31 março 2005

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Provérbios e adivinhas

Nunca gostei muito de provérbios. Eles são as letras enlatadas que alguém abre quando quer ter razão, independentemente de a ter ou não. E há para todos os gostos, como as sardinhas em óleo vegetal ou com molho de tomate. Por exemplo:
Deve-se ser cauteloso - "Homem prevenido vale por dois"
Não se deve ser cauteloso - "Quem não arrisca não petisca"
E muitos mais exemplos há. Mas estes enlatados são muito mais antigos do que poderíamos pensar. Veja-se este exemplo dos Gregos antigos:
Provérbio clássico grego
É mais ou menos não dar como certo algo até que efectivamente aconteça. A água pode bem cair do copo antes de nos chegar aos lábios...

Mas também as adivinhas são antigas. Com estas até simpatizo. Uma das minhas favoritas é aquela do filme "A vida é bela": Quando dizem o meu nome desapareço. Resposta: o silêncio.
Mas também os Gregos já as tinham. Vejam esta
"Sou membro do homem e o ferro me corta;
tirando uma letra sou o sol que se põe"
Resposta: a unha
Adivinha clássica grega
Tirando o omicron inicial (a nossa letra "o") passa-se de ónux (a unha, que faz parte do corpo humano e que se usa(va) um instrumento em ferro para cortar) para nux (a noite, que é quando o sol se põe)
Estes Gregos...
Não há foma de saber quando pela primeira vez terão surgido provérbios e adivinhas. Só desde o advento da escrita podemos saber que existem. Mas eu presumo que sejam tão antigos como a linguagem humana. Sempre fomos uma espécie com uma cabecinha pensadora...
Cogitado por Mauro Maia às 01:33 | Cogitar (2)
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Oi..o teu blog ta fixe..visita o meu: www.casablack.blogs.sapo.pt Cogitado por: tia_Marge a março 31, 2005 07:46 PM
Yah, man, estilo, tal e coisa... Não há como não ler para achar fixe. Estes hodiernos tempos em que vivemos... Cogitado por: Frater M a março 31, 2005 08:11 PM