29 outubro 2005

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Lusitanae linguae

Quem viva em Portugal, tem há muito constatado a «colonização» linguística brasileira.
Não há agressividade, nem intenção mais dúbia nem declarado interesse em o fazer por parte dos brasileiros. Compando os dois países numa série de itens (desde a geografia, à população, às realizações artísticas e científicas, entre outras) facilmente se verifica que não passamos de uma pequena gota de água perante o vasto oceano brasileiro.

Essa «colonização» linguística é realizada através de dois vectores primordiais: as telenovelas e a música. É inegável a experiência brasileira na produção de telenovelas bem como o é a qualidade musical de muitos dos seus intérpretes.
Geralmente essa colonização é apercebida (quando o é) através do uso do gerúndio (andando, comendo, nadando,...), tão comum no português brasileiro. Mas o gerúndio não é uma construção verbal brasileira nem uma marca distintiva do português americano, por oposição ao português europeu.
O gerúndio é português europeu de origem e está presente na vertente europeia sem que se considerem influências brasileiras. «Vou indo para o café», «Vai andando que eu já lá vou ter», são exemplos tão corriqueiros do uso gerúndico que nem deles damos conta.
A diferença prende-se com o facto de nem sempre se usar por cá o gerúndio quando os brasileiros o fazem.
Se, do outro lado do oceano, se dirá «Estou comendo feijão», cá diremos «Estou a comer feijão». O gerúndio é, nesta frase, tranformado num infinitivo antecedido do artigo «a». «Estou a andar de bicicleta» por oposição a «Estou andando de bicicleta».

Não, não é o uso do gerúndio que distingue o português europeu do português americano. Há uma outra forma gramatical (ou melhor, a sua ausência) que tem, aos poucos, dominado a cultura linguística portuguesa. Tem-no feito de uma forma que tem passado desapercebida à maioria da população que, no entanto, a usa abundantemente (nada mau como paradoxo, uma ausência usada abundantemente...).

Falo da pronominalização.
Cada vez mais se ouvem frases do tipo «Eu dei a ela o livro» ou então «Ele disse a mim que ia embora». Os brasileiros há muito eliminaram (do uso quotidiano, não das suas gramáticas) os pronomes nas suas construções verbais, pelo que os exemplos acima transcritos soam correctos pronunciados por um brasileiro.
Mas a norma em Portugal ainda é o uso dos pronomes nas construções verbais, na conjungação pronomial.

«Eu dei-lhe o livro», «Ele disse-me que ia para casa», «Ela viu-o na cidade». Cada vez mais esta bela estrutura gramatical portuguesa se perde na boca de quem devia mais fazer por a manter: os portugueses.

A conjugação pronomial tem algumas características que a falta de uso faz cada vez mais esquecer. Em primeiro lugar, os pronomes (que significa «em vez do nome») são palavras usadas para evitar a repetição de um nome numa frase ou num texto quando surgem próximos. O pronome, em alguns casos, também substitui adjectivos ou expressões. Há os pronomes pessoais («eu, nós, me, nos,...»), os possessivos («meu, teus, suas,...»), os demonstrativos («este, aquela, isso,...»), os interrogativos («qual, quantas, quem,...»), os indefinidos («algum, nenhum, todos, tantos, nada,...»), os relativos («qual, quantos, onde, ...»).

Os relevantes para a questão de pronominalização de que falo (e que se encontra numa séria ameaça de extinção) é a relativa aos pronomes pessoais que substituem os complementos.

Sempre que se quer substituir um nome (ou uma expressão) para que não se repita usa-se um pronome.
«- Contaste à Marta
«- O Filipe contou-lhe
O Filipe contou a ela.

Mas há situações em que os pronomes pessoais são alterados para se ajustarem ao verbo que pronominalizam ou em que não vêm depois do verbo. Por vezes vêm antes ou mesmo no meio (e é no desconhecimento dessa alteração, desse reposicionamento ou da combinação das duas que surge outra classe de erros ligados à pronominalização).

