13 maio 2005

Cogitar (63 cogitações anteriores)

por Nada

Nada
Constato que o Nada não existe.

Em nenhum momento ou local deste Universo houve ou há alguma coisa que se possa realmente classificar de Nada.

Por exemplo, o que ocorrerá mais facilmente a qualquer um como exemplo do Nada, o vácuo de Espaço (o imenso espaço que há entre estrelas, planetas, cometas,...), não é verdadeiramente um vácuo:
~ por muito poucas que sejam, sempre partículas numa dada quantidade de Espaço que se julgaria «vazio>;
~ em qualquer ponto do Universo há Luz ou qualquer outra radiação eletro-magnética presente. Luz é Energia e Energia é Algo, diferente do Nada;
~ mesmo onde não chega qualquer radiação há sempre milhares, milhões de uma partícula sub-atómica, o neutrino, que não tem massa e quase não reage à matéria. Passam por segundo, através da Terra, através de nós, milhares. Entram num lado da Terra e saem na antípoda. Se há sequer um neutrino o Nada não existe.
~ mesmo que o Vácuo Perfeito (sem Luz, matéria, neutrinos, sem fosse o que fosse) há sempre a criação espontânea de pares de partículas/anti-partículas em qualquer vácuo (como garante o Princípio da Incerteza de Heisenberg). Esses pares de partículas e anti-partículas existem duramente fracções de segundo e rapidamente se anulam mutuamente numa explosão de raios gama. Onde há partículas e energia o Nada não existe.

Um outro exemplo que poderá ocorrer a alguém é os Buracos Negros, esses corpos de estrelas já «falecidas» que são tão pesados que tudo quanto existe na sua vizinhança é sugado para o seu interior: partículas, Luz, energia, neutrinos, outras partículas, estrelas, planetas,... Mas então pode-se dizer que num Buraco Negro não há coisa alguma, que há só Nada, porque tudo é sorvido para o seu interior e desaparece? Não. Steven Hawking, um dos maiores físicos da actualidade, estudou teoricamente os fenómenos ocorridos em volta desses magestosos glutões espaciais. E o que descobriu foi que os Buracos Negros, apesar de tudo absorverem, emitem radiação!. Tem a ver com o par partícula/anti-partícula que falei anteriormente. Quando esses pares de partículas surgem espontaneamemte a uma certa distância de um Buraco Negro, uma das partículas é absorvida pela imensa gravidade mas a outra não e prossegue a sua jornada em busca da sua companheira entretanto desaparecida. Muitas destas situações ocorrem perto de um Buraco Negro e o conjunto de todas as partículas que perderam a sua companheira pode ser detectado como radiação vinda do Buraco Negro. A essa radiação dá-se o (justo) nome de Radiação de Hawking e já foi detectada no Espaço vinda de um Buraco Negro.
(Para mais sobre Buracos Negros e outros resíduos estelares ver o artigo Est(rel)as)

Até em termos de conceito o Nada não pode existir. O Nada é pelo menos uma coisa, a palavra que o designa. Se há uma palavra há algo, se há algo não existe o Nada

O Nihilismo fracassa assim que nasce...

Cogitado por Mauro Maia às 00:32 | Cogitar (63)
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Existe uma história do Tio Patinhas em que o Pardal descobre que existem, efectivamente, bolsas de nada no Universo, e então partem para as ir buscar. E porque é que o tão muquirana, avarento, forreta pato está interessado no nada? Ora, porque a partir do momento em que ele tem nada, declara que tem nada aos impostos e, como tal, deixa de pagar impostos - pois os impostos pagam-se a partir de uma percentagem do que se tem, e se tem nada, nada pode pagar. Confuso? Ainda mais, porque depois o nada escapa, e como é nada, tudo o que toca também se torna nada, o que levanta depois ainda mais problemas: o nada dentro do nada era fácil de ter, mas e o nada dentro de tudo, será que é nada? Portanto, sempre que sou assaltado por estas ideologias, faço como um outro animal famoso das BDs: bato uma sorna num galho e espero pelo jantar. Cogitado por: Rui a maio 13, 2005 02:20 PM
Sem dúvida as BDs da Disney foram sempre incontáveis momentos de diversão (para um miúdo) e momentos de profunda reflexão sobre conceitos díspares. Lembro-me da questão da Quantidade/Qualidade e de como me pós a reflectir sobre o assunto em tão tenra idade. (O Donald estava a fazer uma dieta qualquer e tinha de tomar uma quantidade certa de pão integral. Só que ele tomava, para desconserto dos 3 sobrinhos, o triplo da quantidade porque "se um faz bem 3 fazem melhor". Se estava a fazer uma dieta tinha de moderar a quantidade para melhorar a qualidade, mas estava a fazer o oposto: procurando a quantidade estava a diminuir a qualidade. Penso que foi a partir daí que passei a valorizar a qualidade em oposição à quantidade) Cogitado por: Mauro a maio 13, 2005 02:55 PM
Sem dúvida que o nada é a mais abstracta das metafísicas sem considerar o seu terrível poder para baixar a auto-estima de qualquer pessoa, criar depressões e crises existencialistas que já levaram e continuam a levar muita gente ao suicídio e à criminalidade, dir-se-ia que o nada sem ser é poderoso. Na matemática, os menos dotados no assunto, que sabemos ser a maioria da população mundial, de maneira nenhuma aceitam que a base da matemática seja uma linha recta onde o zero é o meio, meio sem nenhum matemático saber explicar, e a extremidade do lado esquerdo é o infinito menos que nada e do lado direito o infinito mais que nada, -1,-2,...ad infinitum é menos que nada, isto significa que menos dois é menos nada que menos um, para não aceitar tal absurdo uso o teu erróneo conceito de qualidade versus quantidade, qualquer matemático concorda que menos um e mais um são ambos quantidades, logo, não são nada, mas sim, quantidades. E qual as suas qualidades? Os números podem aplicar-se a qualquer objecto, excepto o nada que não tem objecto, mas na matemática ao contrário do mundo físico não podemos atribuir à matemática qualidades físicas, em matemática uma coisa só está correcta se tiver uma explicação matemática, isto é, tem de ser da matemática para a matemática, um matemático tem de se abstrair e pensar como a matemática. então devo informar que os números negativos são quantidades assim como os positivos e o zero é a qualidade de qualquer quantidade. Carlos Rodrigues Cogitado por: Carlos Rodrigues a janeiro 28, 2008 10:34 AM
Não dizer «nada» é dizer alguma coisa? Cogitado por: Carlos Rodrigues a fevereiro 6, 2008 09:49 AM
Bem, «Carlos Rodrigues», tude dependerá do contexto. As regras da lógica assim o dizem: a engação de «Nada» é «Alguma coisa» ou «Tudo». Claro que o uso corrente, em Português e outras línguas latinas (Português, Espanhol, Francês, Italiano) é o de que a dupla negação é um reforço da negação e não, como o diz a Lógica elementar, uma afirmação. As línguas germânicas (Inglês e Alemão) não cometem este disparate lógico na conversação: uma dupla negativa não se usa para reforçar a negativa. Esse é um traço que nos ficou, a nós povos latinos, do Baixo Latim, falado pelo estratos mais baixos da sociedade romana e do qual descendem as supracitadas línguas. No artigo «Duplex negatio» (http://cognosco.blogs.sapo.pt/arquivo/821470.html) fala-se mais sobre esta questão. Cogitado por: Mauro a fevereiro 6, 2008 11:48 AM
