05 outubro 2005Cogitar (12 cogitações anteriores)Conor explicare gravitatemNa sequência do artigo «Apolo não favoreceu Aristóteles» e à luz das questões levantadas por «.» num seu comentário penso que devo aprofundar a questão levantada pelo artigo. Na sua essência o que o artigo relembra é o princípio de Galileu de que objectos sujeitos ao mesmo campo gravitacional são sujeitos à mesma aceleração, independentemente da sua massa. A fórmula para a distância percorrida por um corpo em queda sobre a influência exclusiva da gravidade é d = g.t2/2,
Ora a massa é uma propriedade dos objectos que, de uma forma lata e sem grande precisão, mede a quantidade de matéria que o objecto contém. ~ massa inercial: é a medida da inércia do objecto (a resistência à mudança do seu estado de repouso para o de movimento rectilíneo uniforme) quando sujeito à força de gravidade. Um objecto com uma pequena massa inercial oferece menos resistência à actuação da força da gravidade do que um com uma massa inercial maior. ~ Massa gravitacional passiva: é a medida da intensidade da interacção do objecto com o campo gravitacional. No mesmo campo gravitacional, um objecto com uma massa gravitacional passiva é sujeito a uma intensidade de força menor do que a que um objecto com maior massa gravitacional passiva (geralmente é a esta massa gravitacional passiva que se chama «peso». Mas as suas quantidades são diferentes. A massa gravitacional passiva é constante em qualquer campo gravitacional, mas o peso varia.) Apesar de serem 3 conceitos distintos, a massa inercial, a massa gravitacional passiva e a massa gravitacional activa, são difíceis de destinguir entre si e não há ainda registo de nenhuma experiência objectiva que os distinga uns dos outros. Em termo práticos são equivalentes. Uma das consequências da equivalência « massa inercial - massa gravitacional passiva» é o facto registado no artigo que conduziu ao comentário que levou a este artigo: As massas gravitacionais activa e passiva são consideradas equivalentes à luz da Terceira Lei do Movimento de Newton. A equivalência entre a massa inercial e as massas gravitacionais (o chamado «princípio de equivalência fraco» ou «princípio de Galileu») é a directa responsável pela igualdade da queda de corpos com massas diferentes no mesmo campo gravítico. Pela Lei da Gravitação de Newton sabemos que a força da gravidade exercida entre dois corpos A e B é proporcional às suas massas e é inversamente proporcional ao quadrado da distância que os separa. No caso da queda de um corpo sobre a Terra, F = -G . mA . mTerra / r2. Pela 2ª Lei F = mA.g (em que F é a força, m a massa e g a aceleração devida à gravidade) Combinando as duas obtemos que a massa inercial (M) e as massas gravitacionais (m) são proporcionais, logo são equivalentes. Tenho estado a matar a cabeça já lá vão algumas horas (é agora meia noite) a tentar pegar em fórmulas matemáticas para provar que corpos com massas diferentes caem à mesma velocidade. Não o consegui. Somente realizando as experiências de Galileu. Gostava de ver uma demonstração matemática deste facto porque não a logrei alcançar nem encontrar na net. em que m é a massa do corpo, cm = 299792458 kg/m3, Em relação ao artigo «Apolo não favoreceu Aristóteles», O propósito que me levou a começar a escrita deste artigo foi uma. O resultado, como em tantas coisas na vida, foi outro. No título «Tento explicar a gravidade» Graças ao comentário de «.», as pontas soltas deste artigo ficam finalmente atadas. por um lado, a segunda lei de Newton diz-nos que a aceleração de um corpo é directamente proporcional à força que sobre ele actua e inversamente proporcional à sua massa. Julgo que, neste caso, se trata da massa inercial. Chamemos-lhe M: a = F / M. Por outro lado, a lei da gravitação de Newton diz-nos que a força gravitacional exercida por um corpo (a Terra, por exemplo, mas também poderia ser a Lua, ou qualquer outro corpo) sobre outro (uma pena ou um martelo, por exemplo) é directamente proporcional às suas massas e inversamente proporcional ao quadrado da distância que os separa. As massas em questão são, segundo creio, massas gravitacionais. Chamemos-lhes mTerra e m: F = - G . mTerra . m / r2. Combinando ambas as equações, temos que a aceleração de um corpo em queda livre na superfície da Terra (chamemos-lhe g) será dada por g = - (G . mTerra . m) / (M . r2), em que G é a constante gravitacional; Se se admitir como válido o princípio da equivalência que referes no artigo, temos que as massas inercial e gravitacional do corpo são idênticas: m = M. A equação da aceleração gravitacional resulta, então, bastante simplificada: g = - G . mTerra / r2. Ou seja, a aceleração é constante, no sentido em que não depende da massa do corpo. Depende apenas da massa e do raio da Terra. Se se fizerem os cálculos, obter-se-á para a aceleração gravitacional à superfície do nosso planeta o valor aproximado de -9.8 m / s2. Para a Lua seria de cerca de 1/6 daquele valor. Estamos, por conseguinte, em presença de um movimento uniformemente acelerado, o qual, como bem referes, é dado pela equação d = g . t2 / 2. Resolvendo em ordem a t, obtemos o tempo que um corpo leva para percorrer uma determinada distância d: t = √ (2 . d / g). Como se pode ver, o tempo despendido depende apenas da distância a percorrer e do valor da aceleração gravitacional, não dependendo das características (designadamente da massa) do corpo em queda livre. Isto é, tanto faz ser um martelo como uma pena, que o tempo da queda será o mesmo. Mas atenção, isto só é verdadeiro se o princípio da equivalência das massas inercial e gravitacional também o for! A teoria de Newton limita-se a tomar este dado como adquirido, não tendo havido a preocupação de o tentar explicar. Também não explica a razão para a força gravitacional decrescer com o quadrado da distância. E é aqui que entra Einstein. Este cientista formulou um princípio de equivalência bastante mais restritivo: as leis da física para um sistema em movimento rectílineo uniforme (um referencial de inércia) deverão ser idênticas às de um sistema em queda livre num campo gravitacional (um referencial local acelerado). Por exemplo, se o cabo de um ascensor se partir e o ascensor começar a cair em direcção ao solo, os infelizes ocupantes ficarão a flutuar no interior da cabina (ou seja, a aceleração da cabina e a dos seus ocupantes serão idênticas), não sendo capazes de distinguir o movimento uniformemente acelerado de que estão animados do movimento rectilíneo uniforme que teriam se, digamos, se deslocassem pelo espaço interestelar a bordo de um foguetão com os motores desligados (claro está que a realidade será bem diferente - e dolorosa - no momento em que o ascensor embater no solo, mas isso é outra história). Com base neste princípio, desenvolveu Einstein a relatividade generalizada, a qual interpreta a acção gravitacional em termos de deformações na geometria do espaço e do tempo. E é precisamente do carácter geométrico desta teoria que decorre a lei do inverso do quadrado que Newton não soube explicar :) Cogitado por Mauro Maia às 20:13
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Olá Mauro. A esta hora da manhã estou aqui a ler (ao som do Hotel California), na calma da noite estes teus temas. Curioso o do Cláudio, o do Galileu, fiz um tema também para um fórum mas versando outro aspecto sobre o facto de Galileu ter dado por não dito que a Terra se movia: «Em 22 de junho de 1633, ano do Senhor – e numa quarta- feira – o Sacro Tribunal da Inquisição havia portanto decidido. A Terra – que ficasse bem claro – está imóvel; ela é o centro do universo, e a Igreja de Roma – que também isto ficasse bem claro - é o centro da Terra. E o Vaticano é o centro da Igreja. Roma locuta est, causa finita est.
Roma falou, a causa está terminada». A formiga e o elefante que só demonstra que a realidade do mundo é esta, quantos «fracos» afinal são mais fortes que aqueles que assim o julgam. Sobre os dados, sabias que já no tempo dos Romanos eles os jogavam? Haviam duas variedades: "Tesserae" e os astrálagos (tali), feitos com os ossos do calcanhar de ovelhas, vitelos ou outros animais, ou com a sua reprodução em metal. Podemos não ter "bagagem" suficiente para os comentar mas que ficámos mais ricos culturalmente ficamos e isso é afinal é que importa. Tudo de bom e espero ter mais noites assim.
