Diário das pequenas descobertas da vida.
Graças ao comentário de Nox no artigo Ao contrário da crença popular (Biblus), tive ocasião de recordar algo que fiz há anos. Procurei e eis parte do que encontrei perdido num ficheiro compactado...
Um dos grupos animais que mais me fascina (e desde pequeno me fascina) é o grupo das baleias (cientificamente correcto é a
ordem das baleias, os cetáceos).
De todas, as minhas favoritas são as
orcas, parentes dos golfinhos (
não são baleias assassinas: os primeiros europeus que as viram a caçar outras baleias (que caçam para comerem a mandíbula inferior e a língua) chamaram-lhes «assassinas de baleias», nome que foi corrompido para «baleia assassina» muito injustamente. Não há um único caso de ataque de orcas a seres humanos
no mundo inteiro, quer as que estão em aquários quer as selvagens. São inteligentes e sabem distinguir-nos dos restantes animais...)
Um outro animal que faz parte da nobre ordem dos cetáceos é a
baleia corcunda.
Sobre ela há uma variedade de factos curiosos e interessantes (pleonasmo...)
~ O que devia ser do conhecimento geral de todos (mas não é) é
as baleias são mamíferos, como os seres humanos, como os cães, como os gatos, como as girafas, como os elefantes, ... Para se perceber bem esta questão, veja-se a seguinte representação dos orgãos internos da baleia:

As baleias são mamíferos porque: ~ amamentam as suas crias; respiram ar; têm pêlos (apesar de poucos); têm sangue quente.

~ Na sua qualidade de mamíferos, as baleias corcundas possuem vestígios dos seus outrora membros inferiores (as suas ancestrais pernas, agora pequenos ossos que servem nenhum propósito para as baleias modernas). São um resquício da evolução das baleias, desde carnívoros terrestres a pacíficos gigantes marinhos (a baleia corcunda e outras baleias «sem dentes»).
~ Um dos factos mais curiosos sobre as baleias corcunda é o facto de serem conhecidas como
as cantoras do oceano.
Isso deve-se às vocalizações com que os machos fazem a corte às fêmeas, canções que podem durar até 20 horas seguidas. Mas a sua complexidade leva a pensar que servem propósitos ainda desconhecidos (transmissão de histórias passadas de geração em geração?). Apesar de as canções das diversas baleias dentro do mesmo grupo serem semelhantes, todos os anos a canção é ligeiramente diferente e há claras diferenças entre as canções de grupos diferentes. Nem todas as baleias cantam (outra espécie que o faz é a
baleia azul);
~ têm uma barbatana dornal pequena e espessa, localizada sobre uma saliência nas costas, de onde nome pelo qual são mais conhecidas (são também conhecidas como jubartes);

~ são os animais que fazem
as maiores migrações anuais. Existem 2 grupos importantes de baleias Corcunda no mundo: o do hemisfério norte o do hemisfério sul. Ambos migram cerca de
5 000 Km todos os anos. Ambos se alimentam nas águas mais frias dos pólos e dão à luz em águas mais temperadas junto ao equador. Uma vez que o Inverno e o Verão são em alturas diferentes do ano no Norte e no Sul, os dois grupos não se encontram e não acasalam entre si.
Apesar de se alimentarem nas mesmas águas equatoriais um espaço temporal de 6 meses separam-nos.
As do Norte deslocam-se para o equador nos meses de Junho, Agosto e regressam a águas mais frias e ricas em alimento no Árctico em Abril.
As do Sul migram para o equador em Novembro e regressam em Maio.
