14 novembro 2005

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Aevum decimale

Que horas serão, 8 horas depois das 20 horas?
Ou então, que horas serão, 10 horas e 32 minutos depois das 15 horas e 47 minutos?
(R: 4 horas e 02h19m)

Estas são contas difíceis de fazer, em especial como resposta imediata. Requer que se pare um pouco, se concentre e tenha presente que 60 minutos é uma hora e que só há horas até às 24h. Não é fácil de fazer num instante.
Dessa forma, para fazer 1h 36 m + 2h 49m:
~ 36m + 49m = 85m = 1h 25 m;
~ 1h + 2h = 3h
Então 1h 36 m + 2h 49m = 1h 25 + 3 h = 4h 25 m

Não seria bem mais fácil poder somar-se 1,36 + 2,49 = 3,85 horas?
Mas sabemos que isto não é possível em termos de horas.
A base de contagem que usamos é a base decimal (quando a contagem chega a 10 reinicia).
Mas a base de contagem do tempo é a base sexagesimal (quando a contagem chega a 60 reinicia).

É um princípio tão interiorizado que é assim que funcionam as horas que muitas vezes não se pensa em fazer de forma diferente. Mas a verdade é que o sistema de 60 minutos numa hora é uma convenção que se usa há milhares de anos, mas que pode (e já houve tentativas de o fazer) ser alterado. Não há coisa alguma que obrigue ao sistema de 60 minutos, não é alguma constante do universo, imutável e intocável. É perfeitamente possível (e lógico) alterá-lo.

• Em termos históricos, a divisão da hora em 60 minutos tem a sua origem na antiga Babilónia (612 BC ~ 539 BC). O número 12 tinha muita importância para os Babilónicos, pois este era o número de constelações que o sol percorria no seu aparente movimento pelo céu
(ver Astros para algumas considerações sobre as constelações do zodíaco). O dia era então separado em 12 horas diurnas e 12 horas nocturnas. Ao longo do ano, o comprimento das horas era variável, de forma a que, ao longo do ano, todos os dias tivessem sempre 24 horas (modernamente ajusta-se o relógio entre o horário de verão e o de inverno, com o acerto de uma hora, para obter o mesmo efeito).
Além disso os Babilónios usavam um sistema de numeração sexagesimal (ou seja, com base 60 em vez da base 10 que costumamos usar. Para mais sobre as bases ver Bases para a leveza do ser)
É de reparar que 60 = 5x12 e, para os Babilónios, o ano tinha 360 dias (60x6), e cada hora era dividida em 60 partes (basicamente, consideravam 60 minutos numa hora) e cada uma dessas partes era também dividida em 60 (Estas partes mais pequenas, alguns séculos mais tarde, durante o domínio romano da Europa, serão conhecidas como pars minuta prima «primeira parte mais pequena», o que deu origem ao termo «minuto» moderno e a sudivisão mais pequena como pars minuta secunda «segunda parte mais pequena», o «segundo» moderno). Foram também os Babilónios que criaram a semana com 7 dias. Eles dividiram-na em 7 dias, de acordo com os 7 «planetas» que conheciam
(Sol, Lua, Mercúrio, Vénus, Marte, Júpiter e Saturno).

• Mas, há 5 000 anos, no Egipto, as coisas foram alteradas.
Diz a lenda egípcia que o Deus Thoth (que significa «Verdade» e simultaneamente «Tempo»), que era o Deus com a cabeça da ave Íbis, divindade do tempo, da sabedoria e da magia, criou um calendário com 12 meses com 30 dias cada. Cada mês era dividido em 3 períodos de 10 dias, cada dia em 10 partes, cada parte em 100 subdivisões e cada uma dessas subdivisões dividida em 100. Assim, cada dia tinha 100 000 partes, que Thoth estimou a partir do número de pulsações do coração humano num dia. Foi uma das tentativas de contar o tempo na base decimal.

