Diário das pequenas descobertas da vida.
Segunda-feira, 6 de Junho de 2005
Decem dimensiones
Na experiência do dia-a-dia movemo-nos num espaço com 3 dimensões (largura, comprimento e altura).</br></br>Desde que a Teoria da Relatividade de
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Na experiência do dia-a-dia movemo-nos num espaço com <b>3 dimensões</b> (largura, comprimento e altura).</br></br>Desde que a <u>Teoria da Relatividade</U> de <a href="http://cognosco.blogs.sapo.pt/arquivo/634674.html" target="_blank"><font color="blue"<b>Einstein</font></b></a> generalizou-se a ideia (mas a ideia foi criada pelo Matemático Minkowsky) de que vivemos num mundo a <b>4 dimensões</b> (as três do espaço e uma do tempo).</br>Dessa forma, para marcar um encontro, especificar-se-ão as 4 dimensões: estou na Rua Cognosco, no 5.º andar, porta 161 às 21h.</br></br><b>A Teoria da Relatividade Geral explica os grandes objectos do Universo</b></br></br><img alt="Partícula" src="http://cognoscomm.com/mm/Esfera.jpg" width="98" height="99" align="left" border="0" />No entanto <b>não</b> permite entender os movimentos dos menores objectos do Universo. Quando se entra no Reino Sub-Atómico falha e uma outra teoria é usada: a <u>Mecânica Quântica</u> (<i>mecânica porque trata de partículas e movimentos e quânticas porque no mundo sub-atómico a energia não aumenta de forma contínua mas em pequenos pacotes chamados «quanta», quantidades em latim</i>).
Com ela são descritas (e várias vezes foram previstas antes de descobertas) todas as partículas sub-atómicas e os seus movimentos.</br></br>Mas as duas teorias são <b>completamente</b> contraditórias entre si.</br>A aplicação da <u>Teoria da Relatividade Geral</u> às partículas sub-atómicas leva a resultados exagerados e falsos. Só a <u>Mecânica Quântica</u> resolve os problemas do muito pequeno, com conclusões que contradizem as da Relatividade Geral.</br></br>O próprio Einstein trabalhou nesta questão até morrer, sem ter chegado a um resultado. Uma das últimas teorias surgidas para ligar a Relatividade à Quântica foi a <b>Teoria das Cordas</b>.</br></br><img alt="Corda" src="http://cognoscomm.com/mm/Corda.jpg" width="100" height="94" align="left" border="0" />Nessa teoria todas as partículas do Universo e todas as forças existentes são vibrações diferentes das mesmas partículas ínfimas, as «cordas». Tal como um «dó» é diferente de um «fá» numa guitarra porque é uma vibração diferente da corda, também um electrão é diferente de um quark porque é uma vibração diferente das mesmas »cordas».</br>A <b>Teoria das Cordas</b> resolve o problema da incompatibilidade porque o tamanho onde começam as divergências é inferior ao tamanho das teóricas «cordas».</br>Dessa forma o problema <b>não</b> é resolvido, é simplesmente esquecido por nunca ocorrer.</br></br>A <b>Teoria das Cordas</b> tem alguns resultados diferentes do que indica o senso comum. Uma delas é que vivemos num Universo a <b>10 dimensões</b></br></br><i>~ Como 10 dimensões? Altura, largura, comprimento, tempo,... não se anda em mais nenhuma direcção. Como pode haver 10 dimensões?</i></br></br>Além das dimensões <b>infinitas</b> espacial e temporal existem mais algumas dimensões que são tão pequenas que nada passa por elas (à excepção das «cordas»).</br>A razão pela qual não são detectadas emtende-se num simples exemplo:</br>Uma mangueira tem 3 dimensões, uma delas (o comprimento) significativamente maior do que as outras (a largura e a altura). Quando se pega numa mangueira as 3 dimensões são visíveis. No entanto, se a mangueira for colocada a 500 metros só o seu comprimento é detectável. As outras são tão pequenas que passam despercebidas.</br></br>Da mesma forma as dimensões extra passam-nos despercebidas. Existem em todos os pontos do Universo e no entanto só em 4 delas (as maiores) os objecto podem circular.</br>O Universo tem assim 10 dimensões (ou talvez mais), mesmo que não se veja por onde andam.</br><b>Espero que não tenhamos de circular pelo Universo com uma lâmpada na mão em busca delas...</b></br></br><i>No título «Dez dimensões»</i>


Publicado por Mauro Maia às 21:41
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De Carlos Rodrigues a 15 de Abril de 2007 às 21:37
Desculpa Mauro mas tu apareces com as quatro dimensões de Minkowsky como se elas fossem tijolos bem cimentados o que é um disparate. As três dimensões desse senhor só são válidas para no senso comum jogar à batalha naval para efectuar determinação de lugares como nas coordenadas de Descartes servem para desenhar peças em 3D numa base 2D. Mas em Descartes ele introduziu o zero porque não funcionaria doutro modo, no entanto, ele foi corajoso em introduzir o zero porque no tempo dele a Igreja Católica ainda tinha enorme poder e esta abominava o zero. Na física as três dimensões de espaço e uma de tempo já não são um consenso geral na comunidade científica. Quando afirmamos comprimento, altura e largura estamos a repetir três vezes cada uma das linhas porque qualquer uma delas pode ser a outra, em física não faz sentido falar de «dentro», «fora» e as outras três palavras, o que parece ainda fazer sentido é falar de «volume» ou «profundidade» que são sinónimos e por consequência termina-se na noção de «esfera». Se em qualquer uma das três dimensões se tirar uma ficamos sempre com «espaço» bidimensional, mas este observado do lado da espessura não tem espessura e é invisivel por natureza, na verdade é mais correcto afirmar que não existe. Basta retirar uma dimensão para todo o edifício se desmoronar. Na teoria das cordas a alegoria da mangueira vista ao longe é falsa porque mesmo ao longe a mangueira é um fio bidimensional e ao aproximarmo-nos verificamos que tem três dimensões como qualquer outro objecto. Esta imagem não apresenta qualquer novidade dimensional. As duas dimensões conseguimos intuir fracamente mas ao reflectir no logismo «espessura» a bidimensionalidade não existe. Agora considerando como sendo o cimento na qualidade de «quantidade dimensional» e não a simples nomenclatura de três dimensões como havendo uma de uma dimensão, duas de duas dimensões, e três de três dimensões, todas elas independentes uma das outras embora conectáveis, podemos desdobrar, uma linha (sem espaço, na verdade) que não pode ter curvatura como já é possível intuir em duas dimensões, esta uma «soma-se» a um espaço de duas dimensões e depois à de três, por sua vez duas dimensões soma-se à de três dimensões, por sua vez a de três soma-se às duas primeiras por inteiro e ainda apresenta-se como uma unidade de três. Assim a totalidade é de que vivemos num espaço de cinco dimensões de espaço. Mas como manda a teoria da relatividade cada observador transporta o seu próprio espaço-tempo, então, existe uma dimensão de tempo em triplicado que explica o senso comum, mas para cada uma das outras dimensões e de cada conexão é preciso alguém intuir como será o tempo(s) nesse desdobramento. Agora outro assunto, penso que descobri uma falha na matemática. A regra diz que um número positivo multiplicado por um número negativo ou dois negativos entre si deverá resultar um número positivo e nunca negativo. Assim, 0= (1x(-1))= 1, porque a multiplicação e a divisão são extrapolações da adição e da subtração, então 0=(1-1)=1. E sabes qual é a soma da diferença entre dois pontos de referência? Vá lá Mauro, tem calma com os tijolos e o cimento.


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