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Diário das pequenas descobertas da vida.
Quarta-feira, 1 de Junho de 2005
O vil papel
A nota de 500 euros Muitas vezes descobrem-se nos bolsos de uma calças (ver Paridades sobre itens singulares referidos no plural) acabadas de sair da máquina de lavar um pedaço de papel desfeito que por acidente lá tinha ficado.</br>
A tinta do que estava escrito nele apagou-se.</br>
O papel encontra-se desfeito ou, se estiver dobrado, com os limites exteriores desfeitos e enrugados.</br></br>

No entanto se por acidente uma nota monetária se encontrar também num bolso de umas calças sai dessa experiência incólume. Mas trata-se de «dinheiro em papel». Porque não se desfaz também?</br></br>

O papel comum, com o qual se faz o papel de carta, os envelopes, as folhas de cadernos, et caetera, é feito de celulose, que vem das árvores.</br></br>

A celulose é uma das principais (mas não a única) características que distinguem o Reino das Plantas das restantes 4 Reinos da Vida terrestre (ver Piscis est carnis sobre os 5 Reinos. Já agora os vírus, ao contrário das bactérias não são seres vivos. O primeiro critério para a classificação de ser vivo é a capacidade da espécie para se replicar. Os vírus não são constituídos nem unicelulares são e só uma célula consegue criar cópias de si mesma. Os vírus, contrário das bactérias, forçam as células que atacam a passar a produzir apenas cópias do vírus até que elas rebentam, uma vez que os vírus não têm o equipamento necessário para o fazerem, nem juntando um milhão deles.)</br></br>

A celulose, C6H10O5, é uma substância que reveste as paredes das células das plantas com um "exosqueleto" químico rígido (ao contrário das paredes flexíveis feitas com lípidos dos animais). A celulose forma fibras compridas que se extraem das árvores a partir da sua polpa. Amassando continuamente as fibras da polpa da árvore obtém-se uma pasta que é moldada de forma a ter uma pequena espessura. Daí cortam-se as folhas de papel. Mas a celulose absorve a água, pelo que quando é mergulhado uma folha de papel é o que faz, até as fibras de celulose rebentarem e o papel de desfazer.</br></br>

~ E então? Porque não acontece isso ao dinheiro? Não é feito de papel? Não tem celulose?</br></br>

O «papel» do dinheiro não é feito com polpa de árvore, é feito com pedaços de pano de algodão ou linho amassados. As fibras de algodão ou linho juntam-se de forma mais compacta do que as de celulose e não absorvem água como esta. Assim, da mesma forma que as calças de ganga não se desfazem em água (e são muito resistentes) o dinheiro resiste a lavagens, dobragens sucessivas e outro tipo de «castigos» que a incúria humana lhes inflige.</br></br>

Se as moedas são o «vil metal» não serão as notas o «vil papel»?</br>


Publicado por Mauro Maia às 11:06
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2 comentários:
De js a 1 de Junho de 2005 às 15:23
...e há tão pouco "papel"...
FORÇ'AÍ! continua a surpreender-nos com estes artigos maravilhosos... e desculpa-me o facto de não os comentar mais vezes... mas a maioria das vezes fico embasbacado a olhar...e sem palavras...
(porque não mantens os artigos antigos por mais tempo na página inicial?)
js de http://politicatsf.blogs.sapo.pt


De Mauro a 1 de Junho de 2005 às 15:44
Agradeço as palavras, caro js. Pensando nessa questão dos últimos artigos aumentei já há algum tempo a lista das Últimas Cogitações para 30. Aumentar o número de artigos por página não considerei por pensar tê-lo resolvido nas Últimas Cogitações, mas é uma matéria a cogitar. De qualquer forma avizinham-se mudanças no Cognosco, mais de cariz interno do que no externo, mas talvez venha a ser incluída essa no aspectos exteriores a modificar. A tua visita ao blog é sempre apreciada mesmo que nem sempre se estruturem comentários aos artigos. É também compreensível, dado o rácio de artigos publicados diariamente, que nem sempre seja possível comentar todos os artigos. No entanto a tua visita é sempre bem-vinda e não se (con)
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