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Diário das pequenas descobertas da vida.
Domingo, 5 de Abril de 2009
Cadeira negra
Quando se fala na História recente de Portugal, o 25 de Abril de 1974 é incontornável. Quando ocorreu, terminou com um regime autoritário que vigorava desde 1933 (o mesmo ano em que os Nazis subiram ao poder na Alemanha). Como todos os regimes autoritários (sejam de inspiração de Esquerda ou Direita), manteve-se no poder limitando as liberdades das pessoas, censura, auto-promoção (geralmente falsa ou exagerada), xenofobia e intolerância para com opiniões discordantes ou simplesmente diferentes.

No entanto, como recentemente vergonhosamente se notou num programa televisivo que pretendia eleger o maior Português de sempre, muitas pessoas em Portugal ainda conservam uma visão idealista e positiva desse período negro da História portuguesa na qual a inteligência nacional foi reduzida a meia dúzia de apoiantes do regime, em que a força nacional foi reduzida a trabalhos braçais, em que a população em geral foi reduzida à ignorância, ao alcoolismo e à aceitação cega das normas sociais através do medo e da desconfiança.
Uma palavra sobre o analfabetismo durante o Estado Novo. São ainda comuns as escolas construídas durante esse negro período. Muitos (eu incluído) estudaram numa escola primária construída nessa altura e o meu ensino secundário também (os famosos liceus de um só bloco e dois ou mais andares. Será que aqui houve um aspecto positivo no negrume em que este «senhor» mergulhou Portugal? Assim poderia parecer mas apenas nos anos 60 houve um investimento grande na construção de escolas em Portugal, já no final da sua (des)governação, que terminou em 1968 após uma queda de uma cadeira. O Estado Novo era marcado por uma estrutura social hierarquizada, em que as pessoas que nasciam numa determinada classe social nela permaneciam. A maioria dos jovens, após acabar o ensino primário, deixavam os estudos e começavam a trabalhar. A educação era reservada à pequena elite que apoiava a ditadura. A iletracia (a capacidade de comunicar ideias e de perceber o que lhes é comunicado, oralmente ou acima de tudo de forma escrita) desde a Monarquia era muito baixa e assim permaneceu. Não convinha à ditadura que os cidadãos passassem a ter opiniões formadas e pensassem por si...

Um argumento que, muitas vezes, surge em conversas sobre esse período é o de que esse «senhor» nos «livrou da Grande Guerra» (referência à II.ª Guerra Mundial). Claro que não nos livrou de 13 anos de Guerra Colonial (1961-1974), em que o papel de Portugal no Mundo foi ridicularizado, em que uma geração inteira de jovens foi morta, mutilada e psicologicamente marcada, com os custos pessoais e sociais decorrentes. Também uma História de 900 anos foi denegrida e transformada em propaganda de Estado. Mas terá Portugal «sofrido» menos com a Guerra Colonial (13 anos) do que teria sofrido se tivesse entrado na II.ª Guerra Mundial (6 anos)?
Esta e mais imagens em FórumDefesa.com

Analise-se os números referentes à mortalidade de uma e de outra. Como é natural, para se poder fazer uma mais correcta comparação (se é possível comparar assim tão friamente acontecimentos tão traumáticos como guerras), é necessário ter-se o mesmo sistema de referência, neste caso períodos de tempo com a mesma amplitude. Ao longo dos 13 anos de conflito, 8 289 militares portugueses perderam a sua vida e 112 205 ficaram mutilados com deficiências permanentes.
Fonte pormenorizada sobre os mortos e deficientes militares portugueses no conflito:
Guerra colonial - Estatística de feridos
Guerra colonial - Estatística de mortos


As estatísticas referentes à II.ª Guerra Mundial podem-se analisar na tabela:
Soldados mortos na II.ª Guerra Mundial por país
fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/World_War_II_casualties
Nunca me deixam de surpreender as baixas sofridas pela URSS nesta guerra:
23 milhões e 100 mil mortos! Dava mais de duas vezes a população portuguesa morta 2 vezes em apenas 6 anos! E só em termos de soldados, uma população inteira portuguesa pereceu. Falamos de jovens na flor da idade...


