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Diário das pequenas descobertas da vida.
Quarta-feira, 15 de Agosto de 2007
Cavaleiro de Trapp'o
Uma jovem professora de 21 anos vivia num convento, preparando-se para ser freira. Entretanto residia perto do convento um militar, com 46 anos, viúvo havia 4 anos e com 7 filhos. Uma das filhas do militar adoeceu e não podia ir à escola. O pai então dirigiu-se ao convento local para contratar uma professora que desse à filha as aulas que estava a perder. A jovem professora foi escolhida e contratada por um período de 10 meses, após os quais integraria o convento. Mas acabou por casar com o militar, 25 anos mais velho, com quem viria a ter 3 filhos, e não mais voltou ao convento. A família eventualmente acabou por dedicar a sua vida familiar a cantar, bem longe da sua terra natal.

Eis uma história que será, em termos gerais, reconhecida pela maioria das pessoas.
A História da família foi posta em livro e deu origem a um dos filmes que a maioria das pessoas já viu, gostou ou não gostou mas não ficou indiferente: Música no coração (Portugal) ou A noviça rebelde (Brasil).



O filme foi baseado na verdadeira História da família von Trapp, originária da Europa Central e que emigrou para os EUA durante a Segunda Guerra Mundial.

A História dos von Trapp começa com Georg Ludwig Trapp, nascido em 1880, na cidade de Zadar, no Império Áustro-Húngaro (agora cidade da Croácia). Quando Georg Trapp nasceu, o Império Áustro-Húngaro (de 1804 até 1867 apenas Império Austríaco e, de 1867 até 1918, Império Áustro-Húngaro), com os seus 676 mil e 615 km2 governava onze povos diferentes (e outras tantas línguas diferentes) num total de perto de 51 milhões de pessoas.

Quando Georg Trapp nasceu, o Império Austríaco tinha já mudado de nome para Império Áustro-Húngaro. A Hungria era uma parte importante do Império Austríaco (maior até do que a da própria Áustria) antes de 1867 mas a casa governante era a dos Habsburgos da Áustria. Mas, em 1867, em consequência das guerras com a Sardenha (na actual Itália), em 1859, e com a Prússia (na actual Polónia), em 1866, o Imperador Franz Joseph (marido da famosa Sissi e tio do Arquiduque Franz Ferdinand) não tinha já a mesma força unificadora de antes. Os Húngaros exigiam mais predominância no Império, a par da sua importância geográfica e populacional. Para estabilizar o Império Austríaco, Franz Joseph, em 1867, modificou a constituição da nação (e o seu nome), dando plena igualdade política à Hungria e Áustria e criando o Império Áustro-Húngaro.
A Imperatriz Sissi, de verdadeiro nome Elisabeth Amalie Eugenie, Duquesa da Baviéria, viveu entre 1837 e 1898, tendo sido assassina por um anarquista, na Suíça. Sissi era tia do Arquiduque Franz Ferdinand, cujo assassinato iniciou a I.ª Guerra Mundial.

Foi nesse vasto Império, com uma zona costeira mediterrânica (ao contrário das actuais Áustria ou Hungria), que Georg Trapp cresceu. O seu pai, que morreu quando Georg tinha apenas 4 anos de idade, fazia parte da Marinha Áustro-Húngara e Georg seguiu-lhe as pisadas: ingressou na Academia Naval e formou-se após 6 anos (4 de estudo e 2 de navegação). Em 1900 entrou para a tripulação do Cruzador Kaiserin und Königin Maria Theresia (Imperatriz e Rainha Maria Teresa).
Maria Teresa, 1717-1780, foi Arquiduquesa da Áustria e Rainha da Hungria.

Em 1910, o seu fascínio por submarinos foi recompensado, sendo nomeado Comandante do recentemente construído submarino áustro-húngaro U-6. A cerimónia de baptismo da embarcação foi feita por Agatha Whitehead, neta de Robert Whitehead, inventor do torpedo, em 1866. Os dois casaram um ano depois, em 1911.