A lenda é mais complexa do que isto. Os 30 dias de cada mês foram criados para que este se ajustasse ao ciclo menstrual da Deusa-Mãe Nuit. Thoth previu que um filho que Nuit viria a ter governaria um dia o Egipto. Mas o Deus-Sol Rá, o primeiro faraó, amaldiçoou-a, dizendo que ela não daria à luz em qualquer dia do mês. Mas Thoth, juntamente com o Deus-Lua Khonsu, conseguiu que cada dia ganhasse 1/72 da luz da lua. Essa fracção correspondia aos 5 dias adicionais que o ano passaria a ter. Agora Nuit já podia dar à luz em 5 dias por ano. Acabou por nascer, num desses dias, Osíris, que viria a governar o Egipto. Rá, pouco satisfeito por ter sido enganado, fez com que a Lua, uma vez por mês, não brilhasse. Surgiu então a Lua nova, uma das fases da Lua.

• Uma outra tentativa de instituir uma contagem temporal decimal foi feita pelos chineses.
Como é do conhecimento geral, foi da China que muitas invenções emanaram (bússola, papel, pólvora, sensor de tremor de terra, papagaios, ...)
A semana chinesa foi, durante algum tempo, constituída por 10 dias e cada dia em 10 unidades, estas em 100 divididas noutras 100.

Pormenor do quadro de Delacroix «A Liberdade conduzindo o povo»• Mas a tentativa mais séria de instituir um calendário e horário decimal veio da Revolução Francesa (1789-1799), quando a monarquia foi derrubada e o papel da igreja no estado foi obliterado, procurando-se substituí-la pelo Racionalismo e pelo Pensamento Científico.
Uma das medidas adoptadas foi a instituição do Tempo Revolucionário.

A 5 de Outubro de 1793 a Convenção Nacional instituiu a divisão decimal do tempo, de acordo com a adopção do sistema métrico pela jovem república. A 24 de Novembro de 1793 foram feitas algumas alterações, com o acrescento da definição de que as 10 divisões do dia se chamariam horas e que as divisões e subdivisões destas seriam respectivamente os minutos decimais e os segundos decimais.

Dessa forma o Calendário Gregoriano (de que se falou em Um quarto para quatro, a propósito dos anos bissextos) foi substituido pelo Calendário Republicano.

O ano estava dividido em 13 meses, 12 de 30 dias cada e um adicional de 5 dias (ou de 6 nos anos bissextos).
Da mesma forma que no calendário decimal egípcio, cada mês de 30 dias era dividido em 3 décadas de 10 dias cada.
Os dias eram chamados de primidi, duodi, tridi, quartidi, quintidi, sextidi, septidi, octidi, nonodi e décadi.
Relógio com as horas republicanas e as horas tradicionaisO dia passava a estar dividido em 10 horas (em vez das 24), cada hora em 100 minutos e cada minuto em 100 segundos.
Assim uma hora republicana era equivalente a 2,4 horas (ou 2 horas e 20 minutos) tradicionais.

Mas as mudanças na contagem do tempo eram difíceis de usar e então, da mesma forma que com a recente adopção do euro na União Europeia, um período de habituação foi instituido no qual os relógios tinham simultaneamente as novas horas republicanas e as horas tradicionais.

Mas a população no geral permaneceu renitente em aceitar a nova divisão do tempo. A tal ponto que, a 7 de Abril de 1795, um novo decreto abolia a obrigatoriedade do uso das novas horas republicanas. Não só a população tinha dificuldades em aceitar o novo sistema como os fabricantes de relógios estavam a passar por dificuldades económicas, uma vez que só podeiam produzir relógios que contivessem as novas horas, o que os limitava ao mercado interno francês.

Os Relógios Revolucionários, com as novas horas, foram unicamente produzidos durante 18 meses e o novo calendário foi definitivamente abolido pelo auto-coroado imperador francês Napoleão I, a 1 de Janeiro de 1806.

Henri PoincareUma outra tentativa de decimalizar o tempo foi feito em 1897, quando a Commission de décimalisation du temps (Comissão da Decimalização do Tempo) foi criada, sob a presidência do famoso matemático francês Henri Poincare. Esta propôs a divisão do dia em 24 horas mas cada hora seria constituida por 100 minutos de 100 segundos cada, mas a proposta foi tão bem aceite como a anterior.

