Diário das pequenas descobertas da vida.
Nunca gostei muito de provérbios. Eles são as letras enlatadas que alguém abre quando quer ter razão, independentemente de a ter ou não. E há para todos os gostos, como as sardinhas em óleo vegetal ou com molho de tomate. Por exemplo:</br>
Deve-se ser cauteloso - "Homem prevenido vale por dois"</br>
Não se deve ser cauteloso - "Quem não arrisca não petisca"</br>
E muitos mais exemplos há. Mas estes enlatados são muito mais antigos do que poderíamos pensar. Veja-se este exemplo dos Gregos antigos:</br>

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É mais ou menos não dar como certo algo até que efectivamente aconteça. A água pode bem cair do copo antes de nos chegar aos lábios...</br>
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Mas também as adivinhas são antigas. Com estas até simpatizo. Uma das minhas favoritas é aquela do filme "A vida é bela": Quando dizem o meu nome desapareço. Resposta: o silêncio.</br>
Mas também os Gregos já as tinham. Vejam esta</br>
"Sou membro do homem e o ferro me corta;</br>
tirando uma letra sou o sol que se põe"</br>
Resposta: a unha</br>

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Tirando o omicron inicial (a nossa letra "o") passa-se de ónux (a unha, que faz parte do corpo humano e que se usa(va) um instrumento em ferro para cortar) para nux (a noite, que é quando o sol se põe)</br>
Estes Gregos...</br>
Não há foma de saber quando pela primeira vez terão surgido provérbios e adivinhas. Só desde o advento da escrita podemos saber que existem. Mas eu presumo que sejam tão antigos como a linguagem humana. Sempre fomos uma espécie com uma cabecinha pensadora...</br>