27 outubro 2008Cogitar (2 cogitações anteriores)Cirílicas expressõesNeste início de século XXI, a realidade social e demográfica de Portugal tem vindo a alterar-se. Não só se ultrapassou a marca dos 10 milhões e 600 mil habitantes, em 2007, como muitos imigrantes fizeram do país o seu lar. Havendo vários imigrantes de ex-colónias portugLuesas (tanto de vários países africanos como do Brasil), também muitos são oriundos de países da Europa de Leste. De acordo com o SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras), de 2001 para 2007, o número de imigrantes registados em Portugal duplicou, passando de 223 mil 997 para 435 mil 736 neste jardim à beira mar plantado. Destes, 37% (159 mil 224) são oriundos do continente africano, a larga maioria (34%, 147 mil 959) de ex-Colónias Portuguesas (Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe) e 15% (66 mil 354) do Brasil. O Pacto de Varsóvia, fundado em 1955 e extinto em 1991, foi a reacção da União Soviética à NATO. Os seus membros incluíam a Albânia, a Bulgária, a Checoslováquia (que se dividiu nas modernas República Checa e República Eslovaca), a Hungria, a Polónia, a Roménia, a URSS e a ex-Alemanha de Leste. A URSS, União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (CCCP em Russo), era constituída pelos agora independentes estados Arménia, Azerbaijão, Bielorrússia, Estónia, Geórgia, Cazaquistão, Quirguistão, Letónia, Lituânia, Moldávia, Rússia, Tajiquistão, Turquemenistão, Ucrânia e Uzbequistão. Várias são as línguas europeias que usam este alfabeto, nomeadamente o Bielorrusso, o Búlgaro, o Macedónio, o Servo, o Ucraniano e o Russo, havendo algumas letras que se usam numa língua mas não noutra (da mesma forma que «k», «y» e «w» não eram usados no Alfabeto português, apesar de fazerem parte do Alfabeto latino). O país que mais facilmente se associa ao Alfabeto cirílico é a Rússia, devido à sua importância cultural e histórica e este Alfabeto é usado na maioria dos países do anterior Pacto de Varsóvia. Das letras do Alfabeto cirílico estas são as que são usados pelo Alfabeto russo, maiúsculas à esquerda e minúsculas à direita e tendo por baixo a relativa correspondência sonora de cada letra com as do Alfabeto latino.
Ou atente-se a esta banda feminina russa, de nome Ranetki (em alfabeto latino): Ранетки - Ангелы Na região central da Europa, onde se situa a parte ocidental da Rússia, a Ucrânia, a Bielorrússia, a Bulgária, a República Checa, entre outros, desenvolveu-se um grupo de povos a que o historiador grego Ptolomeu chamou de «tribos eslavas», pois esse era o nome que davam a si mesmos (sendo que «slovo» significava «falar», por oposição a «nemi» que significa «mudo». Ou sejam, chamavam Eslavos aos povos que partilhavam línguas mutuamente entendíveis. A outros povos, como os Germânicos, chamavam «Nemi». Ainda hoje, o termo polaco para «alemão» é «Niemcy»). Por volta do final do século 9º, dois irmãos (entretanto canonizados como santos) de nomes Cyril e Methodius decidiram criar um alfabeto eslavo que permitisse traduzir a Bíblia para as línguas eslavas. Criaram então o Alfabeto Glagolítico (de «glagol’», «declaração». Simultaneamente, «glagolati» também significa «falar»), que foi usado até à Idade Média, principalmente em contextos religiosos, tendo como base os Alfabetos latino e grego. Um aperfeiçoamento posterior daria origem a um novo Alfabeto a que é dado o nome de Cirílico, do nome de uma dos irmãos, o Santo Cyril.
Entretanto, no século 10, chegaram à Europa Central, vindos da Escandinávia (actuais Suécia, Noruega e Dinamarca), povos víquingues, nomeadamente um de nome Rus, que viria a emprestar o seu nome ao país que que depois aí surgiu, a Rússia. Esta expansão deu-se durante a chamada Idade víquingue, um período da História Medieval Europeia que decorreu entre o século 8.º (com a pilhagem de Lindisfarne, em 793) e até ao século 11.º (com a conquista normanda da Inglaterra, em 1066). Em 793, um grupo de Víquingues chocou a Europa com o ataque e pilhagem da ilha de Lindisfarne, no Noroeste da moderna Inglaterra, com a pilhagem do seu Mosteiro e escravização dos seus monges. Os Víquingues (palavra esdrúxula logo carecida de acento grave na antepenúltima sílaba) expandiram-se territorialmente para a Inglaterra, Norte da França Europa de Leste e há mesmo a hipótese de terem chegado ao continente americano. Os Víquingues colonizaram o oeste da Inglaterra, vencendo os Bretões, os Anglos e os Saxões residentes. Outros, oriundos da Dinamarca, colonizaram a Europa, como foi o caso da moderna França, na região conhecida como Normandia (de Norsemen, Homens do Norte, como os Víquingues eram conhecidos). Estes últimos, em 1066, às mãos de Guilherme, o Conquistador, invadiram por sua vez a Inglaterra, vencendo os Víquingues anteriormente aí estabelecidos, bem como os restantes Anglo-Saxões e Bretões.
Quando, em 795, o Imperador romano Teodósio I morreu, o império foi dividido em Ocidente e Oriente. O Império Romano do Ocidente, com capital em Roma, e o Império Romano do Oriente, com sede em Constantinopla. Em 1054, dá-se a ruptura entre os dois braços do Cristianismo: enquanto, no Ocidente, o Imperador e o Papa eram figuras distintas, no Oriente o Imperador era simultaneamente a figura religiosa cimeira. O Catolicismo e o Ortodoxismo partilham as mesmas raízes cristãs, procurando no entanto a Ortodoxa ser mais «fiel» aos ensinamentos cristãos mais próximos da origem. Ambos os ramos aceitam a Santíssima Trindade, a Ressurreição, a Comunhão, a Confissão, a existência de Santos, do Pecado e da Remissão do mesmo entre outros pontos comuns. São irmãs desavindas, simplesmente… Cogitado por Mauro Maia às 18:44
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Não deveria escrever "imigrantes"?
Cogitado por: Renato a junho 4, 2009 03:32 PM
Estive, «Renato», a ponderar na tua sugestão. A diferença entre «emigrante» e «imigrante» varia conforme a nossa posição perante o migrante: «e»migrante se sai, «i»migrante se entra no nosso país. Qualquer um dos migrantes quedeu entrada no nosso país é emigrante para quem deixou para trás e imigrante para quem os acolhe. Tens de facto razão, uma vez que falo na perspectiva do país que acolhe, efectivamente o termo apropriado será «i»migrante. Os locais em que, por lapso, escrevi «e»migrante em vez do correcto «i»migrante que coloquei também serão prontamente corrigidos. Obrigado pela chamada de atenção.
Cogitado por: Mauro a junho 5, 2009 09:17 PM
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