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Diário das pequenas descobertas da vida.
Sábado, 18 de Novembro de 2006
Lacónico regresso
Escudo espartanoUm dos povos mais míticos da História, pelos seus costumes, pelos seus hábitos, pelas suas proezas é o Espartano.
Na História Clássica Grega duas cidades surgem, rivais: Atenas e Esparta, uma pelas suas proezas artísticas, científicas e navais e outra pelos seus sólidos princípios morais (mas não se confunda a moral espartana com a moral judaico-cristã dos dias de hoje) e capacidade militar.
Os Espartanos são vistos como o supra-sumo do povo guerreiro, cuja filosofia de vida é invejável.
O apego às coisas simples, o desprezo pelo luxo, a vida regida por sólidos princípios morais têm servido de inspiração a muitas pessoas ao longo da História.
Esparta era a antiga cidade, o nome da cidade-estado era Lacedaemon e era assim que se auto-designavam. O símbolo no escudo espartano é a letra Λ «lambda», equivalente ao moderno «L», e primeira letra do seu nome.



O adjectivo «espartano» significa, em muitas línguas, «rigoroso, austero, desprovido de coisas supérfluas». Estas eram virtudes espartanas que eram inculcadas desde cedo nas suas crianças.
O adjectivo «lacónico», que é sinónimo em várias línguas de «sucinto, directo, sem rodeios» está também ligado aos Espartanos. A região controlada por Esparta era (e é ainda) chamada de Lacónia e os Espartanos eram também chamados Lacónicos. Fica situada no Peloponeso, a península sudoeste da Grécia. O modo directo (e por vezes rude) com que os Espartanos falavam era chamado «discurso lacónico» e daí surgiu o adjectivo moderno.

Estátua do Rei Leónidas em EspartaEpisódios como o dos 300 de Esparta, no qual, em 480 AC, um grupo de 300 Espartanos parou, durante dias, a invasão da Grécia por parte de um exército de milhares de Persas, são citados como exemplo de bravura e capacidade militar. Este episódio de abnegação e auto-sacrifício serviu várias vezes de modelo ao longo da História.
Um outro episódio, contado pelo ateniense Xenofonte (427–355 BC), é menos conhecido, e que ele observou durante uns jogos olímpicos. Estavam presentes, na assistência, gregos de muitas cidades-estado, cada um na sua secção. Um ancião chegou mais tarde e procurava um lugar para assistir aos jogos na bancada. Mas era ridicularizado ou ignorado à medida que percorria a secções dos Atenienses, Tebanos,... Até que chegou à secção onde estavam os Espartanos. Todos se levantaram e ofereceram-lhe o lugar. Nesse momento, todo o estádio se levantou e aplaudiu o gesto espartano.

Hoplita espartanoNão é, no entanto, recordado que a Batalha de Maratona é um claro exemplo do egoísmo e egocentrismo espartano face aos outros povos. A primeira invasão persa, por parte de Dário I, deu-se em 490 AC. A Pérsia procurava anexar a Grécia ao seu vasto império e castigar Atenas pelo apoio que dava à revolta de cidades persas na costa mediterrânica. Esta pediu ajuda a Esparta. Entretanto, a armada persa encontrava-se estacionada na Baía de Maratona e as tropas desembarcaram. Os Atenienses, apesar de em menor número, venceram os persas e um mensageiro correu, de Maratona até Atenas, para dar as boas novas de que os persas tinham sido vencidos. A distância, de 34,5 km, foi percorrida sem parar e o mensageiro, após dar as boas notícias à cidade, morreu de exaustão. As poucas tropas espartanas que foram enviadas para apoiar Atenas chegaram já depois da batalha terminar. Os Espartanos estavam meramente preocupados em proteger o Peloponeso, uma atitude egoísta que foi mal vista pelas outras cidades gregas. Foi a História de Pheidippides, o mensageiro grego que morreu para dar as boas novas, que inspirou a criação da moderna Maratona, a prova de resistência com 42,195 km.
A realidade factual e histórica deste episódio não está bem estabelecida. Além disso, há quem refira que o mensageiro morreu após correr a distância de Maratona a Esparta para pedir o apoio dos espartanos. Heródoto refere que foi o exército ateniense que fez o trajecto de Maratona a Atenas e não um mensageiro.
10 anos depois, em 480 AC, um novo imperador persa, Xerxes, de novo invadiu a Grécia com vista a anexá-la, Esparta assumiu um papel mais activo. O rei Leónidas de Esparta, juntamente com outros 300 soldados espartanos, fizeram frente ao exército persa, de milhares de homens, na estreita passagem das Termópilas. Devido ao terreno, apenas alguns persas podiam atacar a falange espartana e eram, dia e noite, continuamente mortos. No fim, os Espartanos foram abatidos, à distância, pelo arqueiros persas.
Assim, se as Termópilas cantam as glórias de Esparta, Maratona corre os seus defeitos...