Assassínio do Arquiduque Franz Ferdinand em 1914Em 1914, a vida dos europeus (e das suas colónias) foi abalada por um evento que viria a ter repercussões ao longo de todo o século XX e início do século XXI (e esperemos que não muito para além disto): o assassinato do Arquiduque Franz Ferdinand, herdeiro da coroa Áustro-Húngara. Em 1914, enquanto visitava o Reino dos Servos, Croatas e Eslovenos, no sul do Império, foi assassinado, nas ruas de Sarajevo, por Gravilo Princip, membro do grupo Black Hand que pretendia a independência do Reino do Império. O Black Hand foi fundado na Sérvia e era financiado por esta. A Áustria-Hungria, quando se deu o assassinato, exigiu à Sérvia que punisse o grupo e, quando esta se recusou, declarou-lhe guerra. Os Russos, aliados da Sérvia declararam guerra à Áustria-Hungria. Por sua vez, o Império Alemão, aliado dos áustro-húngaros, declarou guerra à Rússia. Os aliados de ambos os países (a Inglaterra e a França, aliadas da Rússia; o Império Otomano, aliado da Áustria-Hungria e da Alemanha) entraram por sua vez em guerra, tornando o continente europeu um barril de pólvora em explosão, cujas consequências viriam a incluir o fim da hegemonia cultural, colonial e política no Mundo da Europa, a ascensão dos EUA como a grande Superpotência Mundial, a Segunda Guerra Mundial e, eventualmente, a Guerra Fria e o terrorismo mundial dos séculos XX-XXI. É incrível como os actos de um só homem podem ter tão directo e nefasto efeito sobre o Mundo inteiro...
As últimas palavras do Arquiduque Franz Ferdinand, após ser atingido, foram
«Sopherl! Sopherl! Sterbe nicht! Bleibe am Leben für unsere Kinder!»
«Querida Sofia! Querida Sofia! Não morras! Continua a viver pelas crianças!»

Para mais sobre a I.ª Guerra Mundial ver os artigos:
~ Wilhelm sobre o último Kaiser Alemão: Wilhelm, imperador alemão na I.ª Guerra Mundial;
~ Um século sobre a ligação entre a I.ª Guerra Mundial e o terrorismo internacional dos séculos XX e XXI, como a destruição das Torres Gémeas;
~ Pacis nox sobre a Trégua do Natal de 1914, uma das mais bonitas (na minha opinião) histórias de Natal, que ocorreu no primeiro ano da I.ª Guerra Mundial;
~ Pequenos tijolos sobre a razão porque o governo alemão, entre a I.ª Guerra Mundial e a ascensão de Hitler, assumiu o nome de República de Weimar;


Em 1915, Georg Trapp foi comandante do submarino U-5 e do submarino U-14 (submarino francês capturado de nome Curie). Georg distinguiu-se no comando, afundando várias embarcações inimigas na sua carreira militar. Pelos seus serviços, foi-lhe dado um título nobiliárquico, tornando-se Georg, Ritter von Trapp. Ritter era o título germânico equivalente a «Cavaleiro» (ou seja, o «sir» inglês) e quem se tornava Ritter passava a ostentar, no seu nome, a partícula «von» e passava a ser barão, título hereditário (passado, por isso mesmo, para os seus descendentes masculinos).
Se fosse português, nascido Jorge Trapo, ter-se-ia tornado Jorge, Cavaleiro de Trapo.

