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Diário das pequenas descobertas da vida.
Quinta-feira, 28 de Abril de 2005
esTepes
Drácula</br>
Imagine-se um mundo onde não há vampiros (não é difícil, é só olhar em volta).</br>
Nesse mundo surge um vampiro, no ano 0. Esse vampiro torna qualquer um que morda num vampiro. Como está de dieta, morde apenas 1 pessoa por ano.</br></br>

No ano 1, há 2 vampiros, o original e a sua primeira vítima.</br>
No ano 2, há 4 vampiros, porque cada um dos dois mordeu alguém.</br>
No ano 3, há 8 vampiros.</br>
No ano 4, há 16 vampiros.</br>
Cada ano que passa o número de vampiros duplica.</br>
No ano 10, há 210 = 1 mil e 024 vampiros.</br>
No ano 11, há 211 = 2 mil e 048 vampiros.</br>
Os anos passam.</br>
No ano 15, há 215 = 32 mil e 768 vampiros.</br>
...</br>
No ano 20, há 220 = 1 milhão 048 mil e 576 vampiros.</br>
...</br>
No ano 25, há 225 = 33 milhões 554 mil e 432 vampiros.</br>
...</br>
No ano 30, há 230 = 1 mil milhões 073 milhões 741 mil e 824 vampiros.</br>
somente 30 anos depois de surgir o primeiro em regime de dieta!</br>
...</br>
No ano 40, há 240 = 1 bilião 099 mil milhões 511 milhões 627 mil e 776 vampiros.</br></br>

Neste momento, há sensivelmente 6 mil milhões 516 milhões 907 mil e 250 de pessoas no mundo. Se tivesse surgido um vampiro (numa dieta especial anual, se não seria bem antes) no ano 0 da nossa era há muito que seríamos todos vampiros. Aliás, para se ultrapassar (por muito) o valor da população actual bastariam 33 anos (233 = 8 mil milhões 589 milhões 934 mil e 592)!</br>
Mesmo que um vampiro tivesse (a la Hulk) surgido numa mutação decorrente das bombas nucleares de Hiroxima e Nagasaki, elas foram há 60 anos. Já toda a população humana seria vampira. Se alguém tiver a imprudência de fazer, num laboratório de genética, um vampiro, em poucos anos seremos todos vampiros!
(se o vampiro não estivesse na dieta anual e mordesse uma pessoa por dia os 6 mil milhões 516 milhões 907 mil e 250 seriam alcançados em... 33 dias! Num mês, seríamos todos!)</br>
Não há vampiros nem nunca houve!</br>

Foram apenas uma criação do Sr. Bram Stocker para vender livros, baseando-se em algumas históias de um conde Romeno, Vlad Tepes Dracula.</br>
Dracula vem do latim que significa dragão, Ordem religiosa a que pertencia o pai de Vlad e por herança o próprio Vlad também.</br>
De facto Vlad não era uma florzinha de estufa (Tepes significa Empalador em Romeno, porque ele mandava fazê-lo como respirava), mas daí até ser vampiro... Também se fosse já todos seríamos.</br>
</br>
Como eu posso falar por mim, e eu não sou,</br>
Não há vampiros nem nunca houve!</br>


Publicado por Mauro Maia às 00:03
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9 comentários:
De papoila a 28 de Abril de 2005 às 10:48
E eu a pensar que ia morder um pescoço por aqui... ;) beijinho


De kamaruana a 28 de Abril de 2005 às 13:24
Vampiros, sugadores de sangue, dois dentes salientes que atacam pela noite e dormem de dia num caixão, não há, de facto. Mas há outro tipo de vampiros: sugam o suor dos outros, não têm dois dentes salientes, atacam de dia e dormem em camas tipo Luís XVI. E muitos entram-nos em casa, diarimanete, sem baterem à porta nem à campainha. Olá se há.


De kamaruana a 28 de Abril de 2005 às 16:10
Em sentido figurado, obviamente!


De Rui a 28 de Abril de 2005 às 16:24
Olha, só há uma coisa que falha nesse argumento: e os caçadores de vampiros? E aqueles cuja próprio metabolismo já se encontra imune às mordidelas? E os outros bicharocos tipo lobisomens e afins, cuja mordidela já transforma as suas vítimas em semelhantes? Porque há a considerar todas estas diferentes possibilidades.