Há uma ligação entre os Espartanos nas Termópilas e os nazis na Europa de IIª Guerra Mundial. Quando se houve falar de «kamikazes», pensa-se imediatamente no Japão e nos seus aviões suicidas. Mas também os nazis tiverem o seu esquadrão de caças suicidas, cujo alvo eram os bombardeiros aliados que sobrevoavam e bombardeavam a Alemanha. Com a outrora-poderosa Luftwaffe destruída, na Batalha de Inglaterra, em 1940, poucos aviões alemães podiam defender o solo germânico dos bombardeiros aliados. Foi então criado o Esquadrão Leónidas, um grupo dos melhores aviadores nazis que tinham sobrevivido. A sua missão era fazer-se explodir contra os bombardeiros estrangeiros mas não tiveram êxito algum e a Alemanha continuou a ser bombardeada, apesar da sacrifício de alguns dos aviadores do Esquadrão Leónidas nazi.

LicurgoQuando Esparta foi fundada, por volta do século XI AC, o seu território era enfraquecido por desorganização política e social até que, por volta do século 7 AC, um antigo soldado, de nome Licurgo, mudou tudo e criou a organização social que formaram a base do espírito espartano e a sua base militarizada. Licurgo, com o apoio dos seus companheiros de armas, tornou-se tutor do Rei espartano Carilau.
Licurgo alterou profundamente a estrutura social e política de Esparta, reformando com uma clara orientação militar a sua sociedade. Algumas das suas reformas incluem:
~ a proibição do uso de ouro ou prata em termos financeiros, usando-se o ferro como moeda de troca (o objectivo era tornar mais igualitária a sociedade);
~ a obrigatoriedade da vida em comum em quartéis de todos os jovens do sexo masculino que não fossem casados (desde pequenos conheceriam os seus companheiros e lutariam melhor);
~ a destruição das muralhas da cidade (para manter todos em permanente estado de alerta);
~ a divisão das terras aráveis por entre os Espartanos, que seriam trabalhadas pelos Helotas, nome dado aos escravos espartanos;
~ a implementação da agoge «crescimento», o rígido sistema educacional espartano, no qual as crianças do sexo masculino com 7 anos eram separadas da sua família, criados em conjunto para formarem fortes laços emocionais, com treinos físicos e psicológicos intensos e uma sólida formação militar;
~ o estímulo, através da sub-alimentação, do roubo de comida pelos rapazes jovens. Se fossem apanhados eram severamente punidos, assim promovendo capacidades de resistência e astúcia;
Esparta era, na Grécia clássica, a única cidade-estado com um exército permanente, com um sistema de ensino em que as crianças eram, desde tenra idade, treinadas para serem soldados, para terem uma vida austera e serem fortes de corpo e mente.
Mulher espartana a dançarAs mulheres de Esparta eram as mais livres de todas as mulheres gregas. Eram as únicas mulheres gregas que andavam livremente pelas ruas da cidade. Como a prostituição era proibida em Esparta, uma mulher sozinha numa rua não levantava dúvidas sobre os seus propósitos. Além disso, também elas recebiam treino físico desde pequenas, com o objectivo de serem também fortes fisica e mentalmente e assim darem à luz crianças igualmente fortes. Além de actividades físicas, também se dedicavam à dança.
A primeira mulher a ganhar nos Jogos Olímpicos da Grécia Antiga foi Cynisca (nascida em 440 AC), princesa espartana. Ganhou em 396 AC e 392 AC a corrida de carros puxados a cavalo contra outros concorrentes masculinos.
Toda a cultura espartana estava direccionada para a criação de soldados, fortes, corajosos, invencíveis. E os seus intentos foram alcançados. Quando um soldado espartano partia para a guerra, as mulheres da sua família entragavam-lhe o escudos dizendo «Com ele ou sobre ele» Ηταν Η Επιτας «Etan I Epitas», querendo dizer que o guerreiro só devia voltar ou vitorioso ou morto.
Mas a princesa espartana mais famosa é, sem dúvida, Helena de Tróia. Considerada a mulher mais bela da Grécia, era casada com o Rei espartano Menelau. Quando Helena foi levada para Tróia pelo príncipe troiano Páris, Menelau e o seu irmão Agaménon reuniram os gregos e, após 10 anos de guerra, a cidade foi destruída e Menelau e Helena voltaram a Esparta, para junto da filha de nome Hermione (com 19 anos de idade) e governaram até ao fim das suas vidas.
Ver o artigo Kara victoria para mais sobre esta famosa guerra.

