06 junho 2005Cogitar (2 cogitações anteriores)Pejum dixit Eis o Inimigo Público número um das sociedades ocidentais.
Tem um aspecto bastante inofensivo e no entanto pronunciar o seu nome acarreta pânico generalizado e fugas em massa. Uqal Bin Laden orgânico vastas quantidades de dinheiro, tempo, paciência e recursos são empregues para o combater e no entanto, quando moderado, a sua existência é de extrema importância (ao contrário do saudita referido).
Falo do colesterol.
Mas uma das piores epidemias a que se assiste em relação a esta substância (os recentes produto que reduzem o colesterol são potencialmente perigosos porque de facto funcionam. Se forem tomados para prevenir e não para reduzir põem em risco a saúde de quem os toma. Devem só ser tomados em caso de excesso de colesterol e parar assim que se alcançou o nível desejado) relaciona-se mais com o seu nome do que com as suas consequências (positivas e negativas) para o organismo.
Prestando um pouco de atenção facilmente se constata que poucas pessoas lêem «cu+les+te+ról» (como acaba em L é uma palavra aguda por não ter acentos).
A maioria (e incluem-se tristemente neste grupo muitos médicos) lê «có+les+trol» como se fosse uma palavra esdrúxula.
~Primeiro: não tem acento na sílaba «co» (necessário para que uma palavra «colestrol» fosse esdrúxula);
~ Segundo: é um palavra com 4 sílabas (pelo que nunca poderia ser acentuada na primeira), não tem acento (pelo que nunca podia ser acentuada na segunda) e acaba em L (e sem o acento, pelo que nunca podia ser acentuada na terceira);
~ Terceiro: lê-se uma palavra com 4 sílabas como se só tivesse 3. O que se faz à outra, come-se?
A pronúncia correcta é: «cu+les+te+ról» e não «có+les+trol».
A próxima vez que uma conversa gire para os lados do colesterol (o que hoje em dia é cada vez mais frequente) usem a pronúncia correcta e comparem com a incorrecta cólestrol. Fica perfeitamente claro qual a que soa melhor. Aliás, qualquer conversa sobre este assunto ganha uma nova camada de importância e significado quando se pronuncia (mas não demasiado vagarosamente) «Estou com o «cu+les+te+rol» muito elevado!».
Recentes pesquisas parecem apontar para que quem come a sílaba do colesterol incorre no sério perigo de entupir as sua artérias cerebrais e tornar mais pesado e lento o seu raciocínio
no título «Mal dito»
Cogitado por Mauro Maia às 23:01
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Diz-me que não foste cair num cliché tão grande quanto "o inimigo público número um"... A juntar a ESTE inimigo público número um, temos então o inimigo público número um do desemprego, o da obesidade, o da droga - enfim, múltiplas dimensões do inimigo público número um. Hey, isso só prova então que a anterior teoria das dez dimensões está correcta. :D
Cogitado por: Rui a junho 7, 2005 11:02 AM
Claro que é uma classificação humorística. Há vários inimigos púbçicos número 1 (até aou o exemplo do Bin Laden). A maioria das pessoas é que parece andar preocupada com a linha agora que se aproxima o Verão e como tal o colesterol anda de mãos dadas com a obesidade. A questão é que poucos o pronunciam bem.
Cogitado por: Mauro a junho 7, 2005 12:27 PM
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