.:. Quando a frase está na negativa o pronome pessoal vem antes do verbo.
Eu vi-a. → Eu não a vi.
Ela penteou-se. → Ela nem se penteou.

.:. Quando a frase expressa uma possibilidade (usando «se») o pronome pessoal vem antes do verbo.
Sabe-se a verdade. → Se se sabe a verdade.

.:. Quando adiciona a uma frase um pronome antes de um verbo pronominalizado, o verbo passa a estar antecedido do pronome pessoal que tinha.
Ela vai-me dar um livro. → Ela disse que me vai dar um livro.
Custa-me muito o andar. → Quanto me custa o andar?
Alguém quer-me mal. → Quem me quer mal»?
Fazem-me companhia. → Todos me fazem companhia.
Fazem-me companhia. → Ninguém me faz companhia.
Vais-te embora? → Quando te vais embora?
Tanto me faz.

.:. Quando o verbo que se quer pronominalizar está numa forma verbal terminada em r (futuro, condicional, infinitivo,...) o pronome pessoal vem entre a raíz do verbo e a terminação verbal. Se for a 3ª pessoa, os pronomes pessoais o, a, os, as tornam-se lo, la, los, las e a letra final do verbo é transformada num acento (agudo ou circunflexo).
Saberia bem jantar. → Saber-me-ia bem jantar.
Beijaria a tua face. → Beijar-te-ia a face.
Consolaria um aumento. → Consolá-lo-ia um aumento.
Comeria uma manada inteira. → Comê-la-ia inteira.
Farei um bom trabalho. → Fá-lo-ei bem.
Contruirei uma casa. → Contruí-la-ei.

.:. Quando o verbo que se quer pronominalizar está numa forma verbal terminada em m ou num ditongo nasal (ão, aõs, ãe, ães, õe, ões) o pronome pessoal vem no final do verbo e fica antecedidos de «n» (no, na, nos nas).
Comeram toda a comida? → Comeram-na toda.
Eles dão pães a todos. → Eles dão-nos a todos.

.:. Algumas palavras também forçam a inversão do pronome e do verbo:
Para se saber mais deve-se estudar.
Por se poder é que eu o faço.
Quanto mais se insiste mais nos foge.
Tens razão em não gostar mas também me deste a provar.

Esta é uma forma gramatical de extrema beleza, uma forma verbal ausente do Inglês (e por ventura por essa razão cada vez menos em uso no Brasil): «I told Maria → I told her» é sempre construído desta forma, nós dizemos «Eu disse à Maria → Eu disse-lhe».

Também parte do desuso e fonte de um clamoroso erro é a confusão que por vezes uma pronominalização pode originar se mal utilizada.
Por exemplo, numa conversa surge o seguinte diálogo:
«O Manuel foi-se embora. Eu dou-lhe a caneta depois.»
Quem pronuncia a frase tanto pode estar a dizer que a caneta será dada à pessoa a quem se dirige (de uma forma formal) ou que se dará a caneta ao Manuel.
Para esclarecer, costuma-se então acrescentar «Eu dou-lhe (a ele) a caneta depois.»
Mas a consciência da existência e necessidade dos parêntesis não é percebida por todos.
Facilmente se torna a frase «Eu dou-lhe a ele a caneta depois».
Como soa mal a repetição do «lhe» com o «ele», e tendo em conta o exemplo brasileiro, passaram os portugueses a omitir o «lhe» preservando o «a ele».
Mas isto não passa de uma teoria pessoal carecida de fundamento, se o houver.
Infelizmente a alguns não soa agressiva a repetição do complemento, pelo que a partícula não é omitida. Lembro-me bem de uma frase que existia pintada num prédio vizinho a um que habitei por 3 anos: «Sereia, eu te amo você.» Palavras para quê?!

