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Diário das pequenas descobertas da vida.
Segunda-feira, 29 de Janeiro de 2007
Polimáticos possidónios
Não sejas possidónio!

Eis uma frase que, não sendo predominante no discurso moderno, por vezes é ouvida.
Surge como um insulto, como um meio-insulto ou apenas como advertência, dependendo de quem a profere, a quem a profere e o contexto no qual é proferida.
Não é usada com uma conotação positiva e quem a ouve sabe que algo está a ser criticado no que disse ou considerou.

O número de pessoas que conhece o significado da frase não é substancial (a par com a frequência do uso da expressão) mas uma curta consulta a um dicionário de Português, em busca do significado de «possidónio», indica o seguinte:
substantivo masculino: designação dada ao político provinciano e ingénuo que via a salvação da Pátria no corte radical de todas as despesas públicas;
adjectivo: pretensioso; vulgar; convencional.

PossidónioComo se depreende, trata-se de uma referência a um putativo (da palavra latina «putativu» que significa «suposto») político com ideias ingénuas e simplistas, merecedor de condescendência.
Mas quem foi de facto esse político? Quem foi Possidónio? Corresponderá o uso do seu nome à verdadeira História da sua pessoa? Pecará a definição até por ser um eufemismo? Terá sido Possidónio alguém risível?

Não seria a primeira vez que injustiças foram cometidas na avaliação popular de alguém. Num dos primeiros artigos do Cognosco, Injustiças, foram mencionadas algumas (muito poucas). Também no artigo Ante mortem vivetes foi referido como Jacques de Chabannes, senhor de La Palisse, não foi uma «máquina produtora de verdades ridiculamente óbvias», mas um Marechal francês, morto em batalha, merecedor do respeito e admiração das suas tropas, que lhe composeram um hino desvirtuado por uma má tradução do Francês, tornando-o uma personagem injustamente ridicularizada.

E quanto a Possidónio? Quem foi este homem, referido como um simplório de vistas curtas? Terá sido realmente um político? De que altura? Em que lugar?



Possidónio nasceu na cidade de Apameia, na actual Síria, e viveu durante o período de expansão romana através da Europa, Norte de África e Próximo Oriente, tendo nascido em 135 AC e morrido em 51 AC, com 84 anos.
Um acontecimentos que ocorreu, no mundo romano, durante a vida de Possidónio, foi a Terceira Revolta dos Escravos, entre 73 AC e 71 AC, liderada por Espártaco. O cônsul romano que o derrotou, Marco Licínio Crasso (115 AC - 53 AC), o homem mais rico de Roma na altura, formou, juntamente com Júlio César e Pompeu, o primeiro Triunvirato romano.
A cidade era já antiga quando Possidónio nela nasceu, tendo sido fortificada em 300 AC por Seleuco, um dos Generais de Alexandre Magno que ficou com uma das divisões do Império Macedónico quando este morreu.
Para mais sobre Alexandre Magno ver Magna bybliotheca e Kara victoria.
Seleuco mudou o nome da cidade de Pharmake para Apameia, o nome da sua mulher.
Em 130 AC, quando nasceu Possidónio, tinham já passado 16 anos desde a destruição da cidade de Cartago, no Norte de África (após 3 Guerras Púnicas) e a República Romana era a principal potência mediterrânica.

Possidónio estudou na sua cidade natal mas finalizou os seus estudos (superiores) em Atenas, antes do domínio romano (a cidade foi conquistada, em 87 AC, pelo general romano Sila, quando Possidónio tinha 47 anos). Nesta cidade, foi aluno do filósofo estóico Panaitio (185 AC -108 AC), que, em 129 AC (com 56 anos), se mudou para a cidade (era oriundo da ilha grega de Rodes mas viveu muitos anos em Roma). Tornou-se, a par do seu mestre, o maior representante e divulgador do estoicismo no mundo romano.
Stoa de Attalos, na zona alta de Atenas
A Escola Filosófica Estóica surgiu em Atenas, em lugares públicos conhecidos como «stoa» (zonas de passagem, exteriores aos edifícios, viradas para a rua, rodeadas de colunas e cobertas). Devido ao lugar onde era geralmente discutida e abordada, a escola filosófica recebeu o nome de Estóica, de «stoa». Foi Zenão de Citium (não confundir com o filósofo eleático Zenão de Elea, o criador dos famosos paradoxos, como visto em Celer turtur) quem fundou o estoicismo.

