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Diário das pequenas descobertas da vida.
Domingo, 8 de Julho de 2007
Novas e demónios
A 2 mil e 250 quilómetros a Sudoeste da Austrália existe uma nação independente, acima do continente gelado da Antártida.
É constituída principalmente por duas grandes ilhas e tem uma área total de aproximadamente 269 mil km2. Como medida de comparação, Portugal inteiro (continente e ilhas, com 92 mil e 400 km2) caberia 3 vezes na sua área...
Chama-se Nova Zelândia.


Umas das coisas mais curiosas deste país arquipelágico é o seu nome:
se se chama Nova Zelândia, onde é ou era a Velha Zelândia?
É importante lembrar que «se se», neste contexto, não é uma gralha: a pronominalização assim o exige, como visto em Lusitanae linguae.

A resposta a esta questão está ligada à nação que retirou a Portugal a supremacia colonial no Sudoeste Asiático, do Sri Lanka à Indonésia (ver A Lágrima do Leão para mais sobre o Ceilão português, a Taprobana camoniana e o moderno Sri Lanka).

Quando Portugal foi unido dinasticamente à Espanha, entre 1580 de 1640, o império espanhol estendeu-se geograficamente, tornando-se uma vasto império tanto terrestre como marítimo (ver Ante mortem vivetes, onde se fala do império espanhol na Europa e da sua ligação à morte do injustamente malafamado La Palisse).
Uma das possessões europeias espanholas era as províncias holandesas. Como a religião prodominante nas ditas províncias era cristã protestante e a dos soberanos espanhóis era cristã católica, a repressão religiosa espanhola era acentuada.

Filipe II de Espanha (I de Portugal) teve uma política de valorização da região e respeito pela cultura e religião na Holanda. Mas o seu filho, Filipe III de Espanha (II de Portugal), tinha uma atitude perfeitamente oposta à do seu pai, o que levou às supracitadas perseguições e revolta popular. A Holanda teve também um papel na «Armada Invencível», durante o reinado de Filipe III de Espanha (II de Portugal), como visto em Um por todos

Esta repressão, a par dos elevados impostos pagos aos soberanos espanhóis, levou a que os holandeses se revoltassem. Entre 1568 e 1648, na chamada Guerra dos 80 anos, a revolta estendeu-se a todas as províncias, terminando com o reconhecimento da independência dos holandeses. O início da revolta começou com tomada da cidade de Brille a 1 de Abril de 1572 e, ainda hoje, para os holandeses, o Dia das Mentiras está ligado a esta vitória.
Ver o artigo Peixes de Abril sobre esta e outras tradições ligadas a este tão fundamental dia para o Cognosco...

Devido à Guerra dos 80 anos, os holandeses passaram a atacar todas as possessões marítimas espanholas, nomeadamente as portuguesas. Mesmo após a independência de Portugal da Espanha, a dinâmica da expansão colonial holandesa estava em marcha e Portugal era um adversário a vencer e as suas possessões ultramarinas apetecíveis. Da América do Sul à Ásia, onde quer que os Portugueses estivessem, aí os holandeses iam. Entre 1588 e 1654, deu-se a Guerra Luso-Holandesa, e as possessões do sudoeste asiático dos portugueses foram conquistadas pelos holandesas, tendo os Portugueses conservado o seu Império nas Américas, em África e na Ásia continental.

No final da Guerra, as anteriores províncias holandesas sob controlo espanhol eram uma influente e poderosa nação colonial, cujo império se centrava principalmente no sudoeste asiático, na Indonésia.
Os Boers da África do Sul, que lutaram contra os ingleses, são descendentes de colonos holandeses, que se instalaram na África do Sul, nos séculos XVI e XVII.
A cidade de Nova Iorque, nos EUA, foi originalmente fundada por holandeses, em 1625, com o nome de
Nova Amesterdão. Foi entregue, aos Ingleses, em 1674, como parte do Tratado de Paz entre a Inglaterra e a Holanda, que pôs fim à 3.ª Guerra Anglo-Holandesa. Nesse tratado, os Holandeses entregaram também, aos Ingleses, a Nova Holanda (a costa este da Austrália) e o Suriname (na América do Sul). Os Ingleses devolveram, aos Holandeses, as ilhas de Tobago, Saba, Santo Eustáquio e Tortola.