Não pretendo, de forma alguma (este vício da dupla negativa...), desprestigiar o português americano.
Desde 1822 (em Setembro o «Grito do Ipiranga» e em Dezembro a proclamação de D. Pedro como Imperador) que o Brasil e Portugal assumiram destinos e evoluções independentes. A língua, a cultura, a mentalidade tomaram rumos diferentes. A evolução linguística brasileira assume direcções divergentes da portuguesa. Se isso é bom ou mau cabe aos brasileiros, como nação independente e soberana, decidir. A experiência da CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa), meritória e desejável como é, peca pelo seu atraso e indecisão. A língua portuguesa continua a evoluir por caminhos diferentes nos países em que é falada. Provavelmente assistiremos, no futuro, à emergência de línguas diferentes com a mesma raíz portuguesa. Quem sabe se não teremos no futuro línguas lusitanas como temos hoje línguas latinas...

No título «Línguas lusitanas»

Cogitado por Mauro Maia às 18:51 | Cogitar (13)
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Mas que grande e correcta lição de português que um professor de matemática aqui dá. Se não me levares a mal acho que ainda vou utilizar estes últimos artigos para alguns que criar no meu blog "Em Bom Português". Cogitado por: PN a outubro 29, 2005 07:45 PM
Será sem dúvida uma grande honra ver o Cognosco usado como referência num artigo de um blog tão esclarecedor como o «Em bom Portugês». O que motiva o Cognosco tem sido (parece-me agora, depois de compilados todos os artigos e as suas sinopses) esclarecer confusões, mal-entendidos ou erros motivados pela ausência de vontade de correcção. As tuas palavras muito me alegram, por dessa forma perceber, pela «boca» de uma profissional docente da nossa mátria língua, que em parte esse objectivo tem sido alcançado. Cogitado por: Mauro a outubro 29, 2005 07:52 PM
Mauro a diversidade de temas que abordas são fascinantes! Outro dos post que vou imprimir, porque é uma aula de muito fácil leitura, e como sempre, muito pedagógica. Este é na verdade "um espaço indefinido em que me cresço!" Beijo Cogitado por: Maria Papoila a outubro 29, 2005 09:12 PM
Não consigo compreender a a natureza humana sem ser na totalidade do seu conhecimento. Por inerência não me entendo como pessoa sem a mais completa abrangência de interesses. Por isso passo a vida a combater a minha ignorância (ou a confirmá-la) no máximo número de células que compõe o «organismo» Ser Humano. Sempre que tenho companheiros de jornada nesta viagem pelo conhecimento humano fico sempre muito feliz. Bem-vinda a bordo, Papoila, possa a viagem ser tão suave como o desejo de conhecer a paisagem. Cogitado por: Mauro a outubro 29, 2005 09:55 PM
obrigado pela LIÇÃO Cogitado por: Carlos a outubro 30, 2005 09:32 AM
Eu trabalho na mais internacional das empresas internacionais. Frequentemente, e porque Portugal é considerado um mercado pequeno, tenho de lutar para conseguir que as ferramentas, programas ou documentos sejam traduzidos para o nosso português. Neste momento, e porque é raro conseguir vencer estas batalhas, regra geral utilizo tudo em inglês. Tenho pena, tenho muita pena, logo eu que sou uma apaixonada pelo nosso idioma e mesmo pelas suas diversas "variantes". No dia em que alguém me for capaz de explicar, contextualmente ou não, o significado de "Directiva de suporte de licenciamento" talvez eu repense a minha posição e aceite ser "englobalizada" pelas versões brasileiras... até lá, lamento... não me é possível telefonar para um amigo brasileiro cada vez que me depare com uma dúvida destas! Cogitado por: maresia a outubro 30, 2005 10:39 AM