Cogitado por: marius70 a outubro 6, 2005 06:45 AM
Agradeço-te a visita e o comentário. É bom saber o interesse que os artigos suscitam em quem os lê. A questão da retracção de Galileu perante o tribunal da inquisição é, a meu ver, um dos episódios mais negros da Igreja Católica. E no entanto foram necessários mais de 300 anos para que o Papa João Paulo II reconhece-se a validade das afirmações de Galileu! «Et por se muove» diria novamente Galileu mas agora sobre a Igreja, fosse ainda hoje vivo. Sabia da existência dos jogos de dados no tempo dos romanos. Desconhecia era a existência de 2 tipos. Interessante. Mas o estudo das probabilidades iniciou-se quando foi colocado a Pascal um problema relacionado com a divisão do dinheiro após uma partida de dados interrompida. Este, juntamente com Fermat, desenvolveriam a Teoria das Probabilidades. (Meu caro «.», não esqueci ainda a promessa sobre o «Último Teorema de Fermat». Aguardo apenas o ensejo para o fazer). Como sempre não deixo nunca de visitar o teu blog (http://marius.blogs.sapo.pt/) sobre a história (e as histórias) do Império Romano. É sem dúvida um blog a não perder e a qualquer um recomendo vivamente a sua leitura. No blog encontram-se os links para outros blogs do mesmo autor igualmente interessantes. Visitem, comentem e esclareçam-se. É o que por norma também por lá faço. Ave Marius.
Cogitado por: Mauro a outubro 6, 2005 09:57 AM
Creio que conseguiste, Mauro. Os conceitos de massa inercial e gravitacional são fundamentais para a compreensão do problema. Vejamos:
por um lado, a segunda lei de Newton diz-nos que a aceleração de um corpo é directamente proporcional à força que sobre ele actua e inversamente proporcional à sua massa. Julgo que, neste caso, se trata da massa inercial. Chamemos-lhe M:
a = F / M.
Por outro lado, a lei da gravitação de Newton diz-nos que a força gravitacional exercida por um corpo (a Terra, por exemplo, mas também poderia ser a Lua, ou qualquer outro corpo) sobre outro (uma pena ou um martelo, por exemplo) é directamente proporcional às suas massas e inversamente proporcional ao quadrado da distância que os separa. As massas em questão são, segundo creio, massas gravitacionais. Chamemos-lhes mTerra e m:
F = - G . mTerra . m / r2.
Combinando ambas as equações, temos que a aceleração de um corpo em queda livre na superfície da Terra (chamemos-lhe g) será dada por
g = - (G . mTerra . m) / (M . r2),
em que G é a constante gravitacional;
mTerra é a massa gravitacional da Terra;
m é a massa gravitacional do corpo;
M é a massa inercial do mesmo corpo;
r é o raio da Terra.
Se se admitir como válido o princípio da equivalência que referes no artigo, temos que as massas inercial e gravitacional do corpo são idênticas:
m = M.
A equação da aceleração gravitacional resulta, então, bastante simplificada:
g = - G . mTerra / r2.
Ou seja, a aceleração é constante, no sentido em que não depende da massa do corpo. Depende apenas da massa e do raio da Terra. Se se fizerem os cálculos, obter-se-á para a aceleração gravitacional à superfície do nosso planeta o valor aproximado de -9.8 m / s2. Para a Lua seria de cerca de 1/6 daquele valor.
Estamos, por conseguinte, em presença de um movimento uniformemente acelerado, o qual, como bem referes, é dado pela equação
d = g . t2 / 2.
Resolvendo em ordem a t, obtemos o tempo que um corpo leva para percorrer uma determinada distância d:
t = raiz quadrada (2 . d / g).
Como se pode ver, o tempo despendido depende apenas da distância a percorrer e do valor da aceleração gravitacional, não dependendo das características (designadamente da massa) do corpo em queda livre. Isto é, tanto faz ser um martelo como uma pena, que o tempo da queda será o mesmo.
Mas atenção, isto só é verdadeiro se o princípio da equivalência das massas inercial e gravitacional também o for! A teoria de Newton limita-se a tomar este dado como adquirido, não tendo havido a preocupação de o tentar explicar. Também não explica a razão para a força gravitacional decrescer com o quadrado da distância. E é aqui que entra Einstein.
Este cientista formulou um princípio de equivalência bastante mais restritivo: as leis da física para um sistema em movimento rectílineo uniforme (um referencial de inércia) deverão ser idênticas às de um sistema em queda livre num campo gravitacional (um referencial local acelerado). Por exemplo, se o cabo de um ascensor se partir e o ascensor começar a cair em direcção ao solo, os infelizes ocupantes ficarão a flutuar no interior da cabina (ou seja, a aceleração da cabina e a dos seus ocupantes serão idênticas), não sendo capazes de distinguir o movimento uniformemente acelerado de que estão animados do movimento rectilíneo uniforme que teriam se, digamos, se deslocassem pelo espaço interestelar a bordo de um foguetão com os motores desligados (claro está que a realidade será bem diferente - e dolorosa - no momento em que o ascensor embater no solo, mas isso é outra história).
