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Diário das pequenas descobertas da vida.
Sexta-feira, 31 de Agosto de 2007
Se em Roma, sê Egipciano
Ciro Ganoma vivia tranquilo na sua aldeia. Um dia, subitamente, ameaçaram a sua vida e a da sua família. Não teve outro remédio se não partir. Pelas aldeias vizinhas por onde a sua família ia passando, todos olhavam com desconfiança. A sua família foi aumentado, à medida que Ciro Ganoma se deslocava, ficando filhos, netos, sobrinhos, afilhados, ... nas diversas terras por onde iam passando. Mas o estigma estava presente, onde quer que tentassem reconstruir o seu lar e viver como queriam. E o mito propagou-se por si mesmo, baseado em desconfiança em quem não se conhece. Após vários anos, só o mar se estendia à sua frente e, para trás, ficaram muitos membros da família, sempre mal recebidos onde procuravam refúgio. Não lhes bastava terem sido obrigados a deixar o seu lar e a deixar para trás tudo o que tinham, eram e continuavam sempre a ser mal-vindos. Mesmo após 58 anos de estadia (700 meses), ainda eram vistos com desconfiança pelos seus vizinhos, fossem crianças de colo, jovens, adultos, idosos, homens ou mulheres.

Este história parecerá estranha, num mundo de refugiados e preocupações humanitárias:
Como pode uma família ser tão pouco ou nada socorrida e ajudada perante tudo pelo qual passaram? Poderá parecer estranho mas acontece diariamente neste pequeno jardim à beira mar plantado que se chama Portugal. Um dos povos mais antigos com os quais os Portugueses contactaram e com os quais convivem é ainda mal compreendido, rejeitado, alvo de desconfianças e de má-vontades. Acha-se tão natural essa forma de estar que nem se pensa muito nisso, a catalogação e a subvalorização são já tão naturais que saem espontaneamente. A demonstração de que muito paciente tem sido este povo é que todos se alarmam quando algo se noticia sobre eles. Isto só demonstra quão pouco frequentes são as suas acções negativas (que também as têm, ou não fossem membros da espécie humana).

Quando chegaram a Portugal, corria o século XV (cerca de 1425), já lá vão 700 anos. Esta é a História do povo Cigano, a etnia não originária de Portugal mais antiga que cá vive. E a sua história, costumes, crenças, dificuldades, sonhos e esperanças continuam a ser mal-compreendidos, ostracizados, as suas diferenças incompreendidas e desrespeitadas. Como povo, tem-se revelado, ao longo da sua história, resistentes, sobreviventes e orgulhosos das suas tradições e costumes (apesar das perseguições sistemáticas ao longo da sua história e à perda da sua cultura e língua por aculturação aos países onde se foram instalando).

O povo a que se chama Cigano em Portugal e Brasil (e Gitano em Espanha) pertence a uma etnia mais vasta, denominada Rom (substantivo singular) ou Roma (substantivo plural) ou Romani (adjectivo).
Dessa etnia fazem parte ainda os Garachi (Azerbaijão), Kalderach (Balcãs e Europa Central), Romnichal (Grã-Bretanha e América do Norte) e os Sinti (Alemanha, Áustria e Itália).

Do povo cigano fazem parte algumas individualidades que se têm destacado no Mundo (e em particular em Portugal, que é o tema do artigo). Alguns dos mais conhecidos incluem o grupo musical Gipsy Kings (banda musical de França), Joaquin Cortés (dançarino de Espanha) ou Ricardo Quaresma (futebolista de Portugal), só para mencionar alguns dos membros da etnia cigana dos Roma da península. Na ficção, quem pode esquecer Esmeralda, a amada de Quasímodo?

Nos países europeus, eis as últimas estatísticas disponíveis:
incluí também o Brasil

Por análise da tabela, pode-se ver que o Reino Unido (1 cigano em 1 mil 496 habitantes) tem uma proporção muito baixa de ciganos (há os romanchi, mas fala-se de ciganos), e a Roménia e a Bulgária as mais altas (1 cigano em cada 15 e em cada 13 habitantes, respectivamente). Portugal e Brasil têm sensivelmente a mesma percentagem da etnia cigana na sua população: Portugal tem, em números absolutos menos ciganos e menos população e os dois números equilibram-se.

Apesar da semelhança, o povo Roma não emprestou o seu nome ao país Roménia (que deriva o seu nome directamente dos Romanos e o seu império). Há uma razão concreta para que os Roma (Rom no singular) existentes na península ibérica sejam chamados Ciganos, e tem a ver com a sua origem, viagens e o julgamento apressado de que sempre foram alvo.