Começo por transcrever todas as coisas que escreveste que significam nada na cogitação anterior, porque se fosse em tudo o que já escreveste era uma enorme trabalheira. «dupla negação», «reforço da negação», «não», «não cometem», «dupla negativa», «não se usa», «reforçar a negativa» e «duplex negatio». Realmente parece ir contra o senso, «não» contra a Lógica, se um nada não existe como pode haver mais que um nada? Na Matemática existe um número infinito de operações que resultam nada. Na verdade, uma sucessão de infinitos sempre maiores uns que outros, no mundo físico tem sido Lavoisier que continua a ter razão. Também não sei quem percebeu primeiro que eu mas a Matemática tem coisas planas que o mundo físico não tem, e tem coisas iguais que o mundo físico também não tem. Portanto, não baseies a tua lógica elementar na Matemática porque esta é apenas uma ferramenta que raras vezes consegue adaptar-se ao nosso estranho e absurdo mundo físico. Uma máxima minha de uma lógica «não» matemática é: um nada menos que nada é o impossível ter morrido antes de ter sido concebido», coisa analógica a um dos resultados absurdos da relatividade no âmbito dos paradoxos que seria viajar no tempo. Cogitado por: Carlos Rodrigues a fevereiro 8, 2008 10:21 AM
Bem, «Carlos Rodrigues», já que assim começas, começarei por novamente te fazer compreender que há outros Mundos fora de ti, outras noções além das tuas, outraos conceitos diferentes dos teus e conclusões a que nunca chegarias. Agradeço-te a transcrição das minhas palavras, uma vez que a mesma reforça bem como confundes tão facilmente a tua incapacidade de compreenser com ausência de compreensibilidade. Lógica matemática É a lógica do Universo, é a lógica que se formou espontaneamente quando a energia e matéria do Universo começaram a interagir no Big Bang. Percebo que não compreendas as minhas palavras, não presumas é que elas são destituídas de compreensão: o Mundo não se mede pelo diâmetro do nosso umbigo. Há negações e há afirmações, no sentido lógico do termo, como bem estudou o matemático De Moivre. Na Lógica matemática e na Lógica do Mundo físico, o contrário de um não é um sim. Uma dupla negativa torna-se uma afirmativa e é preciso apenas muito má-vontade para insistir em não ver isso. Quanto a basear a minha Lógica «elementar» na Matemática, posso apenas dizer-te que a Matemática tem várias faces, é a Deusa Chiva do conhecimento humano: é uma ferramenta para entender o Mundo e é o funcionamento do Mundo, tanto é a Criadora como a Destruidora. Eu não posso basear a minha Lógica «elementar» na Lógica matemática porque a Lógica é inerentemente matemática: a que não é não é Lógica, e apenas vontade casmurra de ter razão. As tuas auto-citações são bem um espelho da distorção lógica com que encaras o Mundo. Eu agradeço-te a visita e o comentário. Cogitado por: Mauro a fevereiro 11, 2008 02:04 PM
Pareces irritado, procuro ter calma por me atribuires os nadas da «incompreensão» que tanto me castigas. Continuarei a citar, sempre em primeiro lugar, as vezes que «reproduzes» o nada. «outros mundos fora de ti», este é um nada que todos têm a nível universal, uns mais que outros. « outras noções além da tua», este é deveras curioso, acredita-se que existem questões eternas que de época para época têm novas inferições, mas acaba naquela estória da verdade de ontem ser a mentira de amanhã, pergunto eu, qual será a mentira final? seja como for só é uma opinião se não for de facto uma convicção partilhada pelos Pares.«outros conceitos diferentes dos teus» este nada também é e não é, a palavra conceito está mais próxima do talvez do que o somatório de « um contrário de um sim é um não», o somatório é compares esta tese com a antítese onde a antítese é a tese e a tese é antítese, qualquer coisa como com sem e sem com. «conclusões a que nunca chegarias» acho que sabes a anedota do «não digas nunca», aqui aplic-se: «outros mundos fora de ti» e o que comentei acerca.« incapacidade de compreenderes» aqui usas-te a dupla negação, «incapacidade» que translada compreensão em «incompreensão». «que não compreendas», mesmo que um dia se consiga colocar a «lógica» do universo numa equação eu faria duas questões: e antes do universo e depois do universo?, Lógica matemática é a lógica do universo, não merece resposta, não estavas calmo quando escrevreste este cogito, pois não?«que não compreendas» «não presumas» «destituidas de», apenas um comentário, estás a mostrar insegurança quanto ao significado dos significantes. «o mundo não se» pelo que eu sei ainda alguém será acusado de ser o próprio universo, para mim este mundo é reles, de certeza que há universos infinitamente mais seguros que este,« há negações e afirmações» aplica-se o princípio de que o oposto de sim é não e o não pode ser o sim num sistema inverso ao par sim-não, onde o sim é não, já te ofereci a minha obra mas tu és orgulhoso, paciência,... «má vontade», já foi explicado, paciência outra vez, mas vou reforçar, uma dupla positiva é uma negativa, «não ver isso», (estou a ficar cansado,acho que uns não vêem, uns não percebem, e outros não aceitam, mas deve haver mais,...)depois acabas a dizer que a matemática é o próprio mundo, paciência outra vez, não acredito mas acredito que é dificil intuir um mundo sem matemática ou haver uma matemática completamente original, mas eu tenho o problema de acreditar em tudo, paciência também para mim, vou terminar com algo estupidamente lógico para uns e profundamente abstracto para outros: se o nada não existisse ninguém deveria ter a noção da não-existência,...termos a noção do significado do nada é algo sinistro, é a subjectividade ter valores iguais mas opostos à objectividade, uma verticalidade de que não conseguimos fugir, a definição de oposição é como por exemplo, o impossível está a uma «distância» infinita do possível, mas,... Cogitado por: Carlos Rodrigues a fevereiro 11, 2008 09:30 PM
«constato que o nada não existe», dupla negação: «nada» «não existe», mas sei o que pretendes dizer: demonstro que o nada é nada. tal coisa é não-demonstrável, não-demostrável é sinónimo de nada. Mas ao assumires que demonstras, o nada é teu, faz parte de ti, e eu digo: se eu não tiver um braço não posso demonstrar que o tenho, já tu «constatas» que o nada é nada, e «é» entre ambas as palavras, o que é? Cogitado por: Carlos Rodrigues a fevereiro 12, 2008 11:46 AM