Para a Escola Estóica, o auto-controlo, a força psicológica e o distanciamento das emoções permite o raciocínio claro, o equilíbrio mental e a imparcialidade de julgamento. O objectivo do filósofo estóico é o melhoramento espiritual do indivíduo através da razão, da virtude e da sujeição às leis físicas. Através do controlo das paixões e das emoções, acreditavam estes filósofos que era possível encontrar a paz interior face ao turbilhão do Mundo exterior. Isto porque as emoções obscuram a verdade e a procura da verdade é a maior das virtudes. Para um estóico, deve-se fazer como a razão determina. A paixão (no sentido clássico de «sofrimento» e «angústia») deve ser evitada e a arma para combater o sofrimento é a razão e o raciocínio claro. Este é um raciocínio bastante similar aos predicados budistas e não admira que tenham influenciado um mundo helénico para sempre modificado pela abertura cultural providenciada pelas conquistas de Alexadre Magno na Ásia.
Para mais sobre o budismo, ver o artigo O Príncipe e a roda, que fala sobre o budismo indiano e o imperador Açoka.

O Estoicismo influenciou em grande medida o mundo romano e vários imperadores romanos (e vários legisladores e leis que defenderam) beberam do Estoicismo a sua ética. Através do Estoicismo, a vivência legislativa romana foi influenciada e, através da legislação romana, a Religião Católica foi adaptada e tornada na entidade que hoje se encontra. Os Estóicos consideravam que a tristeza e a maldade eram fruto da ignorância e que apenas a razão e a procura da verdade as podiam limitar. Todos as pessoas são uma manifestação do mesmo espírito universal e devem ajudar-se e serem honestas umas com as outras. A igualdade de todos perante a Lei e o Mundo são conceitos naturais para um Estóico e a sua propagação ideológica pelo Império Romano em muito terá contribuído para a implantação do Cristianismo na Europa romana (apesar de Nero, perseguidor dos primeiros cristãos romanos, se dizer estóico. Mas, a julgar pelas suas acções, era um crente não-praticante do estoicismo... Ver Colossicum amphitheatrum para mais sobre este Imperador e a sua ligação ao Coliseu).

Foi esta a Filosofia que Possidónio aprendeu enquanto estudava em Atenas e da qual foi um dos maiores representantes, tendo contribuído largamente para a sua dessiminação pelo mundo romano. Um dos pupilos (em 80 AC) de Possidónio foi Cícero, o grande Orador, Político, Filósofo e Advogado romano, que, apesar de não se ter tornado estóico, foi grandemente influenciado pela ética desta escola de pensamento. Em 95 AC (quando tinha 40 anos), Possidónio mudou-se para a ilha grega de Rodes (já há muito um terramoto tinha destruído o famoso Colosso de Rodes. Este foi construído em 292 AC e caiu em 280 AC. Durante centenas de anos os seus vestígios permaneceram no porto da ilha, até que os Árabes os venderam como sucata, em 654 DC). Pouco depois da sua chegada à ilha, foi eleito governador por um período de 6 meses (o tempo de mandato habitual) e, após 8 anos de residência, em 87 AC, Possidónio foi nomeado Embaixador de Rodes em Roma, devido à forma como geriu eficazmente o seu cargo político. Na altura, a ilha era aliada independente da República de Roma e tinha, como tal, na cidade, uma embaixada (Rodes foi, em 43 AC, eventualmente conquistada e pilhada pelo general romano Gaius Cassius Longinus, amigo de Pompeu e inimigo de Júlio César).