De onde é o povo Roma originário (que depois deu origem às etnias actuais) é uma matéria ainda especulativa, tendo em conta que é um povo desconfiado após séculos de perseguição e desconfiança. Que, antes de chegar à Europa, veio da Índia é consensual, se foi de lá que primeiro vieram se foi mais um dos seus locais de passagem ainda é matéria de discórdia, sendo que a opinião mais generalizada é que são oriundos da Índia mesmo.

A análise da língua romani (realizada desde o século XV) indica que serão originários do Paquistão (antiga parte norte da Índia maioritariamente de religião muçulmana que se tornou independente em 1952).
Para mais sobre os meçulmanos ou sobre os povos que conviveram com os Roma ver:
~ Os Magos dos Medos que fala sobre um povo da Pérsia, os Medos, e os Reis Magos;
~ Um século sobre as possíveis razões dos atentados suicidas muçulmanos;
~ Míngua sobre a origem do símbolo do Quarto Crescente;

Esse território, tradicionalmente budista, foi conquistado, em 712 DC, pelo general muçulmano Muhammad bin Qasim, tendo a religião islâmica aí se propagado. O povo Roma eram habitantes dessa região e acabaram por fugir, por volta do século XI (especula-se que tenham sido levados, como escravos, pelos invasores muçulmanos, para a Pérsia, actual Médio Oriente). No século XIV surge a primeira referência escrita a um povo de tez escura (chamados «Atsingani») que vivia na ilha de Creta. Em 1360 há o registo da criação de um importante reino Romani na ilha de Corfú (entre a Grécia e a Itália). No século XIV, os Roma alcançaram os Balcãs, em 1424 a Alemanha.
Alguns Roma vieram directamente da Pérsia, pelo Norte de África e entraram na Península Ibérica no século XV e tornaram-se os Ciganos que todos conhecem.

Quando os Roma alcançaram a Europa através da Península Ibérica, o seu anterior estatuto de aliados comerciais mudou radicalmente. Por exemplo, durante 5 séculos (até 1864), os Roma foram escravizados nos principados de Valáquia, Moldávia e Transilvânia, até os três terem sido fundidos na actual Roménia, em 1860. Na península ibérica foram, desde a sua chegada, no século XV, encarados com desconfiança e o nome «cigano» tinha conotações negativas. a primeira legislação anti-cigana ibérica data de 1492, o mesmo ano em que Colombo chegou à América e Granada foi finalmente conquistada as Mouros.
Ver Ceuta et ignotus tractatus sobre porque a chegada de Colombo à América acarretaria a perda portuguesa das Canárias.

Aquando da chegada à península e tendo em conta a sua tez morena e o facto de virem do nordeste da África, levou a que as pessoas pensassem que vinham do Egipto, pelo que eram designados por Egipcianos. O nome «egipciano» foi mudando a par da evolução das línguas, dando origem ao gitano espanhol, ao cigano português, ao Tsiganes francês e ao gipsy inglês, nomes pelos quais este povo Roma é ainda designado nesses países.

Na Rússia, Catarina a Grande (1729-1796), tinha declarado os Roma escravos imperiais e, no Sacro Império Germânico (que inclui a actual Alemanha, Áustria e Europa de Leste) os Roma foram simlplesmente banidos. Ambas estas atitudes descriminatórias viriam a dar origem à perseguição, no século XX, do povo romani pelos Soviéticos e pelos Nazis (por exemplo, os Roma residentes nos países conquistados pelo exército nazi foram perseguidos, enviados para campos de concentração e assassinados em grande escala, num total de mais de 500 mil. Os Roma foram o segundo povo que mais sofreu às mãos nazis, depois dos Judeus. Após a II.ª Guerra Mundial, as tradições culturas romani foram proibidas nos países ocupados pelos soviéticos e os Roma foram perseguidos).

Entretanto, os Roma sobreviveram e prosperaram (estima-se uma taxa de natalidade de 5% entre os Ciganos). Ao contrário da etnia Kalderach, da Europa de Leste, os Ciganos não são nómadas, não são tão pobres e a maioria (pelo menos em Portugal) dedica-se à venda em feiras. Apesar disso, cerca 25% das reclusas em Espanha (e uma percentagem de que não tenho números em Portugal) são de etnia cigana, principalmente devido ao tráfico de droga...


A bandeira internacional do povo Romani.
No centro o Chacra de Açoka, como na da Índia.

Para mais sobre Açoka e porque o seu símbolo figura na bandeira indiana ver
O Príncipe e a roda

A influência cultural dos Ciganos na cultura ibérica é geralmente desconhecida e/ou desvalorizada:
~ A mais conhecida é a dança da Andaluzia chamada «Flamengo». Esta é uma dança com raízes nos Roma Ciganos que viviam nesse reino (na altura mouro) e o seu nome vem da frase «fellah mengu» que significa «camponês sem terra», o que caracterizava o povo cigano da altura.
~ Uma outra influência, desta vez na linguagem popular portuguesa, tem a ver com a palavra «gajo». O povo cigano adaptou a religião católica existente e fala a língua do país que habita, com algumas palavras do Romani. Assim, designam-se a si mesmos como «Rom» ou «Calé» (cigano) e a quem não é como «Gaje» (não-cigano). Portanto, o generalizado uso de «gajo/gaja» no vocabulário popular português vem desses nossos antiquíssimos vizinhos.
E isto para falar de algumas influências mais directas, uma vez que serviram de inspiração a muitos artistas europeus, de pintores a músicos a escritores...