Foi o Deus egípio Thoth, segundo as lendas egípcias, que ensinou a Humanidade a ler e a escrever. Thoth era o escriba, o moralista, o mensageiro, o Mago Supremo. Mais tarde «evolui» e tornou-se o Deus grego Hermes e o mágico arturiano Merlin.

Muitas vezes se ouvem superstições ligadas a uma data ou altura específicas.
São superstições ligadas a factos que são geralmente meras convenções, instituidas por alguém há muito tempo, com propósitos e crenças a que somos alheios hoje em dia.
É importante ter sempre em mente quantos dos «factos» da vida são meras atribuições feitas por outras pessoas. É sempre importante ter em mente que devemos ser críticos em relação ao que nos dizem e nunca dispensar uma confirmação ou pelo menos um julgamento com critérios racionais. Fim-do-século catastrófico, Códigos da Bíblia, Hierarquias sociais, étnicas ou profissionais são meras convenções a que devemos sempre estar atentos, prontos para desbaratar as suas consequências nefastas.
Por mim afirmo a minha grande pena de não ter nascido e habituado a um mundo com um tempo decimal. Facilitaria muitas coisas. Mas por outro lado, ainda bem que as horas seguem um sistema sexagesimal. Há assim amplas oportunidades de falar nos Babilónios (que, além dos 60 minutos, nos deram a escrita), das bases numéricas diferentes da antropomórfica base decimal, da revolução francesa.
Quando algo propicia tão agradáveis e amplas viagens pela cultura humana sem dúvida que é de manter.
Liberté, Egalité, Fraternité... Temp Sexagesimé!

No título «Passagem do tempo decimal»