Possidónio era um grande apoiante do poder romano, vendo-o como uma força estabilizadora do mundo mediterrânico, mesmo após Pompeu, inimigo de César, ter invadido a sua cidade-natal Apameia em 64 AC, anexando a cidade à República Romana pela força. Devido aos laços que estabeleceu com a nobreza romana, Possidónio pôde dar azo a uma outra das suas buscas da libertadora verdade, tendo viajado por várias terras conhecidas na altura (tanto as sobre domínio romano como as que não estavam). Escreveu sobre as terras e costumes que presenciou nas suas viagens, mas os seus escritos perderam-se nas marés do Tempo (perderam-se os textos, mas muitos dos títulos das suas obras foram preservados, em listas de obras citadas por outros autores).

Além da sua Filosofia e das suas viagens exploratórias, Possidónio fundou uma escola em Rodes, onde tinha vários alunos, tanto romanos como gregos, que o procuravam devido à sua sabedoria e conhecimento. A sua fama de erudito era conhecida por todo o Mundo romano e foi uma das poucas pessoas que dominou todo o conhecimento da sua época.
A sua fama como polimático (isto é, de alguém que domina vários saberes, do grego «poli»+«mathēs» - muitos conhecimentos. É da raíz «mathēs», conhecimento, que deriva a palavra Matemática, «máthēmas» em grego) era inteiramente merecida: estudou e escreveu sobre Física (incluindo Meteorologia e Geografia), Astronomia, Astrologia e Adivinhação (consideradas, na altura, ciências), Sismologia, Geologia e Mineralogia, Hidrologia, Botânica, Ética, Lógica, Matemática, História, Antropologia e Táctica Militar. A sua fama percorreu toda a História romana e, mesmo na Idade Média, era considerado um dos maiores intelectos que o Mundo conheceu. Dificilmente foi alguém de ideias curtas e simplórias... Tinha, além disso, a alcunha de «o Atleta», o que poderá ser uma indicação da vastidão dos seus interesses.
Possidónio foi o primeiro Estóico a considerar que a alma era constituída por «paixão» e «razão» e que a Ética era o meio pelo qual o equlíbrio entre as duas podia ser encontrado.

Os escritos de Possidónio encontram-se hoje fragmentados e a maioria do que se conhece deles é devido à enorme influência intelectual que exerceu sobre outros escritores. As citações das obras de Possidónio são inúmeras e extensas e fornecem uma base sólida de informação sobre a sua figura intelectual.

Tudo aponta para que Possidónio, longe de ser um simplório de vistas curtas e um político inábil, tenha sido um homem de enorme inteligência e capacidade, que influenciou (e ainda influencia) a vida intelectual humana.

Registar e manter a História, tanto da espécie como a individual, é uma das principais (se não mesmo das poucas) características que nos separa dos outros seres vivos deste planeta. Mas, apesar de toda a sua beleza e importância, não deixa de ser mal usada e mal interpretada nas mãos inábeis de quem com ela pouco se preocupa. Possidónio parece ter sido uma das suas vítimas.
Mas a sua importância não passou despercebida e ganhou mesmo direito a um título perene bem acima das preocupações terrenas...



A Cratera Possidónio, na Lua, foi assim nomeada em homenagem a Possidónio e situa-se no Mar da Serenidade. A primeira missão à Lua, a Apolo 11, aterrou no Mar da Tranquilidade, a 960 quilómetros a Sul da Cratera Possidónio. A Apolo 15, a protagonista da experiência-para-comprovar-que-os-corpos-caem-todos-à-mesma-velocidade (como visto em Apolo não favoreceu Aristóteles), aterrou (ou melhor, alunou) a 715 quilómetros a Oeste da Cratera Possidónio, do outro lado do Mar da Serenidade. Para referência visual, foi incluída, no mapa, a localização da Cratera Tycho, no Pólo Sul da Lua.

Agora, como na sua época, Possidónio foi testemunha de grandes acontecimentos, que mudaram o rumo da História...


