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Diário das pequenas descobertas da vida.
Segunda-feira, 23 de Maio de 2005
Et autem convertet
O nosso satélite natural (a Lua) tem inspirado lendas, histórias, factos científicos, inspiração de religiões (ver o artigo Míngua) e a sua quota parte de concepções erradas ou desinformadas.</br></br>

Uma delas prende-se com a existência de um lado negro da Lua, um lado permanentemente oculto da visão directa terrestre, sendo pela primeira vez vista (e fotografada) pelas missões Apolo.</br></br>

A ilação errada que muitos tiram é então que, se a Lua apresenta sempre o mesmo lado virado para a Terra, não tem período de rotação porque então não seria sempre o mesmo.</br></br>

Trata-se obviamente de uma conclusão errada como bem salientado num comentário de Paralaxe, de (entre outros) Blog dos apelos.</br></br>

A Lua tem um período de translacção (em redor da Terra) e um período de rotação (em volta do seu eixo). O período de translacção (o chamado mês lunar, base dos calendários judaico e muçulmano) é de 27 dias, 7 horas e 43 minutos (geralmente referido arredondado a 28 dias).</br></br>

Sem rotação da Lua (não há um lado oculto)</br>
Se a Lua não tivesse um período de rotação não teria um lado permanentemente oculto dos olhares terrestres. Se assim fosse o outro lado da Lua ia sendo alterado à medida que a Lua nos contorna, como mostrado na imagem incluída, em que o ponto vermelho e o ponto azul estão em lados oposto da Lua. Claramente se mostra que o ponto vermelho começa por estar no que seria o lado oculto da Lua mas que ao longo da trajectória Lunar esse lado passa a ser o lado visível.
Sem rotação não há lado oculto da Lua.</br></br>

A rotação da Lua com lado escuro (ponto azul)</br>
Mas havendo rotação de facto o lado oculto da Lua permanece afastado dos olhares terrestres. O ponto vermelho situa-se no lado oculto da Lua e assim permanece ao longo de toda a trajectória lunar.</br></br>

É claro que para que isso possa ocorrer tem de existir uma completa sincronia entre o movimento de rotação e translacção.</br>
De facto ambos os movimentos têm exactamente 27 dias, 7 horas e 43 minutos. Esta sincronia permite então que a Lua mantenha um lado oculto e um lado visível (aqui está mais um caso de uma palavra que, por terminar em L e ser grave, necessita de um acento na penúltima sílaba).</br>
Sem ela (sincronia) não há um lado da Lua permanentemente oculto (na perspectiva da Terra).</br></br>

~ Mas porque existe esta sincronia? É estranho que exista. A translacção da Terra é em 365 dias mas a sua rotação é em 1 dia. Aqui não há sincronia...</br></br>

Esta sincronia prende-se com o facto da face visível da Lua ser mais densa do que a face oculta. A Lua começou a sua "vida" com uma rotação diferente da translacção, mas o facto de um dos seus lados ser mais denso do que o outro levou a que esse lado fosse mais atraído pela gravidade terrestre. Com a passagem do tempo em que o lado mais denso era sistematicamente mais atraído pela Terra à medida a Lua rodava.</br>
Eventualmente o equilíbrio entre a rotação da Lua e a maior atracção de um dos lados conduziu naturalmente à sincronização.</br></br>

E no entanto roda</br>


Publicado por Mauro Maia às 12:03
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