De js a 28 de Abril de 2005 às 18:20
...belo raciocinio...calculo matemático... se transpusermos esse calculo para a evolução de algumas doenças... teriamos mais medidas preventivas tendo em vista o não alastramento destas.... quanto ao tema fez-me lembrar aquela frase: - já não há canibais!... eu comi o último!
FORÇ'AÍ!
js de http://politicatsf.blogs.sapo.pt


De Mauro a 28 de Abril de 2005 às 20:34
Rui, na verdade não há falha de argumento em qualquer parte. Mesmo que alguns (?) pudesem de facto ser "imunes" às mordidelas, nunca seriam muitos. Com a imensidão de vampiros que surgiriam rapidamente em pouco tempo seriam eliminados. Não há Conde von Helsing, nem Blade, nem Buffy que possa contra milhares de milhões de vampiros...
Js, de facto é isso que ocorre com as batérias: o seu crescimento exponencial funciona assim mesmo. Por isso é que os organismos cuja soma total de peso é a maior do mundo são as bactérias. Tão pequenas que elas são dá para ver a quantidade delas que existem por aí...


De luis a 28 de Abril de 2005 às 21:18
Oh... mas na fantasia está tudo, pá! No sonho... Não há nada dessas coisas por aqui... Mas no meu mundo existem... E como!!


De Lus a 5 de Junho de 2008 às 22:14
Não existe vampiros ? Você tem certeza disso ? Conhece todas as pessoas do mundo ? Que cálculos !!!


De Mauro a 6 de Junho de 2008 às 09:48
Pois, «Luís», NÃO existem vampiros. Não me limitao a dar uma opinião, não me limito a dizer «acho que não...». A minha afirmação é baseada num simples cálculo matemático e se peca é por defeito, uma vez que presumo apenas que o «vampiro» moderia apenas uma vítima por ano (ou por dia). Não é demais frisar que vampiros há, mas são 2 espécies de morcegos da América do Sul, como referido no artigo que fala sobre Vlad III, o Empalador, uma das fontes de inspiração para o Vampiro de Bram Stocker: http://cognosco.blogs.sapo.pt/arquivo/1076196.html (http://cognosco.blogs.sapo.pt/arquivo/1076196.html) O raciocínio é bastante simples de seguir: quando um «vampiro» morde um passoa, esta torna-se também «vampiro». Existem 2 vampiros onde havia apenas 1. Cada um deles morde alguém. Existem agora 4 vampiros onde havia apenas 2. Cada um dos 4 morde alguém. Existem agora 8 vampiros onde havia apenas 4. Cada um deles morde alguém. Existem agora 16 vampiros onde havia apenas 8. Cada um deles morde alguém. Existem agora 32 vampiros onde havia apenas 16. Cada um deles morde alguém. Existem agora 32 vampiros onde havia apenas 16. Depois de apenas 20 «mordidelas» existem já mais de um milhão de «vampiros». Tendo em conta a população mundial actual de mais de 6 mil milhões e meio de seres humanos, esse valor seria alcançado ao fim de apenas 32,6 mordidelas. Agora, é importante o ritmo a que as mordidelas são dadas: se for dada 1 por ano, então em 32,6 anos o número de «vampiros» seria superior à população mundial; se for dada 1 por mês, então em 32,6 meses o número de «vampiros» seria superior à população mundial; se for dada 1 por semana, então em 32,6 semanas o número de «vampiros» seria superior à população mundial; se for dada 1 por dia, então em 32,6 dias o número de «vampiros» seria superior à população mundial. Isso supondo que não há criação espontânea de «vampiros», que estes são oriundos apenas de seres humanos mordidos por «vampiros». Se houvesse essa criação, a quantidade de tempo seria ainda menor! Não é necessário perguntar a cada pessoa do mundo se são ou não «vampiros»; não é necessário conhecer todas as pessoas do mundo para saber se são ou não «vampiros». É apenas preciso saber o número de seres humanos existentes no mundo e fazer este cálculo simples de multiplicar por 2 o números de «vampiros» sempre que há uma «mordidela». Numa analogia simples, não preciso conhecer cada uma das pessoas do mundo para saber que não há mais de 14 mil milhões de pulmões humanos (para que seja mais do que o dobro dos 6 mil milhões e mio de seres humanos no mundo). Pode haver menos, claro, mas mais é que não. A Matemática esclarece o que simples opiniões tendem a obscurecer.


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