01 maio 2005Cogitar (0 cogitações anteriores)TrivialidadesÉ política oficiosa do Cognosco não comentar actualidades. Deve-se ao facto de apenas o tempo permitir destrinçar entre trivialidades e factualidades. Como este é um blog que se deseja isento e de propósitos sérios evita-se comentar as últimas "notícias" (quantas vezes as aspas não se justificam...) Mas por vezes surgem actualidades que merecem pensamentos. Aí surge a necessidade de um artigo, não sobre o acontecimento em si mas sobre os pensamentos que propiciam. Hoje é uma dessas datas: 1 de Maio. ~ O Dia do Trabalhador sabe-se já que é uma "conquista" dos sindicatos de influência comunista. Imagino facilmente o primeiro 1 de Maio comemorador em Portugal, 5 dias após o 25 de Abril de 1976. A emoção devia ser palpável. ~ O Dia da Mãe não é tão consensual. Recordo-me perfeitamente (e de todas as inúmeras coisas que me falharam na vida esta foi a que menos o fez) ter, em criança, memorizado as datas do Dia da Mãe e do Dia do Pai devido a uma particularidade com uma ligeira semelhança com as datas de aniversário dos meus pais. Assim o Dia da Mãe era a 16 de Maio, sem margem para dúvidas, como o Dia do Pai era a 19 de Março. Provavelmente comemorava-se no 2º Domingo de Maio (como fazem nos EUA). Era assim que era cá. Entretanto mudou para o 1º Domingo de Maio porquê? Enfim, trivialidades (as razões) como triviais são as prendas (hoje). ~ Ninguém é Mãe uma vez por ano; ~ Se se quer mostrar afecto regressem aos tempos das colagens na Primária. Nada diz melhor o que vai na alma do que uma prenda feita por nós para a pessoa a quem a estamos a dar. ~ E para acabar em beleza(?), se o Dia das Mentiras se contam Mentiras, porque é que no Dia do Trabalhador não se trabalha? Eu acho muito bem o feriado, dá muito jeito, mas é o princípio que choca. Cogitado por Mauro Maia às 21:25
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