Publicado por Mauro Maia às 17:02
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10 comentários:
De Maria Papoila a 4 de Fevereiro de 2007 às 16:34
Mauro:
Muito bem contada a história de Possidónio que mereceu o seu nome numa cratera no Mar da Serenidade que garante o desenvolvimento da sua Filosofia o estoicismo.
Beijo


De deprofundis a 6 de Fevereiro de 2007 às 00:28
Concordo inteiramente. Mas, apesar de tudo, não me parece muito sensato classificar este belo artigo como "possidónio"...


De Mauro a 6 de Fevereiro de 2007 às 11:16
A julgar pela vida de Possidónio, «Maria Papoila», a homenagem lunar é realmente merecida. E também, «Deprofundis, pela mesma polimática razão, seria até com orgulho que o artigo ostenta o nome Possidónio. Mas, claro, o uso desvirtuou o nome e deu-lhe uma conotação negativa. Como aconteceu à palavra «esquisito» que, na sua origem romana, indicava algo acima da média e esse significado é preservado no Espanhol e no Inglês (recorde-se o «exquisit», que significa requintado). O objectivo do artigo nem era alterar a conotação do seu uso, mas sim fazer justiça a Possidónio. E, claro, quando alguém me chamar «Possidónio», poderei agradecer e explicar porquê...


De PN a 6 de Fevereiro de 2007 às 19:00
É sempre interessante descobrir a origem de uma expressão e as particularidades da evolução semântica da língua.


De Mauro a 6 de Fevereiro de 2007 às 20:00
É algo, «PxN», que também eu acho deveras curioso, principalmente o de descobrir estas pequenas (ou grandes) injustiças cometidas. É bom saber que Possidónio foi tudo menos... «possidónio». Só tenho pena de não ter descoberto a razão pela qual tamanho vulto da antiguidade clássica foi tão maltratado pela História popular (nem toda a História o injustiçou, como o mostra o nome da cratera na Lua). A evolução do estatuto de um polimático para o de um indivíduo de ideias simplórias é que me deixa perplexo. Ele era respeitado por individualidades que são respeitadas pela cultura popular (como o seu pupilo e admirador Cícero), enquanto o próprio não o é. Mesmo que, nos 6 meses em que estave à frente da gestão da ilha de Rodes, ele tenha sido o mais inábil e demagógico dos políticos (o que a sua nomeação para embaixador junto da maior potência politico-militar mediterrânica da época claramente desmente), reduzir as inúmeras facetas polimáticas de um indivíduo a uns poucos meses é claramente excessivo. E tudo aponta para uma enorme injustiça cometida contre Possidónio (tal contra La Palisse). A vulnerabilidade da cultura e da linguagem (popular e mesmo erudita, como é este o caso) a potenciais rivalidades religiosas-políticas-intelectuais-ou-de-outra-natureza causa-me perplexidade e cada vez mais acentua a minha faceta de não ir para onde a maré empurra, mas descobrir por mim mesmo. Há gratas surpresas que se encontram mesmo no que parece o mais consensual dos assuntos. Um dia destes, faço uma t-shirt com os dizeres «Tomara-me ser metade do possidónio que Possidónio foi». Talvez algo mais original do que isto, mas não me ocorre algo de diferente, neste momento...


De marius70 a 14 de Fevereiro de 2007 às 20:13
Sobre o Estoicismo queria acrescentar mais alguma coisa. Os estóicos acreditavam que a base para decidir o certo e o errado se encontrava na natureza. Todos nós partilhamos do mesmo entendimento universal e por isso deve existir uma justiça universal, a chamada justiça ou lei natural que se aplica a todos os seres humanos até mesmo aos escravos.

Eram cosmopolitas e interessavam-se pela vida comunitária. Como bem o dizes no texto, os estóicos contribuiram para a divulgação da cultura e da filosofia grega em Roma e foram responsáveis pela palavra «humanitas» que, como bem o sabes, significa humanidade ou humanismo. A palavra «consciência» era também uma palavra muito usada pelos estóicos.

Por isso vários dos ideais e máximas humanistas provêm dos estóicos com por exemplo, «o Homem é um ser inviolável».

