19 setembro 2005Cogitar (11 cogitações anteriores)Caecus X
~ Essa é fácil! Esse algarismo indica quantas pessoas em Portugal têm exactamente um nome igual ao nosso. A maioria das pessoas, quando confrontadas com esta questão, responderão que se trata de um indicação do número de pessoas com o nome igual ao do BI em questão. (A título de exemplo, o meu nome é contituído por 5 palavras e possui um partícula antes da última. Da mesma forma de que nos códigos de barras, o algarismo suplementar (e que no quotidiano não é pedido) é o algarismo de controlo. O número do BI é constituído por 8 algarismos (ou 7, se for mais antigo). e.g. primo No número de BI 23571113 6. e.g. secundo No número de BI 24681012 1 Desta forma é possível detectar falsos códigos de BI. A falsificação é assim mais difícil. e.g. tercio A Polícia descobre uma carteira num descampado com o BI 36#12151 3. Substituindo # pelos sucessivos dígitos obtemos: Com o algarismo 4 o resultado é divisível por 11. Há no entanto um erro que foi introduzido nos BI's por incompetência ou falta de vontade de alterar sistemas já adoptados. Vejamos o exemplo de BI 36312151. Usando o algoritmo o número de controlo seria 10, que seria substituído por 0.
e.g. quaternum o maravilhoso livro Gödel, Escher Bach - Laços Eternos tem como código ISBN 972662709 5. Fica assim levantada a dúvida: porque não existe o X no dígito de controlo dos BI's? Certo é que teria ajudado a desmistificar este verdadeiro mito urbano lusitano de que o algarismo indica o número de pessoas que têm exactamente o nosso nome (ou, como também já ouvi, de que indica o número de multas de trânsito que se tem) Quando se tratam as pessoas como ignorantes é natural que surjam respostas idiotas a situações pouco claras... E depois queixamo-nos da educação em Portugal, quando uma situação tão simples não é explicada convenientemente. «O cego X» - foi de caecus que derivou o «cego» português Cogitado por Mauro Maia às 19:35
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Adorei vir aqui e aprender, curiosamente o meu post de hoje faz alusão a um destes assuntos aqui exposto. Voltarei. Até lá...tudo bom!
Cogitado por: Elsita a setembro 20, 2005 11:58 AM
... eu só gostava de saber como é que estando tu fazer estes artigos que não te roubaram pouco tempo concerteza...ainda consegues ouvir alguém dizer seja o que for :)
FORÇ'AÍ!
js de http://politicatsf.blogs.sapo.pt
Cogitado por: js a setembro 20, 2005 01:17 PM
Obrigado Elsita pela visita e pelo comentário. Cá te aguardarei com prazer. Js, tens razão quanto ao tempo que demora a escrever um artigo. Não sei a que te referes exactamente quanto a ter tempo para ouvir alguém dizer seja o que for. Como também sabes, o primeiro passo para aprender é ouvir. Um abraço Js e daqui também os parabéns pelo centésimo do «política.tsf»
Cogitado por: Mauro a setembro 20, 2005 01:49 PM
...sou quase naif nesta coisa dos blogs, comecei há cerca de um mês... entrei aqui pelo nome, que é apelativo... Isto é educação! Grata! Vou voltar pois por aqui aprende-se com rigor! Parabéns!
Cogitado por: Maria Papoila a setembro 20, 2005 02:57 PM
Obrigado Maria Papoila pelas palavras. Bem-vinda então à «blogosfera». Espero que tenhas tanto prazer com o teu blog como o Cognosco me dá. Felicidade e não deixarei de te visitar.
Cogitado por: Mauro a setembro 20, 2005 03:31 PM
Muito interessante. De facto, este é um mito lusitano ao nível dos UFO norte americanos ou do chupa-cabras mexicano: o que É aquele misterioso número tão sozinho no BI? Já conhecia a teoria do "número de pessoas com o mesmo nome", mas nunca tinha acreditado, afinal, porque é que o Governo se ia dar ao trabalho de dar a conhecer uma coisa tão engraçada, mas tão inútil? Bom, de qualquer maneira, e a respeito dos "mitos urbanos", deixo-te uma página acerca dos mitos que pululam pela Internet fora, muito em especial pelo e-mail: http://www.quatrocantos.com/lendas/index.htm
P.S.: mas afinal, o "DA Maia" é ou não para manter no nome? Esse é que é o verdadeiro mito familiar. ;)
Cogitado por: Rui a setembro 20, 2005 07:04 PM
Já agora, e ao reler o artigo, o que significam as misteriosas siglas que por vezes são usadas e abusadas, sem que se perceba muito bem o seu sentido. Por exempo, "eG:" é usado para "exemplo", mas a palavra não se escreve "eGxemplo"; ou, noutra, o que é exactamente o "etc."?
Cogitado por: Rui a setembro 20, 2005 07:12 PM
Acho que é conforme o gosto. Nunca usamos o «da» quando damos o nosso nome. Mas se é para manter? Está lá, não é? E pelos vistos há razões históricas para o manter. Por outro é uma chatice quando se preenchem formulários: em alguns temos mesmo de pôr, noutros não podemos mesmo pôr. Mas ty ainda tens? É ´facto ou ficção já não teres o «da» no BI?
Cogitado por: Mauro a setembro 20, 2005 07:15 PM
Meus pueris frater, já noutro(s) artigo deixei claro o significado do «e.g.» Mas talvez tenhas razão quanto ao facto de já ter passado muito tempo desde essa explicação. O «e.g.» são as iniciais da expressão latina «Erbi gratias» ou «exempli gratias» e significa simplesmente «por exemplo», da mesma forma que «p.s.» são as iniciais de «post-scriptum» e significa «após o escrito». É mera coincidência que em Inglês «example» soe a «egzample».
Cogitado por: Mauro a setembro 20, 2005 07:24 PM
Também conhecia o mito do "número de pessoas com o mesmo nome" e, embora não lhe desse crédito, nunca me ocorreu que o algarismo em causa pudesse tratar-se de um código de detecção e correcção de erros. Também não percebo a razão pela qual o algoritmo se baseia na álgebra módulo 11 (com o consequente problema do 10 e do X), mas suponho que haverá uma razão matemática muito simples para tal. Talvez as álgebras baseadas em números inferiores a 11 não permitam uma correcção inequívoca de erros num algarismo. Já agora, e a título de curiosidade, os computadores e, de um modo geral, toda a transmissão digital de informação faz uso de códigos semelhantes: designam-se por "cyclic redundancy codes" (CRC) e, consoante o número de bits de que são feitos, permitem detectar e corrigir erros em um ou vários bits da informação transmitida. Parabéns pelo artigo
Cogitado por: . a setembro 20, 2005 10:02 PM
Penso que terá algo a ver com o facto de ser um número primo. Já sabemos que os Matemáticos adoram os números primos. Terei de investigar um pouco para aferir se um algoritmo baseado em 10 não resultaria. É só lembrar que o código de barras usa um algoritmo baseado em 10. De qualquer forma é um bom sistema usar números primos em algoritmos. A ausência de divisores retira alguns erros que potencialmente poderiam ocorrer. Mais uma vez obrigado pela visita e pelo comentário.
Cogitado por: Mauro a setembro 20, 2005 10:50 PM
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