Cogitado por Mauro Maia às 11:43 | Cogitar (17)
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Esta hoje é mais fácil para mim, é um campo que me é familiar, embora o post de ontem tambem me tenha tocado tangencialmente nas minha preferências e simpatias. Adorei sinceramente o de ontem, deliciei-me. Nota 20. Fica bem Cogitado por: Elsita a novembro 15, 2005 02:24 PM
Obrigado pelas palavras, Elsita. Eu sempre achei este assunto do tempo decimal interessante, uma vez que foge completamente aos padrões usuais da nossa modernidade. Tenta explicar a alguém o conceito de tempo decimal e verás a estranheza a ofuscar-lhe o olhar. Não é fácil escapar dos padrões a que a sociedade nos habituou desde que nascemos... Cogitado por: Mauro a novembro 15, 2005 08:55 PM
Aqui cheguei já qua se amnhã...na contagem sexagenal do tempo, que é assim que nos regemos. Gostei muito desta viagem pela Revolução Francesa! Gostei bastante deste artigo! E considero a tua produção de artigos um fenómeno que me fascina! Obrigada pelas visitas ao meu campo. Abraço Cogitado por: Maria Papoila a novembro 16, 2005 12:01 AM
Mauro, o teu blog estava em destaque, parabens, é muito merecedor de tal. Cogitado por: Elsita a novembro 16, 2005 05:19 PM
Passei por cá precisamente para dar os parabéns pelo destaque (bem merecido :) ) Cogitado por: Nox a novembro 16, 2005 06:40 PM
E pronto, também já fazes parte do clube dos blogs merecedores de destaque! É a minha vez de te dar os parabéns. Cogitado por: PN a novembro 16, 2005 08:06 PM
Agradeço a todos as palavras de parabenização. o Sapo teve a amabilidade de me enviar um e-mail notificando-me do destaque, pelo que eu soube ainda antes de vir à página de edição do blog. Curiosamente, numa indirecta referência aos pequenos mundos referidos no artigo «Parvs mvndvs» (http://cognosco.blogs.sapo.pt/arquivo/654582.html). Ultimamente algumas pessoas que conheço pessoalmente (incluindo o meu irmão do blog bloquito) têm merecido o destaque do Sapo. Mais ainda, dois dos dois últimos destaques do Sapo foram a blogs de que conheço os autores. E eis que hoje surge a referência ao Cognosco. Por aqui se vê que nem sempre os imponderáveis são impossibilidades... Cogitado por: Mauro a novembro 16, 2005 08:20 PM
Aqui está um blog inteligente! Parabéns por estas partilhas de conhecimentos! Cogitado por: PDivulg a novembro 17, 2005 09:04 AM
...para cumulo há quem fale em quartos de euro...e aconfusão que isso cria em muitas mentes pois pensam logo que se trata de 15 centimos... FORÇ'AÍ! js de http://politicatsf.blogs.sapo.pt e http://mprcoiso.blogs.sapo.pt Cogitado por: js a novembro 17, 2005 12:59 PM
Nos meus tempos de estudante não havia internet nem blogs como este. Foi pena, porque eu estudava pouco, melhor dizendo, apenas aquilo que me despertava o interesse. Com ferramentas como esta, julgo que não teria mesmo tempo para pegar num livro... Para quê? Cogitado por: deprofundis a novembro 17, 2005 06:50 PM
Agradeço as vossas palavras. Não há dúvida de que o sucesso de um blog se mede pela qualidaes dos seus leitores. E o vosso feedback é essencial para a permanência do Cognosco no rumo que se traçou originalmente. Se alguém tem de agradecer, sou eu aos leitores e comentadores do COgnosco. Cogitado por: Mauro a novembro 17, 2005 08:10 PM
Parabéns :) Cogitado por: . a novembro 17, 2005 10:12 PM
Obrigado, «.». Como podes ter constatado, nos últimos artigos focaram-se questões que tinhas mencionado em comentários anteriores. Só falta o Último Teorema de Fermat... Cogitado por: Mauro a novembro 17, 2005 11:13 PM
Bem vi. Aqui vão comentários a alguns dos artigos mais recentes: - Euler ergo Platon: a demonstração que consta do Apêndice 2 de "Cosmos" é equivalente à que apresentas no artigo. Tem como ponto de partida a conhecida fórmula de Euler: F + V = A + 2. Considerando que, num sólido regular, cada par de faces adjacentes partilha uma aresta, temos que, se se contarem todos os lados de todas as faces, cada aresta será contada duas vezes. Ou seja: nF = 2A, em que n é o número de lados de cada face. Por outro lado, considerando que em cada vértice do poliedro convergem r arestas, e que cada aresta liga dois vértices, temos que, se se contarem todas essas convergências, cada aresta terá sido contada duas vezes. Ou seja, rV = 2A, em que r é o número de arestas que convergem em cada vértice. Substituindo na fórmula de Euler obtemos: 2A/n + 2A/r = A + 2. Dividindo ambos os membros da equação por 2A, temos: 1/n + 1/r = 1/2 + 1/A Sabemos que n >= 3 (pois um polígono tem pelo menos três lados) e que r >= 3 (pois num vértice convergem pelo menos três arestas). A equação não poderá ser satisfeita se n e r forem simultaneamente maiores do que 3, pois isso implicaria um valor não positivo para A. Portanto, ou n = 3 e r >= 3, ou r = 3 e n >= 3. Os valores