28 fevereiro 2005

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Bene qui latuit, bene vixit

A tradução ao espírito da frase (não dá para fazer à letra, o mundo dos Romanos há muito desapareceu e as ideias já não se aplicam exactamente ao mesmo) é:

Quem é contemplativo vive bem.

(não me soa fluido "Quem bem contempla bem vive")
A primeira parte da frase descreve bem a minha vida até a estes provectos 28 (quase 29). Agora se isso contribuiu para que a minha vida fosse melhor é que não sei. Por vezes parar para pensar implica que se perca o barco da vida. O mundo é feito para os afoitos e apressados e não para os contemplativos. Pelo menos assim normalmente me parece.
Mas da mesma forma que, se os ignorantes são mais felizes, eu quero ser para sempre triste, se os afoitos é que vivem ( mais desperdiçam a vida), quero ser para sempre historiador. Pelo menos tenho tempo para tentar evitar as armadilhas que a vida costuma deixar pelo caminho.

Cogitado por Mauro Maia às 22:28 | Cogitar (2)
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Gostava de saber quem é que inventou essa teoria de SÓ o ignorante viver feliz... Cogitado por: Rui a março 2, 2005 05:23 PM
Que eu saiba a "teoria" não diz que SÓ os ignorantes são felizes. Só diz que são, o que tem a sua lógica e é bem diferente. A minha questão é se o termo ignorante é aqui bem aplicado. Já conheci alguns iletrados bem inteligentes e alguns senhores doutores bem "tecla 3". O problema não é ser-se ignorante (isso todos somos, em maior ou menor grau. Pelo menos todos nascemos assim...) é não querer deixar de ser. Cogitado por: Frater M a março 2, 2005 10:47 PM