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Diário das pequenas descobertas da vida.
Sexta-feira, 8 de Abril de 2005
Est(rel)as
Não há nada neste Universo que não nasça, cresça e morra. Por muito tempo que demore tudo depois de nascer morre. Normalmente crescem entretanto. Na nossa limitada perspectiva temporal, que se limita, se tivermos sorte, a 100 anos, as montanhas parecem eternas, a Terra parece eterna, o ceú parece eterno, as estrelas (o que obviamente inclui o Sol) parecem eternas. O Universo esse então é o que mais eterno parece.</br></br>

No entanto o Universo nasceu (no Big Bang), cresceu (continua a expandir-se, como Hubble para surpresa de todos constactou) e morrerá (ou num Big Crunch ou numa morte ainda pior que é expandir-se para sempre e ficar absolutamente frio e escuro).
As estrelas também nascem, crescem e morrem.</br></br>

A forma como nascem e subsequentemente crescem é semelhante em todas elas.
Mas como com as pessoas a forma como morrem depende da forma como viveram. A teoria prevê 3 tipos de mortes possíveis para uma estrela, dependendo do seu "tamanho" e logo da velocidade com que gasta o seu combustível. Quanto maior menos dura. A vida de uma estrela é uma permanente luta entre a sua gravidade (que a comprime) e a força das explosões nucleares que a fazem brilhar (que as expandem). Durante a vida da estrela as duas contrabalançam-se e a estrela aparenta estabilidade. Osa problemas surgem quando o combustível acaba. Quando isso acontece as:</br></br>

~ estrelas com uma massa inferior a 1,4 vezes a do Sol começam a ser comprimidas pela força da sua gravidade. Como, pelo princípio de exclusão de Pauli, electrões não podem ocupar a mesma órbita (só dois podem estar na mesma órbita se tiverem spins opostos) a compressão pára aí, após um período chamado de Nova em que as partes exteriores da estrela são explodidas para o espaço. O que resta é o núcleo estelar desprotegido, inicialmente branco (daí serem chamadas de Anãs Brancas) devido ao calor que possuem, e que aos poucos vão perdendo a cor até acabarem como pedaços de rocha fria no espaço, as Anãs Negras;</br></br>

~ estrelas com massas superiores a 1,4 e inferiores a 3,2 vezes a do Sol começam a ser também comprimidas pela gravidade. Mas a sua massa é tão grande (logo a sua gravidade é tão grande) que nem o princípio de Pauli as salva. Continuam a comprimir e os electrões são projectados para dentro dos núcleos atómicos. Aí os electrões cancelam-se com os protões e formam neutrões. A estrela torna-se então constituía unicamente por neutrões. Aí o princípio de exclusão para neutrões surge em cena. Como é uma força muito superior à dos electrões pára a compressão. Estas são as Estrelas de Neutrões ou Pulsares. Têm estranhas propriedades por só terem neutrões. Na sua superfície circulam a grande velocidade electrões capturados pela sua gravidade. Devido a força da centrifugação originada pela rotação da estrela formam-se jactos de energia visíveis (ou detectáveis) na Terra quando um deles intercepta a nossa órbita (daí o nome Pulsar);</br></br>

~estrelas com massas superiores a 3, 2 vezes a do Sol nem a exclusão de neutrões impede a compressão da estrela pela gravidade. A estrela continua a comprimir-se, teoricamente até ao tamanho zero. A gravidade é tão intensa que nem a luz consegue escapar dela (quanto mais qualquer coisa que tenha o azar de lá cair). Forma-se um Buraco Negro.</br>
Gás retirado a uma estrela gigante azul por um buraco negro</br></br>

A existência de buracos negros está já bem documentada. Buracos negros até agora identificados incluem nome e provável massa (1 = Sol):</br>
A0620-00 ~ 3 - 4</br>
Cygnus X-1 ~ 4 - 8 </br>
Sco X-1 ~ 3 - 10</br>
GS2000+25 ~ 3 - 10 </br>
GX339-4 ~ 3 - 10 </br>
V 404 Cygni ~ 8 - 12 </br>
Nova Muscae 1991 ~ 3 - 10 </br>
Nova Ophiuchi 1977 ~ 6 - 7 </br>
Teoriza-se a existência de enormes buracos negros no centro das galáxias para explicar o facto de se manterem unidas. Eis algumas dessas galáxias nonde se sabem existir esses buracos negros (nome da galáxia e massa (1 = Sol))</br>
IE1740.9-2942 ~ 100 mil </br>
SgrA* ~ 2 milhões </br>
Messier 32 ~ 3 milhões </br>
Centaurus A ~ menos de 14 milhões</br>
Messier 31 ~ 30 milhões </br>
Messier 106 ~ 40 milhões </br>
NGC 3379 ~ 50 milhões </br>
NGC 3377 ~ 100 milhões </br>
Messier 84 ~ 300 milhões </br>
NGC 4486B ~ 500 milhões </br>
NGC 4594 ~ 1000 milhões </br>
NGC 4261 ~ 1000 milhões </br>
NGC 3115 ~ 2000 milhões </br>
Messier 87 ~ 3000 milhões </br>
Cygnus-A ~ 5000 milhões </br>
NGC 4151 ~ Desconhecido mas enorme</br>
Messier 51 ~ Desconhecido mas enorme</br>


Publicado por Mauro Maia às 22:52
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