Abel Janszoon TasmanLogotipo da Companhia das Índias Orientais, sedida em AmesterdãoPara além da sua expansão colonial (essencialmente comercial), os Holandeses fizeram também viagens de exploração. Um dos mais conhecidos foi Abel Janszoon Tasman (1603 - 1659), ao serviço da Companhia das Índias Orientais Holandesas - Vereenigde Oostindische Compagnie. A empresa foi fundada por 6 câmaras de comércio, em 6 cidades portuárias de 3 províncias diferentes (Amesterdão - Holanda do Norte; Middelburg - Zelândia; Enkhuizen - Holanda do Norte; Delft - Holanda do Sul; Hoorn - Holanda do Norte e Roterdão - Holanda do Sul). O símbolo da companhia possuía, no topo, a letra inicial do nome da cidade onde estava a operar.
Na imagem, o «A» de Amesterdão.

A VOC foi a primeira corporação multinacional do Mundo, tinha o monopólio das actividades comercias holandesas na Ásia e foi a primeira empresa a criar e a vender acções. Durante 200 anos, deu um lucro anual de 18% aos seus investidores, até ser dissolvida por ter entrado em bancarota, em 1800.
Cada Câmara de Comércio investiu uma quantia para a criação da Companhia das Índias Orientais, como se pode ver na tabela ao lado. Tendo em conta que um operário especializado na altura ganhava cerca de 150 florins anuais (12,5 florins mensais) e presupondo um valor de 1 200 euros mensais para um operário especializado actual (em euros), foi incluída, na tabela, a quanto foi cada investimento aos valores de hoje.
Na Idade Média, em Itália, quem trocava dinheiro fazia-o sentado atrás de uma banca - uma mesa. Estes primeiros banqueiros - os que se sentavam atrás das bancas - quando o seu negócio falia, partiam - rupta, de onde ruptura em Português - a sua banca. Assim surgiu a expressão «bancarrota», como sinónimo de «falência».

As 6 Câmaras de Comércio que fundaram a VOC contribuíram com dinheiro para a sua criação, sendo as principais investidoras a de Amesterdão e de Middelburg.
Moeda de 1 guildenA moeda que usavam era o guilden (da palavra holandesa «gulden» para «ouro»), que era conhecida como «florim» no mundo lusófono. Esta moeda que esteve em circulação e uso na Holanda até à adopção do euro, em 2002. Cada «euro» valia, quando foi adoptado, 2,20 florins (ou, alternativamente, cada florim valia 0,46 €)

Tasman «descobriu» uma ilha, a sul da Austrália, em 1642, a que deu o nome de Anthoonij van Diemenslandt - Terra de Anthoonij Van Diemen, em homenagem ao Governador-Geral da VOC da altura. Mais tarde, em 1803, os Ingleses colonizaram a ilha, passando a usá-la como Colónia Penal e chamando-lhe Van Diemen's Land - Terra de Van Diemen. Mas os colonos voluntários habitantes da ilha não apreciavam que a «sua» ilha fosse usada como prisão e que o nome da ilha fosse sinónimo do mesmo. Como tal, em 1856, o nome da ilha foi mudado para Tasmânia, em honra de Tasman, e a sua última prisão fechou em 1877. Foram 74 anos tratados como o repositário dos indesejáveis sociais ingleses (vulgo, os criminosos)...



Em 1643, encontrou as Ilhas Fiji (de «Vitian», nome dado pelos habitantes das ilhas quando Tasman lá chegou). Já antes, no final de 1642, Tasman tinha encontrado um grupo de ilhas, onde 4 dos seus marinheiros foram mortos. Devido a este incidente, as ilhas só voltaram a ser visitadas, por europeus, em 1768. Os cartógrafos holandeses, no entanto, deram um nome a estas ilhas: devido à aparência da província Zelândia na sua terra natal, chamaram ao arquipélago que encontraram Nova Zelândia.