Mas, em 1918, a I.ª Guerra Mundial terminou, com a derrota das Potências Centrais (Alemanha, Áustria-Hungria e Império Otomano). Após a retirada dos Russos da Guerra (em consequência das inúmeras perdas de soldados e da consequente revolução comunista de 1916), as Potências Centrais pareceram ver o maré da Guerra virar a seu favor: depois de 4 anos de uma esgotante Guerra de Trincheiras na Frente Ocidental (em que milhares, milhões de soldados perdiam a vida para conquistar parcos quilómetros de terreno, que era pouco depois novamente perdido), as Potências Centrais podiam concentrar (em particular a Alemanha, a mais forte das três) as suas tropas na Frente Ocidental, ao longo da França, e eventualmente ganhar a Guerra. Mas o afundamento do navio de passageiros dos EUA Lusitania, em 1915, por parte de um submarino alemão (estes acusavam, parece que correctamente, o navio de secretamente transportar armas para a Inglaterra), levou os EUA entrarem na Guerra, em 1917. A sua entrada deu novo fôlego aos esforços aliados e as Potências Centrais foram derrotadas, um ano depois.
Europa em 1914

A Alemanha foi forçada a assinar o Tratado de Paz de Versailhes, onde eram forçados a assumir a culpa da Guerra (incorrectamente mas a pressão inglesa neste ponto foi muito grande) e a pagar chorudas indemnizações de guerra. Quando se deu a Grande Depressão, em 1929, a Alemanha foi particularmente atingida, obrigada a socorrer a sua população e a pagar as indemnizações que a França e a Inglaterra exigiram de imediato. O ressentimento alemão foi tal que levou à ascensão política de um desconhecido Cabo do exército alemão na I.ª Guerra Mundial, Adolf Hitler, vindo a dar origem à II.ª Guerra Mundial.
O Império Austro-Húngaro foi desfeito, a Áustria foi reduzida ao seu núcleo actual, a Hungria tornou-se independente, o Império Otomano foi desfeito, reduzido ao seu núcleo turco (a moderna Turquia), os Ingleses e os Franceses ocuparam os territórios muçulmanos do Médio-Oriente ricos em petróleo, dando-lhes a soberania que tinham prometido apenas após a II.ª Guerra Mundial (o famoso Lawrence da Arábia foi um capitão inglês que ajudou os árabes a revoltarem-se contra o Império Otomano com a promessa não concretizada de independência quando a guerra terminasse).
Europa em 1919


Georg e Agatha tiveram 7 filhos: Rupert (1911–1992), Agathe (1913), Maria (1914), Werner (1915), Hedwig (1917–1972), Johanna (1919–1994) e Martina (1921–1952).

Como a Áustria perdeu a sua costa marítima em consequência da Guerra, não tinha necessidade de uma Marinha (de Guerra), pelo que Georg Trapp viu-se «Marinheiro em Terra», sem emprego e sem meios de subsistência. Felizmente a família tinha bastante dinheiro, fruto da herança de Agatha.
Então, em 1922, 4 anos após o final da Guerra, Agatha morreu de Febre Escarlatina, deixando os seus 7 filhos orfãos e o seu marido viúvo. A família von Trapp mudou-se então, de Pula (na actual Croácia, nas costas do Mediterrâneo, a 150 quilómetros da cidade natal de Georg, Zadar) para Salzburgo.

Enquanto tudo isto decorria com a família von Trapp, uma jovem professora, de nome Maria Augusta Kutschera (nascida em 1905), orfã, criada por um tio ateu e socialista, ouviu, acidentalmente, um sermão de um padre de Viena (entrou na igreja pensando que estava a decorrer um concerto de Bach) e as palavras do pregador inspiraram-na. Ingressou então na Abadia de Nonnberg, em Salzburgo, como professora e com a intenção de se tornar freira.
Um ano antes de professar os seus votos de freira, foi-lhe pedido, na qualidade de professora, que desse explicações a Maria Agatha von Trapp, a filha doente de um viúvo da região com 7 filhos, Georg Ritter von Trapp.
Salzburgo
Cidade Velha de Salzburgo, Áustria

O contrato era de 10 meses, após os quais Maria voltaria ao convento, para se tornar freira. Mas Maria, como mais tarde revelou na sua autobiografia, apaixonou-se por todos os 7 filhos do viúvo e, quando este lhe pediu em casamento nesse mesmo ano, pedindo-lhe para ser a Segunda Mãe dos seus filhos, aceitou, apesar de não estar apaixonada por ele (como revela, se ele não tivesse posto a proposta nesses termos, se só a tivesse pedido em casamento, teria recusado).