D. Filipa de Lencastre, mãe da Ínclita GeraçãoA ligação entre Portugal e o Reino Unido é curiosa, dado o laço histórico que os liga desde que D. João I casou com a princesa inglesa D. Filipa de Lencastre. Tal como Portugal na Guerra Colonial, o Reino Unido também não foi invadido (ainda que muitos civis tenham morrido nos bombardeamentos sofridos), tendo os seus soldados combatido fora do país (nas colónias ultra-marinhas que tinha e no continente europeu). Curiosamente até, Portugal iniciou a Guerra Colonial com armamento antiquado da II.ª Guerra Mundial. O Reino Unido foi um actor importante em todo o teatro da guerra (durante algum tempo esteve «orgulhosamente só» na oposição ao regime nazi que engolia sofregamente uma Europa continental cansada ainda da barbárie da I.ª Guerra Mundial. Uma grande diferença é o facto de Portugal não ter nem 9 milhões de habitantes durante a Guerra do Ultramar, enquanto o Reino Unido tinha menos mas perto de 48 milhões, o que torna os nossos números bem mais dramáticos, se compararmos o número de mortos e feridos com o total da população. Mas a propaganda salazarista só «lembrava» que Portugal não entrou na II.ª Guerra Mundial, «esquecendo» a barbaridade da Guerra Colonial, que dizimou uma geração de jovens portugueses, marcando-os para toda a vida, sem contar com a população africama que sofreu directamente o impacto da guerra. A única coisa «boa» de tudo poderá ter sido o facto de essa ser a semente que levou, em 1974, à queda deste regime cego ao sofrimento nacional, aos custos da sua teimosia e às consequências.
Ou seja, Portugal foi «salvo» da II.ª Guerra Mundial mas perdeu e fez perder inúmeras vidas, comparando com um dos intervenientes principais dessa Guerra, o Reino Unido, tendo menos de um quinto da população! Esse «senhor» não nos salvou de nada, apenas adiou para a geração seguinte o sofrimento e a mortandade. Com isso, perdeu-se a oportunidade de criar uma Commonwealth portuguesa, com descolonizações bem-feitas e com ganhos para todos.

Mas, «lembram-nos» também quem irracionalmente advoga o «bem» do velho regime, economicamente Portugal estava bem: graças às poupanças desse dito «senhor», o ouro acumulou-se no Banco de Portugal. Não só não sei quantas bocas alimenta ouro num cofre como esta argumentação (mais uma manobra propagandista desse regime) ignora factos importantes: o dinheiro que Portugal recebeu indevidamente em ajudas para a reconstrução de uma guerra na qual não participou e os custos de uma guerra que exauriu os recursos nacionais.

Cartaz de promoção do Plano MarshallIndevidamente, depois de cobardemente brincar com Aliados (tendo em mente o tratado de Windsor que nos ligava ao RU) e com as Potências do Eixo (esse «senhor» era admirador dos regimes totalitários Nazi alemão e Fascista italiano), recebeu dinheiro dos EUA, no final da guerra, para ajudar na reconstrução pós-guerra. Portugal, que foi apenas ligeiramente beliscado pela ocupação da colónia de Timor Leste pelos Japoneses em 1942. Poderão dizer os mais afoitos admiradores desse «senhor» que receber indevidamente dinheiro que poderia ter sido usado para ajudar verdadeiras vítimas da barbárie nazi e do conflito militar na Europa foi uma jogada inteligente. Não foi inteligente, foi jogada de esperto saloio sem moral. E ainda fez de conta que recusou (e ainda há quem pense erradamente que recusou), para receber depois a fatia toda em 1951...

O Plano Marshall foi estabelecido em 1947 na sequência de um discurso do Secretário de Estado George Marshall, general do exército americano, que recebeu o Prémio Nobel da Paz, em 1953, homenageando o Plano. O Plano consistia em reconstruir uma Europa devastada pela Guerra, impedindo que a miséria impelisse o surgimento de estados comunistas na Europa Ocidental. Para isso, os EUA, entrre 1949 e 1951, disponibilizaram um total de 12 milhões e 721 mil Dólares. Utilizando uma simples conversão, encontrada em Measuring Worth, permite verificar que $US 1 de 1947 equivalia a aproximadamente $US 9,64 actuais. Utilizando ainda outra conversão, de dólares para euros (à data em que escrevo o artigo), disponibilizada em Currency calculator, verificamos que $US 1 actual são 0,715717 €. Compilando tudo numa tabela obtemos os seguintes valores:
Plano Marshall
fonte: Wikipedia - Marshall Plan
Outros países europeus usaram o dinheiro para se desenvolveram, para benefício dos seus habitantes. Dessa forma, tornaram-se prósperos, desenvolvidos e pacifistas. Ao contrário, esse «senhor» preferiu meter o dinheiro debaixo do colchão, deixar morrer de fome e pobreza as pessoas, fomentou o alcoolismo e a histeria religiosa, reduziu a expressão cultural do país a jogos de Futebol. Portugal tornou-se mais míope, mais xenófobo, mais atrasado e mais submisso à autoridade estatal.