Estão a ver o Aladino? Estão a ver as histórias das Mil e uma Noites?
São persas e foi da Pérsia que o Ciganos saíram para nos vir visitar.
Um pouco como os 3 Reis Magos, que também de lá vieram.
Quem se encanta ou encantou com os maravilhosos contos dessas terras distantes, saiba que é de lá que vieram os «nossos» Roma, os Ciganos!

Como se diria em Rom:
Gadje si Dilo
Os gajos são estúpidos!

Para um interesssante estudo social dos Ciganos em Portugal ver a página
Janus 2001 - A etnia cigana em Portugal

Para se ter uma ideia da complexidade da língua Romani, eis a palavra phral que significa «irmão», nos 8 casos das suas declinações:
> nominativo: phrala (irmãos)
> genitivo: phralengo (dos irmãos)
> dativo: phralenge (para os irmãos)
> acusativo: phralem (os irmãos)
> vocativo: phralale (irmãos!)
> ablativo: phralendar (dos irmãos)
> locativo: phraleste (para os irmãos)
> instrumental: phralentsa (com os irmãos)

Por comparação, uma língua tão complexa como o Latim tem meramente 6 casos...


Publicado por Mauro Maia às 14:11
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8 comentários:
De Maria Papoila a 9 de Setembro de 2007 às 17:46
Querido Mauro: mais um artigo que li com a máxima atenção. Tenho uma série de ciganos inscritos na minha lista, e tive de adaptar-me às sua cultura. É impensável acreditar que os ciganos cumpram rigorosamente um calendário de marcação de consultas: é necessário aproveitar cada procura para os atender e conversar, vacinar, etc. Gostei muito deste artigo, como sempre. Beijos.


De Mauro a 9 de Setembro de 2007 às 18:17
Como sempre, minha querida «Maria Papoila», é sempre com renovado e reforçado gosto que recebo a tua visita. Em relação aos ciganos, são de facto uma etnia muito curiosa, mais ainda por conviveram há tanto connosco e tão pouco se saber deles além dos preconceitos recorentes nas conversas a eles respeitantes. Não digo que seja fácil, não digo que a culpa de tudo seja de nós, os «gajos», há desconfianças de parte a parte, mas sem dúvida que é indispensável ter o coração aberto para as diferenças e para as semelhanças entre todas as pessoas.


De Carlos Rodrigues a 22 de Setembro de 2007 às 22:11
Mauro, voltaste a fazer um trabalho brilhante. Venho de uma aldeia onde se fixaram progressivamente algumas famílias Ciganas. Uma delas já lá vivia desde a minha nascença e fui amigo de alguns filhos e filhas dessa família com seis filhos. Temos coisas de criança que jamais esqueceremos, não vou esquecer o sexo infantil entre mim e a Cristina, não vou esquecer as aventuras com o Paulo, pescar, ir aos ninhos, tomar banho nos ribeiros e furtar fruta, mas muito, muito mais. Mas só estou a escrever as coisas boas, também temos coisas desagradáveis. Aprendi algumas palavras, já não me lembro de muitas, mas por exemplo, nanais significa nada e nénia significa um poema acerca do nada. Depois da minha filha uma das coisas que me toca mais é a maneira como eu choro às vezes, canto como eles, sai-me do fundo da alma esse choro de sagueza, às vezes tristeza, mas quase sempre é uma insatisfação com o mundo e quando cantamos ficamos hirtos com os braços esticados para baixo e ligeiramente abertos, com o rosto virado para o céu, estamos simultaneamente a entregar-nos e a "exigir" uma resposta a Deus... é tão belo e comovente. Às vezes já consigo planear o choro mas não há nada como ele sair quando estamos naquele estado de espírito... raramente me acontece fazê-lo por alegria.


De Mauro a 23 de Setembro de 2007 às 01:30
Bem-vindo, «Carlos Rodrigues». Felicito-te pela tua infância feliz com tão especiais amigos. Claro que a etnia cigana não é desprovida de problemas (e quantos deles não serão mera reacção à forma como são tratados...?) mas é importante saber separar as águas, é importante compreender todas as vertentes de uma situação antes de, tão clamorasamente como é no caso dos Ciganos, colocar um rótulo ngativo e não passar além dele. A forma como, casualmente, o preconceito xenófobo contra os Roma portugueses desliza pels mais inocentes conversas em Portugal e como ninguém ou parece reparar ou se importa com isso é-me incomodativo. O equilíbrio e a correcção nos juízos é demasiado importante para mim para simplesmente aceitar os rótulos que outras pessoas decidiram atribuir a outros. Xenofobia = ignorância e ignorância consciente e aceite é algo que nunca aceitarei. Que outros o queiram para a sua vida é com eles, na minha nunca. Fica bem.