Em 1927, casaram, vindo a ter três filhos: Rosmarie (1928), Eleonore (1931) e Johannes (1939). Os 10 jovens von Trapp apreciavam cantar e Maria muitas vezes juntava-se a eles. O pai não participava (o talento musical dos filhos não foi herdado dele) mas não se opunha a que os filhos cantassem. Então, 7 anos depois de casaram, em 1935, Georg perdeu a fortuna da família, em consequência da Grande Depressão (e das tensões políticas e militares provocadas pela ascenção política nazi e a sua política beligerante que conduziria, 4 anos depois, à II.ª Guerra Mundial). Mas Georg recusava-se a trabalhar, considerando-o pouco digno. Maria assumiu então as rédeas da família, despedindo os empregados e fechando o andar superior para diminuir as despesas (e, desta forma, a família podia tratar ela mesma da enorme casa).

A Família von Trapp ganhou, de facto, em 1936, o Festival de Música de Salzburgo (mas não fugiu do país logo de seguida, como apresentado no filme): continuaram a cantar como profissão, pela Europa toda. Somente 3 anos após a vitória, no festival, é que se deu a Anshluss (a unificação da Alemanha e da Áustria num único país). Nessa altura, os Nazis ofereceram, a Georg, um comando naval e convidaram os von Trapp a cantarem no aniversário de Hitler (data que nem merece divulgação). Tudo foi recusado e, como os 7 primeiros filhos de Georg tinham nascido em Pula e esta fazia agora parte da Itália (como consequência da redistribuição territorial após a I.ª Guerra Mundial), os von Trapp simplesmente foram para Itália (não fugiram, não se esconderam. Apanharqm um comboio para Itália e todos estavam cientes da partida da família: ninguém os procurou impedir). Daí partiram para a Inglaterra e depois para os EUA (supostamente fazer um único concerto mas onde ficaram a residir. O filho mais pequeno, Johannes, nasceu já nos EUA, em 1939).

Mulheres von Trapp, em 1944


Assim, em 1944, com uma quinta comprada nos EUA, os von Trapp pediram a cidadania americana. Apenas Maria (39 anos) e Agathe (31 anos), Maria (30 anos), Hedwig (27 anos)Johanna (25 anos) e Martina (23 anos) pediram a cidadania: Georg nunca o fez, Rupert e Werner tornaram-se cidadãos ao lutar no exército do EUA durante a II.ª Guerra Mundial, Rosmarie e Eleanore tornaram-se automaticamente cidadãs quando a sua mãe (Maria) se naturalizou e Johannes nasceu já nos EUA.

Georg morreu em 1947 (com 67 anos) e foi enterrado na quinta da família, nos EUA.
Um ano depois, em 1948, quatro anos depois do pedido, os von Trapp foram naturalizados como cidadãos dos EUA. Apesar do sucesso, a família parou de cantar em 1955 (30 anos depois de começarem), uma vez que cada von Trapp queria atingir objectivos diferentes na vida.

Cartaz do filme alemão «Die Trapp-Familie»Em 1949, Maria escreveu The Story of the Trapp Family Singers. Baseados no livro, cineastas alemães fizeram dois filmes baseados na família von Trapp (Die Trapp-Familie, em 1956, e Die Trapp-Familie in Amerika, em 1958). Eventualmente os direitos dos filmes foram comprados aos cineastas alemães por cineastas americanos (antes disso foi ainda feito um Musical na Broadway intitulado «The Sound of Music» baseado nos von Trapp). Mas, quando Maria vendeu os direitos da história aos cineastas alemães, a família perdeu qualquer direito à história e aos subsequentes imensos lucros que o filme alcançou a nível mundial.

