Diário das pequenas descobertas da vida.

Que há
Doenças Socialmente Transmissíveis chega-se facilmente à conclusão quando se assiste atónito à dissiminação de preconceitos, ideiais erradas, análises parciais,... pelos membros de sociedades aparentemente bem informadas, a maioria dos quais transmitidos pelos Orgãos de «Comunicação» social.</br></br>
Um
bom hábito (manter-se informado do mundo e da realidade que cerca um indivíduo) tornou-se, na sociedade actual, um
péssimo vício (a absorção passiva de «acontecimentos» que
outros julgam importantes).</br></br>
É
importantíssimo ter
conhecimento dos factos que acontecem pelo Mundo mas hoje em dia poucos têm
de facto conhecimento deles. Limitam-se a saber repetir, qual papagaio, os acontecimentos do dia e a saber repetir análises feitas (muitas vezes apressadamente) sem um mínimo de julgamento ou critério pessoal. O que interessa é ouvir as notícias e ter (e dizer) a errónea ideia de que assim se está informado.</br></br>
A pior forma de informação é aquela que, julgando ser abrangente, abarca de facto pouco da verdadeira essência do conhecimento.</br></br>
Qualquer um sabe repetir os números e os factos das notícias diárias mas quantos de facto entendem a importância (ou não) que têm e/ou a sua ligação com as restantes? Quantos de facto filtram, por entre a correnteza de «factos» divulgados, os verdadeiramente importantes e significativos?</br>
Quantos poderão estabelecer a ligação histórica e causal entre as notícias divulgadas em dias em alturas diferentes?</br>
Quantos de facto abarcam a significância das mesmas e com elas estrutaram uma visão do Mundo que lhes permite compreender factos passados e integrar num nexo causal os futuros?</br>
Quantos filtram os acontecimentos e factos relevantes e as fontes mais credíveis dos mesmos?</br></br>
E é neste acéfalo Mundo em que as «últimas notícias» se tornaram a nova droga socialmente aceite (a par do álcool, da nicotina e da cafeína) em que a maioria mergulha e discrimina quem não é um igual viciado que nascem e florescem os preconceitos, as parcialidades, a destruição da língua materna, o esquecimento do passado, a despreparação do futuro, as invejas, os rancores, a falta de valores,...</br></br>
~ As notícias em que um assaltante
negro assaltou uma loja mas é simplesmente um assaltante se o mesmo for
caucasiano («caucasiano» é o termo que se aplica para quem seria anteriormente designado por «branco». O termo deriva de uma antiga e actualmente desacreditada ideia de que os povos que colonizaram a Europa seriam originários do Cáucaso, uma cadeia montanhosa que serve de fronteira entre a Rússia, o Azerbeijão e a Geórgia e geralmente considerada a linha divisória entre a Europa e a Ásia).</br>
~
Não existe a palavra «massivamente». É uma perfeita anormalidade difundida por um apresentador da televisão do Estado e que surge da
incapacidade de entender que em Inglês é «massive» mas que isso não significa que há uma correspondência literal com o Português. É
maciçamente.
(Outras diferenças entre o Português e o Inglês ver
Cardinando e
Está frio aqui)</br></br>
E inúmeros outros exemplos se podem dar e continuamente surgem. Há poucos filtros ao que se ouve, as Sociedades ocidentais têm tendência para estabilizar no patamar mais baixo da intelectualidade humana que é ouvir, acenar com a cabeça e repetir provocações e sentimentos negativos na praça pública.</br>
Que se leia e ouça notícias mas sabendo escolher e peneirar o importante.
Na maioria das vezes tratam-se de exacerbações de acontecimentos de poucca monta para justificar a existência de jornais diários (impressos ou transmitidos).</br></br>
Nunca é demais frisar que se procure a verdade e não a verosimilhança, que se procure o conteúdo e não o aspecto, que se procure a qualidade e não a quantidade, que se procure a essência e não a vacuidade, que se aceite que só o tempo é o juíz dos acontecimentos e que análises apressadas são piores do que nenhuma. </br></br>
Há que ouvir, há que saber, há que ler, há que aprender, há que falar, há que escutar, há que opinar, há que discordar, há que escolher.</br></br>
Tudo isto é verdadeiramente pensar