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Diário das pequenas descobertas da vida.
Sábado, 19 de Fevereiro de 2005
Ái sei!
Sempre achei curiosa a afinidade de palavras inglesas e portuguesas. Afinal o Inglês é uma língua germânica e o Português é uma língua latina. A conclusão a que há muito tempo cheguei era que tal se devia à conquista da (agora) Inglaterra pelos romanos, que aí deixaram uma perene marca. No outro dia, no entanto, apercebi-me de outra forma. É verdade que o Francês usa palavras que soam a mau Inglês mas talvez seja o Inglês que, por vezes, soa a mau Francês. A última vez que a Britânica foi conquistada foi pelos Normandos, povo de origem viking oriundo da costa norte de França (sim, do mesmo sítio onde começou a invasão do dia D na 2ª Guerra Mundial). Os normandos adoptaram hábitos e a língua dos povos da região e levaram-nos consigo para o outro lado do canal, ao lado do Guilherme, o Conquistador e uma "catrefada" de nobres normandos que dividiram entre si a terra. Eis então uma fonte secundária para a similitude latina de algumas frases e expressões inglesas. Quem já teve Francês lembrar-se-á de vocabulário que soava a mau Inglês...
E eu a imaginar os franceses a copiar apressadamente expressões inglesas do outro lado do canal quando afinal podem estar simplesmente a reclamar o que é deles...


Publicado por Mauro Maia às 21:00
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Sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2005
Matemas
A narcose da novidade! 3 artigos na abertura do Blog! Eis outro.

Há poucos(?) que apreciam a Matemática. Infelizmente é a verdade. Fazem mal.

Sempre houve a questão de se saber se a Matemática era descoberta se era inventada. Segundo Platão há um mundo paralelo a este recheado de formas ideais, onde existem os verdadeiros objectos dos quais a nossa realidade é uma mera sombra (daí a alegoria da caverna...) Nesse mundo existem os verdadeiros triângulos, as verdadeiras rectas, as verdadeiras coisas. É por isso que é impossível desenhar rectas ou figuras geométricas perfeitas. Por muito bem que se desenhe há sempre um nível a partir do qual já não parece perfeita. Eis o platonismo que diz que a Matemática é a descoberta das leis que regem esse mundo perfeito. Nada mau, para uma disciplina que ninguém aprecia...

Outra corrente defende que a Matemática é uma simples invenção do espírito humano e que se rege por regras arbitrárias.

Quem já estudou Matemática não deixa de sentir que as duas são verdadeiras. Há semana somos constructivistas e ao fim-de-semana platonistas. A vida prática é constructivista e as emoções são platonistas. É verdade que imaginar um outro mundo, igual ao nosso em tudo, excepto que é "perfeito", é no mínimo complicado. Mas que seja uma mera construção da mente vai contra tudo o que se sente quando se descobre (é mesmo o termo) a solução matemática de um problema.

A minha abordagem é diferente. Eu penso que a Matemática é descoberta mas de uma forma diferente do platonismo. O Universo foi criado com algumas regras e formas de se reger. Foi nesse Universo que o nosso cérebro se desenvolveu, um orgão feito para "ver" essas leis. A Matemática é como o nosso limitado cérebro percebe, vê e usa essas leis.

A Matemática é filha deste Universo e não apreciá-la é não querer viver. Ou é esta vida e esta Matemática ou é caos, sem regras e absolutamente A-B-O-R-R-E-C-I-D-O.


Publicado por Mauro Maia às 16:34
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CCCP

Há algum tempo (não precisa do «atrás». Aliás, o «atrás» nem tem lógica aqui. O «Há» do início da expressão é do verbo «haver». Não se diz «Passou algum tempo atrás» como não se diz «Há algum tempo atrás») em conversa com o meu Frater R surgiu a questão de porque seria que a maioria dos imigrantes vindos da Europa de Leste tinham formação universitária. Nesse momento (e foi nesse momento que liguei as coisas) lembrei-me que os países de leste, desde a 2ª Guerra Mundial eram comunistas, por imposição da outra grande potência colonial da Europa, a USSR. Nos países comunistas tanto a educação como o desporto (aliás como tudo o resto) são patrocinados pelo estado, pelo que todos têm os estudos pagos até quando quiserem e as sapatilhas pagas até as gastarem. Por isso a maioria deles têm formação universitária (e, pelo menos na Rússia, uma excelente formação em Matemática). É claro que uma pessoa pensará "Uau, mas isto é que é! O estado paga estudos, casa, desporto, tudo. Uma pessoa não tem a mínima preocupação na vida!" O problema que o morto-vivo PCP ainda não quis ver foi que uma economia unicamente gerada pelo estado não proporciona o estilo de vida que apreciamos aqui no "Ocidente" (entre aspas porque isto do Ocidente é relativo, a Rússia fica a Ocidente dos EUA, por exemplo... Para os EUA a Europa é a Oriente e a China a Ocidente!) Meia dúzia de cabeças a pensar em Economia como é nos países comunistas nunca podem ser melhores que milhares a fazê-lo nos países liberais. Não é só uma questão de quantidade. A liberdade de acção e planificação, podendo conduzir a desastres económicos (como a Grande Depressão) normalmente levam a muitos mais sucessos do que os poucos (se houver) das economias(?) comunistas. Marx é bom de ler em termos históricos e filosóficos. As condições de vida dos trabalhadores da altura eram terríveis. Graças em parte a ele mudaram. Pronto, já está, o comunismo já não se aplica no mundo que ajudou a criar. Surgiu para resolver um problema específico e resolveu-o. "Dasvedanya" e obrigado.



Publicado por Mauro Maia às 16:08
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Cognosco Primo

Há, por vezes



Publicado por Mauro Maia às 13:21
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