Como medida de comparação, registe-se que Portugal, nos últimos 20 anos, recebeu um total de 48 322 milhões de euros (fonte: Jornal Mundo Lusíada.
Moeda corrente, valor actual do Euro. O Escudo português do Estado Novo não valia os aproximadamente 0,0005 Euros de aquando da transição (1€ = 200$482). Não tenho dados para fazer uma transição correcta entre o valor do Escudo no Estado Novo e o seu valor aquando da transição para o Euro. Mas registo que o actual PIB de Portugal, de acordo com CIA, é de 237 mil milhões de US$, ou cerca de 170 mil milhões de € (34 milhões de contos). Não esquecer que, como visto em Cardinando, 1 bilião nos EUA corresponde a 1 mil milhões na Europa.


Savana africanaAlém disso, Portugal usufruía, no altura, das riquezas minerais do territórios que colonizou em África (Petróleo, Ouro, Diamantes,...). Dirão talvez, os que cegamente poderão advogar favoravelmente essa Idade das Trevas portuguesa que foi o Estado Novo: «Então foi para conservar essas riquezas em mãos portuguesas que fomos para a Guerra». Na verdade, tivesse Portugal dado progressivas autonomias às suas colónias, fomentado a educação e o desenvolvimento das populações sobre o seu jugo e teria continuado a usufruir, em níveis de progressiva maior igualdade, das riquezas das colónias (e eventualmente países irmãos) sem ter sacrificado uma geração inteira de valentes jovens portugueses (e gerações de valentes angolanos, moçambicanos, guineenses, cabo-verdianos). Em termos de Despesas Financeiras da Guerra (as Humanas são impossíveis de contabilizar), remeto novamente para a mesma excelente página virtual sobre a Guerra Colonial, desta vez para as despesas financeiras da Guerra Colonial (não lhe chamo «Guerra do Ultramar», porque essa é uma denominação do Estado Novo destinada a fomentar a ideia errada que os territórios em África eram Portugal, quando na verdade foram apenas terras que expropriámos aos seus habitantes).

O Estado português, durante a Guerra Colonial, gastou cerca de 85 mil contos com Despesas Extraordinárias nas Forças Armadas (ou seja, além do Orçamento normal de gestão do Estado). De acordo com o OE para 2008, o Ministério da Defesa teve um total de despesas de 1215,5 M€, cerca de 3% do PIB nacional desse ano. (fonte: Orçamento de Estado para 2008. Durante os anos de guerra, gastou uma média de 35,15% do Orçamento de Estado com as Forças Armadas. Ou seja, hoje teria gasto cerca 247 mil M€ na guerra. Do Plano Marshall tinha recebido o dobro desse dinheiro indevidadmente! Os polémicos estádios do Euro 2004 custaram um total de 323 M€; o TGV poderá custar mais de 7 mil M€; o novo aeroporto da Ota cerca de 3 mil M€. Qualquer uma dessas despesas é irrisória face aos custos financeiras e humanos da Guerra Colonial!

De que nos «salvou» esse dito «senhor»? Estou para saber. Aproveitando a desordem social e económica do país após o regicídio de 1908, a instabilidade económica da desastrosa participação de Portugal na I.ª Guerra Mundial (ver Portugal de Primeira), transformou-se de Ministro das Finanças em 1928 em ditador português em 1933. Pelo caminho, isolou Portugal do Mundo, coarctou a inteligência nacional com efeitos que ainda hoje se sentem, pactuou com outros regimes ditatoriais para a expropriação de inocentes (o «ouro» que meteu ao bolso roubado às vítimas do Nazismo), militarizou e mutilou psicologicamente crianças com a sua Mocidade Portuguesa, meteu-nos numa sanguinária guerra contra povos que apenas queriam ter direito de estabelecerem o seu próprio rumo, matou dessa forma milhares de pessoas, roubou aos pobres para dar a uns poucos ricos, semeou desconfiança, xenofobismo e racismo, transformou a fantástica História de Portugal num mero fantoche para auto-promoção.