Portanto, o nome da Nova Zelândia vem do nome da província holandesa Zelândia.
Já agora, aqui fica uma correcção: como é fácil de constatar, a Holanda é apenas uma província (na verdade duas, a Holanda do Norte e a Holanda do Sul) do país. O nome vem de «holtland» ("terra arboreada", devido às árvores que tinha). Os não-nativos do país, como recebiam, como resposta da maioria dos marinheiros da VOC que encontravam, que estes eram oriundos da Holanda (a maioria, já que 5 das 6 Câmaras de Comércio que fundaram a VOC era ou da Holanda do Norte ou da Holanda do Sul). O nome do país é, na verdade Netherlands («Países baixos» ou «Terras baixas»). Mas a incorrecção ficou e prosperou: um meme muito bem sucedido, diga-se de passagem: ver o que é o conceito de meme em C'est le meme)
De tal forma é espalhada a incorrecção que os adeptos da selecção de futebol identificam a sua equipa nacional como sendo «Holland», apesar de saberem que é incorrecto. É só para que as pessoas de outros países não se confundam...
Mas se o país é mais correctamente designado por «Países baixos» (países devido às suas províncias durante muito tempo autónomas), como serão chamados, em Português, os seus habitantes? «Paisesbaixenses» ou «paixesbaixões» simplesmente não soam lá muito bem, talvez pela falta de uso...
Se pudesse influenciar a evolução da Língua Portuguesa de forma directa, mudaria o nome, em Português, do país, para Nederlândia e os seus habitantes como Nederlenses. Sempre era uma forma de melhor respeitar os nomes originais...

Um dos mais famosos naturais da ilha da Tasmânia é um pequeno carnívoro de pêlo escuro. Tem um comprimento de sensivelmente 6 decímetros (60 centímetros ou 600 milímetros), um anel de pêlo branco circundando os ombros e peito, tem uma cauda curta (onde armazena gordura) e pernas igualmente curtas. É geralmente solitário, agressivo e emite um odor pungente e desagradável quando se sente ameaçado. Apenas se junta a outros da sua espécie à volta de uma carcaça (para se alimentarem) ou na altura da procriação. Emite um som agudo e desagradável e é extremamente feroz e voraz (o que lhe valeu a alcunha pela qual é conhecido).
É o </i>Sarcophilus laniarius, mais conhecido como Diabo da Tasmânia.
Este pequeno e voraz carnívoro da Tasmânia inspirou, em 1954, a companhia Warner-Brothers na criação de uma personagem com o mesmo nome (é conhecido, pelos seus fãs, como «Taz»). Ao contrário do que a série parece implicar, o Diabo da Tasmânia não se desloca girando a grande velocidade (outro meme bem sucedido mas incorrecto). Corre como qualquer outro mamífero...


Eis a abertura de uma série protagonizada por esta personagem:
Logo no início, vê-se a aproximação à ilha da Tasmânia.



Publicado por Mauro Maia às 13:58
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13 comentários:
De PN a 11 de Julho de 2007 às 12:11
Obrigada por este artigo. É muito raro falar-se da fase de declínio dos nosso império ultramarino.


De PN a 12 de Julho de 2007 às 11:25
Eu pensava que o Diabo da Tasmânia era uma personagem de ficção até há pouco tempo, mas não sabia nada acerca do bichinho e da Nova Zelândia só sabia que estava ligada aos holandeses. E pronto, num único artigo, ensinaste-me imensas coisas.