Mas, hoje em dia, Esparta é uma pequena cidade na Grécia, com 18 184 habitantes em 2001. Apesar de nunca ter sido uma cidade rica e luxuosa (nem os Espartanos queriam que fosse), influenciou e dominou vastas áreas da Grécia ao longo da sua História.
O que aconteceu a tão temeroso povo?

Talvez o início da derrocada espartana se tenha dado em 371 AC, na Batalha de Leuctra, onde o exército espartano, em plena forma e confiante após a derrota e conquista da cidade de Atenas, foi derrotado pelo Exército da cidade de Tebas liderado pelo general Epaminondas.
O mito da invencibilidade espartano sofreu o primeiro golpe.
Alguns anos depois foi a vez de Filipe II da Macedónia, pai de Alexandre o Grande, enfrentar os Espartanos na sua caminhada para a unificação da Grécia. Chegado perto da cidade (não chegou «às portas da cidade» porque não havia portas nem muralhas...), ordenou aos Espartanos «Rendam-se ou destruirei a cidade e escravizar-vos-ei a todos». Os Espartanos não se renderam e Filipe, preferindo não enfrentar os temíveis hoplitas espartanos, destruiu toda a região da Lacónia, subjugando dessa forma a cidade pela falta de meios de subsistência.
Os hoplitas (do grego «hoplon», equipamento militar) eram os soldados de infantaria pesada grega. Geralmente combatiam numa formação conhecida como Falange (do grego «phalangos», dedo), na qual formavam uma linha com as pontas das lanças viradas para fora. Durante as aventuras de Alexandre Magno pela Ásia, os Espartanos revoltaram-se contra o domínio macedónio mas foram militarmente reprimidos.

Em 272 AC, Esparta foi invadida por Pirro, o primo de Alexandre Magno.
Ver o artigo Kara victoria para mais sobre Pirro.
Apesar de a cidade já não ser o que era, o espírito espartano não tinha morrido e todos, incluindo as mulheres, lutaram bravamente, os invasores foram repelidos e o próprio Pirro foi morto.
Mas, na Batalha da Selásia, em 222 AC, os Espartanos foram novamente derrotados e forçados a abandonar a sua histórica independência.
Entretanto, na península itálica romana, os Romanos tinham destruído a sua de longa data rival Cartago e viraram-se para Leste. Os Romanos derrotaram os Macedónios e anexaram toda a Grécia. O espírito espartano há muito tinha desaparecido sob o jugo de números déspotas que a governaram. Mas os Romanos, conhecedores da História grega, admiravam o espírito espartano e, por várias vezes, Imperadores Romanos visitaram a cidade. Esta tornou-se uma atracção turística, visitada por cidadãos romanos desejosos de observar o «estranho modo de vida» espartano.
O último registo de uma vitória militar espartana surgiu já no século V DC. Tribos germânicas (Visigodos, Ostrogodos e Alanos) invadiram o Império Romano do Ocidente e, às portas de Adrianópolis (moderna Edirne, na Turquia) as legiões romanas foram derrotadas. Falanges espartanas, depois da Batalha, enfrentaram e venceram um grupo de cavaleiros visigodos. Mas a conquista bárbara do Império Romano do Ocidente era imparável e todo o meio-império cedeu em 416 DC, quando o Imperador romano Romulus Augustus foi deposto por Odoacer (435–493), o Rei germânico da Itália.

Em 396 DC, a cidade de Esparta foi destruída e a Lacónia foi povoado por povos eslavos. Há, na região montanhosa que cercava a cidade, um povo chamado Tsaconiano, que fala uma língua diferente da grega e que se pensa serem descendentes dos Espartanos que se refugiaram aquando da destruição da cidade.
Entretanto, o Império Romano do Oriente reconquistou o território grego e o antigo local onde se situava Esparta.
Mas os poderosos Francos conquistaram de novo a região e, ao chegar onde se situava Esparta, encontraram um cidade chamada Lacedaemonia, que ocupava parte da zona onde era outrora a famosa cidade. Em 1249 fundaram, a 5 quilómetros da antiga Esparta, a cidade de Mistra.
Mas as vissicitudes da outrora-Esparta não tinham acabado.
Em 1460 foi conquistada pelos Turcos Otomanos e durante 6 séculos Mistra (já não Esparta) dominou a região da Lacónia.