As Jubartes
não migram todas de um só vez. Em vez disso,
migram ao longo de um período de 5 meses. As águas polares (árcticas ou antárcticas) são demasiado frias para as crias e no Verão o alimento escasseia nesses locais. Por isso as Baleias Corcunda migram para dar à luz;

~ têm em média
um comprimento de 15 metros e um peso de 15 toneladas (ver o artigo
Mega sobre uma possível razão para o enorme tamanho das baleias), mas as crias só (?) nascem com 5 metros de comprimento e 2 toneladas de peso. As crias são amamentadas (as suas mães
produzem 600 litros de leite por dia) até fazerem um ano e terem 8 metros de comprimento com um leite extremamente rico em gordura (
35% de gordura, enquanto o leito humano só tem 2%). Aumentam dessa forma de peso
entre 45 kg e 60 kg dia. Na viagem a caminho de climas mais frios as crias, para não se cansarem, usam um efeito de «hidro-vácuo»: colocam-se ao longo do maior diâmetro da mãe e directamente por baixo e ao lado da barbatana dorsal. A água ao fluir por entre os corpos das duas aumenta a velocidade e diminui a pressão na área circundante, permitindo à jovem cria acompanhar a velocidade dum adulto com apenas
75% do esforço.
Quando atingem os 10 anos de idade ficam sexualmente activas,
a gravidez dura 12 meses (um ano inteiro) e têm crias de 2 em 2 anos (um ano para a primeira cria ser desmamada e um ano para a segunda nascer);

~
Possuem nas suas caudas manchas brancas distintas de indivíduo para indivíduo (as suas impressões «digitais»). Quando a baleia mergulha é a cauda a última a submergir. Isso dá aos observadores a hipótese de as fotografarem e assim distinguirem os diversos indivíduos duma população. As baleias Corcunda são quase pretas, com a zona da barriga, a parte interior da cauda e das barbatanas peitorais em padrões de branco e preto distintas entre indivíduos.
Não possuem orgãos genitais externos para assim aumentarem a sua hidrodinâmica. O pénis dos machos bem como os seios das fêmeas situam-se em dobras na pele do animal e só são exibidos quando necessários, o pénis dos machos durante a cópula e os seios da fêmea durante a amamentação.
Exteriormente não se distinguem os machos das fêmeas por qualquer característica corporal. Contudo geralmente os machos são mais corpulentos do que as fêmeas. Têm os olhos situados lateralmente na cabeça e um respiráculo no seu topo. Ao contrário das baleias com dentes (que só possuem um respiráculo, como os golfinhos, os cachalotes, as orcas,...), todas as baleias barbadas (na qual se incluem as Baleias Corcunda)
possuem dois orifícios no seu respiráculo. O ar é expirado por essas cavidades a uma velocidade de 400 Km/hora. As Jubartes esvaziam e enchem os dois
pulmões do tamanho dum pequeno carro em menos de 2 segundos. O ar sai por isso a grande pressão e o jorro característico das baleias que chega aos 3 metros de altura produz-se por condensação do vapor de água contido no ar exalado.

~ As Baleias Corcundas alimentam-se de
krill, um nome colectivo para o conjunto de animais aquáticos, semelhantes a camarões em miniatura, com apenas milímetros de comprimento.
Os animais que existem no krill incluem várias espécies diferentes, pertencentes à ordem
Euphausiacea, com comprimentos que variam entre os 8 e os 75 milímetros. A maior dessas espécies é a
Euphausiacea soberba, que é também a mais comum no Ártico (Estes animais emitem uma forte luz verde-azulada fluorescente, possivelmente para ajudá-los a reunirem-se em cardumes e reproduzirem-se). Apesar de poderem abrir as suas mandíbulas num ângulo de 90º,
as Baleias Corcunda têm uma garganta pouco maior do que uma bola de ténis. As Baleias Corcunda «filtram» a água para capturarem o
krill e usam depois as línguas para recolherem o
krill filtrado.
Há 2 tipos de subordens nas baleias: as baleias com dentes (os golfinhos, orcas, cachalotes,...) e
as com barbelas (estruturas feitas de queratina semelhantes a pêlos ou barbas no topo das suas bocas desprovidas de dentes). São as mysticetes (do grego «mystax» bigode) que inclui as Baleias Corcunda (estas
possuem entre 270 e 400 pares de relativamente espessas barbelas que podem chegar a ter 80 centímetros de comprimento). Após filtrarem o
krill com as barbelas, expelem pelos respiráculos os perto de
200 litros de água do mar que filtraram.