Assim podemos considerar três pontos essenciais do humanismo na Antiguidade

. Concentraram-se nos seres humanos, afastando-se da especulação filosófica acerca da origem do mundo e dos elementos que o constituíam;

. apontavam a razão do homem como a base de toda a percepção;

. acreditavam existir uma lei natural que se aplicava a todos os seres humanos.

Agora algo meu

«Os olhos são espelho de minha alma/
O cabelo cor de prata, a minha velhice/
As rugas são riscos da minha calma/
Calma humanista já alguém mo disse.//

Temos que agarrar o sol, agarrar a vida/
Que passa por nós à desfilada/
Tirar o espinho da fera ferida/
Transformá-lo num ser de forma alada//

Para mim a vida só faz sentido/
Se tiver todo o Homem, como amigo!»//

Marius70
15.08.2003

(pena é, que os comentários não fiquem como na blospot ou Simplesnet... com quebra de linha)


Um abraço



De Mauro a 15 de Fevereiro de 2007 às 18:15
Obrigado pelos acrescentos ao artigo, «marius70». Reforçam ainda mais o papel preponderante que os Estóicos (e logo, por inerência, de Possidónio) na formação da ética europeia e na entrada e dessiminação da Religião Católica pelo Mundo politeísta romano. Muito lhes devemos, de facto. Quanto ao teu texto, é bem a mensagem de um Estóico ao Mundo. Provavelmente os «novos» blogs já terão os comentários com quebra de linha. Eu é que optei (para já) por manter o Cognosco na mesma plataforma html. Para ajustar devidamente todas as opções e c olocar o Cognosco como u quero (e não como me deixam) teria de aprender linguagem css, o que demoraria um tempo de que não disponho. E qualquer solução que resultasse num blog menos do que é agora não era aceitável...


De fiju a 17 de Fevereiro de 2007 às 22:25
Para dizer a verdade, a palavra possidónio só me recordava um filósofo. Nunca me disseram, mas se me chamassem possidónio (ou possidónia, caso haja feminino para a palavra, pois como já disse, desconheço este adjectivo), também não me ofendiam!
Gostei de relembrar quem foi Possidónio e a sua história.
No final deste artigo, referiste que Apolo 15 aterrou e entre parênteses alunou. Está bem visto substituir pela segunda palavra, visto que só se aterra quando se chama terra ao sítio. Como é uma lua, alunou está mais correcto. Mas ponho a seguinte questão. Como se diz quando o robô Opportunity pousou em Marte? Seguindo a ordem formação das palavras em aterrou e alunou, será amartou? Humm, soa muito esquisito! Lá está! Outra palavra que provoca dúvidas quando dita a espanhóis!


De Mauro a 17 de Fevereiro de 2007 às 23:13
É de facto, «Fiju», uma questão interessante. Parece-me que talvez a quesrão se prenda com o que queremos dizer exactamente, se é «terra» ou «Terra». Se for Terra como planeta, aterrar só mesmo aqui. Em Mercúrio «amercuriou», em Vénus «avenusiou», em Marte será «amartou», em Júpiter «ajupiteriou»,... Parece excessivo esta cascata de nomes para designar a mesma acção. Mas se se encarar «terra» como o terreno, «aterrou» é em qualquer planeta. E assim evitar-se-ia a cascata. Tendo em conta a crescente descoberta de planetas extra-solares, acho realmente preferível que se encare «aterrou» como o pousar em «terra», em solo. Ou talvez, para retirar as ambiguidades, fazer o «furto» do termo «assolou» para se designar a descida num qualquer solo, ou, talvez melhor ainda, «aplanetou»...


De Fiju a 17 de Fevereiro de 2007 às 23:45
Gostei do teu ponto de vista. De facto seria uma cascata de nomes para a mesma acção apesar de ser em planetas diferentes. A palavra aplanetou, a meu ver, seria a mais adequada para globalizar esta acção. Está giro!
Vou agora passar ao próximo artigo, pois ainda não tive oportunidade de ler!


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