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Diário das pequenas descobertas da vida.
Quinta-feira, 17 de Março de 2005
A lua que eu te dei
A lua que eu te dei ~ Ivete Sangalo

Posso te falar dos sonhos,
das flores,
de como a cidade mudou.
Posso te falar do medo,
do meu desejo,
do meu amor.
Posso falar da tarde que cai
e aos poucos deixa ver
no céu a lua que um dia eu te dei.

Gosto de fechar os olhos,
fugir do tempo,
de me perder.
Posso até perder a hora,
mas sei
que já passou das seis.
Sei que não há, no mundo,
quem possa te dizer
que não é tua
a lua que eu te dei
p'ra brilhar
por onde você for.
Me queira bem,
durma bem,
meu amor.

Eu posso falar da tarde que cai
e aos poucos deixa ver
no céu a lua
que um dia eu te dei
p'ra brilhar
por onde você for.
Me queira bem,
durma bem,
meu amor.

Durma bem,
me queira bem,
meu amor.

A lua que eu te dei...

A lua que eu te dei...

A lua que eu te dei...


Publicado por Mauro Maia às 23:03
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Música de sempre (Sitting on the dock of the bay)
Sitting on the dock of the bay ~ Ottis Redding

Sitting in the morning sun,
I'll be sitting when the evening comes.
Whatching the ships roll in
and I'll watch them roll away again.
I'm Sittting on the dock of the bay
watching the tide roll away.
Sitting on the dock of the bay
wasting time.
I left my home in Geogia,
headed for the Frisco Bay.
'cause I had nothing to live for
and look like nothing's gonna come my way.
So I'm just gonna
Sit on the dock of the bay
watching the tide roll away.
I'm sitting on the dock of the bay
wasting time.
Look mamma
nothing's gonna change,
everything still remains the same.
I can do what ten people tell me to do,
so I guess I remain the same.
Sitting here resting my bones
and this loneliness won't leave me alone.
Two thousand miles I've roamed
just to make this dot my home.
Now, I'm just going to sit at the dock of the bay
watching the tide roll away.
I'm sitting on the dock of the bay
wasting time.


Publicado por Mauro Maia às 23:02
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Ouvi dizer
Ouvi Dizer ~ Ornatos Violeta
</br></br>
Ouvi dizer que o nosso amor acabou.
Pois eu não tive a noção do seu fim.
Pelo que eu já tentei eu não vou vê-lo em mim,
se eu não tive a noção de ver nascer o Homem.
E ao que vejo tudo foi para ti
uma estúpida canção que só eu ouvi.
E eu fiquei com tanto para dar.
Eu agora... não vais achar nada bem
que eu pague a conta em raiva.
E pudesse eu pagar de outra forma...
E pudesse eu pagar de outra forma...
E pudesse eu pagar de outra forma...
Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa...
Ouvi dizer que o mundo acaba amanhã.
Eu tinha tantos planos para depois.
Fui eu quem virou as páginas
na pressa de chegar até nós,
sem tirar das palavras o seu cruel sentido.
Sei que a razão estava cega,
resta-me apenas uma razão.
Um dia vais ser tu e um Homem como tu, como eu não fui...
Um dia vou-te ouvir dizer:
e pudesse eu pagar de outra forma...
e pudesse eu pagar de outra forma...
e pudesse eu pagar de outra forma...
Sei que um dia vais dizer:
e pudesse eu pagar de outra forma...
e pudesse eu pagar de outra forma...
e pudesse eu pagar de outra formaaaaaaaaa...

A cidade está deserta
e alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas...
Em todo o lado essa palavra repetida
ao expoente da loucura,
ora amarga, ora doce,
para nos lembrar que o amor é uma doença,
quando nele julgamos ver a nossa cura.


