foi alcunhado de «Bockscar».
<i>«Boxcar» é a designação dos vagões de mercadorias dos comboios americanos, autênticas «caixas» de metal com portas laterais.</i>

A bomba de Nagasaki causou menos destruição do que a de Hiroxima, apesar da de Nagasaki ser mais potente. Na verdade, a cidade de Nagasaki <b>não</b> tinha sido a escolhida para o bombardeamento atómico porque a sua geografia atenuaria (como de facto o fez) os seus efeitos. Nagasaki era um alvo secundário para o ataque nuclear, uma segunda escolha caso a primeira não desse certo. Outra cidade (Kukura, no norte do Japão) foi a escolhida e para ela se deslocou o <i>Bockscar</i> no dia 9 de Agosto. Mas, nesse dia, sobre a cidade, o céu estava muito nublado e sem condições propícias ao lançamento. Por isso, após 3 aproximações infrutíferas à cidade, o bombardeiro deslocou-se para o alvo secundário, Nagasaki.

<b>Foi o tempo meteorológico e não o cronológico que fez desaparecer a presença portuguesa no Japão e esquecer a sua presença asiática (exceptuando Timor e Macau).
Salvou-se o pão-de-ló e a religião, apesar de ter uma minoria de 0,7% de crentes católicos em constraste com os 54% do Xintuísmo e dos 40% do Budismo...</b>

O dia 9 de Agosto devia ser de <b>luto nacional</b> em Portugal.
Primeiro em homenagem às vítimas civis japonesas (as militares conheciam os riscos).
Depois pela destruição de um património riquíssimo da nossa cultura na cidade de Nagasaki. Quem sabe quanto património cultural português se perdeu nesse dia?
Mas temos bem a noção do quanto se perdeu em termos históricos: foi como se Portugal nunca lá tivesse posto o pé...

<i>No artigo <a href="http://cognosco.blogs.sapo.pt/arquivo/556721.html"><font color="blue"><b>Os meses</b></font></a> falou-se no significado dos nomes dos meses em línguas europeias e proporcionou-se o comentário sobre os monótonos nomes dos dias da semana em Português, em oposição aos de outras línguas europeias, como visto em <a href="http://cognosco.blogs.sapo.pt/arquivo/556780.html"><font color="blue"><b>Os dias</b></font></a>. Mas é bom realçar que os meses japoneses sofrem da mesma monotonia de construção que os dias portugueses: Janeiro é o <b>Primeiro mês</b>, Fevereiro, o <b>Segundo mês</b>,... e assim até Dezembro, o <Décimo segundo mês</b>. O nome de cada mês começa pelo ordinal correspondente (1, 2, 3, ..., 11, 12) seguido do sufixo <i>gatsu</i>, &#26376 («mês»). Assim:
~ Janeiro é &#19968;&#26376; (<u>ichi</u>gatsu) ~ Fevereiro é &#20108;&#26376; (<u>ni</u>gatsu)
~ Março é &#19977;&#26376; (<u>san</u>gatsu) ~ Abril é &#22235;&#26376; (<u>shi</u>gatsu)
~ Maio é &#20116;&#26376; (<u>go</u>gatsu) ~ Junho é &#20845;&#26376; (<u>roku</u>gatsu)
~ Julho é &#19971;&#26376; (<u>shichi</u>gatsu) ~ Agosto é &#20843;&#26376; (<u>hachi</u>gatsu)
~ Setembro é &#20061;&#26376; (<u>ku</u>gatsu) ~ Outubro é &#21313;&#26376; (<u>jú</u>gatsu)
~ Novembro é &#21313;&#19968;&#26376; (<u>júichi</u>gatsu) ~ Dezembro é &#21313;&#20108;&#26376; (<u>júni</u>gatsu)

Mas diga-se, em abono da verdade, que esses são os nomes modernos. Os nomes tradicionais são mais originais e invejáveis culturalmente:
~ Janeiro é &#30566;&#26376; (mutsuki, «mês do afecto»)
~ Fevereiro é &#22914;&#26376; (kisaragi, «mudança de roupa»)
~ Março é &#24357;&#29983; (yayoi, «nova vida» por ser o início da Primavera)
~ Abril é &#21359;&#26376; (uzuki, «mês da lebre»)
~ Maio é &#30352;&#26376; (satsuki, «mês rápido»)
~ Junho é &#27700;&#28961;&#26376; (minatsuki, «mês sem água»)
~ Julho é &#25991;&#26376; (fumizuki, «mês do livro»)
~ Agosto é &#33865;&#26376; (hazuki, «mês da folha da árvore»)
~ Setembro é &#38263;&#26376; (nagatsuki, «mês longo»)
~ Outubro é &#31070;&#28961;&#26376; (kan'nazuki, «mês sem deus»)
~ Novembro é &#38684;&#26376; (shimotsuki, «mês do gelo»)
~ Dezembro é &#24107;&#36208; (shiwasu, «a corrida dos padres», pois os padres andam numa roda-viva para fazer as últimas orações do ano.)</small>

Eis um óptimo complemento à singela e muito limitada gramática japonesa apresentada no artigo <a href="http://cognosco.blogs.sapo.pt/arquivo/530665.html"><font color="blue"><b>Nipon (Japão em Japonês)</font></b></a>.</i>

O título <b>não</b> é uma referência ao arquipélago do Japão, que <b>não<b> é uma península. É o nome, em Latim, da cidade de Nagasaki, «A longa península» em japonês.


Publicado por Mauro Maia às 19:16
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2 comentários:
De Luiz Juliano a 16 de Julho de 2007 às 02:05
Acrescento, a guerra já estava ganha em 1944, tanto que Roosevelt, Stalin e Churchill assinaram o Acordo de Bretton-Woods 1 ano antes dos lançamentos das bombas atômicas. Henry Truman foi o maior assassino da história da humanidade... e saiu impune!! Um adendo, é a terceira vez que discordo de alguma parte de um de seus artigos, mas já li mais de 180. Logo, com exceção dessas três observações, por enquanto, concordo com todo o restante... admirável. Abraço.


De Mauro a 16 de Julho de 2007 às 15:03
Na verdade, «Luiz Juliano», a razão é outra bem diferente: é uma questão de opinião (com a qual nem concordo nem discordo) saber se as bombas atómicas teriam sido mesmo necessárias. É certo que a invasão se podia ter dado sem elas. Duvido sinceramente, do pouco que conheço de História, que os Japoneses se tivessem rendido sem mais nem menos. Duvido até bastante (mas esta é uma questão de opinião). E, não tivessem os Americanos lançado a bomba, os Soviéticos teriam invadido o Japão e, no mínimo, assistir-se-ia a um Japão do Norte (comunista) vs. um Japão do Sul (capitalista), com as óbvias nefastas consequências que daí adviriam e que a Alemanha, ainda neste momento, procura sarar. Ou a Coreia ou o Vietname,... Morreram imensos civis inocentes: é certo. Quantos não morreriam ou passariam privações se a Guerra fria se tivesse instalado no arquipélago e houvesse um «Muro de Tóquio»... É sempre preciso ter cuidado em não analisar os acontecimentos históricos com os olhos do presente. Foi para o não fazer que não incluí qualquer tipo de análise a custos-benefícios do lançamento. Excepto no que disse respeito ao luso nacional pela destruição da cidade...


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