No hemisfério sul cada baleia alimenta-se isoladamente mas, no hemisfério norte, fazem-no em grupo: uma baleia nada em círculo por baixo de um cardume de
krill, soltando bolhas de ar que rodeiam o cardume e desnorteiam-no. O cardume, em vez de se dispersar, como o faz quando não há rede de bolhas, permanece junto. Desconhece-se ao certo as razões pelas quais o Krill é afectado pela rede de bolhas e se condensa em vez de dispersar. Pode ser pelos padrões de cor da luz que nelas incide ou pelo som que elas contêm, muitas são as explicações. Mas afecta-os e as baleias emergem do fundo abocanhando o Krill assim reunido;

~ Uma das características facilmente identificáveis nas Baleias Corcunda são as pequenas estruturas, semelhantes a «verrugas», que cobrem as suas mandíbulas inferior e superior. Cada «verruga» tem, pelo menos, um pêlo. A função das «verrugas» é desconhecida, mas aventa-se a possibilidade de servirem para detectar movimento nas águas mais próximas.
~ A caça à baleia começou logo nos primeiros milénios da nossa era. As Baleias Corcunda, porque têm o hábito de se alimentarem junto a zonas costeiras, foram das espécies mais afectadas (
antes de começarem a ser caçadas, em 1800, eram 120 000 e são presentemente menos de 9 000, 3 000 no norte e 6 000 no sul). Continuam a ser a terceira espécie de baleias mais perto da extinção, apesar das leis de protecção actuais lhes terem permitido um
ritmo de recuperação entre 10% e 13%. Fiz, na altura, uma pequena folha de cálculo que me permitiu constatar que, se a caça à Baleia Corcunda nunca tivesse começado sua população seria:
~ em 2006, de 85 milhões, 578 mil e 808 baleias;
~ em 2008, de 139 milhões, 873 mil e 346 baleias;
(pressupus que, das 100 mil existentes em 1800, 60 mil eram fêmeas e 60 mil machos -50% cada sexo. Além disso que, das 60 000 fêmeas, 40 mil seriam adultas e 20 mil crias. Cada fêmea torna-se fértil a partir dos 10 anos e vivem 20 anos. O número de machos é igual ao das fêmeas e o total de baleias em cada é o de fêmeas multiplicando por 2);
A tabela original pode ser encontrada aqui.
~ As Baleias Corcunda são animais fascinantes, com comportamentos ainda por decifrar, linguagens(?) por traduzir. Uma medida da inteligência média duma dada espécie é a
sua relação massa corporal/massa cerebral (ver o artigo Centesim est circa Sapientia sobre a relação entre inteligência, massa cerebral e massa corporal). Animais grandes necessitam de um cérebro maior para poderem controlar o seu corpo maciço. Os dinossáurios, por exemplo, eram relativamente estúpidos. Os seus cérebros eram reduzidos e a sua massa corporal grande. O seu Índice Médio de Inteligência era baixo. Os seres humanos são a espécie animal com maior Índice Médio de Inteligência no reino animal. Atrás dele seguem-se os cetáceos. Com a massa cerebral de 1 500 centímetros cúbicos médios que uma Baleia Corcunda tem, pergunta-se:
Que fazem as Baleias com tão grandes cérebros?. Não são destinados só a tarefas de subsistência. Os dinossáurios sobreviveram 60 milhões de anos com cérebros minúsculos. Que sonhos terão as Baleias? Em que pensam? Como e porquê comunicam? Eis algumas das perguntas de que nunca saberemos a resposta se as baleias vierem a extinguir-se. E tal cenário não está ainda completamente descartado, com a ameaça da retoma da caça comercial por vários países. Apesar do número de cetáceos ter vindo a aumentar nos últimos anos e a caça comercial de baleias não ter extinguido nenhuma espécie, isso deveu-se a circunstâncias alheias aos projectos baleeiros. A caça comercial (até qualquer tipo de caça) devia ser completamente proibida indefinidamente.