Publicado por Mauro Maia às 23:01
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Portugal
Portugal
A minha vivência em termos musicais já foi maior, sem que no entanto tenha alguma vez sido imensa. Todos sabemos que QUALQUER meio de comunicação de massas tem um quase monopólio (ia quase dizer exclusivo monopólio mas se é monopóplio é exclusivo e se é exclusivo é um monopólio. Os pleonasmos só são figuras de estilo quando servem para enriquecer o texto e não quando são por distracção ou desconhecimento do que ao que as palavras aplicadas se referem...), como ia dizendo, quase monopólio dos americanos, esse país que, começando humilde em 200 anos colonizou culturalmente o mundo. Se há exemplos de "american dream" o melhor exemplo é os States.
Não significa que não haja qualidade fora, mas tudo o que requere bastante capital tem de ser US, como por exemplo os filmes. Mas na música há também um quase monopólio, pelo menos monopólio anglo-saxónico. Et ego tenho cedido muitas vezes. É inevitável. Mas há excelentes músicas e músicos portugueses. Não vou listar músicas mas tentarei listar alguns grupos/músicos portugueses e que aprecio. Aqueles que a meu ver têm revelado qualidade. Por qualidade normalmente eu refiro-me a uma boa simbiose melodia/letra. Aliás tenho mais tendência a apreciar uma música pela sua letra do que pela sua melodia. As que eu aprecio principalmente a "melodia" são das músicas que são mais para consumo imediato e que facilmente se esquecem passado o período em que estiveram na moda. As que ficam são as que têm verdadeira substância, i.e., boas letras, letras que só por si podiam ser um poema.

A lista que coloquei abaixo NÃO está por qualquer tipo de ordem de preferência...

~ Rui Veloso é dos incontornáveis no panorama musical português tendo em conta a qualidade das suas músicas. Aliás, tem sucessivamente passado o teste do tempo, aumentando até de qualidade à medida que o tempo passa, prova clara de boa qualidade.

~ Jorge Palma é para mim outro dos pilares da música lusa. Não é nem de longe tão apreciado pelo público como o Rui Veloso mas para mim é melhor. E tasmbém tem passado com crescente qualidade o teste do tempo.

~ Mafalda Veiga é outra música (é curioso que o feminino de músico é não só a cantora mas a designação da obra) que acho fenomenal. As suas músicas aliam a simplicidade da melodia com a riqueza da letra. Aliás, por aqui também infiro qualidade pois a melodia não está lá para "esconder" falhas na letra, como normalmente serve para fazer. Só uma música que tem uma boa letra não teme uma melodia simples.

~ Sérgio Godinho é dos tais que em princípio eu incluiria nesta lista mas algo falta e que por isso não me apela directamente ao coração.

~ Os Trovante foram sem dúvida um desses grupos. Pena terem acabado e pena o seu ex-vocalista ter algumas opiniões que já é mau ter (mas cada um é livre de ter as ignorâncias que quer) mas não deve partilhar com os restantes (digo isto porque uma vez, num programa para CRIANÇAS ele disse claramente "Não gosto de Matemática (é livre disso) e não percebo como alguém pode gostar! Isto para crianças!)

~ Os Delfins fizeram um álbum excelente, grandes músicas mas depois descambaram tão imensamente que até a referência ao seu nome me dá à partida arrepios.

~ Os Resistência foram o projecto musical que mais apreciei até hoje. Mescla de vocalista de vários grupos cantaram versões ainda melhores do que as originais. Pena terem acabado. Outros projectos tentaram o mesmo mas, a meu ver, sem o mesmo sucesso (Rio Grande, Cabeças no Ar,...)

~ Como qualquer um apreciei bastante os Silence 4 quando surgiram. Mas nitidamente falharam o teste do tempo, pelo que a qualidade foi do álbum que fizeram e não do grupo em si.

~ Os Fingertips, apesar de apreciar a sonoridade deste álbum, têm de passar no teste do tempo. Até lá gosto das músicas mas não posso dizer nada do grupo.

~ O mesmo para os Humanos.