«luz é energia e energia é algo, diferente do nada;» lamento, luz «não-é» energia, luz é um elemento físico, energia é o movimento-trabalho que realiza «um» elemento físico, de outra «forma» a energia é um elemento virtual,...«diferente do nada», temos aqui a figura de estilo da comparação, para efectuarmos uma comparação necessitamos, no mínimo, de dois elementos, onde geralmente pretendemos realçar um deles. tu dizes que «algo» é «diferente» de «nada», algo e nada são os dois elementos, e diferente a qualidade de algo, para que a qualidade de algo esteja correcta é necessário ter a certeza do que é o elemento «nada»,... enfim só dispões de um elemento e são necessários, no mínimo, dois, para estabelecer uma comparação. Cogitado por: Carlos Rodrigues a fevereiro 12, 2008 12:09 PM
Grave não é ignorar um assunto, é sim, não admitir que o ignora Cogitado por: Carlos Rodrigues a fevereiro 14, 2008 01:56 PM
Não, «Carlos Rodrigues», irritado é algo que muito raramente estou e apenas em situações que deveras o merçam, o que certamente não será o caso desta amena troca de ideias na minha sala de estar virtual que é o Cognosco. Mas vejo que tens andado bastante ocupado com este assunto, algo a que não pude dar atenção nos últimos dias por questões profissionais. O próprio Cognosco tem-se ressentido disso mesmo. Quanto aos teus comentários, encontra dificuldade em encontrar a ponta de um fio de meada por onde começar a responder, uma vez que as tuas declarações, pressupostos e conclusões são tão emaranhadas em si mesmos. Os teus conceitos «lógicos» são deveras curiosos e destituídos de... bem, lógica. O simples facto de a negação de um sim, em termos lógico-matemáticos, não ser, para ti, um não exclui uma série de bases necessárias a uma dissertação frutuosa. Como se processa uma troca intelectual entre alguém que só fala Chinês e alguém que só fale Grego é algo qu me ultrapassa. Mas a História tem mostrado o resultado de semelhantes interacções. Dupla negação, como usado no artigo, é um conceito perfeitamente acessível e entendível: negar-se a negação, o que resulta numa afirmação. A luz é uma onda-partícula, não apenas uma partícula, não apenas uma entidade física. Mas aceito a tua correcção, luz e energia luminosa, embora conceitos obviamente ligados, são independentes. «Grave não é ignorar um assunto, é sim, não admitir que o ignora» -> Espero que não seja (emboa obviamente deva sê-lo) algum tipo de comentário ligado a mim. Como é óbvio, o Cognosco faz parte de mim mas eu não sou o Cognosco. A minha vida pessoal/profissional decorre em paralelo com ele. Pudesse eu ter uma vida profissional ligada ao Cognosco fá-lo-ia com todo o agrado. Mas não é possível infelizmente. Cogitado por: Mauro a fevereiro 14, 2008 11:06 PM
Desde o teu último cogito que tens dado uma resposta minimamente interessante, não dizeres algo acerca do não-algo, mas eu preferia degladiar contigo este não-assunto, ou como volto a repetir a maior das subjectividades presente na mais exacta das ciências, começo a pensar que tens os sintomas dos adeptos dos clubes de futebol, mesmo sabendo que perderam justamente não aceitam e muitos são os que partem para as soluções da ignorância como dizem os brasileiros, seria um bom assunto falar do Brasil, quanto à Alemanha é natural que um país culto e de uma austera educação tenha tido e ainda tem a falha da xenofobia e ódio pelos judeus, que é merecido serem odiados mas não concordo nem com a violência e muito menos com a tortura, fora disso uma meia leca que fugiu da Áustria para não ir à tropa, foi caçado pelos alemães que o obrigaram a ir à tropa, ele já tinha tido uma infância e juventude de traumas e foi várias vezes praxeado na tropa, depois apercebeu-se dos pontos fracos da alemanha e decidiu demonstrar a sua inteligência que tanto foi ofendida, mas não te preocupes, agora temos psicologia que não havia nesse tempo e se pegares na cabeça de uma criança ao longo da sua infância, juventude e jovem adulto, se durante estes três períodos da vida bateres com a cabeça dessa criança numa pedra agora já temos um sistema psicológico e psiquiatra para te ilibar e outro para maneatar essa criança ao ponto de ela nunca vier a ter o direito de ser alguêm mesmo que não tenha ressentimentos. não concordo com a tortura mas a verdade seja dita, se não há respeito sem ter havido motivos para se tratar mal uma pessoa, então é bem feito o que o senhor Hitler fez, até porque por esse mundo fora parece que a falta de respeito e as praxes continuam a ser paraticadas, assim, se algum «psicopata» conseguir enganar os sistemas psi como ele fez continuo a dizer que, infelizmente, só teremos o que merecemos. Cogitado por: Carlos a março 7, 2008 10:22 PM
Bem, «Carlos», se algo seguramente procuro sempre não ser é como um adepto de futebol, asseguro-te disso. «Desde o teu último cogito que [não?] tens dado uma resposta minimamente interessante» falta aqui o não que pressuponho? Em relação aos Judeus, a palavr não passa de um rótulo simlista e redutor, em especial quando (foi) usado como repressora e xenófoba. O simples facto de ser uma religião implica que qualquer pessoa, À face da Terra, se pode tornar um Judeu, bastando para isso converter-se. Retirar da religião que alguém professa algum tipo de características físicas ou psicológicas parece-me não ter qualquer fundamento. Não compreendo como poderá um Católico considerar de algums forma inferior: primeiro um ser humano criado (de acordo com a sua fé) à imagem se semelhança do mesmo deus que professa; um povo que foi o escolhido (pela mesma divindade que os Católicos veneram) para nela nascer o seu «filho» (entre aspas tendo em conta a santíssima trindade católica). Hitler foi um psicopata que o Mundo teve de suportar porque o tiro que o feriu na Iª Guerra Mundial não foi fatal Para mal de todos, começando pelos próprios alemães (as suas primeiras e últimas vítimas). Mas comparar Holocausto e Praxes académicos é completamente despropositado e até insultuoso para um evento com a magnitude que teve. Lamento se as minhas respostas não têm sido suficientemente «interessantes» para ti... Cogitado por: Mauro a março 8, 2008 06:32 PM
Se tentasses singularizar cada uma das partes da pluralidade, eu entendia como uma filosofia prenhe de muitos debates interessantes mas tu tentas fazer um afastamento longo entre cada ciência. Todas as religiões têm ritos com vistaao mundo social, económico e político. Devo dizer que o bater de asas de uma borboleta no Japão pode provocar uma tempestade calamitosa no local antípoda, tanto literalmente como alegoricamente em todas as ciências que tenham uma sinergia com este termo comparativo, é o que mais se faz - comparar. Cogitado por: Carlos Rodrigues a março 9, 2008 01:47 PM