Temos no horizonte a possibilidade da existência de inteligência extra-humana no nosso próprio planeta. Quando tanto interesse é revelado na procura de inteligência extra-terrestre, porque não começarmos a procurar no nosso próprio quintal?
Mas, poderão os leitores do Cognosco interrogar, porque se chama o artigo «Grandes asas» se o artigo é sobre um mamífero aquático?
Há uma última característica das baleias corcundas que não referi: têm enormes barbatanas dorsais, que chegam a ter um terço do tamanho do corpo, ou seja, a terem até 5 metros de comprimento. Graças a essas enormes barbatanas ganharam o seu nome científico: Megaptera, do grego «mega» grande e «ptera» asa (daí também o nome do répril contemporâneo do dinossáurios, o pterodáctilo, do grego «ptero» asas e «dáctilo» dedo. Ver Cave savrie! sobre o que era e o que não era dinossáurio).
De
Nox a 22 de Abril de 2006 às 19:03
Mesmo a propósito, a secção de "Ambiente" da Super Interessante do mês de Maio foca um artigo sobre a caça às baleias...
[Só um detalhe: o link não está a funcionar :) ]
De
Mauro a 22 de Abril de 2006 às 19:58
É um assunto interessante este, das baleais corcundas. E o hediondo crime de andar a caçar baleias é algo que devia ser bastante falado e criticado mundialmente (os japoneses, sob a desculpa de «investigação científica», matam baleias para serem compradas no mercado japonês. O gosto japonês por carne de baleia começou (ou acentuou-se) na 2ª Guerra Mundial,quando os víveres eram escassos e tinham de ser canalizados para as tropas. Aliás, toda o consumo generalizado de animais marinhos no Japão, qualquer que esse animal seja, estámuito ligado a esse período negro na históoria japonesa). Não li (ainda) a revista «SuperInteressante» do mês de Maio mas o artigo sobre a caça à baleia parece um óptimo complemento ao artigo. (O link para o teu blog, «nox», está já corrigido: faltava o «s de «blogs» no endereço. Agora já está bem).
De
Nox a 23 de Abril de 2006 às 12:38
Algo curioso, mencionado na revista, é que algumas espécies de baleias começaram a ser caçadas apenas no século XIX, uma vez que se afundam ao morrer, e apenas nessa altura surgiu a tecnologia capaz de contornar esse obstáculo. E, mesmo neste curto período, algumas quase se extinguiram...
De
marius70 a 24 de Abril de 2006 às 19:09
Sabemos nós que no reino animal para agradar às fêmeas todos os artifícios são necessários (no ser humano é ao contrário, um dia escreverei sobre isso), as aves do Paraíso, e os pavões são bem um exemplo disso, mas cantar 20 horas para fazer a corte à fêmea nem Carusso o faria. Sabias que a baleia azul é o maior mamífero da terra?... Chega a medir 30 metros e pesar 135 toneladas!!! Graças a seu grande tamanho, eram muito caçadas por baleeiros e sua população diminuiu bruscamente nos últimos dois séculos. No século 19 eram estimadas a existência de 200.000 baleia espalhadas pelo mundo. No final do século eram apenas 9.000. Sua protecção por lei foi regulamentada em 1965 sendo que hoje não restam mais de algumas centenas nos vastos oceanos da Terra. Pode ser que um dia o Homem de caçador passe a caçado, basta que esgote todas as reservas que a Natureza lhe dá e sem outros recursos lhe reste para caçar somente... outro Homem. Quando vejo o prazer que o caçar dá, não por necessidade mas sim pelo prazer de matar, tenho pena que, quando ele aponta a arma e carrega no gatilho essa arma não volte o cano para ele. Um abraço
De
Mauro a 24 de Abril de 2006 às 19:57
