12 dezembro 2005Cogitar (8 cogitações anteriores)Celeres dies
No entanto isto não é exactamente correcto. ~ Mas são 8 dias, 2ª, 3ª, 4ª, 5ª, 6ª, Sábado, Domingo e 2ª! É correcto dizer «até de hoje a 8». Apesar de o intervalo de tempo entre uma 2ª e outra 2ª serem 8 dias (contando com ambas), é certo que o encontro é passado 7 dias. Parecerá de pouca importância esta questão. Afinal, quando se diz «de hoje a 8», sabe-se que é o mesmo dia da próxima semana. Mas a questão ganha nova importância quando se trata de marcar o dia exacto do mês a que se refere a expressão. Refiro este facto óbvio para mencionar algo que facilita muito a determinação de qual o dia da semana de um qualquer dia de um mês. Sabe-se assim que a diferença entre o mesmo dia da semana é: Então, para determinar o dia da semana, basta saber em que dia do mês e dia da semana se está. Depois é somar 7, 14, 21 ou 28 (de forma a ficar o mais próximo do dia que se pretende). Somam-se então dias (ou subtraem-se) e facilmente se acha o dia da semana. Atente-se nos seguintes exemplos:
~ Hoje é dia 12 de Dezembro, 2ª feira. Em que dia da semana é a passagem de ano? ~Hoje é dia 5 de Julho, 4ª. Dia 31 vou de férias. Em que dia da semana calha? ~Hoje é dia 1 de Setembro, Domingo. Que dia da semana será o dia 1 de Outubro? Veja-se também os artigos: Por vezes há também alguns problemas com a memorização dos meses com 30 dias. Mas claro que cada um memorizou em pequeno pelo método que lhe ensinaram. Sempre que quero saber quantos dias tem determinado mês repito para mim mesmo Acabou de me ocorrer uma forma fácil de memorizar estes 4 meses: uma mnemónica na forma de uma frase. Algo do tipo: De Novo Abre Junto às Sete. (Aqui está um bom exemplo da necessidade da memorização para que se aceda à compreensão. Não é necessariamente um bom exemplo de frase mas se eu não tivesse memorizado os 4 meses, a frase não me ocorreria, mesmo que eu os visse numa lista. Também se pode ser um pouco mais ambicioso e perguntar: 13 + 14 = 27. 27 é 3ª, 28 4ª, 29 5ª, 30 6ª, 31 Domingo. Em matéria de mnemónicas, eis uma que recorrentemente uso e que parece um paradoxo: Eu sei toda a tabuada, do 2 ao 10. E no entanto só sei metade. Por alguma razão (que só ficou registada a nível inconsciente) eu sei apenas a tabuada quando o primeiro número é maior do que o segundo. No título «Dias acelerados» Cogitado por Mauro Maia às 21:51
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Mauro achei interessante este teu método porque utilizo exatamente o mesmo e sei a tabuada à custa de somas e subtracções... Contar os dias da semana e saber a data há gente que imagina que tenho o calendário metido na cabeça... Quanto à mnemónica dos meses já não a utilizo sei automaticamente os de 30 e os de 31..., por isso desculpa lá, mas num dos teus exemplos ou querias ver se estavamos atentos à leitura, ou esqueceste a tua menmónica, porque Junho tem só 30 dias! Beijo
Cogitado por: Maria Papoila a dezembro 13, 2005 03:00 PM
É de facto a melhor forma de saber qual o dia da semana de um dado dia de um mês. Por ser a melhor forma e não ser muito conhecida, achei que daria um bom artigo para o Cognosco. Eu também não percebo porque aind não sei de cor os meses com 30 dias. São só quatro. Se calhar é porque tenho a mnemónica: o meu inconsciente não faz o esforço de fixá-los, uma vez que já os sabe (na ordem dada pela cantilena). Tens razão quanto ao exemplo, tem uma incorrecção (digamos que um simples teste à atenção dos visitantes...) ;) O correcto é Julho. Obrigado pela chamada de atenção, Maria Papoila.
Cogitado por: Mauro a dezembro 13, 2005 05:05 PM
Quanto à inteligência versus memória, há muito boa gente que se gaba de não ter memória para assim insinuar que é inteligente. Ora as duas coisas estão ligadas e não há uma linha divisória entre elas. De uma forma muito simplificada, poder-se-á dizer que a inteligência é também a capacidade de nos lembrarmos daquilo que é útil em determinado momento. Porque na mecânica do raciocínio, existe um outro factor que tem sido ignorado: a emoção. Esta constitui como que um índice para o ficheiro das gravações em memória. Assim, ao tentarmos resolver um problema, não perdemos tempo a considerar dados que, embora relacionados com ele, não são relevantes para o caso. Quando temos que fazer uma travagem de emergência, não há tempo para algoritmos complicados. Por isso, o tal ficheiro indexado traz-nos de imediato a solução do problema: tirar o pé do acelerador e carregar no travão. Lá dizia o Einstein: "eu só sei aquilo de que me lembro"... Não apelar para a memória das crianças para lhes desenvolver a inteligência, à luz dos conhecimentos actuais (ver António Damásio), é um rematado disparate.