De Raiz de Carla a 29 de Setembro de 2007 às 22:09
Obrigada pelo comentário que deixou no Conjunto C. Eu costumo vir ao cognosco com alguma frequência, mas ainda não me sentia inspirada para deixar um comentário à altura... Gostaria de lhe dar os parabéns pelo blog, é muito bom. Em relação ao post... gostei muito. Eu sabia muito pouco sobre a etnia cigana e a sua história e a maneira como a nossa cultura foi influenciada pela deles é muito interessante. É triste que tenham sido tão mal tratados ao longo da história, mas acho que apesar de tudo agora a sua situação nem está muito má.


De Mauro a 29 de Setembro de 2007 às 23:50
O prazer, «Raíz de Carla», foi meu: tanto na visita que te fiz (ligada ao intessante tema dos grafos e das pontes de Königsberg) como as tuas visitas aqui ao Cognosco. Agradeço-tas e também o comentário. Em relação à etnia cigana, não sei se realmente a sua situação está melhor ou não (penso que provavelmente só eles poderão julgá-lo) mas lamento, isso sim com veemência, esta espiral de mal-entendidos e desconfianças que se instalou entre as porções «gaje» e «roma» da população portuguesa. Ficamos todos a perder com isto, além de se perder a consciência sobre um dos pilares da cultura portuguesa: os ciganos que se instalaram por cá desde o século XV. Este não é um tema fácil de abordar, arriscaria até afirmar que é um tema de algum modo tabu na nossa sociedade. Como digo no artigo (e é patente para qualquer um que sobre isso pondere) os rótulos negativos e os julgamentos à priori sobre os ciganos estão muito enraizados na sociedade. E, como é óbvio, a desconfiança que os ciganos têm sobre os «portugueses» (coloquei entre parêntesis porque é óbvio que, se vivem cá desde o século XV, muitos deles são mais portugueses do que muitos que os criticam) é natural. Da mesma forma se «organizam» e preservam a sua identidade os ortugueses emigrantes, a maioria dos quais vive em bairros maioritariamente portugueses e onde preservam a sua cultura e língua por oposição à cultura dominante do país onde estão. E o grosso destes portugueses nem há um século fizeram essa emigração, ao contrário dos seis ciganos... Desconfianças e julgamentos infundados são um cancro em qualquer sociedade. Sobre isto resta-me apenas admirar um povo que é sujeito a discrimações e humilhações faz já seis séculos, não havendo registos de distúrbios ciganos organizados, climas de terror por eles perpretados ou revoltas e violência alargadas. Apesar de tudo o que sobre eles se diz e pensa, acabam por revelar ter um dos traços que é geralmente usado para descrever o povo português: brandos costumes. É caso para dizer que mais português do que o povo cigano é difícil...


De Cicero a 11 de Julho de 2008 às 19:03
Olá Mauro, gostaria de lhe parabenizar por este belo texto e lhe fazer uma pergunta e uma solicitação. Gostaria de saber quem foi Ciro. Será que me poderia enviar este texto para o meu e-mail? Desde já agradeço. Meu e-mail: cgomesneto@pop.com.br


De Mauro a 12 de Julho de 2008 às 13:00
Agradeço-te, "Cícero", as palavras e a visita. O mérito do interesse do artigo reside integralmente nas vivências e interessante História do povo cigano. Em relação a Ciro, este foi o fundador do vasto e riquíssimo Império Persa, que a potência maior do mar Mediterrâneo bem antes dos Romanos terem surgido na Península Itálica. Surgido do território do actual Irão e estendido por Ciro das margens do Mediterrâneo até ao Afeganistão, foi este império, fundado por Ciro, o Grande, que terminou apenas quando um dos seus descendentes, Dário II, foi derrotado por Alexandre Magno. Tão vasto e rico era o império persa que originou mitos e lendas que perduram até hoje. Na História clássica grega, as suas vitórias e derrotas, realizações e aspirações foram conseguidas à sombra desse vasto império. Fala-se de Ciro e da sua influência do Império que fundou no artigo "Os Medos dos Magos" em http://cognosco.blogs.sapo.pt/arquivo/1036605.html Episódios da história grega como a rivalidade Esparta-Atenas, os 300 de Esparta, a batalha de Maratona, a fundação das 3 maiores religiões monoteístas actuais estão ligados intimamente a este vasto império e podem ser lidos em alguns artigos do Cognosco.


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