E o Deus Borboleta Nigelada profetiza: Se vires um cigano numa fábrica certamente que está a comprar por tuta e meia os produtos fabricados nessa fábrica por gente que prostitui o seu corpo em trabalho para receber um mísero salário que lhe permita sobreviver. Se vires um judeu numa fábrica certamente que é o patrão ou um familiar. se o vires a trabalhar numa fábrica alguma coisa de mau vai acontecer ou então está a investigar um meio que dispense os operários. E o Deus Borboleta Nigelada profetiza: se o Mauro lançar o seu ambicionado livro que seja modesto dizendo não sei acerca das seguintes ciências: nada, infinito, podendo acrescentar que todos os sapiens só têm convicções e não certezas. Uma vez que o Mauro é céptico só deve referir certezas acerca das ciências exactas excluindo tudo o que é subjectivo e/ou abstracto. E o Deus Borboleta Nigelada adverte: se não cumprires estás contra Mim, e quem não é Meu amigo é Meu inimigo e os Meus inimigos serão destruidos. Em verdade vos digo... Cogitado por: Borboletanigelada a março 9, 2008 11:37 PM
Na verdade, «Carlos Rodrigues», é exactamente o oposto o que faço: nada singularizo e tudo relaciono. E relaciono numa base lógica e coerente com cada aspecto deo conhecimento que unifico em mim. Não procuro nem procurarei impôr os meus pontos de vista e opiniões. É claro que tenho convicções pessoais mas não são dogmáticas ao ponto de eu declarar «É verdade porque acredito nisso». Eis verdadeiramente o que nos diferencia: a minha pluralidade é unificadora e abrangente, compõe um quadro lógico em que todas os ramos do conhecimento humano são pesados e integrados na árvore que procuro que a minha mente seja. Noto que atiraste pedacinhos de informação, como essa da Teoria dos Caos: borboleta que, batendo as asas no Japão, provoca um furacão nos EUA. Nas antípodas certamente não provoca uma tempestade das antípodas, já que a circulação de ar é invertida na passagem pelo equador. Daí os furacões do Hemisfério Norte não passam para Sul e vice-versa. Mas no mesmo hemisfério sim. O facto de atirares pedaços de informação científica enquanto recusas outros levanta sérios problemas quanto ao teu critério de escolha, principalmente em termos de teorias matemáticas, uma dos ramos que mais veemente te recusas a aceitar. A comparação é inerente aos Seres Humanos, as Ciências, como filhas da mente humana, também o faz. E, «BorboletaNigelada», comentários xenófobos só ficam mal a quem os profere e apenas mostra que até uma divindade pode ser menor. E o deus Cognosco profetiza: o deus BorboletaNigelada não encontrará acólitos, nem seguidores, nem crentes se se limitar a fazer ameaças sem produzir Dilúvios, ou parar o Sol, ou transformar alguém numa coluna de sal. Em especial se apenas ameaçar e fizer o joguinho «Se não gostas de mim também não gosto de ti»: eis o caminho certo para a solidão divina. Cogitado por: Mauro a março 10, 2008 09:23 AM
O conhecimento da História, o conhecimento de que determinados critérios lógicos determinam um fim ou uma consequência inevitável e que a repetição da experiência demonstra a inalienável verdade de uma coisa, é cepticismo, é jogar pelo seguro, mas acaba por expulsar qualquer subjectividade ou esconder «as crenças pessoais» geralmente consideradas privacidade. Eu diria salvaguardar as impossíveis de contornar, as «superstições» os sonhos sugestivos de um Destino pré determinado mas é completamente insensato confessar tal coisa caso se seja ou se ambicione ser uma figura pública com capacidade de manipular as massas. Recorrendo à História que bem conheces esta está pejada de situações bizarras, de acontecimentos estranhos envoltos em esoterismo, mancias de várias ordens, muitos acontecimentos que mudaram o mundo estão na verdade de uma canção «o sonho comanda a vida» ou então «Deus quer, o homem sonha, a obra nasce». Mas a maioria dos que marcaram a História por este mundo fora esconde que é uma marioneta nas mãos de algo que os transcende, a lógica que defini no princípio é uma regra sem a qual nada mais é válido e quem apresentar sintomas destes dois poemas arrisca-se, além de ser excluído, a ser maneatado. Já te disse que, seja qual for o caminho que escolhas na tua vida, é uma fatalidade da qual não podes fugir, aplica-se a todos sem excepção, a mim também. O infinito diz-me, como sempre anarquicamente, que tudo o que tenhas contra os meus argumentos está correcto, só que eu também estou correcto e nenhum de nós pode fazer ou acontecer-lhe algo que não consegue sair da normalidade, jamais conseguimos ser mais ou menos que normais mas também disse que o que conhecemos obedece a padrões e hierarquias, havendo assim a lógica-céptica incontornável em constante confronto com. Por cada algo exacto e objectivo logo surge, no mínimo, algo subjectivo e implícito no que já foi objectivado. Falando em padrões e hierarquias, tenho como lógico-exacto que a mais nobre das ciências e a mais delicada e a mais arriscada em se errar é o nada e o infinito, mas a liberdade concede o direito de errar, de escolher: quem quiser se espetar tem o direito a tal. Uma máxima feita quando acabei de chegar ao pé do computador, a ver se já tinhas «digerido» a minha graça e ousadia, é o seguinte: o maior problema da liberdade é errar gravemente acerca da verdade. Eu acredito que a borboleta, venha a ser ela quem for, consegue passar tanto do equador como de ultrapassar as marcas da sensatez. Novamente tanto literal como figurativamente. Cogitado por: Carlos a março 10, 2008 11:20 PM
Como sempre, «Carlos», será com a maior das boas vontades que procurarei recomentar o teu comentário. Procurando seguir a ordem pela qual os argumentos são apresentados (esta sim uma lógica puramente pessoal),«a repetição da experiência [NÃO] demonstra a inalienável verdade de uma coisa». Aliás, uma das coisas que marca o pensamento científico (as ciências experimentais, a Matemática funciona sob moldes diferentes) é exactamente o facto de que o conhecimento absoluto e incontestado é inalcancável e que novos factos/experiências podem fazer tombar a mais sólia das teorias. É a negação do Argumento da Autoridade que separa o pensamento da Ciência do da Religião/Pseudo-Ciência/Mitologia: algo não é verdade unicamente porque alguém nos diz ou disse. Portanto, por mais que se repita uma experiência, por mais que os resultados consistentemente sejam os mesmos, poderá haver novos contextos nos quais a teoria não se encaixa. A diferença aqui é crucial: as teorias científicas mudam e ajustam-se aos factos que surgem. As teorias místicas de qualquer tipo fazem o oposto: a teoria está estabelecida e fixa, os factos é que são ignorados se não se encaixam, são exageradamente valorizados se se encaixam, distorcem-se as conclusões a tirar dos factos para que estejam de acordo com a teoria não científica. Essa é e sempre foi a diferença entre Ciência e Misticismo: a primeira ajusta-se e molda-se ao Mundo real (sempre consciente da natureza falível do Ser Humano), a segunda distorce a visão para que supostos factos a confirmem. Quanto a «O Sonho comanda a Vida», belo como é o poema (e a música que inspirou), levanta-me a seguinte cogitação sobre a dualidade em que o Ser Humano vive: o seu mundo interior