02 novembro 2005Cogitar (3 cogitações anteriores)Adipi carboNa senda de alguns dos últimos artigos, em que se exploram alguns desconhecimentos e mal-entendidos sobre o que ingerimos nas sociedades «ocidentais» (todas as sociedades culturalmente estado-unidense influenciadas, independentemente da localização geográfica),
Têm geralmente uma estrutura que inclui uma parte polarizada (em que há uma divisão das cargas eléctricas negativas e positivas dentro da estrutura), sendo a outra parte não polarizada (as substâncias polarizadas dissolvem-se muito bem noutras substâncias polarizadas, como a água, enquanto as não polarizadas dissolvem-se muito mal em água). Os ácidos gordos fazem parte da alimentação e estão divididos em duas categorias, conforme o tipo de ligações que têm. Há os ácidos gordos saturados e os insaturados. Já todos ouviram dizer que os saturados não são bons para a saúde, devendo a dieta incluir principalmente insaturados. Quem costuma dar esse conselho também costuma não explicar o que é cada um desses tipos de gordura. Comecemos pelo básico. As substâncias orgânicas são aquelas que incluem, na sua composição, átomos de carbono (que vem do latim carbo «carvão». Um átomo de carbono tem 4 electrões de valência (a última orbital de electrões tem 4, tendo a primeira os outros 2). A orbital de valência de qualquer átomo pode conter 8 eletrões (ou então 2), sendo esta a configuração estável. Dessa forma, os átomos agregam-se para formar moléculas, de modo a que a orbital de valência de cada átomo seja 2 ou 8 por partilha das orbitais de valência. Como cada átomo de carbono tem 4 electrões de valência, o átomo de carbono isolado não é estável em si mesmo. Irá juntar-se a outros átomos para formar moléculas e preencher essa orbital. Quando o número total de elctrões ultrapassa os 2 (no hidrogénio) ou 8 na camada de valência, os outros electrões preenchem a camada seguinte.
O carbono é o átomo mais comum nos organismos terrestres, devido à sua capacidade de formar longas cadeias de átomos de carbono ligados entre si e a outros compostos. Quando uma cadeia de átomos de carbono tem ligações simples, essas cadeias chamam-se saturadas (porque há mais átomos que não são carbonos ligados à molécula para preencher a orbital de valência).
Ora os «flagelos» dos lípidos são constituídos por cadeias de carbono com hidrogénios a eles ligados (as cadeias de carbono nos lípidos têm sempre um número par de carbonos). Esta é a origem dessas designações. Não é porque se fica mais «cheio» quando se come os saturados do que os insaturados. Tem simplesmente a ver com o tipo de ligações existentes entre os seus átomos de carbono. A carbono é muito abundante na Terra e aparece sob várias formas.
No título «Carvão na gordura» Cogitado por Mauro Maia às 11:40
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Oh Mauro, uma pessoa a tentar não pensar nas gorduritas e agora fico alem de pensando reprovando-me desse inimigo que insisto em engerir!Mas vale-me umas gotitas de limão para dissimular as gorduritas...pouco limão pois iria fazer mal aos ossitos...o cálcio não me iria perdoar!O meu comentário não passa de uma mera brincadeira, pois o teu artigo é de se tirar o chapéu, parabens, como sempre. Fica bem
Cogitado por: Elsita a novembro 3, 2005 11:39 AM
É exactamente «umas gotinhas de limão nas gorduritas da vida» que eu procuro que o Cognosco represente para mim. Fico sempre feliz de saber que outros partilham o mesmo apreço pelo mesmo condimento. Obrigado Elsita.
Cogitado por: Mauro a novembro 3, 2005 05:49 PM
Pois é Mauro, gordura é gordura... A diferença está na diferente gordura circulante e depositada no endotélio dos vasoso sanguíneos... Beijo
Cogitado por: Maria Papoila a dezembro 26, 2005 11:34 PM
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