13 novembro 2005Cogitar (6 cogitações anteriores)Plus exigua viaEm maré de optmizações de situações concretas com o uso de grafos, eis algumas outras situações em que os grafos são usados para encontrar a melhor solução. Imagine-se uma região que tem 4 localidades (A, B, C, D). Mas o que se pretende aqui é percorrer todos os vértices mas da forma mais económica possível, uma vez que cada aresta tem um peso diferente (neste caso distância, podia ser tempo, custo, ...). Este tipo de problema é chamado de Problema do caixeiro viajante ou Problema do carteiro chinês. Infelizmente não há uma forma de encontrar sempre o caminho mais curto o mais rapidadmente possível. A única forma de encontrar sempre a forma mais curta de percorrer todos os pontos é fazer uma lista de todos os circuitos possíveis, somar o peso de cada aresta e ver qual é o mais curto. • B - C - D - A - B 12 + 7 + 15 + 25 = 59 km Este caso é bastante simples e é possível listar todas as possibilidades (se se for sistemático de forma a não esquecer nenhum). Mas infelizmente o número de possibilidades cresce de forma explosiva à medida que aumenta o número de vértices. Suponhamos que o grafo tem 4 vértices: Até 5 vértices ainda se pode pensar em listar todos os circuitos e ver qual é o mais curto. Um deles é listar as arestas por ordem crescente de arestas, depois escolher um ponto de partida, e seguidamente começar a escolher as arestas mais curtas que se ligam ao pontos a que se chega. Por exemplo, no grafo ao lado: Comecemos pelo ponto A. Obtém-se o circuito A - E - D - C - B - A. A situação é também diferente no caso de o que se pretende ligar entre as cidades não for estradas mas electricidade, ou gás, ou água ou computadores,... redes de coisas que bastam ter uma ligação a um ponto da rede para estarem ligados. Para se encontrar a melhor rede nestes casos (que, mais uma vez, pode não resultar sempre na melhor rede, mas nunca fica longe dela) será listar todas as arestas por ordem crescente de comprimento, escolher o ponto inicial e ligar as arestas mais curtas que unam pontos já na rede que se está a construir a outros que não estejam. Comecemos por A. A rede mais curta é então D - C - A - B, que tem 5 + 7 + 2 = 14 de comprimento. E assim, com poucas contas, se consegue encontrar o caminho mais curto para uma viagem de férias, ou a forma mais económica de fazer uma rede de computadores em casa ou na empresa,... A via mais curta Cogitado por Mauro Maia às 23:00
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Gostei muito do artigo Mauro, mas aplica-se mais á rede de computadores porque na viagem de férias podemos perdermo-nos pelos caminhos mais longos...são muitas vezes mais agradáveis e têm mais de ver...Quanto a outros caminhos tinha sempre a mania que havia uma hipotenusa a percorrer entre catetos...Aprendi hoje, mais uma lição e a Matemática é uma caixinha de sonhos! Beijo
Cogitado por: Maria Papoila a novembro 14, 2005 09:22 PM
Na verdade há, geralmente, incluídos nesta questão, hipotenusas e catetos, mas unicamente para determinar as distâncias. Conhecendo as distâncias (num mapa, por exemplo) podemos partir para os grafos. E acho também que a melhor parte de uma viagem é descobrir os caminhos mais longos, que são geralmente os mais floridos, os mais interessantes. Mas o seu interesse sai sempre reforçado (e o espírito por outro lado apaziguado) quando se tem uma planificação que, nos momentos certos, se dobra para incluir aquela villa pitoresca no sopé do monte que não vinha no mapa...
Cogitado por: Mauro a novembro 14, 2005 10:15 PM
Bolas, Mauro a isto chama-se rapidez, ou será atraso, meu?!?!?: ontem vim cá ler o teu post, mas não consegui fazê-lo com o cuidado e atenção pretendida, porque estava a adorar "ler-te", então hoje voltei para fazê-lo com o cuidado essencial e já havia outro post Isso é que é trabalhar, heim!
Fica bem
Cogitado por: Elsita a novembro 15, 2005 02:21 PM
E agora o ritmo está bem mais lento, Elsita. Como puderás comprovar nas sinopses, antes das férias, o ritmo de produção de artigos era de 2 artigos todos os dias (fim-de-semanas incluídos), artigos tão ou mais extensos do que este. Aquele era um ritmo que percebi ser excessivo e potencialmente a causa do baixo número de comentários no blog. Eu simplesmente não parava para respirar nem deixava os leitores respirarem. Não só havia dois artigos extensos para ler num dia como no dia seguinte havia mais dois. E isso por 3 ou 4 meses. Fiz o esforço de me conter, apesar de, por vezes, um só tema propiciar-se a ser muito mais abrangente e eu sintir que um só artigo é insuficiente. Mas vou apontando os assuntos que desejo abordar para futuros artigos. E é sempre compensador ter quem leia, comente e lhe agrade cada artigo. Só isso vale a pena a contenção. Obrigado, como sempre, Elsita.
Cogitado por: Mauro a novembro 15, 2005 08:45 PM
a associação 26-4, Pais Separados (e crianças Espancadas ) , emn http://www.26-4.com/ , precisa de colaboradores, Mauro ... se quiser, colabore . Por exemplo, para melhorar imagens de scanners , para reunir dados sobre crianças espancadas, etcetc .. toda a ajuda, é bem vinda .
Cogitado por: Pais Separados e Crianças - blog da Associação 26-4 a novembro 18, 2005 01:21 PM
Sem dúvida um movimento que merece toda a atenção e todo o apoio. Conhecia já o blog «Portugal abrupto... mas». Fica aqui o endereço de mais um blog sobre a mesma temática, muitas vezes esquecida até que nos bate à porta. Deixo aqui o repto aos leitores. Quanto a mim, assim eu oportuno, contactar-vos-ei. As maiores felicidades para o vosso blog.
Cogitado por: Mauro a novembro 18, 2005 10:17 PM
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