Com base neste princípio, desenvolveu Einstein a relatividade generalizada, a qual interpreta a acção gravitacional em termos de deformações na geometria do espaço e do tempo. E é precisamente do carácter geométrico desta teoria que decorre a lei do inverso do quadrado que Newton não soube explicar :)
As minhas desculpas pela extensão deste meu comentário; e parabéns pelos artigos, pelos temas neles tratados e sobretudo pelas motivações que subjazem à sua abordagem.
Cogitado por: . a outubro 6, 2005 04:03 PM
...a sua escrita tem a "leveza" da pena, mesmo em textos como este! Sabe que é sempre um espaço de cogitação este seu canto. Abraço
Cogitado por: Maria Papoila a outubro 6, 2005 10:10 PM
Obrigado «.» pelo comentário. Uma vez que completa tão bem o artigo acabei por o juntar ao artigo original. Espero que não me leves a mal por o ter feito. Penso que o teu comentário merece um lugar de destaque, a par do artigo. Obrigado pelas visitas, comentários e interesse manifestado. Agradeço-te também Maria Papoila teres mais uma vez perfumado o blog com o aroma da tua fragrância.
Cogitado por: Mauro a outubro 6, 2005 10:31 PM
Com certeza que não levo a mal. Pelo contrário, sinto-me honrado com o destaque dado ao comentário, não obstante o mérito ser teu e não meu. Um abraço.
Cogitado por: . a outubro 6, 2005 11:50 PM
Tambem estou aqui no: utilidades...bom fim de semana
Cogitado por: Elsita a outubro 7, 2005 02:52 PM
Peço desculpa, Elsita, por ter apagado o teu comentário. Sendo uma piada engraçada, choca em excesso com o espírito do Cognosco. Nada de partidos, futebol, ou qualquer outro tema que não permite uma opinião objectiva. Tivesse eu recebido num e-mail a piada teria dado boas gargalhadas e reenviado. Não o posso permitir no Cognosco. Peço mais uma vez desculpa mas o Cognosco é um espaço de pluralidade e acima de tudo objectividade. Aguardo como sempre as tuas visitas e comentários. Não deixo de todavia referir o link do blog que estava contido na mensagem: ritmos.blog.sapo.pt
Cogitado por: Mauro a outubro 7, 2005 08:10 PM
Na terceira lei se Newton não considerasse a contradição física como tu não consideras a matemática ele não teria feito a equação que ainda hoje funciona. Por mim espero que se encontrem distinções entre massas activas passivas e inerciais, depois subtraindo a rasteira do movimento que pode equivaler a qualquer campo gravitico talvez descubramos que a gravidade não é um objecto contínuo, linear e omnipresente. Quanto à terceira lei e aos movimentos que a simulam talvez sirva para inverter o gravitão que bem podia estar tanto no estado ondulatório como corposcular simultaneamente para se obter o antigravitão semelhante ao que Dirac fez ao descobrir a antimatéria. Tem calma Mauro já sabes que eu exagero em tudo. Se comentares este comentário fá-lo no radical. Carlos Rodrigues
Cogitado por: Carlos Rodrigues a fevereiro 17, 2007 10:08 PM
Confesso,, «Carlos Rodrigues», que o teu «Tem calma Mauro já sabes que eu exagero em tudo» me fez sorrir. Que bom é saber que os extremos não saem do campo dos conceitos. Fiquei sem perceber o que é que eu não considerarei na Matemática. A Matemática constrói-se sobre o sólido princípio da não-contradição. E isso não é uma consideração minha, é o único princípio sine qua non da construcção matemática. O que consideras como «inversão» do gravitrão». Colocar-lhe unicamente o prefixo «anti»? É que uma coisa é criar uma palavra (ou mesmo um conceito) outra, bem diferente, é provar a que existência ou veracidade. O «sexo dos anjos» é um bom exemplo.