~ Gostei dos Bandemónio e normlmente aprecio Pedro Abrunhosa. Mas ainda está em testes...

~ Nelly Furtado teve um álbum bom, mas para já é só.

~ Os Ornatos Violeta eu desconheço, para além da música (que acho fenomenal) "Ouvi dizer". Mas parece que o resto não tem nada a ver. Pena.

Provavelmente haverá mais, mas por agora não me surgem mais. Logo à noite, se calhar, baterei na minha cabeça por me ter esquecido de algum outro(s)...


Publicado por Mauro Maia às 11:27
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Quarta-feira, 16 de Março de 2005
Não esquecer...
~ Escrever blogs espirituosos, divertidos, catatalizadores de pensamentos e de emoções, capazes de levar os leitores ao êxtase verbal e ao Nirvana conceptual...
tendo em conta como me tenho saído por agora não me parece que sequer por lá perto ande... Mas mais vale falar sozinho do que permanecer mudo na multidão. E a evolução é o que se segue à lenta adaptação...

~ Aprender a esperar menos dos outros. A desilusão costuma ser o resultado e a culpa é só minha. Quem manda esperar o melhor em todos? Afinal somos todos humanos... Li hoje no liceu esta frase "Espera menos dos outros e exige mais de ti". Acho que se enquadra neste espírito.

~ Aprender a ser feliz com o que tenho e sempre fazer por ter mais para ser feliz. Assim tornarei sólido cada degrau da escada da minha vida antes de procurar subir para o seguinte.

~ Continuar a levantar-me após cada queda, após cada facada, após cada tropeço. Não admiro a força de quem nunca cai, nunca se derruba, nunca duvida. Isso até ser posto à prova é fraqueza. Admiro a força de quem cai e continua a levantar-se.

~ Aprender sempre cada vez mais enquanto for possível. Nunca escalarei o Everest, por muito que queira, nunca nadarei com baleias, por muito que queira, nunca viajarei até outros planetas, por muito que queira. Mas posso exercitar sempre o único "músculo" que me permanecerá vigoroso: a estreita camada de neurónios que se apelida de neocórtice. Por isso aprender mais Latim, Alemão e Japonês, continuar a escrever poesia, continuar a ler livros que me desenvolvam a memória, o raciocínio, a correlação entre assuntos aparentemente díspares, amar quem devo amar e esquecer quem não devo, aprender que quem eu sou serve de pouco ponto de comparação com o que me rodeia.

~ Quando morrer ser cremado e as cinzas serem colocados num buraco na terra juntamente com a semente de uma árvore, para que a minha morte sirva para dar vida.


Publicado por Mauro Maia às 00:03
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Terça-feira, 15 de Março de 2005
Matrix e Futurama
</br>Neo-Bender special - Wake up Neo</br>
Do criador dos Simpsons o genial Futurama.</br>Quem já viu aprecia, quem não viu... devia ter visto!</br>Dos criadores de... Matrix ... Futurama!</br></br>Agora fundidos num só na maravilhosa personagem de Neo-Bender. Pode demorar a carregar, depende da ligação e do PC utilizado mas VALE MESMO A PENA para quem gosta quer da personagem Neo do Matrix como da de Bender do Futurama:</br>Neo Bender - Wake up Neo</br>E também com a estrela Neo-Bender:</br>Neo Bender - Arrest scene