Não só Portugal é considerado um pequeno mercado como de facto o é. Os nossos 10 milhões de habitantes são uma pequena gota perto dos 180 milhões de brasileiros. Mas quando pensamos que a Suíça tem 7 milhões e meio de habitantes, não podemos deixar de questionar se há uma relação directa entre «tamanho» e «relevância económica»... Mas entendo o que dizes, Maresia. Em termos internacionais o Português é considerado apenas como o brasileiro (há poucas excepções em que se faz a destrinça entre a vertente europeia e a americana da língua). Regozijemo-nos por estarmos tão à vontade com o Inglês ao ponto de podermos dispensar a vertente americana do Português. Penso que não temos de aceitar ser «globalizados» na vertente americana. Respeitando os brasileiros mas mantendo a nossa identidade linguística. A luta é difícil de travar, mas não será essa a melhor razão para a sustentar? Obrigado pela tua visita e perspectiva internacional (e pela contenção publicitária). Cogitado por: Mauro a outubro 30, 2005 11:08 AM
Uma das coisas que mais me surpreendeu enquanto (con)vivi com brasileiros foi descobrir que o português é uma linguagem extremamente académica: séria, correcta, impecável, mas sem qualquer emoção. Aliás, quando os brasileiros tentavam falar português europeu, a única coisa que faziam era falar o português americano, mas muito sérios. Eles próprios mal reparavam como desciam o tom de voz e cortavam qualquer emoção na fala ao tentar falar o nosso português. Até para usar uma expressão tão portuguesa quanto "fixe" eles ficavam sérios. Então, o discurso tornava-se algo semelhante a: "Oi, cara, mas isso é muito (a partir daqui, o tom de voz baixa e qualquer alegria do discurso desaparece) fixe (a partir daqui, o tom de voz volta a subir e a alegria reaparece), né mesmo?" Cogitado por: Rui a outubro 30, 2005 12:10 PM
Bom, pode ser de facto assim. Há outra possibilidade, contudo: o facto de não estar familiarizado com o português europeu pderá resultar no desconforto que sentistes quando ele o fez. Nós estamos tão habituados ao português americano que não estranhamos. A diferença do tom (vogais abertas lá, vogais preferencialmente fechadas cá) poderá explicar a percepção da diferença de postura. O que acha ele quando tu imitas um brasileiro? Já fizeste a experiência? Cogitado por: Mauro a outubro 30, 2005 12:18 PM
Bem, mais uma coisa engraçada que descobri é que não consigo falar brasileiro. Sim, posso imitar o sotaque, sei quais são as expressões, até consigo já distinguir alguns pormenores entre o sotaque bahiano e do Rio... Mas não é falar brasileiro. É como pedir a um mestre de Tae Kwon Doe que vá lutar capoeira, pode ter a capacidade física, pode conseguir fazer grandes proezas, mas simplesmente não é a mesma coisa. Cogitado por: Rui a outubro 30, 2005 01:27 PM
Ora aí está o que se poderá ter passado com o teu amigo brasileiro. Talvez não seja só o português europeu que seja muito formal, talvez a dificuldade de nos imitar seja também parte do desconfortável da imitação de um português por um brasileiro. Some a isso a nula familiaridade com o português europeu no Brasil (tanto quanto pude uma vez determinar, chega a ser necessário colocar legendas no Brasil quando passam um filme/série portuguesa... as pouquíssimas vezes que passam). Todos nós conhecemos pessoas divertidíssimas portuguesas, muito extrovertidas tal como conhecemos pessoas mais tímidas e introvertidas. Talvez seja o facto de só vermos os extrovertidos brasileiros nos meios audiovisuais que inconscientemente nos cria a noção que o português americano é mais «divertido e solto» que o europeu... Pergunta-lhe pelos brasileiros tímidos... Cogitado por: Mauro a outubro 30, 2005 04:37 PM