De Mauro a 12 de Julho de 2007 às 12:18
Nem eu, «PxN», consigo fazer um artigo em que não haja referência a muitos (impossível serem todos) aspectos ligados ao tema central. Aliás, é assim que eu gosto de História (e acredita que gosto imenso): com pontes entre acontecimentos, o que dá origem ao quê e porquê. Poucas datas sei e menos datas ainda do que isso quero saber: o importante, para mim, na História, é o «como» e não o «quando» (só na medida em que o contexto é explicativo do «como»). Falar da Nova Zelândia remete para as descobertas holandesas, estas para a rivalidade colonial com Portugal e para Tasman, este para a Tasmânia, esta para o seu «diabo»... Uma ininterrupta cadeia de eventos que tornam viva a História. E s digo História, o mesmo princípio é aplicável a uma imensa variedade de campos do conhecimento humano. Eis a minha História, eis o que passo para os meus artigos. Fico feliz que tenhas apreciado tantas vertentes diferentes do artigo, do declínio colonial português a Diabo da Tasmânia (e tanto do muito que passou entre um e outro). :D


De Rui a 12 de Julho de 2007 às 15:09
Aproveito para deixar algumas questões: 1) como é que os primeiros banqueiros italianos garantiam que o dinheiro lhes era devolvido?; 2) "Países Baixos" não é a denominação para o conjunto dos três, Bélgica, Holanda e Luxemburgo? Alturas houve em que a denominação "Benelux" também circulava pela Europa para designar estes três; 3) Sempre tive a ideia que "Países Baixos" adviria da graça de parte do país se encontrar abaixo do nível do mar, algo derivado das intensas políticas de agricultura, de há séculos atrás, que drenaram o solo a tal ponto que ele desceu vários metros (em alguns casos, mais de quinze metros); 4) quando é que um "meme" incorrecto, de tão repetido, passa a ser a verdade? Não há nada de científico ou espiritual, de facto, que impeça as "Netherlands" de serem reconhecidas como "Holland", em especial se os próprios habitantes já dessa maneira se referem.


De Mauro a 12 de Julho de 2007 às 20:10
Bem, «Rui», eis uma série de curiosas questões a que tentarei dar resposta: 1) tanto quanto sei, os primeiros banqueiros faziam conversões monetárias entre as diferentes moedas europeias, permitindo assim o comércio internacional europeu. Está muito bem vista a questão: provavelmemente seria impossível fazer empréstimos monetários a um simples transeunte na altura... 2) «Países Baixos» é a tradução, para Português, do nome próprio do país («Netherlands» será similar a «Underlands», presumo). Em termos históricos, no entanto, e tanto quanto pude apurar, o nome «Low countries» refere-se a toda a sua zona geográfica a que pertencem a «Holanda», a Bélgica e o Luxemburgo. Os governos destes 3 países assinaram, em 1944, quando ainda em exílio por causa da guerra, um acordo alfandegário. Ao acordo, que durou até 1960, deram o nome de Benelux, das inicias dos três países, Be(lgic)Ne(therlands)Lux(emburg). O acordo já não existe há perto de 47 anos, mas o seu nome ainda é, por vezes, incorrectamnte usado. O Benelux, como tratado alfandegário já não existe. Mas a questão primordial aqui é «Países Baixos». Como supracitei, esse é o nome do país que tem duas províncias de nome Holanda: Holanda do Norte e Holanda do Sul. Penso que a designação estará inapropriada como referência aos 3 países simultaneamente: primeiro porque é o nome de apneas um deles; depois porque a noção incorrecta de que se referirá a mais do que um país poderá advir do facto de ser um dos poucos países do nome que tem uma designação plural, apesar de ser singular, se bem que, em termos históricos, o nome «Paises Baixos» tenha sido usado indistintamente para toda a região. Infelizmente, ou usamos o nome «Nederlândia» para o país (Se calhar até seria o mais correcto» ou chamamos-lhe «Países Baixos» ou (o que está de acordo com o nome que eles mesmos se dão) «País Baixo». Como tal nome poderá suscitar o mesmo tipo de confusão, eu optaria por «Nederlândia», se pudesse influenciar minimamente a evolução da língua portuguesa... Penso teres a questão agrícola analisada confundindo causas e efeitos: não foram prática agrícolas que baixaram o nível da terra mas sim o baixo nível da terra que levou à construção dos diques para dragar os terrenos para agricultura. 4) Eu acho que os memes, quando possuem várias cópias de si mesmos em outros tantos cérebros, são «sentidos» pelos seus possuidores como verdadeiros, uma vez que geralmente obtêm o reforço desse meme quando em contacto com outros «infectados». Não passam a ser «verdade» (que, bem analisado, é um meme interessante em si mesmo), o que se passa é que um «meme», quando é muito reforçado, ganha uma tal durabilidade no cérebro dos seus «hospedeiros» que outros memes que são «transmitidos» são subtilmente (ou nem por isso) alterados e ajustados de forma a que não choquem com o meme residente. Penso que frases como «só ouves o que queres ouvir», «quem ama o feio bonito lhe parece», «quando em Roma sê romano» ou «uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade» são memes que poderão ilustrar a minha ideia. Quem acredita em superstições, liga muitos acontecimentos desligados e irrelevantes ao meme em que acredita: o meme distorce a percepção de outros memes. Quando é que um meme se «torna verdade? Penso que, pelo menos, em 2 situações: quando o número de cópias que possui (por se ajustar a memes já existentes) acaba por reforçar as suas cópias em cérebros já «infectados» ou quando há um bom ajuste do novo meme ao meio ambiente «memético» de cada cérebro. 5) Mais uma inversão, penso: os «Nederlenses» NÃO se auto-intitulam de «Holandeses» (somente os que são ou da Holanda do Norte ou da Holanda do Sul), para efeitos internacionais como o «a_memético» futebol, para que não haja um grande choque para os adeptos de outros países, para quem a correção do nome do país é irrelevante, interessando apenas vencê-los (ou não perder por muitos, pelo menos). Que acharias se o país fosse incorrectamente designado na sua totalidade por «Minho» devido a algum acidente histórico?