Para mais sobre o Império Otomano ver:
~ Míngua sobre o Império Otomano e o «símbolo» do islamismo;
~ Um século sobre o Império Otomano e terrorismo islâmico;

A moderna cidade de EspartaMas, em 1834, a Grécia conquistou a sua independência ao Império Otomano e a cidade de Esparta foi re-erguida na sua antiga localização, por ordem do Rei Otto da Grécia.
É hoje a capital da Periferia da Lacónia (há 13 periferias ou «regiões» na Grécia) , com 100 871 habitantes e uma área de 3 636 km2. O espírito espartano há muito desapareceu e apenas as ruínas da antiga cidade podem ainda ser vistas...

A mítica Esparta, lar dos mais temíveis guerreiros da antiguidade, conheceu mais derrotas do que vitórias na sua História e o brilho dos seus feitos foi, muitas vezes, eclipsado pela estreiteza das suas ambições ou pelo egoísmo das suas convicções.

Assim ocorreu na História desta cidade, que podia ter sido grande mas cuja maior fraqueza foi a sua maior força: a sua feroz independência.


Publicado por Mauro Maia às 16:04
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14 comentários:
De Maria Papoila a 19 de Novembro de 2006 às 17:29
Olá Mauro:
Uma lição de história sobre uma cidade que muito me interessa. Quase sempre a nossa maior força pode ser a nossa fraqueza... a feroz independência de Esparta e a teimosia de outros, que no bom sentido se chama perseverança...
Beijo


De Mauro a 19 de Novembro de 2006 às 19:47
Também a mim, «Maria Papoila», me intriga a cidade de Esparta, daí este artigo. Foi uma cidade tão dicotómica, tão Maratona-Termópilas... O episódio do ancião que procurava um lugar no estádio acho muito curioso e revelador dos princípios espartanos, a liberdade de que gozavam as espartanas acho luminoso, a ausência de muralhas inspirado... Mas a existência dos helotas, a férrea determinação bélica, a separação dos jovens da sua família para que criassem laços com a cidade-estado e não com a família, a oposição à democracia ateniense favorecendo a oligarquia,... desagrada-me neles, além de que serviram de inspiração a muitas características do regime nazi, passando pelo trabalho escravo e pela juventude hitleriana condicionada a amar o füher acima da família. Ou seja, o muito bom que tiverem viveram-no com o muito mau que tiveram... São de admirar, mas a uma distância segura... ;)


De Nox a 19 de Novembro de 2006 às 20:18
Não é que eles tenham exactamente culpa de terem inspirado os nazis... O que me chocava neles era mais terem o hábito de expôr crianças fracas ou deficientes à nascença, mas essa era apenas uma das faces de uma sociedade fortemente bélica (como separarem as crianças dos pais na infância, também...).


De Mauro a 20 de Novembro de 2006 às 09:18
Dou-te toda a razão. «Nox», os Lacónicos não têm culpa alguma de terem inspirado os nazis, os «nacional-socialistas» é que eram autênticos predadores culturais, apropriando-se de tudo o que pudessem, distorcendo-o e usando-o para os seus fins. A moral espartana de sujeição do indivíduo ao estado, da valorização dos aspectos bélicos, do culto do corpo e abandono de crianças consideradas fracas à nascença é que precisou de pouca distorção para ser usado pelos nazis. E estes também, como é óbvio, apenas se apropriaram do que acharam conveniente: não estou a ver uma bancada de nazis levantar-se para dar lugar a um ancião, alemão ou não. Basta lembrar que os veteranos alemães da 1ª Guerra Mundial, alguns detentores de medalhas de mérito e coragem, foram igualmente perseguidos pelos nazis pelas suas origens judias, algo que teria chocado profundamento qualquer espartano. Quem se distinguia em batalha e sobrevivia até à velhice merecia todo o respeito, daí o episódio do estádio que relatei. Aliás, um outro dos grandes crimes dos nazis foi terem absorvido de tal forma a riquíssima tradição cultural alemã que falar desta se tornou injustamente quase tabu e sinal de nazismo...


