20 abril 2005

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Pulsa

Já tive a oportunidade de falar de estrelas de Neutrões, vulgo Pulsares no artigo de Abril Est(rel)as. Uma característica curiosa é o facto de emitirem jactos de energia pelos seus pólos. Como os pólos não se encontram na eixo de rotação a estrela parece "pulsar" ritmicamente, com uma precisão que faria qualquer relojoeiro terrestre corar de vergonha. Outra coisa curiosa é o facto de todas os Pulsares que se conhecem serem designados por LGM mais o número de ordem em que foram encontrados.

Ora LGM significa Litle Green Men (Pequenos homens verdes em inglês) Como se sabe costumava-se pensar que os extra-terrestres seriam pequenos homens verdes (ver no filme "Marte ataca").

Isso porque a regularidade com que os jactos da estrela nos chegam eram de uma regularidade até então desconhecida em qualquer fenómeno natural. Pensou-se então inicialmente que seriam emitidas por uma civilização extra-terrestre (os litle green man) daí a designação LGM para todas, "ritual" que continua até hoje.

A LGM-1 foi descoberta por Jodrell Bank quando efectuava pesquisas para a sua tese de doutoramento na Inglaterra. Só depois de descobriu que se tratava de um sinal emitido por uma estrela-compacta, uma Estrela de Neutrões.

Já agora todas as estrelas rodam sobre um eixo. Qual é então a diferença?
Uma Estrela é um Pulsar quando o seu período (tempo de rotação em volta do eixo) é de menos de 3,75 segundos, o que é muito rápido, para além de ser constituída somente por neutrões. (O período de rotação do Sol em volta do seu eixo é de 599,5 horas, uma "tartaruga" ao pé dos lestos pulsares).

São geralmente pensados como os "faróis" do Universo. As sondas Voyager, lançadas em 1977 para que alcançassem o exterior do sistema solar, e que continham gravações de sons e imagens da Terra, tinham também a localização do nosso planeta, usando como referência os Pulsares próximos do sistema solar (que obviamente não tem nenhum por só ter uma estrela, o Sol).

O som do pulsar Psr-b0329+54

A pulsar Psr-b0329+54 tem um período de rotação de 1,4 segundos (roda dobre si mesma uma vez em cada 1,4 segundos).

Já agora as estrelas não não brilham ritmadamente. O seu brilho é constante e consistente. Quando olhamos para o céu noturno e as estrelas parecem "piscar" esse efeito deve-se aos movimentos de ar na nossa atmosfera (quem já viajou de carro no Verão sabe bem como esse efeito ocorre na luz reflectida pela estrada quente...) Por isso se mandou o Hubble para o espaço, para evitar as distorções nas imagens devidas à nossa turbulenta atmosfera e às luzes e barulhos da nossa civilização.
Cogitado por Mauro Maia às 22:48 | Cogitar (0)
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