As diferenças entre a verdadeira história dos von Trapp e a constante do filme incluem:
~ a adulteração da personalidade de Georg Trapp: este não era um tirano que desaprovava as actividades musicais da família. Na verdade, tinha uma personalidade gentil e apreciava juntar-se à família nesses momentos;
~ Maria não foi contratada para cuidar das 7 crianças, apenas dar explicações privadas a Maria Agatha, que estava doente;
~ Maria e Georg casaram em 1927, 11 anos antes dos nazis chegarem à Áustria via Anshluss e 11 anos antes da família ganhar o Festival de Música de Salzburgo, não depois;
~ os nomes e idades (e mesmo os sexos) das crianças von Trapp foram alteradas. Liesl era na verdade Rupert (rapaz), Friedrich era na verdade Agathe (rapariga), Louisa era Maria, Kurt era Werner, Brigitta era Hedwig, Marta era Joana e Gretl era Martina. As dois filhos que Maria e Georg tiveram antes de fugiram da Áustria, Rosmarie e Eleanore, não são mencionadas no filme;
~ as crianças von Trapp já cantavam antes de Maria chegar à família;
~ a personalidade de Maria era mais explosiva do que o retratado no filme: apesar de amar as crianças (e eventualmente o marido), por vezes tinha repentes de cólera e agressividade;



Por isso, qualquer semelhança entre a realidade e a ficção não é pura coincidência, mas é preciso estar-se atento às diferenças e respeitar as verdadeiras pessoas por detrás da ficção. Um caso em que não é uma história só história, é uma história da História...


Publicado por Mauro Maia às 15:12
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10 comentários:
De Luteka a 19 de Agosto de 2007 às 22:06
Parabéns pela página criada (blog). Eu amo o filme da Noviça Rebelde com Julie Andrews que admiro muitíssimo. É uma atriz/cantora/artista completa. Um dia vi no DVD aqui no Rio de Janeiro, Brasil e fiquei surpresa em saber que esta história tinha sido verídica. Mas eu queria ler um relato (por escrito) e o seu foi completo, com toda a história que envolveu o quadro na época. Eu fiquei fascinada porque tambem adoro história.
Eu gostaria de fazer uma comunidade no ORKUT em homenagem à atriz deste filme, e a história, e mostrar como Maria foi nobre em casar com um homem que 7 filhos e ama-los como mãe. Isto é um exemplo para muita gente que só pensa em bens materiais. Inclusive achei lindo quando o Von Trapp não quis trabalhar e Maria tomou a decisão de fechar parte da casa para cuidar de tudo e economizar. Já não se fazem mulheres assim hoje em dia. Bem, eu gostaria de ter acesso e copiar o conteúdo de sua página (pelo menos parte) para colocar numa comunidade que vou criar para o filme. No ORKUT estou como Luteka e é assim que gosto de ser chamada. Falo isto porque tentei copiar parte de sua página e vi que existe um bloqueio. Mesmo que você me mande o texto e algumas fotos, manterei com nobreza os créditos de sua literatura, tão linda, pode confiar. Tenho também o e-mail luteka22@globo.com (que pertence às Empresas Globo, da Rede Globo de Televisao). Um grande abraço e mais uma vez parabéns pela linda matéria. Gostaria de conhecer outras de história como esta. Agradeço se me escrever.


De Mauro a 20 de Agosto de 2007 às 17:20
Fico feliz, «Luteka», por teres gostado do artigo. Também eu achei interessante quando soube que a história do filma era baseado numa família verídica (ainda havendo membroos da família vivos). Entrarei em contacto contigo sobre o teu pedido.


De deprofundis a 20 de Agosto de 2007 às 22:02
Bom trabalho de investigação histórica.
Vi o filme em 1975, com o famigerado PREC em plena laboração. As broncas em Portugal eram tantas que nem dei atenção a nada.