Cogitado por: Mauro a fevereiro 17, 2007 11:26 PM
A força da gravidade que conhecemos há mais tempo é a que menos conhecemos e tem mais problemas de explicar totalmente sendo também de um comportamento estranho. Sabemos como funcionam todas as outras forças totalmente e foram demonstradas as partículas intermediárias, mediadoras que classificam essas forças como máquinas e parcialmente manipuláveis. Já a gravidade não conseguimos defini-la de como e o que é exactamente, não conseguimos passar da quarta casa decimal e o lançamento de um foguetão incorpora sempre fazer correcções quase a olho. Por duas vezes que não te pronuncias do que é a essência da gravidade, penso que como todos os outros desejas que a gravidade seja manipulável e não um «tecido que é um todo contínuo, linear e omnipresente. A nossa língua tem vários prefixos relacionados com o princípio da oposição, como des, anti, contra, a, todos eles quase sempre usados erradamente porque os seus princípios activos são diferentes, quando digo antigravidade não estou a dizer que sou do contra haver gravidade, estou a dizer que existe uma força que repulsa a gravidade e toda as massas que penso serem inerentes à gravidade, há sempre a hipótese de uma massa na gravidade ser diferente de massa de gravidade havendo um radical opositor como intuímos facilmente no Princípio da Oposição mas também se encontrarmos uma relação intrínseca entre massa e gravidade é possível que as outras forças e massas sejam completamente opostas num campo de antigravidade, para mim, e sendo melhor para o mundo, a gravidade e as outras forças e suas respectivas massas repulsam as massas e respectivas forças e a antigravidade. Há aqui pequenos erros para que se possa perceber melhor, é que dizer massas e forças são uma e as mesmas coisas porque são partículas elementares as responsáveis por aquilo que chamamos grosseiramente força, logo as massas-forças de ambas as forças, gravidade-antigravidade são têm comportamentos de atracção e repulsão opostos entre si, mas como manda o princípio da oposição acabam no conceito dual de alteridade-identidade, embora opostos têm mediadoras que as tornam uma e a mesma coisa não sendo maniqueístas nem inconciliáveis, muito pelo contrário, mostram uma utilidade enorme. Tudo o que tenho escrito até aqui faz parte da minha obra de cosmologia onde me atrevi a teorizar uma máquina que produz energia gratuita e eterna a partir destes conceitos de gravidade-antigravidade. Carlos Rodrigues
Cogitado por: Carlos Rodrigues a fevereiro 21, 2007 03:57 PM
Bom, «Carlos Rodrigues», em que medida é que as partículas transmissoras das 4 diferentes forças do Universo (o electromagnetismo, a força nuclear forte, a força nuclear fraca e a gravidade) as classificam como máquinas é um importante ponto de interrogação. Primeiro passo: definir o conceito de «máquina». Segundo passo: definir de que forma as partículas classicam como máquinas as forças que transportam. A questão da «4 casa decimal» é algo que terei de pesquisar antes de me poder expressar. De qualquer modo, não será só uma questão de tecnologia de computação? Não será porque agora não se consegue calcular (nas tuas palavras, é algo que tenho de pesquisar) para além das décimas de milésimas que há algum impedimento teórico a esse cáclulo. Ou há algum que eu desconheço? Se já por duas vezes (as tuas palavras) não me pronuncio sobre qual é a «essência» da gravidade» será por uma míriade de razões: a gravidade é uma força, como outras forças, transportada por uma (ainda teórica e por descobrir) partícula chamada gravitrão. A existência de uma força repulsora não implica necessariamente que ambas sejam opostas, poderão ser apenas diferentes (o electromagnetismo repele cargas de sinais contrários, o que não a torna, nesse contexto em particular, uma força oposta à gravidade. São apenas forças diferentes, com mecanismo de actuação diferentes, sendo que a aplicação simultânea das duas soma os seus valores, podendo ou não resultar num valor nulo. Novamente cometes a incorrecção d presumir aquilo que «desejo» que seja. Reforço novamente e com veemência que nada desejo quanto à natureza do Universo para além daquilo que ele próprio for. Sou um espectador de uma peça de teatro, atento ao enredo que à minha frente se desenrola e não um dos guionistas (para mim inexistentes, ponto onde esta analogia falha). Nem desejo que a gravidade seja manipulável nem desejo que não seja manipulável. Se for, tanto melhor. Se não for, é assim que é. O Universo é complexo mas é generoso nas suas manifestações. Parabéns pelo teu livro. Deia-me, se me permites, deixar um reparo de um possível l eitor da obra: a julgar pelos comentários que aqui deixas, tens de ter o cuidado de exprimir com mais clareza e objectividade os teus argumentos e a articulá-los com mais lógica e flexibiidade. A não ser assim, corres o risco de somente tu mesmo te entenderes.
Cogitado por: Mauro a fevereiro 22, 2007 02:07 PM
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