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Diário das pequenas descobertas da vida.
Quarta-feira, 6 de Julho de 2005
Lux mundi
A luz ilumina o rosto da nossa amada quando lhe recitamos poemas ao luar, a luz permite-nos ver o mundo e colher aquela flor que queremos oferecer à nossa amada, a luz oferece-nos a possibilidade de ler e aprender e comunicar com... a nossa amada, a luz permite que o Cognosco se escreve e acima de tudo permite que o Cognosco seja lido... pela nossa amada.

Mas a luz que ilumina o mundo é apenas uma pequena fracção da luz que constantemente chega à Terra. Aliás é uma pequena parte de toda a luz que existe no Universo. Não é sequer a mais importante, a mais comum, a mais energética ou a mais útil (ao Universo em geral). Trata-se da luz visível.

~ Luz invisível?! Isso não é uma contradição de termos?

A expressão «Luz» surgiu para caracterizar aquele tipo de radiação que os olhos captam e que permite ao cérebro ver através dos olhos, ou seja a radiação electromagnética visível. Descobriu-se depois que aquilo que se designa por luz é uma pequeníssima parte da totalidade das radiações electromagnéticas.
Espectro electromagnético

Quanto mais à «esquerda» se encontra uma radiação mais energética ela é.
Isso acontece porque o comprimento de onda (a distância entre duas ondas consecutivas) é menor. Dessa forma no mesmo intervalo de tempo chegam mais ondas de, por exemplo, raios gama do que de ondas de rádio. Quanto mais ondas mais energia é transferida para o corpo que está a ser irradiado.

Como se pode ver no esquema a luz visível ocupa uma pequena zona mais ou menos a meio, com um comprimento de onda entre 400 nanómetros e 700 nanómetros (um nanómetro é a nona parte do metro, é 10-9 metros, ou seja um metro dividido por 10 nove vezes, 1:10:10:10:10:10:10:10:10:10).

A radiação mais energética são os raios gama, com um comprimento de onda-2</sup> e 10-6 nanómetros (ou seja entre um nanómetro dividido por 10 duas vezes e um nanómetro dividido por 10 seis vezes). Isso corresponde a um fentómetro (10-15 metros, ou seja uma metro dividido por 10 quinze vezes).

A radiação menos energética é as ondas de rádio, com um comprimento de onda entre 10 centímetros e 1000 quilómetros.

Pelo esquema percebe-se bem o porquê dos nome ultra-violeta e infra-vermelho.
Dentro das cores visíveis a mais energética é o violeta e a radiação acima dela são os UV (Ultra-Violeta), que são os responsáveis pelos cancros de pele e pelo bronzeado. A cor menos energética é o vermelho e a radiação abaixo dela são os IV (Infra-Vermelhos>), que são geralmente sentidos na forma de calor. Todas as radiações são sentidas como calor. Mas os IV são a radiação invisível que apenas se sente por esse efeito.

Todas (e só) as radiações que estão acima da luz visível são potencialmente cancerígenas, porque devido à elevada energia que transportam torna-as facilmente capazes de alterar o ADN das células que atravessam. Como têm um comprimento de onda pequeno facilmente conseguem penetrar através da pele e dos tecidos orgânicos (e não só) circundantes.
Dentro dessa categoria temos os UV, os Raios-X e os raios gama.

São estas as maravilhosas luzes que iluminam o mundo e de que só há muito pouco tempo temos consciência.
Parafraseando Shakepeare na peça Hamlet:
"There are more things in heaven and earth, Horatio, Than are dreamt of in your philosophy."
(Há mais coisas entre o Céu e a Terra, Horácio, do que sonha a tua Filosofia).
Queria com esta frase Hamlet dizer que o conhecimento humano é limitado.
Pena é quem se limita julgando que tem todas as respostas.
E pena também que haja quem limite a nossa procura julgando-nos demasiado pequenos para enfrentar as respostas.
A verdadeira força não está num murro está numa questão...


No título «A luz do mundo»


Publicado por Mauro Maia às 12:09
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