De Maria Papoila a 16 de Julho de 2007 às 20:51
Mauro: um artigo completo sobre a equinócio do declínio do Império Português, e a importância da Holanda nesse declínio. Fiquei a saber que afinal o Diabo da Tasmânia existe. Conhecia-o dos desenhos animados e julguei ser um animal lendário. O que aprendi aqui sobre a Nova Zelândia! Este blog e estes artigos deveriam receber a comenda de Utilidade Pública! O Cognosco é um blog que prima por distribuir conhecimento. Beijos.


De Mauro a 16 de Julho de 2007 às 21:58
Infelizmente, «Maria Papoila», as razões para o declínio do Império Português não são abordadas (ou não o são suficientemente). Sabemos como começou, não somos informados de como começou a acabar... A Nova Zelândia, a sua ligação à némesis colonial portuguesa, o Diabo da Tasmânia (que devia ser pelo menos tão conhecido como a personagem que nele se inspirou), são todos memes muito curiosos e interessantes. Na verdade, o Cognosco é isto mesmo: uma fonte de infecção de memes... Ainda bem que gostaste, é sempre importante sabê-lo.


De deprofundis a 18 de Julho de 2007 às 23:56
Há anos, em Bruxelas, tomei parte numa reunião no âmbito da OTAN. Ao meu lado sentava-se o representante da Holanda. Qual não foi o meu espanto, quando verifiquei que ele também tinha o apelido "Monteiro", tal como eu. Explicou-me então que um seu antepassado era capitão de um navio português que se encontrava em Ceilão. Para sua desgraça, não sabendo que Portugal estava em guerra com a Holanda, deixou-se aprisionar pelos holandeses. E nunca mais regressou à sua Pátria.
A partir desse esclarecimento passámos a tratar-nos como "primos"...


De Mauro a 19 de Julho de 2007 às 18:31
Muito curiosa, «Deprofundis», a situação que referes. Realmente os genes (e provavelmente os memes também) portugueses espalharam-se pelo Mundo. Se foi pelo melhor se foi pelo pior fica a questão, mas pelo menos sempre deu para descobrir um afastado «primo», ainda mais que a sua história familiar está tão ligada ao passado português. O melhor do Mundo é as constantes surpresas com que nos brinda a cada inusitada esquina.


De transbordices a 28 de Julho de 2007 às 17:19
Gosto destes artigos que fogem ao habitual e corriqueiro. Não que eu seja um intelectual (os meus conhecimentos são bastante limitados), apenas me considero um curioso e muitas vezes procuro ir um pouco além do quotidiano.


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