08 abril 2005

Hora de ponta

Um dos factos mais curiosos que tenho constatado aqui no Funchal tem sido as suas horas de ponta. Em qualquer cidade (portuguesa, sobre as de outros nada posso dizer) em que há horas de ponta sabe-se que a determinada hora da manhã (podem ser as 7h ou as 8h ou outra) as ruas estão entupidas com carros de pessoas que se dirigem à cidade para trabalhar. Também a uma determinada hora da tarde (podem ser 6h, 7h, 8h, outra qualquer) já se sabe que os mesmos carros entopem as ruas para o regresso a casa. E isto todos os dias, exceptiando sábado e domingo.

Mas o Funchal é único nesse aspecto. Tem horas de ponta, também nessas horas azs ruas são entupidas, também ao sábado e ao domingo a cidade parece fantasma.
Mas QUANDO são as horas de ponta não é certo. Numa 2ª feira podem as 7h estar a transbordar de carros e noutras segundas já não, serem outras horas ou nem sequer haver hora de ponta e depois voltarem a ser. E isto válido para qualquer dia da semana.

Nunca sei quando saio de casa às 8 horas para dar aulas se terei ou não muito trânsito, não posso regular a hora de saída pelo tempo que ficarei no trânsito. Posso demorar 1 hora a chegar À escola ou só 10 minutos. Nunca se sabe. A vida no Funchal é um carrossel de possibilidades de trânsito que nos deixam permanentemente na dúvida.
E não se pense que se cinge meramente ao trânsito citadino (na perspectiva dinâmica do termo). A outras que nunca se repetem mesmo que seja o mesmo dia da semana um estacionamento pode estar às moscas ou a rebentar pelas costuras, um centro comercial pode estar perfeito para um pequeno passeio em busca daquele artigo que faz falta ou uma jornada ardilosamente cansativa de "com licença, posso passar?"

Não há de facto como morar noutros locais (mais perto ou mais longe) para vermos como a nossa experiância de vida é limitada...

Cogitado por mauro.maia às 18:34 | Cogitar (0)
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