De que nos salvou esse «senhor»? Antes a pergunta
«Há algo em que este «senhor» não nos tenha prejudicado?»
Caso para beatificar a célebre cadeira de que caiu, não fosse o facto de ter demorado tanto tempo a livrar-nos desse cancro social...

Deixo aqui as palavras de um dos nossos maiores poetas, Fernando Pessoa (1988-1935), que foi contemporâneo desse «senhor» (morreu dois anos após a instauração da ditadura):

SALAZAR

António de Oliveira Salazar.
Três nomes em sequência regular...
António é António
Oliveira é uma árvore
Salazar é só apelido.
Até aí está bem.
O que não faz sentido
É o sentido que tudo isto tem.

Este senhor Salazar
É feito de sal e azar.
Se um dia chove,
A água dissolve
O sal
E sob o céu
Fica só azar, é natural.

Oh, c'os diabos!
Parece que já choveu...


Publicado por Mauro Maia às 19:24
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11 comentários:
De freakunleashed a 3 de Abril de 2010 às 11:13
Já há bastante tempo que sigo o teu blog, e é sempre aprazível verificar o modo como enriqueces factos históricos com opiniões pessoais extremamente válidas e perspicazes, e neste artigo em particular eu não podia estar mais de acordo. Espero que continues a bafejar os teus leitores assíduos com mais excelentes artigos.


De Mauro Maia a 3 de Abril de 2010 às 13:06
Obrigado, «freakunleashed». Infelizmente não tenho sido o melhor dos anfitriões ultimamente, já que não tenho tido disponibilidade mental para terminar o último artigo e escrever um novo. Mas saber que há tanto genuíno prazer em lerem o que vou escrevendo é sempre bom e motivador. Obrigado pelas palavras e boa Páscoa (curiosamente, tem bastante a ver com o último artigo que falta terminar, ainda que eu procuro fugir à ilusória pertinência da «actualidade»)


De Marius70 a 20 de Maio de 2009 às 17:48
Olá Mauro. Como antigo combatente em Angola fico-te agradecido por este teu alertar de consciências. Realmente o ditador tão elogiado pelo povo, agora, enviou uma juventude para uma guerra que à partida estava perdida. Curiosamente o povo que elegeu o ditador como o melhor português de sempre (D. Afonso Henriques deve ter dado muitas voltas na tumba) foram os mesmos que estiveram no cais de Alcântara, a partir de 1961, a acenarem com os lenços a partida dos seus filhos que iam a caminho da morte em terras de África! Relativamente aos valores tão altos da morte dos russos na 2ª guerra mundial lembrei-me do nosso Marquês de Pombal e da saga dos Távoras. Stalin deve ter englobado nas baixas os que mandou aniquilar. A soma das baixas no quadro não está correta, no total na URSS tem um milhão a mais de mortos e na Alemanha Nazi 160000. Parou o Cognosco? Um abraço!


De Leonor Loureno a 20 de Maio de 2009 às 21:09
Olá Mauro. Desconhecia o teu blogue. Muito interessante e com referências muito bem esgalhadas. Obrigada por ainda manteres "O mistério da estrelinha Curiosa" no teu espaço. Obrigada, Leonor Lourenço.