e o mundo exterior. O cérebro é o mais poderoso dos orgãos do nosso organismo: é capaz de directamente ajustar, alterar e influenciar cada célula (viva, claro, não o cabelo ou as unhas, células mortas) do nosso corpo. Mas o seu poder esgota-se aí: na transição entre a nossa pele e o mundo exterior. A influência que o cérebro exerce sobre o Mundo exterior é indirecta: através de manipulações condicionadas pelo próprio espaço que está a alterar ou por influência (através da linguagem) noutros cérebros. O paralelismo seria, na Mecânica Quântica, a Força Nuclear Forte, que mantem os Quarks unidos, em trios, para formarem os Protões e os Neutrões (mesmo Quarks com cargas de igual sinal). Não há força mais poderosa na Natureza e não há força com menor alcance do que ela: é extremamente poderosa (de tal forma que é preciso uma quantidade grande de energia para dividir um Protão e um Neutrão) mas a sua influência restringe-se ao diâmetro atómico (sensivelmente 1,5 fentómetros ou 10^(-15)m). A força da Gravidade tem características opostas: é extremamente fraca (basta recordar que um simples imã consegue fazer com que um simples clip de papel a contrarie. Mas é cumulativa e de grande alcance, apesar de não um alcance infinito). Em termos metafóricos então eu diria que a nossa influência no Mundo Interior é como a Força Nuclear Forte e a nossa influência no Mundo Exterior é como a Força da Gravidade. E sim, somos todos «escravos» da Curva de Gauss: há as excepções (com uma baixa frequência relativa/probabilidade) mas a vasta maioria (na qual nos incluiremos) situa-se numa frequência relativa/probabilidade próxima da mediana/média (na Curva de Gauss os dois valores são iguais). A Liberdade (conceito fugidio mas intuitivo que carecerá sempre de definição universalmente aceite) é também a Liberdade de errar. Mesmo que seja associada ao Totalitarismo de não querer aprender com esses erros. Aprende-se mais com as derrotas do que com as vitórias. Cogitado por: Mauro a março 13, 2008 11:15 AM
O ser ser não-ser, o não-ser ser ser, o niilismo morre ao nascer, teria que morrer antes de ser concebido, seria não-ser antes de não-ser, apelo-te a aceitares a subjectividade. Por um lado, corroboras que não há certezas absolutas, por outro pegas nas coisas elementares porque são coisas realmente tão pequenas quanto a fragilidade do ser humano se sente perante a possível exclusão de nunca mais ser, a morte absoluta. Qual é a distância entre o zero e o um? É lógico aceitar uma distância entre duas coisas existentes, mas entre zero e um só temos o um. Para a matemática estar mais correcta por um lado e estúpida por outro seria transpormos do um para o menos um e vice-versa, mas a singularidade do zero é tão sinistra que é um número par e todos os números pares são divisiveis por dois, é simultaneamente par e ímpar singular. Gostava de aprender acerca das teorias de Gauss, são teorias, não hipóteses, não é? Como o que estamos a discutir, hipótese é da família da subjectividade, teoria já tem pistas de experimentos, passa a ser do domínio da objectividade. Convicção não é Argumento de Autoridade, argumentos não são factos, mas o sentimento do nada e do infinito assume-se a nível mundial como convicção maior que algumas certezas... Cogitado por: Carlos a março 13, 2008 04:17 PM
A subjectividade é a objectividade do Ser Humano: a mente humana é incapaz de apre(e)nder o Mundo sem uma míriade de filtros entrepostos. A Ciência constrói-se tendo conhecimento prévio desses filtros subjectivos. Daí a experimentação, daí a comparação: só comparando várias imagens do mesmo se pode extrapolar do que se trata. E mesmo assim, correndo-se o risco de uma nova imagem, de uma outra parte do que é estudado, levar a que a conjectura sobre o que se estudava mude. Um exemplo ilustrativo. A pessoa X nunca viu e nunca ouviu falar de elefantes. Um dia, um circo vai visitar a sua terra e ele não pode assitir. Após o espectáculo que ele perdeu, os seus amigos descrevem-lhe um elefante. «Tem 4 patas longas e largas!» -> imagina um porco de patas longas e largas. «Tem umas orelhas enormes» - > imagina um cão de longas orelhas pendentes e pernas grossas como um porco. «Tem um nariz muito comprido e fino!» -> Imagina um cão, de pernas grossas, longas orelhas e um focinho muito comprido. «É muito grande e gordo!» -> imagina um cão, de patas largas, focinho comprido, grande e gordo. Qualquer uma das imagens que criou corresponde a um elefante? Poderia ele, apenas por descrição oral, chegar à verdadeira imagem de um elefante se nunca o chegar a ver? Dificilmente (se não impossivelmente ). Isso não o impede de juntar as descrições que vai obtendo e formar uma imagem a partir das quais pode fazer conjecturas: «Se tivesse um elefante precisaria de um estábulo amplo, porque ele é muito grande e gordo». Mais descrições permitirão um aprimoramento da imagem e melhores extrapolações (sem chegar verdadeiramente à correcta imagem de um elefante): «É cinzento e não tem pêlos!» -> imagina um cão, de patas largas, focinho comprido, grande, gordo, sem pêlos e cinzento. Melhora então a sua extrapolação sobre o estábulo que necessitaria se possuíse um elefante:« Tem de ser amplo e ser aquecido, porque ele não tem pêlos para se aquecer». Assim é a construção científica: o elefante que desconhece mas procura interpretar é o Mundo. Vão surgindo, com novas e melhores experiências, mais descrições, mais detalhes sobre o elefante. E a imagem vai-se delineando. Surge um novo facto e a teoria pode ser reformulada completamente: «Tem dois dentes grandes e compridos!» -> imagina que se calhar não é um cão, se calhar é mais como um morcego grande, de pernas grossas, focinho comprido, sem pêlos e cinzento. Se for como um morcego deste tipo, será que terá asas? Tem de perguntar aos seus amigos se há asas (a Ciência faz novas experiências para determinar se a conjectura será válida ou não). Determina que não tem asas. É o fim das suas extrapolações sobre o elefante? Não, sabe que não é como um morcego, investiga novas possibilidades. Nada foi posto em causa por ter feito uma conjectura que não se encaixa nos factos: procurará continuar a tornar mais clara a sua ideia do que será um elefante. Já a Matemática é outra coisa por completo. Faz conjecturas e determina se são válidas ou não. Mas a comparação é feita por constraste com outros resultados anteriores provados (na Matemática nunca há eliminação de conceitos verdadeiros, pode haver é uma extensão de conceitos a novos contextos, modificando-se os conceitos de acordo com o contexto em que são aplicados). Como pode uma construção do espírito humano estar tão de acordo com a realidade em que vivemos é o grande mistério: uns optam por nem pensar nisso, outros por catalogarem a Matemática como puamente subjectiva e uma criação, como outra qualquer, do espírito humano. A verdade está além disso: é uma contrução da mente humana mas com uma tão total coincidência com as regras pelas quais opera o Universo que faz empalidecer as Ciências. Não é por acaso ou mero capricho que cada vez mais o raciocínio matemático é usado em todas as ciências. O porquê dessa tão extraordinária coincidência é um mistério: Platão surgiu com o conceito de Mundo Ideal, de que o Mundo Real era uma mera sombra, e na qual existiam todos os conceitos matemáticos. Surgiu depois a noção de que a Matemática era uma mera criação humana que, por coincidência, se ajustava ao real. Para mim, a verdade estará no meio: o Ser Humano cria a Matemática seguindo as regras estabelecidas pela própria realidade aquando do Big Bang. As Regras Matemáticas são as Regras do Universo. Mas isso é uma opinião puramente pessoal. Por isso, em vez de te alongares sobre o absurso que é passar do 0 para o -1, pensa antes em encontrar, no Universo, os fenómenos em que isso se manifesta. Perdes excessivamente tempo com a Metafísica e menos com a Realidade. antes de ir, sublinho, repito e reafirmo: o 0 NÃO é um número par, apenas todos os números que terminem em 0 são pares, mas não ele próprio. Da mesma forma, 2 é um número primo mas nenhum número terminado em 2 é primo. O 0 não é par nem ímpar, 1 não é primo nem composto, 2 é o número par mais ímpar (no sentido de único) de todos: é o único primo par. O que fazes e argumentas aqui, «Carlos», não passam de Argumento de Autoridade mal disfarçados. Cogitado por: Mauro a março 13, 2008 08:23 PM
Andaste a ler acerca de caroços de pêssegos e substituiste por elefantes. Devo afirmar-te com veemente convicção que a última boneca russa se trata de Buracos-negros extremamente pequenos. Se consegues atingir isto, quero sintecticamente que me dês uma ideia de tudo o que é possível se um dia conseguirmos manipular os «buracos de verme». Se não entendes, não admito prevaricações a quem diz conhecer a gravidade e relatividade. Cogitado por: Carlos Rodrigues a junho 27, 2008 12:58 PM
Bem, «Carlos Rodrigues», ao fim de mês e meio eis que ignoras por completo a minha resposta às tuas palavras anteriores e remetes tudo com uma alusão enigmática a «caroços de pêssego». A minha imagem do elefante a ser mentalmente construído com base em descrições encaixa bem no processo pelo qual a Ciência tenta determinar o que é a Realidade. É curiosa a tua convicção veemente: há convicções em Ciência, como é óbvio, mas só são verdadeiramente científicas enquanto tiverem um suporte teórico bem fundamentado matematicamente e não hajam contra-exemplos que a teoria não pode explicar (ou prever). Einstein previu, com base na sua Teoria da Relatividade, que a luz das estrelas seria desviada pelo campo gravitacional do Sol. Em 1919, Sir Arthur Eddington, deslocou-se até África para assitir a um eclipse e verificar a posição da estrela Hyades (em órbita da qual, em 1999, se determinou que há um planeta extra-solar). Um vez que a luz do Sol não era visível durante o eclipse solar, a luz das estrelas por detrás dele seria visível e passível de comparação com a posição dessa mesma estrela sem o Sol de premeio. E os resultados da medição comprovaram a previsão de Einstein. Se não tivessem confirmado, Einstein teria de reformular (ou até abandonar) a sua teoria. Não foi porque Einstein acreditava veementemente na sua teoria que ela foi verificada e tem passado todos os testes que, até hoje, têm sido feitos às suas previsões. Por isso atenção quanto às convicções veementes: é bom tê-las desde que não nos ofusquem da verdade e estejamos sempre a confrontá-las com a Realidade. Há a ideia, por vezes mais ou menos inconsciente, que a obstinação cega e autista em termos intelectuais é louvável e substitui e é mais poderosa do que a força de razão. É nisso que se baseia o antigo-de-fazer-bocejar Argumento da Autoridade com que, durante tantos séculos, a Igreja Católica impôs a visão de alguns contra as evidências naturais. E o Argumento da Autoridade não tem qualquer peso ou importância na construção da Ciência actual (é de lembrar João Magueixo quando enfrentou a Teoria da Relatividade: não foi porque um físico desconhecido, fora dos meios académicos ingleses, contestar o pilar científico que foi Einstein que deixou de ser ouvido e ponderado). As tuas diatribes sobre assuntos científicos seriam mais interessantes se fossem mais escoradas em resultados científicos já comprovados e menos em Argumentos de Autoridade autistas. Os «Wormholes» (a forma aportuguesada não me seduz) são um conceito fascinante, sem dúvida, a ideia de que ligam Buracos Brancos a Buracos Negros em pontos diferente do Universo também. Como apreciador de (boa) Ficção Científica, não é um assunto sobre o qual não tenha já pensado, ponderado, assistido e/ou lido. Era de facto entusiasmante se existissem. Mas não é um assunto sobre o qual se possa ter «convicções veementes»: o campo teórico dos Buracos Negros continua a expandir-se e novos resultados surgem sempre. Os próprios Buracos Negros, antes de termos evidências claras da sua existência, eram apenas isso mesmo: um conceito interessante. Se não se comprovasse a sua existência era isso que permaneceriam, não mais. E confesso que não sei a quem te referes quando falas de «quem diz conhecer a gravidade e relatividade». Certamente não é de mim, faço mais perguntas do que dou respostas. Os artigos do Cognosco é que não se fazem de perguntas mas sim de respostas (por mais temporárias que possam ser face ao desenvolvimiento científico). Não recorro nem recorrerei a Argumentos de Autoridade para reforçar o que digo (nem aprecio citações exactamente porque geralmente são usadas como um Argumento de Autoridade: «X disse isto, o que confirma o que digo»). O que compreendo do assunto é mais do que nada e é menos do que muito. Argumentos lógicos e autocoerentes, por favor. Cogitado por: Mauro a junho 27, 2008 03:49 PM
Pelo amor do que mais amas, deturpa-me a mim, não a Einstein, pois que eu tenho ciência mas já estou estigmatizado pelos meus erros, ele não os tinha. A verdadeira assertividade é tanto dolorosamente ofensiva nas coisas negativas como empolgantemente recompensadora nas coisas positivas. Assim sendo, és um bom Historiador mas falhas como todos os outros ao aplicar a História ao futuro. És um bom matemático mas falhas nos seus fundamentos abstractos. Todos temos, eu procuro ser presunçoso em alguns assuntos mas só admito que estou errado se me escarrapacharem a verdade acerca desses assuntos. Se a verdade não me for revelada persistirei numa pesquisa analista, mas nunca sem considerar os princípios e bizarros demasiado simples para que a complexidade do cérebro humano os detecte debaixo do nariz. Quanto ao resto, este é um país de pedantes com canudos. Lamentavelmente, tu és um deles na gravidade-relatividade. Mas não desistas de tentar compreender o mundo. E a enchada deste país é a mesma, meia dúzia a sustentar e elevar este país numa multidão de abutres. Adeus. Mas ficarei atento a qualquer outra deturpação tua, da qual Eu, Um Par Impar continue a ter o privilégio de: A verdade não pertence a ninguém, mas tão somente a quem for capaz de a compreender. Há sempre uma hipótese, mas não te aconselho a ideia de alimentares que ALGUÉM modifique os alicerces de Veneza sem deixar ruir ou modificar os edifícios. Cogitado por: Carlos Rodrigues a junho 28, 2008 02:18 AM
