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Diário das pequenas descobertas da vida.
Quinta-feira, 12 de Maio de 2005
Não me aKomodo
Dragão de Komodo Os Dragões de Komodo são enormes répteis que vivem em alguma ilhas da Indonésia (a nação islâmica com a bandeira sem crescente...) e cujo tamanho inspira um série de mal-entendidos ou de desconhecimentos.</br>
Não os considerando a espécie animal mais favorecida pelos dons da beleza (do que qualquer mãe Dragão de Komodo discordaria), penso que merecem o maior respeito (o que inclui respeitar os factos com eles relacionados):</br>
</br>
~ É falso que os Dragões de Komodo sejam mini-dinossáurios que sobreviveram até aos dias de hoje. Basta reparar que os seus membros (inferiores) se projectam para o lado (se fossem sequer descendentes dos dinossáurios teriam os membros (inferiores) projectados para baixo. Sobre isso veja-se Cave savrie!). Pertencem à Família dos Varanos, que inclui vários tipos de lagartos, desde espécies com alguns centímetros de comprimento até aos enormes Dragões de Komodo, que chegam a medir mais de 3 metros.
(Para os indonésios locais o seu nome é ora)</br>
</br>
~ É falso que os Dragões de Komodo sejam assim chamados porque existem na ilha indonésia de Komodo. Na verdade há Dragões de Komodo nas ilhas Flores, Gili Motang, Komodo e Rinca. Até à década de 1970 existiam ainda na ilha Padar. É verdade que estão mais associados à ilha Komodo mas não se tire daí a errónea ideia que só aí existem...</br>
Distribuição dos Dragões</br>
</br>
~ A sua mordedura é venenosa mas no entanto não produzem veneno.
Os </font>Varanos Gigantes</font> (outro nome para os Dragões de Komodo) possuem, na sua saliva, bactérias que produzem toxinas mortais. Quando mordem a sua presa (uma javali ou um veado) a sua saliva entra em contacto com o sangue da vítima e o Varano aguarda enquanto a presa foge. As bactérias (que incluem a Staphilococcus sp, Providencia sp, Proteus morgani e a Proteus mirabilis) libertam as suas toxinas e a presa acaba por morrer. O Varano limita-se então a procurar a sua presa morta.</br>
</br>
Felizmente são répteis (têm sangue frio) e necessitam que o calor do Sol lhes aqueça o sangue antes de se puderem deslocar. Têm dois picos de actividade ao longo do dia: 9h30m e 15h30 (obviamente não se deslocam durante a noite. Está muito frio para eles...).</br>
Assim não conseguem perseguir um ser humano (adulto) e
basta evitar a sua mortal mordedura para se ter umas tranquilas férias nesta(s) ilha(s) da Indonésia (tanto quanto a consciência de cada um o permita)...</br>


Publicado por Mauro Maia às 12:54
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5 comentários:
De Rata Zinger a 12 de Maio de 2005 às 14:14
Tu és parecido com o da foto?


De Mauro a 12 de Maio de 2005 às 20:23
Já deste com o meu grande segredo. Na verdade é uma foto minha tirada numa manhã em que estava de mau-humor. Mas tive a sorte de me apanharem o lado fotogénico... ;)


De bundao a 7 de Maio de 2006 às 20:43
achei q era sua mae


De kailubi a 27 de Dezembro de 2006 às 17:38
gostei mt da tua esplicação sobre os dragões de komodo...pelos vistos tinha varias ideias erradas a cerca dele...é ke eu gosto muito de dragões, mesmo ke me digam de não existem nem existiram..é uma figura que eu acho fascinante...deskulpa os erros ortograficos e parabens pelo "artigo"


De Mauro a 27 de Dezembro de 2006 às 18:41
São mesmo criaturas fascinantes, «Kalubi» tanto os Varanos como os míticos dragões. Tendo em conta que os mitos sobre dragões terão surgido pausivelmente de fósseis de dinossárurios, em que medida as representações draconianas terão preservado essa característica tão «dinossáurica» de as patas inferiores se projectarem para baixo do corpo?


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