Cogitado por: deprofundis a dezembro 15, 2005 10:13 PM
Boa noite Mauro. Sou do tempo em que a tabuada era aprendida (e não ensinada) a cantar. 2 "vêz" 1 - dois, 2 "vês" 2- quatro e assim até ao fim da tabuada. :) Se alguma vez falhava a «caninha da india» funcionava e a orelha é que pagava. Hoje aplico o mesmo sistema descrito por ti, nunca penso em termos de 3x7 mas sempre 7x3 é mais fácil o raciocínio e como a mente é preguiçosa ela agradece. :) Quando disser a alguém, até daqui a oito dias terei que ter cuidado em juntar o dia pois pode ser que a pessoa tenha lido a tua exposição e apareça só... no dia seguinte! :) Um abraço Mauro e «Cultura é aquilo que nos resta depois de termos esquecido de tudo aquilo que aprendemos». É bom recordar os nossos velhos tempos de escola, ah e conto os dias do mês através do nós dos dedos! :)
Cogitado por: marius70 a dezembro 15, 2005 10:37 PM
Mauro fui ver os artigos por ti focados neste tema sobre a origem dos nomes dos dias e dos meses. Sobre os meses nada há a dizer agora sobre os dias foram levantadas várias questões e depois de uma pequena busca na net encontrei este "site" que creio que esclarecerá, por certo, a razão por que em Portugal usamos feira a seguir aos dias. Aqui está o "site": http://www.junior.te.pt/servlets/Rua?P=Sabias&ID=1786
Cogitado por: marius70 a dezembro 15, 2005 10:52 PM
Sem dúvida, deprofundis, que a emoção é parte integral da inteligência. Nos 3 livros do António Damásio a questão é abordada (se bem que mais focada e profundamente no primeiro, «O erro de Descartes»; mas no «Sentimento de Si» e no «Ao encontro de Espinosa» há, pelo menos, referências à emoção como alicerce da inteligência, em particular na questão dos «mapas corporais» permanentemente actualizados do corpo). Não tenho, tal como não tens, dúvida alguma de que a memória é parte essencial do que nos define como homo sapiens. Não há inteligência sem memória e, parece-me, não há memória sem inteligência. Este último ponto prende-se com os mecanismos de armazenamento de factos. Obviamente que o velho adágio «O saber não ocupa lugar» é incorrecto. Há espaço que é ocupado na mente pelas memórias e por vezes o cérebro necessita do espaço de algumas para as novas memórias. O que é paradoxal (talvez) é que, quanto mais antigas são as memórias, mais fortes estão implantadas no cérebro. Recordo-me perfeitamente do hino português que a minha professora da primária nos ensinou, mais facilmente do que me lembro de algum evento preciso da semana passada. Por isso acho tão importante a questão de ensinarem (ou pelo menos darem hipótese às crianças para as desenvolverem) ferramentas de memorização. É impossível fixar tudo, é necessário estabelecer prioridades, relações entre itens já armazenadas, «caminhos» de recordação,... Quanto melhor a memória, a meu ver, maior a inteligência que compactou a informação da melhor maneira (mesmo quando aparentemente a pessoa tem uma série da dados armazenados que poderão parecer irrelevantes. É um simples caso da inteligência usada maioritariamente para um fim específico: gerar algortimos de armazenamento...) Ave Marius, a questão da contagem pelos nós dos dedos é igualmente válida. O que referi foi, baseado na minha observação de pessoas que o usam, é que por vezes demora mais tempo a fazer do que «Novembro, Abril, Junho e Setembro» a dizer. Mas cada um tem os métodos de memorização que lhe são confortáveis (e que são geralmente os que lhe ensinaram na infância. Daí a importância da memorização em tão tenra idade...) Já consultei a página que referes. Está de facto interessante. Já por várias vezes, aqui no Cognosco, alertei para que se deve estar atento às diferenças entre verosimilhança e veracidade. Pelo visto, sem querer, caí na falácia de acolher a verosimilhança como se se tratasse de veracidade. Curioso a questão dos «feriae». Terei de consultar as minhas fontes latinas para esmiuçar esta questão. O que não é esclarecido é como e quando a designação dos dias da semana da Páscoa passou a englobar os dias de qualquer semana do ano. Ou porque só em Portugal se adoptou, para os dias da semana, as designações cristãs (da Páscoa) enquanto outros países, tão ou mais católicos, mantiveram a designação romana pagã (não esquecer que todo o império se tornou cristão por ordem de Teodósio, o último imperador da Roma unida...) Basta olharmos para o nosso catolicíssimo vizinho. Portugal esteve e manteve-se à frente do seu tempo: em termos europeus (como focado no artigo que referes) as designações dos dias seguem a tradição romana pagã; mas Portugal foi o único a adoptar (pelos vistos) a designação romana cristã. Algo a pesquisar mais pomenorizadamente noutras fontes...
Cogitado por: Mauro a dezembro 15, 2005 11:41 PM
Interessante, muito interessante. Vou experimentar este método.
Temos dito.
Ass: Alfinete de Peito
Cogitado por: Alfinete de Peito a dezembro 16, 2005 06:22 PM
Em parte o objectivo do artigo, para além da exposição teórica, era servir como princípio pr
atico de utilização útil. Ainda bem que em parte esse objectivo se concretizou. Obriagado pelo apreço e pela recorrente visita, alfinete de peito.
Cogitado por: mauro a dezembro 16, 2005 07:19 PM
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