De Mauro a 20 de Agosto de 2007 às 22:17
O filme, «Deprofundis», não ganhou notoriedade mundial sem alguma razão... Penso que grande parte desssa notoriedade se deve à força da (verdadeira) Maria, cuja história de vida (e da família que integrou) é impressionante. Para te ser sincero, admiro mais a Maria histórica do que a Maria cinematográfica (apesar de esta ser, claramente, mais bonita). Mas o filme, a muito níveis, é algo que não se deve perder (mesmo que não se goste, é preciso vê-lo para saber como argumentar esse desagrado, que não é comum). O PREC não vivi...


De PN a 23 de Agosto de 2007 às 23:21
E eu que pensava que era tudo ficção...


De Mauro a 24 de Agosto de 2007 às 06:58
Antigamente, «PxN», quando via o filme, também pensava. Mas saber que o filme se baseia em factos verídicos (muitos dos quais contidos no filme, apesar de haver aspectos importantes que não estão) tornam-no ainda mais interessante.


De Fiju a 24 de Agosto de 2007 às 15:54
Olá, olá! Não me recordo do filme, mas fui ver alguns vídeos no YouTube, na tentativa de relacionar a algo, e apareceu uma música que é conhecida. Não sei se ficou conhecida devido ao filme, mas toda a gente já deve ter ouvido aquela música do dó.... ré.... mi.... fá.... sol.... lá.... si....
No outro dia vi um anúncio na televisão, já não sei a que produto, mas a música que utilizaram também me fez relacionar a este filme. (Já li este artigo há uns dias, mas só hoje vim comentar. Ups!) Afinal de contas, parece que tenho qualquer coisa em mente que me recorda esta história!


De Mauro a 24 de Agosto de 2007 às 17:49
Sim, «Fiju», a música "Do Re Mi" faz parte do filme, assim como "So long, farewell (auf Wiedersehen, goodbye)" ou "How do you solve a problem like Maria" (esta música faz parte de um episódio do Seinfeld em que o George decide usá-la como aviso) ou "Edelweiss" (sobre uma flor, comum nas montanhas europeias, cujo nome significa «Edel - nobre e weiss - branco» em Alemão. É uma daquelas flores que tem um beleza simples e despretensiosa) ou "My favorite things" ou "The lonely goatherd" (que era música que a Julie Andrews cantava quando as crianças, no filme, faziam uma peça de teatro com marionetas)... Enfim, o filme e as suas músicas faz integralmente parte da «cultura geral mundial». As referências directas ou indirectas ao filme e/ou às suas músicas. O Youtube tem vídeos de várias das músicas do filme (como notaste). Gostando ou não do filme, faz parte da cultura geral, tanto como qualquer outra coisa. Concordo (indirectamente) contigo: já está na altura de o filme voltar a ser transmitido (pela enésima vez, provavelmente) por um canal de televisão português. A tua presença no Cognosco, «Fiju», é sempre importante, perante isso o termo «atraso» nem é relevante.


De Maria Papoila a 1 de Setembro de 2007 às 17:08
Olá Mauro: sabia que o filme era baseado em factos reais. Não sabia a história com este pormenor. Vi o filme não sei quantas vezes desde que foi inaugurado... era quase obrigatório na semana do Natal. Beijos.


De Mauro a 1 de Setembro de 2007 às 17:27
Minha querida «Maria Papoila», bem-vinda. É sempre um prazer «rever-te». Realmente é daqueles filmes marcantes da televisão, não é? Uma das surpresas que tive foi o saber que o filme, no Brasil, se chamava «A noviça rebelde». Eu soube da verdadeira história dos von Trapp num progrma aque vi, um dia, ou no Canal História ou no Canal Biography. De qualquer modo, achei tão interessante, que um artigo era inevitável.


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