Publicado por Mauro Maia às 23:39
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Segunda-feira, 14 de Março de 2005
Helena
Grécia</br>
Para um certo frater que se ausentará em breve. Que a nossa inveja não lhe prenda demasiado os passos... AhAhAh ;)</br>
Heairee (que se lê mais ou menos Tchiéri) é mão, estilo "Foi mão do gaulês Heairee Henry"</br>
Meeya (que se lê Miiga) é mosca, estilo "A mosca é nossa meeya"</br>
Papya (que se lê Pááápiá) é pato, estilo "Hoje vamos comer papya de sarrabulho"</br>
Bloosa (que se lê tal e qual como blusa) significa BLUSA, estilo "Vesti uma bloosa"</br>
Eeseehoh (que se lê iiisiiió) significa quieto, estilo "Eeseehoh Manel, tá quieto"</br>
Mikroh (que se lê micró) é pequeno, estilo "Tenho um mikroh computador"</br>
Kokenoh (que se lÊ Kótchinó) é vermelho, estilo "A Kokenoh é vermelha"</br></br>

E agora a gramática.</br>
O artigo definido feminino em Grego é "ee". Assim diz "Ee meeya" para "A mosca"</br>
O verbo ser é "eenah"</br>
Se o nome for feminino o adjectivo passa a terminar em "ee"</br></br>

Exemplos:</br>
"A blusa é vermelha" -> "EE bloosa eenah kokeenee"</br>
"A mosca está quieta" -> "Ee meeya eenah eeseehee"</br>
"Ee papya eenah eeseehee" -> "O pato está quieto" (pato é feminino!)</br>
"Ee meeya eenah kokeenee" -> "A mosca é vermelha"</br>
"Ee heairee eenah eeseehee"</br></br>

O que é "Ee heairee eenah eeseehee" e "Ee papya eenah Mikroh"?</br></br>

Boa viagem!


Publicado por Mauro Maia às 23:32
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Nipon
Japão
Aprendi hoje mais alguma coisa de Japonês. É sabido (?) que os nomes de família no Japão vêm antes do nome próprio, tal é a importância que a família tem para a definiçao de indivíduo japonês. Assim eu seria Maia Mauro lá no país do sol nascente e o mítico (?) Songoku tem como filhos Songohan e Songoten não porque achou engraçado dar-lhes nomes que começam como o seu mas porque é esse o seu nome de família: Son.
Também se sabe que sayonara (que se lê sáyónárá) é adeus.
Kojiro significa chefe ou patrão (quem não se lembra do mítico (?) Kojiro Hyuga, o chefe Hyuga? Iiiii, tantos braços levantados!...).
Ahiru (que se lê como se dá um espirro em Português) é pato.
Ryu é dragão.
Hanzubon é calções.
Sakana (que se lê Sákáná) é peixe, esses "gandas" sakanas...
Heya é quarto (de dormir), estilo "Heya, encontramos um quarto para esta noite!"
Kara (Cárá) é o adjectivo vazio (que não tem nada a ver com o preço...), estilo "O quarto está um pouco kara..."
Shiroi é branco, estilo "Shii Roi, estás branco como a cal"
Akai é vermelho, estilo "Ah, Kaí e fiquei com o joelho vermelho"

Mas agora gramática japonesa ULTRA-básica, para recém-nascidos nipónicos como eu.
O engraçado das línguas é fazermos frases. Para isso precisamos de verbos. Um básico é desu, que é o verbo estar. Depois não há artigos em Japonês.
"Um peixe" e "O peixe" são os dois "Sakana".
Para dizermos "O peixe é vermelho" seria assim:
"Sakana wa akai desu"
"Wa" é a palavra que se coloca na frase para indicar que a palvra anterior é o sujeito do verbo e o verbo fica no final da frase.
"Hanzubon wa shiroi desu" é "Os calções são brancos"
O chefe é (está) vermelho seria "Kojiro wa akai desu".
E por aí fora. Tentem que é engraçado. Qualquer limitada questão podem ser cogitar... ;)
Por exemplo:
o que é "Ahiru wa shiroi desu"? e "Heya wa kara desu?
como dizer "O dragão é branco" e "O pato está vazio"?