Obrigado por teres vindo, «marius70». Sim, a baleia azul é o maior mamífero do Mundo; é até o maior animal do Mundo; é até o maior animal que alguma vez existiu no Mundo (maior do que qualquer dinossáurio cujo fóssil nos tenha chegado). Sou, como de resto se depreende do artigo, contra a caça como «desporto» (se os colhos tivessem espigardas também e pudessem ripostar aí já pensaria em reconsiderar a caça como desporto). A questão balear e basilar do artigo, a caça às baleias, tem, para mim, outro grau de significância: não sei de ninguém que cace baleias por desporto (são demasiado volumosas para isso) mas há vários povos que as caçam como alimento (em especial o joaponês) e a minha questão prende-se tão somente com o seu grau de inteligência: nem imagino o sofrimento que um animal inteligente como elas são terá ao ser caçado... Recordo-me de outra baleia, a Baleia Cinzenta, que era conhecida como o «Demónio dos Mares» pelos antigos baleeiros. Isto porque, quando era caçada, reagia violentamente contra os seus caçadores e muitos marinheiros perderam a vida tentando cacá-la, especialmente quando se tratava de uma mãe com uma cria. A determinação da reacção da baleia (que, mesmo depois de arpoada, atacava os barcos baleeiros que a caçavam, chegando a saltar no ar e aterrar propositadamente nos barcos com o intuito de os destruir). No entanto as Baleias Cinzentas são das baleias mais simpáticas que existem e aproximam-se sem medo das pessoas que vão em barcos para as ver e deixam-nas tocar na sua cabeça. Como pode um «Demónio dos Mares» ser uma «Alegria dos Turistas»? Sem dúvida que sabia quem lhe queria fazer mal e reagia no mesmo pé. Responde com violência à violência, com simpatia às simpatia. Se isso não é inteligência não sei o que será...
De
PN a 26 de Abril de 2006 às 20:06
Adorei a "canção" da baleia.
De
Mauro a 26 de Abril de 2006 às 23:02
São incríveis mesmo... de sonho...
Ouvi fascinada a canção da baleia corcunda. Interessante ficar a saber que todos os anos são diferentes em algo. Muito oportuna a referência à necessidade de estudar melhor o Mundo Intelegente do planeta. Pessoalmente não consigo ver golfinhos em cativeiro a fazer habilidades... acho-os animais demasiado nobres para tal, assim como as baleias. Beijo
De
Mauro a 28 de Abril de 2006 às 22:27
Subscrevo inteiramente a tua rejeição à ideia de ver golfinhos (e orcas) a fazer habilidades num aquário (apesar do fascínio que me me despertam e da minha curiosidade em vê.los pela primeira vez ao vivo... Nunca vi... Mas o meu sonho, a minha utopia pessoal, o sonho para além de todos os sonhos, seria nadar, no oceano, com baleias). A minha rejeição ao «apalhaçamento» dos dolfinídeos (golfinhos e orcas) é a absoluta repulsa que tenho em ver os nossos primos genéticos (os símios: chimpanzés, bonobos, gorilas e orangotangos) presos em jaulas e nem a dignidade de usarem algumas das suas imensas capacidades intelectuais... Imagine-se o tormento que é passar anos numa prisão, multiplique-se isso por uma vida inteira, acrescente-se o insulto de ser tratado como um boneco de corda que faz barulho e teremos uma ideia do que, por exemplo, chimpazés (que são 99% geneticamente semelhantes ao ser humano, de tal forma que o animal que lhes é mais próximo geneticamente é o Homem, acima dos gorilas...) É bom saber que a repulsa pela prisão e pela indignidade que é tratar seres inteligentes como criaturas acéfalas é partilhada tão fortemente...
De
maresia a 7 de Maio de 2006 às 18:44
como se escreve aquele grito da baleia? iiihhhh iiiiiihhh
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