As estranhas diatribes, «Carlos Rodrigues», continuam: em momento algum alvitrei a memória do grande cientista que foi Einstein. Como excelente cientista e físico teórico que ele era, podes pôr as mãos ou «o que mais amas» no fogo, que ele ajustaria ou eliminaria a sua teoria caso tivesse eviências que não se ajustava aos dados recolhidos (como o fez com a sua teoria do «constante cosmológica», que ele criou para justificar um Universo estático). A grandeza de um Homem não reside apenas nas suas conquuistas mas também na aceitação e aprendizagem com os seus erros. Aliás, muita da grande Ciência foi construída sobre erros ultrapassados, ajustados, modificados ou eliminados. E não confundas assertividade com obstinação autista. Assertividade passa por reconhecer os nossos erros e saber ajustar as nossas teorias aos factos e não o oposto, que é típico da obstinação autista. E acho que, pelo que os teus comentários me têm revelado, nem que tropeçasses num bocado de verdade e aterrasses numa piscina cheia de verdades conseguirias admiti-las. E não sou Historiador (pelo que nem o sou bom nem mau): não tenho formação para isso, nem canudo, nem presunção: sou um mero leigo que muito a aprecia. E não sou Matemático(pelo que nem o sou bom nem mau): tenho formação e canudo para ensinar Matemática, o que é bem diferente de ser Matemático. Bem, de pedantismo, certamente não serei eu o vencedor dessa medalha. Não haverá um grande pedantismo e paternalismo desajustado nesse «conselho» para que não desista de compreender o Mundo? Alguma fez o fiz ou farei? Além disso, não procuro viver numa concha autista em que apenas vejo os meus próprios conceitos e concepções projectadas numa parede a substituir uma janela pela qual possas ver o Mundo a desenrolar-se perante ti. Essa de ficares atento a qualquer «deturpação» e tão pedantemente ridícula que só rindo mesmo. O Cognosco sempre foi construído aberto a comentários e correcções de pessoas que sabem pensar e argumentar logicamente quando detectam alguma inexatidão minha e eu sempre corrigi (e referi a alteração e a fonte) os artigos de acordo. Nunca foi, até hoje, o teu caso. Muitas palavras e pouca substância. Mas «não desista de compreender o Mundo»: fá-lo é com a vista livre das cataratas de conceitos desajustados, errados ou ilusórios. Conselho de quem te deseja o melhor. Cogitado por: Mauro a junho 29, 2008 01:05 AM
Estou farto de te aturar, não tenho mais tempo para ti por várias razões, a menos grave é que és estúpido a respeito de gravidade-relatividade, depois ando enervado politicamente, vou fazer queixa ao Papa, já toda a gente sabe que o Eixo do Mal anda mole e o outro estúpido do Bush não me deixa lá instalar as fábricas dos meus emplastros para lhes dar pica, depois vou estar ocupado a construir a Skynet. Como vês sou um Deus muito ocupado. Tem paciência Pinóquio, quando fores um menino percebes do assunto e deixarás de precisar de passar muito tempo no Inferno para abrires a pestana. Adeus Querido Estúpido. Cogitado por: Carlos Rodrigues a junho 30, 2008 01:10 AM
No teu «comentário», «Carlos Rodrigues», há uma série de questões a analisar: 1) todos quanto visitam um blog fazem-no porque querem, sem obriçações peremptórias. Estás farto? Então não percebo porque voltas; 2) o epíteto «estúpido» com que me classificas incomodar-me-ia se proviesse de uma fonte que intelectualmente fosse merecedora de respeito, o que claramente não é o caso, como demonstras claramente pelo ataque pessoal em vez de batalhar com e pelos argumentos; 3) Essa de «eu sou Deus» tem já vários milhares de anos de idade: é velha, pomposa, autista egocêntrica, mesmo que podesses tentar refreá-la dizendo «é só uma brincadeira» (o que não fazes); 4) Com essa referência a eu ser «Pinóquio», deverei juntar, o epíteto «estúpido» o epíteto «mentiroso»?; 5) este teu comentário não foi liminado porque não usaste propriamente uma linguagem vulgar, apenas ataques pessoais sem sentido ou propósito. As 500 visitas semanais do meu blog presumo que terão uma opinião diferente da tua; 6) «Querido estúpido»?! Caramba a paciência infinda que tenho tido para te responder ao longo deste tempo todo... Cogitado por: Mauro a junho 30, 2008 12:37 PM
Se você fosse honesto retirava todos os meus comentários em vez de ganhar dinheiro com eles e também o que aprendeu comigo, você modificou uma frase de introdução duma página porque eu demonstrei e você(s) aprendeu que o assunto do nada e infinito é tão específico como qualquer outro do qual reparou não ser adequado pois que induzia em erro quem procurasse esse assunto. Como eu disse vou ficar atento às suas deturpações e a sua psicologia é barata demais para mim e para me convencer ou baixar a minha auto-estima. Como o senhor não voltou ao assunto que desencadeou este conflito pressumo que não precisarei de voltar a fazer mais cogitos, porque se voltar a negar a teoria e a defender as suas hipóteses continuarei a provocá-lo. De qualquer das maneiras o senhor não merece que eu lhe explique uma característica da gravidade que o próprio Newton se apercebeu intuitivamente e que só recentemente a actividade experimental da comunidade científica confirmou. Eu já lhe disse adeus duas vezes mas o blog é seu e fico sem perceber porque responde quando eu digo não em lembrar-se de mim. Cogitado por: Carlos Rodrigues a junho 30, 2008 10:35 PM
Mais uma vez, «Carlos Rodrigues», eis do que sempre se compõem os teus «comentários»: atques pessoais (mal) disfarçados («Se você fosse honesto»), deturpações («ganhar dinheiro com eles e também o que aprendeu comigo» -> o (parco) dinheiro costeia o espaço de armazenamento dos ficheiros de multimédia do blog, já que o espaço que me é dado pelo Sapo é reduzido e nada posso ganhar contigo já que de ti apenas vieram disparates), insinuações («você modificou uma frase de introdução duma página» -> este artigo nunca foi alterado dese que foi escrito e os artigos que o foram foram ou por contribuições válidos de comentadores ou por aprofundamento da minha pesquisa. Nem um única linha do Cognosco foi alterdo devido a algum «comentário» teu, já que não têm ponta por onde se lhes pegue), mentiras («você modificou uma frase da introdução porque eu demonstrei» -> até este momento nem uma única linha de demonstração apresentaste. Como poderia eu alterar uma linha que fosse por causa disso, ao contrário do que já aconteceu tantas