Publicado por Mauro Maia às 23:03
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Sábado, 12 de Março de 2005
Lepus et testudo (... sed amor non sequitur)
Uma tartaruga e uma lebre estavam num campo perto de um rio. Sempre que a lebre se afastava um pouco da tartaruga esta lançava-lhe um olhar muito frio e a lebre voltava. Poucas palavras a tartaruga dizia à lebre mas o seu olhar prendia-lhe sempre os movimentos.
Até que um dia a lebre precisou de ir até ao outro lado do rio, buscar ervas que começavam a faltar. Corajosa (porque nunca se tinha afastado mais de meio metro de ao pé da tartaruga) atirou-se ao rio e nadou. Mal conseguia nadar, por várias vezes engoliu água, mas nadou, nadou, nadou e lá chegou ao outro lado, a tiritar de frio e molhada. Mas tinha chegado tão longe... Do outro lado a tartaruga comia descontraidamente ervas. A lebre precisava de ouvir umas palavras de conforto, de ânimo, de coragem. Então a tartaruga olhou para a lebre, encheu o peito de ar ("É agora! Vai me animar e mostrar que tem confiança em mim" pensou a lebre) e disse-lhe "Não estás aí a fazer nada. No fim do dia volta para aqui."
Que desilusão, que falta de confiança tinha a tartaruga em si! Mas também que esperava? Nunca a tartaruga lhe tinha dito palavras de ânimo, de apoio ou simplesmente de afecto. Porque seria diferente agora? Talvez porque pela primeira vez estava a ser posta à prova e o que ouviu foi que não conseguiria.
Continuou a fazer o que lá tinha ido fazer. E o 1.º dia acabou e veio o 2.º. Nesse dia continuou a fazer o que tinha a fazer. Era já perto do meio-dia quando a lebre escorregou. Ouviu um grande estalo, como quando prendia uma cenoura suculenta nos dentes e puxava-a. As dores eram grandes. Precisava de ajuda, de alguém que a animasse. E olhou para a tartaruga. Esta levantou a cabeça, olhou para a lebre ("De certeza que vai atravessar o rio para ver como eu estou!"), disse-lhe "Está tudo bem, não está?!" e voltou a comer as suas ervas. "Oh, estou sozinha aqui, deixada a mim mesma! Bom, tenho de fazer o que tenho a fazer" pensou a lebre e voltou ao serviço.
Passou o 2.º dia, passou o 3.º, passou o 4.º, passou o 5.º e as dores a continuarem e as dores a aumentarem, mas tinha de continuar a fazer o que tinha de fazer. E foi-se acostumando ao outro lado do rio, a estar sozinha, a não saber o que o outro lado de um monte poderia ter. E foi ficando, e foi andando pelo campo que era agora o seu.
Ao fim do 5.º dia a tartaruga apercebeu-se de que a lebre começava a demorar, que a lebre tinha conseguido, que a lebre se tinha emancipado dela. E em vez de ficar contente por ela, de lhe desejar o melhor, de a ajudar (mesmo que pouca ajuda fosse já precisa), de a ir visitar, encheu o peito e disse-lhe bem alto "Lebre, eu gosto muito de ti, tenho saudades, volta para aqui que eu gosto muito de ti e faltam-me ervas do meu lado!"
A lebre ficou muito incomodada com estas palavras. Porque a tartaruga lhe tinha dito isso, porque parecia que só agora que tinha feito algo para si é que a tartaruga lho dizia, porque o campo da tartaruga tinha bastante erva e ela só queria mais erva, a que a lebre tinha trabalhado tanto para juntar. Não era amor, era egoísmo e receio de ficar só. "Que triste fico por tudo isto, em vez de me dar os parabéns, em vez de me mostrar como gosta de mim sem egoísmos nem exigências"
E a lebre gritou para a tartaruga "Se realmente sentes saudades minhas é a tua vez de te molhares!"

No título: A lebre e a tartaruga (... mas o amor não se segue)


Publicado por Mauro Maia às 22:41
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Uitae momenti
Houve séries televisivas que fizeram parte da formação da minha personalidade e gostos. Houve outras de que gostei/acompanhei mas estas foram (ou são) para mim as marcantes, as que me fizeram ver as coisas de modos diferentes das que tinha.