De deprofundis a 21 de Novembro de 2006 às 21:22
Desta História, sempre retive uma frase famosa atribuída a Leónidas, que comandava a defesa das Termópilas. Um dos seus soldados recebeu a missão de observar o exército invasor. Quando regressou, informou Leónidas que "as setas do inimigo eram tantas que tapavam o sol". Ao que Leónidas terá respondido: "tanto melhor, combateremos à sombra".


De Mauro a 21 de Novembro de 2006 às 21:51
Sim, «deprofundis», é mesmo uma frase à altura do lendário Leónidas. Conhecia esta frase, mas tinha a impressão (mas não a certeza, daí a sua não inclusão no artigo) de que se tratava de uma frase escrita por um observador e/ou historiador. Pergunto-me, por exemplo, como pode o soldado observar «setas que eram tantas que tapavam o sol» antes de elas serem lançadas... Terá sido de facto uma observação de um soldado-batedor? Pelo que me recordo, o uso dos arqueiros foi um último e definitivo recurso dos persas perante os (penso que dois) dias de massacre ininterrupto. Levantaste uma questão pertinente, «deprofundis», sobre esta citação. Procurarei saber mais sobre ela e, encontrando a sua origem, inclui-la-ei no artigo. Pero se non è vero è bene trovato...


De Fiju a 24 de Novembro de 2006 às 21:56
Já há muito que não vinha ao teu blog! Já li os dois artigos que estavam em falta. Que hei-de eu dizer? Gosto sempre de vir e ler todas as curiosidades que escreves! Porque não agradecer? É isso que vou fazer! Bem haja pelo tempo que gastas em escrever artigos tão interessantes no teu blog! É que cada vez que venho, fico sempre mais um pouco culta! O que é fantástico!
Bom fim de semana!


De Mauro a 24 de Novembro de 2006 às 22:23
Obrigado, «Fiju», pelas palavras e pelas constantes e sempre bem-vindas visitas ao Cognosco. Já tive oportunidade de expressar que as visitas e contributos dos leitores são uma parte importante do combustível que alimenta o Cognosco. Há ocasiões em que os afazeres da vida roubam tempo à escrita de um artigo, ocasiões em qua a falta de inspiração, a falta de uma ideia frutuosa ou mesma, existindo ambas, me falte a forma de cristalizar a ideia num texto que seja duplamente instrutivo (para mim e para quem o leia) e não excessivamente prolixo. É nessas ocasiões em que os leitores e comentadores habituais do Cognosco se sobrepõem à possibilidade da não-escrita de um artigo. O meu agradecimento vai então para ti, «Fiju», em particular, como agradecimento pelas tuas palavras, e para todos quanto contribuem, pelas suas visitas ou mais ainda pelos seus comentários pertinentes e desejados, para que a tarefa solitária de manter o Cognosco se mantenha agradável para mim que o faço e para quem aqui vem ler.


De VR a 23 de Fevereiro de 2007 às 22:34
E a estreia mundial do filme '300' está para breve, espero. O filme, adaptado da BD de Frank Miller (o mágico que criou a série 'Sin City') é a recriação do famoso episódio de guerra da Antiguidade: a batalha das Termópilas. Trailer -> http://movies.yahoo.com/feature/300.html (http://movies.yahoo.com/feature/300.html) P.S.- Gostei do artigo, embora hajam muitos e mais pormenores acerca da civilização espartana. Se gostas do tema, recomendo-te a leitura do 'Portas de Fogo', de Steven Pressfield; é um bom livro.


De Mauro a 24 de Fevereiro de 2007 às 18:22
Agradeço-te, «VR», a menção ao filme «300». Não tinha conhecimento de que estava a ser feito (mas não admira, depois de «Tróia» e «Alexandre Magno»). As imagens dos «trailers» estão óptimas (e há até a menção àquela frase, supostamente dita por Leónidas quando lhe disseram que as setas persas eram tantas que tapavam o Sol: «Ainda bem, assim combatemos à sombra!»). Um filme a não perder, sem dúvida. Obrigado. Sim, há muitos mais pormenores sobre a civilização espartana que não figuram no artigo. Nem sei quantos artigos seriam necessários para os abordar a todos. Verdadeiramente o artigo não foi mais do que um aperitivo, uma breve abordagem à cultura espartana e ao que sucedeu a tão temível povo.


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