De Mauro a 20 de Maio de 2009 às 21:48
Sabes, «Marius70», eu sou da geração do outro lado do muro (25 de Abril). E sou também apreciador de História. E incomoda-me bastante que as gerações pós-25 de Abril ignorem um período tão negro da História de Portugal e que as gerações que o viveram agora o dourem. Fiquei atónito com a vitória desse ««senhor»» (duplas aspas mesmo!) nesse concurso. Não que me surpreendesse após a eleição, mas fiquei pesaroso que um povo, com uma história tão rica e longa como a nossa, tenha elegido o pior português de sempre como o melhor. É a lavagem cerebral do Estado Novo a alimentar-se da ignorância do povo cuja mente e futuro agrilhoou. E é inconcebível a forma como a geração inteira de jovens que nada mais fizeram do que servir o seu país seja ignorada e colocada no armário como a que fez a Guerra do Ultramar (e o 25 de Abril também, nunca esquecer disso). Por cada um dos Capitães de Abril homenageados, quantos jovens não perderam a vida, quantos não ficaram permanentemente marcados, quantos heróis não pereceram para que as gerações anteriores e posteriores se pudessem lvrar do jugo dictadorial? E ainda precisam de regatear as suas pensões mais do que merecidas, com políticos que só estão no poder porque eles lutaram para que fosse instaurada a democracia que os elegeu? Inconcebível. Eu pessoalmente votei no Infante D. Henrique (por ter sido o mentor do Período de Ouro de Portugal que foram os Descobrimentos). O que Estaline fez foi ainda pior do que isso: a somar aos milhões de mortos devido à Guerra, encabeçou um período de terror que matou outros tantos milhões de sobrevbiventes dessa mesma Guerra. Ditaduras de esquerda ou de direita são faces da mesma moeda... Os valores não estão incorrectamente somados, eu é que não incluí algumas colunas (como a das vítimas do Holocausto) na tabela. A opção prende-se apenas com a gestão do espaço disponível e com a relevância para o artigo. Mas estes são os valores como figuram na fonte, a Wikipedia (a inglesa, não a Wikipédia luso-brasileira). O Cognosco não parou, apenas não tenho tido cabeça, coração e um dia ou dias seguidos para me dedicar ao artigo. Mas continuará, quer o artigo quer o Cognosco. Vicissitudes de um blog feito apenas por uma pessoa... Um abraço e obrigado por teres por aqui passado. Ainda bem, «Leonor», que então descobriste esta minha outra faceta virtual. Espero que tenhas apreciado e o prazer é meu de manter a capa do teu livro no meu espaço. És sempre bem-vinda.


De Leonor Loureno a 20 de Maio de 2009 às 22:44
Gostava que visitasses o meu blog, quando tiveres tempo: http://leonorlourenco.blogspot.com ou então vais a «era uma vez, conta outra vez». Diz depois de tua justiça. Obrigada. Gostei de te reencontrar. Leonor


De Mauro a 22 de Maio de 2009 às 11:26
O prazer, «Leonor», será todo meu. Não deixarei de ir ver ambos os espaços. Seguramente serão tão interessantes quanto a sua criadora.


De Leonor Loureno a 25 de Maio de 2009 às 19:06
Obrigada Mauro pela tua simpatia. Já tiveste tempo de ir espreitar o blog? Ainda não vi ninguém do Algarve...Brasil, India, América... mas das "tuas bandas" nada... Um dia talvez... será? Com carinho,
Leonor


De Mauro a 30 de Maio de 2009 às 21:47
Já visitei o teu blog sim, e gostei muito. Não tive foi o tempo que uma análise e comentário mais profundo que mereces. Como vês, a minha disponibilidade anda tem sido tão pouca que até este artigo há quase dois meses aguarda ser completo. Mais uns dias e terei essa disponibilidade e fá-lo-ei. Obrigado pela visita e pelo interesse.


De Eduardo Correia a 8 de Junho de 2009 às 23:18
Oh amigo Mauro, não gostas mesmo do indivíduo e vejo que com muita oportunidade o nosso Fernando Pessoa também não. Penso muitas vezes que, sim senhor, as coisas deviam ter sido feitas de outra maneira. Sem derramamento de sangue e com a dignidade que tais situações deveriam trazer ao de cima quando se impõe que o bom senso impere. PS (continuo às voltas com o meu processo de rvcc). Um abraço.


De Mauro a 10 de Junho de 2009 às 16:42
A questão, «Eduardo», não é se gosto ou não desse «senhor». Não tive a infelicidade de nem o conhecer nem mesmo de ser seu contemporâneo. Quando nasci, já a anátema política que ele criou em 1933 se tinha ido num mar de cravos e muitas esperanças. A razão deste meu artigo foi apenas esclarecer estes enganos que são tão comuns na sociedade portuguesa. Esse «senhor» de nada nos salvou, apenas nos prejudicou. Se o querem defender, que o façam munidos de boa argumentação, não de ideias feitas e repetidas surdamente. Ainda por cima quando se ignora de forma tão irracional o sofrimento e as dificuldades de tantos soldados portugueses que pagaram com o corpo a estreiteza desse «senhor». Perante essa repetição de javões inventados pela progaganda do Estado Novo, contraponho factos. Como amante de História que sou, gostaria de ver então factos concretos que se contraponham aos meus. Não creio que os haja muito sólidos mas... Andas então às voltas para que vejas as tuas competências reconhecidas, validadas e certificadas... Infelizmente vivemos num tempo em que a imagem política é prioridade sobre a realidade. As Novas Oportunidades não lhe podriam escapar, pelos vistos. Espero que tudo se resolva celeremente.


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