~ 3rd rock from the sun (Terceiro calhau a contar do sol) é das séries mais fabulosas que já tive o previlégio de ver. 4 extraterrestres desembarcam na Terra para descobrir tudo o que puderem sobre os humanos. Para tal assumem formas humanas e constituem-se como uma família (o pai, Dick Soloman; a sua irmã, Sally Soloman; o seu irmão, Harry Soloman e o filho, Tommy Soloman). Perspectivas sempre originais para situações que são tão corriqueiras que nem nos lembramos de pensar nelas. Genial é o mínimo que posso dizer. Dá novamente na SIC Radical às terças às 21h30 (e repete aos sábados às 18h).

~ Outer Limits (traduzido PESSIMAMENTE para "Nos limites do terror"). Cada episódio é diferente, cada episódio transporta-nos para um mundo diferente, para uma situação diferente. Cada um puxa pela nossa reflexão, particularmente a voz-off no fim que retira uma qualquer lição que está ligado muito indirectamente com o episódio. É uma espécie de "Twilight zone" mas melhor. Voltou a dar aos Sábados na RTP2, às 23h30.

~ Family Ties (não me lembro agora do título português) não foi tanto uma série que me estimulou intelectualmente mas aquela que definiu o que eu gostava de ter como família, passada ou futura. Não é uma série fantástica, não me dá faz rir, mas marcou o meu ideal de família (o casal Keaton e os filhos Alex, Mallory e Jennifer). Dá na Sic comédia a qualquer hora de qualquer dia. Aliás, a Sic comédia quase se pode chamar Sic Family ties, tal é o número de vezes que passam episódios.

~ Allô Allô, que dá na Sic comédia a horas e dias que desconheço, foi e ainda é a série que acho mais engraçada. Um humor naïve q.b.

~ Tenho a tentação de pôr o Seinfeld. É verdade que me faz quase sempre rir, que também tem situações inusitadas mas falta algo para ser A série...

~ Once and Again (começar de novo), uma série sobre dois divorciados, cada um com dois filhos, e as suas vivências para construir a sua relação amorosa. Curioso e sempre me agrada (re)ver. Particularmente quando o episódo pára momentaneamente para colocar uma personagem a revelar os seus pensamentos/sentimentos a preto e branco (literalmente e não só). Uma série que mostra as mil maneiras como o amor é simultaneamente complexo e extremamente simples. Dá na Sic Mulher normalmente à noite, estilo meia-noite.

~ Coupling (Ligações em português), outra série que dava na Sic Mulher e que anteriormente eu acompanhava na RTP2 (o melhor canal da televisão generalista portuguesa). A vida de alguns amigos solteiros e das suas namoradas ou namorados. Série fenomenal também, pela inovação com que apresentava os episódios. Lembro-me particularmente de um em que o episódio foi a mesma situação num bar vista por cada uma das personagens e as diferentes coisas que cada uma viu da mesma situação. Já não dá na Sic Mulher, o que é pena. Há uma versão desta série (que é inglesa) mas passada nos USA. Nem se aproxima da qualidade da original. Série a tirar os episódios da internet...

~ Murder in mind (mentes assassinas), cada episódio uma nova situação, uma nova personagem, todos os episódios ligados a algum crime. Mais uma série que prima pela originalidade com que cada episódio era retratado. Lembro-me de um em que o crime era cometido no início do episódio e o resto do episódio foi o suceder de eventos anteriores que conduziram ao crime. Nem dá para relatar. Só visto e apreciado. Não mais voltou a dar.

Mais para já não me lembro. Costumo deixar a televisão no Canal de História ou Odisseia, que não têm séries mas têm programas excelentes...

(No título o que eu espero signifique "Momentos da vida")


Publicado por Mauro Maia às 00:22
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