vezes com verdadeiras contribuições de outras pessoas?!), narcisismos («vou ficar atento às suas deturpações»), autismo («a sua psicologia é barata demais para mim e para me convencer»), auto-ilusão («não voltou ao assunto que desencadeou este conflito» -> qual conflito? Da minha parte apenas registo a infinda paciência para ler e tentar esclarecer as tuas perfeitas nulidades de conteúdo), auto-sobrevalorização («se voltar a negar a teoria e a defender as suas hipóteses continuarei a provocá-lo» -> novamente reforço que me limito a tentar trazer alguma ponta de sentido aos tresvarios que te leio); messianismo pomposo («De qualquer das maneiras o senhor não merece que eu lhe explique» -> não mereço? Finalmente algo em que concordamos: também não me acho merecedor de ser bombardeado incessantemente com desnexos mentais). «O blog é seu e fico sem perceber porque responde quando eu digo não em lembrar-se de mim» -> porque, conceito talvez estranho para ti, na minha casa (este meu blog) a má-educação não é aceite e ignorar alguém, por muita vontade que possa haver, seria isso mesmo. A resposta à tua interrogação («fico sem perceber porque responde») está nas tuas próprias palavras («O blog é seu» -> logo o que faço nele só a mim mesmo tenho de dar justificação). «Eu já lhe disse adeus duas vezes» -> não parece: quando se diz adeus não se volta para trás a ver se há alguma resposta mais que tenha chegado. Como o blog não está configurado para avisar os comentadores quando recebem alguma resposta, se aqui continuas a vir é porque assim o queres, não porque recebas notificação de que te respondi. Cogitado por: Mauro a julho 1, 2008 01:27 AM
Como disse, eu encontrei seu blog por acaso através das palavras chave «nada e infinito» onde não havia uma única dissertação acerca do assunto, depois com as minhas teorias é que você escreveu acerca do assunto, está anotado no tempo que foi influenciado por mim. Seu Pinóquio, como lhe disse o blog é seu mas os meus comentários são meus e é um direito que me assiste, por lei, você apagá-los. Se não o fizer só está a demonstrar-se como pérfido, ladrão e oportunista, compreendo perfeitamente estar a roer-se todo de inveja por ser vencido por um leigo na matéria. Cogitado por: Carlos Rodrigues a julho 1, 2008 04:19 PM
Novamente, «Carlos Rodrigues», um «comentário» típico teu: sem argumentos válidos, recorrendo a insultos pessoais em vez de rebater argumentos. Eu poderia de facto apagar os teus comentários mas apenas para te poupar a ti da chacota pública: são tão risíveis e descoordenados que quem lê o que escreves apenas pode rir. Não o farei porque não mereces de mim ainda mais consideração do que a que tenho mostrado ao longo deste tempo ao responder-te. Então «está anotado no tempo que foi influenciado por mim»? Pelas tuas próprias palavras, vieste ao Cognosco por um artigo que eu já tinha escrito, nenhum dos teus «comentários» mudou uma vírgula de qualquer outro artigo (eu sempre refiro os autores dos comentários que incorporo no artigo) nem me deu qualquer motivação para escrever algum (como aconteceu com comentadores pertinentes). Tanta pomposidade oca só serve para te diminuires ainda mais. Quanto à «lei» que me obriga a apagar os teus «comentários» no meu blog, ela NÃO existe, só mesmo num mundo de auto-ilusões autistas. Quem não quer comentar no blog não comenta. Quem o faz, fica com os comentários registados. Apagá-los ou não é um direito meu. O direito de quem vem ao Cognosco é escrevê-los ou não os escrever. Mais uma vez mascaras um profunda insegurança intelectual (que constantemente fazes questão em mostrar que é justificada) por ataques pessoais despropositados e irrelevantes. Se os deixo ficar é apenas... olha, porque tenho sido infinitamente paciente. Fazes ataques ao meu suposto carácter (que de todo desconheces) em vez de argumentares com tino, siso e relevância. Lê os comentários de «.» nos artigos sobre Matemática aqui no blog e verás o que são comentários pertinentes, importantes e merecedores de respeito e atenção. Se te respondo é por mera boa-vontade minha e não por qualquer tipo de interesse meu. Agora começa a moderar a tua adjectivação pejorativa que usas para comigo, que de lado nenhum me conheces e que não tenhp sido mais do que paciente para contigo. Isto não é um conselho. Não tinhas já dito adeus? 2 vezes? Cogitado por: Mauro a julho 1, 2008 10:03 PM
Sem dúvida que a esmagadora maioria da humanidade é escolasticamente estúpida, mas tenho tomates para o dizer publicamente tal como Camões o fez, chacota, é, em psiclogia uma poderosa arma para baixar a auto-estima de um indivíduo e levá-lo ao suícidio. Eu e a minha mãe fomos esturpados quando eu era criança perante uma claque de chacota. A PSICOLOGIA É A MAIS PÉRFIDA DAS CIÊNCIAS E VOCÊ CONHECE-A BEM.o senhor, seja quem for sendo mais correctamente questionar o QUÊ? do que o quem, é um reles chulo que tem acesso à minha privacidade e ficheiro da personalidade, uma coisa boa que ainda há de viver neste passado mortal é que não tem acesso à informação do meu cérebro sem o destruir e dar nas vistas, portanto usa, e muito cuidadosamente a palavra «argumentos» em vez da palavra «factos», usando-os para tirar nabos da púcara. Mas você(S) conhece bem a psicologia e usa o que há de mais pérfido. sabe que a mais significativa carateristica do ser humano é o sentimentalismo, então a sua aparente boa educação e cavalheirismo e tranquilidade e segurança no que afirma finge suportar as ofensas e dar a entender ser você a vítima passando depois a tocar no coração das pessoas. sinteticamente você não é um ser humano, mas sim algo perigoso para o ser humano. «infinitamente paciente«? Tu és o reles Deus dos cristãos? És tu que ainda vais a tempo de retirar os meus comentários e de não responderes a este. Se não o fizeres, OPORTUNAMENTE, dar-te-ei caça como o mais perigoso dos animais, mas não te deixarei morrer... Cogitado por: Carlos Rodrigues a julho 1, 2008 11:51 PM
Bem, «Carlos Rodrigues», vem a tua sentença nas tuas próprias palavras. Mais um espectáculo menor e entediante de ofensas pessoais colmatadas agora com ameaças a minha integridade física. Estas sim, informo-te caso não o saibas, são previstas pela lei e puníveis. Claro que não passam de bravatas sem nexo, mais uma das tuas entidiantes diatribes. Nada mascaro, nada finjo, não tenho formação como Psicólogo nem poderia usar a Psicologia como arma. Tu é que tens procurado usar as ofensas pessoais com esse objectivo. Mas por três vezes ao longo deste tempo foste avisado e pela última vez desrespeitaste-me e aos restantes visitantes do Cognosco. Os teus «comentários» pertencem ao meu blog e farei deles o que bem entender. Tenho uma infinda paciência mas esgotaste-a. Não mais voltarás a ter voz aqui no Cognosco. Cogitado por: Mauro a julho 2, 2008 01:03 PM
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