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Diário das pequenas descobertas da vida.
Domingo, 22 de Maio de 2005
Necessidade
Einstein Einstein foi um dos maiores pensadores do século XX, provavelmente da História registada da Humanidade.</br></br>

As suas 2 Teorias da Relatividade (Restrita e Geral) mudaram para sempre a Ciência e inclusivamente a Sociedade como um todo (tal foi a ânsia com que a «relatividade cultural» dominou o mundo ocidental), apesar de não ter ganho um Prémio Nobel (palavra aguda pois acaba em L, como «lençol") por elas (provavelmente porque serviram de suporte teórico ao desenvolvimento das bombas nucleares que deixaram o Mundo suspenso na segunda metade do século XX). O Prémio Nobel foi-lhe atribuído pela descoberta da dualidade onda-partícula (permitindo assim coisas tão triviais como painéis solares, calculadoras sem pilhas, portas que abrem automaticamente, ...)</br></br>

Foi considerado em criança como de «raciocínio lento» e mesmo «idiota», por ter perspectivas, gostos e análises das situações que fugiam à norma vigente, tendo desde sempre sido firmemente pacifista, numa sociedade tão militarizada como a Alemanha pré-Primeira Guerra Mundial, por exemplo.</br></br>

Mas mesmo ainda pequeno demonstrou que não cresceria para ser uma pessoa comum.</br></br>

Quando era bebé não começou a falar na mesma idade que os outros bebés. Na verdade os pais estavam muito preocupados com ele pois tendo já 6 anos de idade nunca tinha dito uma única palavra.</br></br>

Um dia, tendo os ditos 6 anos, encontrava-se à mesa de jantar com os pais. Comia-se sopa. Levou a colher à boca e pela primeira vez proferiu algo:</br>
~ Está muito quente!</br>
Os pais, muito supreendidos, disseram-lhe:</br>
~ Tu sabes falar! Porque nunca disseste nada antes?!</br>
Ao que Einstein retorquiu:</br>
~ Não foi necessário.</br>
</br>
Eis a marca de um grande Homem, era ainda uma pequena criança!</br>


Publicado por Mauro Maia às 20:38
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4 comentários:
De Paralaxe a 22 de Maio de 2005 às 23:34
Quanto a esta questão de se dizer Nóbel ou Nobél, deixe-me dizer o seguinte:
embora o nosso Prémio Nobel da Literatura - José Saramago (que eu aliás admiro e leio...) diga Nobél, tal como o Sr. pretende que esteja correcto, eu não concordo porque se trata de um nome próprio e não de um substantivo; ocorre-me o nome "Martin" que creio ser um nome espanhol lendo-se "MARTIM" e não à francesa "MARTÃ" como já ouvi dizer.
Assim sendo, como diremos Fregel : "FRÉGUEL" ou "FREJEL" ?
----------
Um abraxe do Paralaxe

PS - Eu gosto deste blog; já o recomendei para um directório; não gosto de ver blogs de interesse sem comentários...).


De Mauro a 23 de Maio de 2005 às 00:02
A leitura de Nobel como "No+bél" é feita, entre outros, pelo professor José Hermano Saraiva.
A questão de eu ler "No+bél" tem a ver com o seu uso em Português. Infelizmente não sei como é lido em Sueco, mas qualquer palavra em Português que acabe em L, como Portugal, Miguel, funil, caracol, azul, é aguda, exceptuando se contiver um acento na penúltima ou na antepenúltima sílaba, tornando-se assim grave ou exdrúxula respectivamente (como confortável sem acento seria "confurta+vél"). Como Nobel não tem acentos, a forma como se deveria ler Nobel em Português penso que deve ser "No+bél", mesmo que em Sueco pudesse ser diferente. Trata-se já de uma palavra portuguesa, que obedece, como as outras, às mesmas regras.
A questão de como se lê a palavra Fregel parece-me igualmente simples: é "frê+jél".
Nunca poderíamos ler "Fré+guel" porque: ~ não há acento em Fregel, logo é aguda a palavra ~ g+e lê-se "je", como g+i se lê "ji" mas g+a se lê "ga", g+o "go" e g+u "gu", independentemente de ser a sílaba tónica ou não.
Retribuo o abraço e agradeço a recomendação, as visitas e os comentários. Sabe sempre bem sabermo-nos (e lermos) que somos apreciados.


De Paralaxe a 23 de Maio de 2005 às 18:29
Att Mauro,
Segue mais um comentário sobre este assunto.
Eu não sou um linguísta; sou um "homem do povo" com alguma cultura.
Quando era novo (e já lá vão alguns anitos...), gostava muito de ver o filme de nome "Ivanhoe", e dizia (como todos os miúdos, aliás...) IVANHÓI; ora a pronúncia correcta é AIVAN+ÔE e continuará a ser assim (penso eu...), pois a palavra serve como nome próprio em inglês e não foi aportuguesada, não dando, assim, lugar a aplicações de carácter gramatical da língua portuguesa.
A minha teimosia (passe o termo...) prende-se com o aportuguesamento ou não das palavras estrangeiras: se são aportuguesadas, são-no completamente, com tudo o que tiverem direito pela gramática; se não são, continuam a ter a pronúncia original !
-----------
Sobre a lua fique com esta frase (se calhar já conhece...): "A Lua é mais importante que o Sol, porque nos dá a luz na altura em que ela falta."
.............
Um abraxe do Paralaxe


De fm a 23 de Maio de 2005 às 19:49
É sem dúvida curioso o pequeno facto com que terminas o teu artigo. Revela a sabedoria e sagacidade de uma criança mas acima de tudo a meu ver a adequação reveladora do saber e do conhecimento à situação. Este último aspecto faz-me a pensar nos pretenciosos sábios que não cultivam o saber pelo saber, mas buscam somente farejando e simplesmente o conhecimento em busca do prémio e da fama. Assim os grandes Homens são aqueles que tal como a criança Einstein revelam o verdadeiro caminho e o trilham na conquita da sabedoria.


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