Como já referi num comentário a este magnífico Blog, a língua não é uma peça de museu mas sim um instrumento de comunicação. A sua evolução tem várias componentes nas quais se incluem os contactos com outros registos linguísticos. Não se deve apenas à lei do menor esforço. E é nesse contexto que estamos a ser "atacados" pelo registo brasileiro. São perto de duzentos milhões de pessoas que AINDA falam Português, embora numa versão (subversão?) diferente. Mas, se eles se distanciarem mais do nosso purismo, e nós não fizermos um esforço para os acompanhar, aquilo que eles falam passar-se-á a chamar BRASILEIRO. Confesso-lhe que acho o Português uma belíssima língua e o meu estômago dá voltas quando ouço as expressões que menciona no seu primoroso artigo. Mas sejamos realistas. Temos que fazer cedências.Dez milhões não podem obrigar duzentos milhões a arrepiar caminho. Portugal é a terra mãe de uma das línguas mais faladas no Mundo. Não podemos deixar que, ao Português, aconteça o mesmo que ao latim que "explodiu" em várias línguas diferentes. Num Mundo em que a comunicação se tornou um recurso vital, uma língua comum falada por tanta gente e em tantos locais é um bem precioso que não podemos deixar perder (veja-se a vantagem dos falantes de inglês). E, para rematar, já pensou as voltas que o Eça daria na tumba se fosse confrontado com o Português de um dos nossos melhores autores contemporâneos? Lá diria Camões: "todo o Mundo é feito de mudança" Cogitado por: deprofundis a outubro 30, 2005 04:58 PM
Obrigado mais uma vez, «deprofundis», pelo lúcido comentário e o apreço pelo blog. Retomo a ideia que deixei no comentário ao artigo «Duplex negatio»: não é uma questão de lutar contra a evolução, é uma questão de termos consciência dela. Consciência no sentido de sabermos o que é neste momento e o rumo que iremos seguir. A evolução biológica é cega, feita de erros e tentativas, ao longo de milhões de anos. A evolução linguística não precisa ser. Se não soubermos as regras pelas quais a língua, neste momento, se rege, como podemos determinar se as novas expressões são evolução ou erro? Friso, de novo, que a evolução é imparável e desejável. Não necessita de empurrões nem que lhe demos um «jeitinho». Acontecerá inevitavelmente, tal como é inevitável o surgimento de novas línguas a partir de uma já estabelecida. A explosão do latim era inevitável, tal como o foi o das línguas germânicas (em Inglês, Alemão, Dinamarquês, Russo,...), tal como será a do Inglês, tal como virá a ser a do Português. Não clamo pela paragem da engrenagem da evolução (feito tão impossível quanto parar o sol no céu), clamo por uma fotografia do Português que temos hoje para melhor apreciarmos o Português que teremos amanhã. Saúdo o Português americano, tal como o Português africano, tal como o Português europeu. Saibamos é que terreno pisamos antes de nos lançarmos numa corrida para um oceano que nem vislumbramos. Evoluamos sim, mas com a cabeça no lugar e com a consciência de que o fazemos por nós e não por influências externas. Cabe a cada povo decidir o rumo da sua língua. O brasileiro tem a sua, deixem-nos (nós mesmos) ter o nosso. Pouco se evolui aos saltos e por cópia de outros. Claro que, se fossem insensíveis à evolução linguística, Eça desesperaria pelo Português de Pessoa, tal como Camões pelo de Eça e Gil Vicente pelo de Camões. E evolução é desejável e inevitável, a caminhada de olhos vendados esperando pelo melhor não. Aprecio imenso a (boa) música brasileira, mas sempre com a consciência de quem sou e de como falo. Só apreciando-me posso verdadeiramente apreciar os outros. De que vale uma admiração que não passa de imitação? O respeito tem-se pelos que nos respeitam, respeitando-se também a si. Provavelmente a falta de penetração do português europeu no Brasil se deva à nossa ânsia de os queremos imitar. É como nas relações humanas: se uma das partes dá mais do que a outra, a relação tem pouco futuro. Há que equilibrar e ter o seu próprio espaço. Mas uma vez te agradeço a visita, o comentário e retribuo o apreço pelo teu blog. Cogitado por: Mauro a outubro 30, 2005 05:19 PM