possíveis são: n = 3, r = 3: tetraedro; n = 3, r = 4: octaedro; n = 3, r = 5: icosaedro; n = 4, r = 3: cubo; n = 5, r = 3: dodecaedro. - Quatuor colores: não conhecia a contribuição dada em Dezembro de 2004 por Gonthier e Werner para a resolução do problema. Muito interessante. - Plus exigua via: o comentário (e a respectiva resposta) feito aos catetos e às hipotenusas usadas na determinação das distâncias entre pares de pontos levou-me a recordar um outro problema: o da determinação dos melhores caminhos para as diversas ligações eléctricas existentes entre pares de terminais numa placa de circuito impresso. O objectivo, neste caso, tanto pode ser o de minimizar o comprimento das ligações como o de minimizar o número de "pontes", isto é, as interrupções que têm de ser feitas nalgumas dessas ligações sempre que as mesmas, no seu percurso, se cruzam com outras. Na resolução deste problema (cuja complexidade pode ser aumentada se se considerarem placas de circuito impresso com duas ou mais camadas - layers - e se se pretender minimizar o número de layers) obtêm-se melhores resultados quando as diversas ligações seguem apenas duas direcções perpendiculares entre si: transversais e longitudinais. Isto implica que as distâncias não seja calculadas ao longo das hipotenusas, mas antes ao longo dos dois catetos. Ou seja, a distância entre dois pontos genéricos de coordenadas (x0, y0) e (x1, y1) não é dada pela equação: d = sqrt((x1 - x0)^2 + (y1 - y0)^2), mas antes por: d = |x1 - x0| + |y1 - y0|. Este problema é parecido com o do caixeiro-viajante e, tanto quanto sei, a sua resolução também não pode ser obtida em tempo polinomial. Cumprimentos Cogitado por: . a novembro 18, 2005 01:35 AM
Obrigado pelos complementos, «.», como sempre. Eu conhecia a «demonstração» (as aspas revelam a minha posição nessa matéria...) feita pelo computador mas também desconhecia o contributo de 2004. O Cognosco tem-me proporcionado esta óptima oportunidade: aprofundar temas que já anteriormente conhecia (e também descobrir novos), quando parto para uma investigação para a escrita de um novo artigo. E os comentários que cá vão deixando nos mesmos têm geralmente duas consequências/vertentes, ambas indespensáveis ao Cognosco: por um lado, sabendo que há leitores interessados e atentos, a auto-imposta fasquia de rigor é mantida ao mesmo nível; por outro lado, surgem também ideias para novos artigos. Como já tive a oportunidade de referir, o Cognosco tem dado saltos de qualidade em função também dos seus leitores/comentadores. Basta analisar (mesmo que superficialmente) a evolução dos artigos (tanto em temas, como em escrita, como em interesse, como em relevância, como em profundidade de pesquisa,...) para o constatar. Obrigado, «.», e a todos quantos têm indirectamente contribuido para tornar o Cognosco o blog que é. Cogitado por: Mauro a novembro 18, 2005 11:30 AM
Olá, estou procurando alguma referência bibliográfica a respeito dessas propostas de tempo decimal. Porém não encontrei nada. Por sua explanação, percebo que leu a respeito. Poderia me indicar alguma bibliografia? Fico muito agradecido, Cogitado por: Valdoir a agosto 29, 2007 03:44 AM
Olá, «Valdoir», a questão do tempo decimal é deveras interessante, sem dúvida e as propostas de alteração do tempo babilónico que usamos para o tempo decimal também. Não tenho conhecimento de qualquer livro específico sobre esta questão ou mesmo uma página virtual dedicada especificamente a este assunto: pode ser que existam mas desconheço. O que aqui apresentei foi umm súmula de pequenos conhecimentos dispersos que fui obtendo das mais variadas fontes, quer de apêndices de livros, quer de partes de programas de televisão, quer de fontes virtuais credíveis ou de enciclopédias várias. Esses «quanta» de informação, esses memes dispersos foram depois unidos e cimentados pelo meu gosto pela História e pela minha formação Matemática ao longo do tempo, «fermentados» seria uma analogia apropriada. Uma pitada de texto escorreito e informativo e eis que surgiu o artigo. A única referência que posso verdadeiramente dar é o material que coloquei no artigo: qualquer um dos tópicos é investigável em sim mesmo (a imagem do «relógio revolucionário», com o tempo decimal e com o tempo babilónico, por exemplo, encontrei-o na internet). É-me de todo impossível, ao fim deste tempo deste que escrevi o artigo, reproduzir os passos da minha investigação+ponderação. Provavelmente alguns dos meus livros terá algumas das referências que usei, mas não sei qual deles. Eu gostava de poder ajudar mais, «Valdoir», mas infelizmente isto é tudo o que tenho para te dar: o meu artigo, que teve fontes credíveis, que podem ser analisadas independentemente e confirmadas ou refutadas. Boa sorte para a tua pesquisa. Cogitado por: Mauro a agosto 29, 2007 11:11 AM