Diário das pequenas descobertas da vida.
Há questões familiares em todas as famílias que se podem considerar famílias. Pode ser quem será o verdadeiro pai daquele menino tão moreno ou o que é feito daquela meia-irmã que foi deixada no lixo para ser levada pelos ciganos (
this sure rings several bells...) ou será que somos parentes daquela cantora muito rica e famosa nos
states ou será que eu fui criado num orfanato porque os meus pais verdadeiros, milionários e desgostosíssimos, pensam que eu morri no incêndio daquela mansão que tínhamos lá para os lados de Cascais ou...
A da minha, pelo menos partilhada pelos frater M, é: porque somos
da Maia. Porque não só Maia? Toda a minha vida só usei o Maia no meu nome, só o meu BI me desmascara. Já o meu frater nem isso já o denuncia. Só um bloguista sem tento nos dedos...
Mas nos últimos tempos (o que, claro, tanto pode ser nos últimos dias, últimas semanas, últimos meses, últimos anos, últimas décadas, ...) tenho vindo a ser confrontado com
a importância de me chamar da Maia (thanks EH for the punchline...)</br>
O meu frater descobriu um dia, numa viagem virtual ao mundo mIRCulento que outrora governou as mentes "jobens" da Portugal uma nossa prima em 2º grau. E porquê?, perguntam. E porquê? Bom, porque a menina se chamava
da Maia. Se fosse só Maia era mais um dos rostos impessoais no meio Maiense nacional. Nem Eça escapou à Maiasisse. Mas sendo
da Maia facilmente por meio de um simples questionário de verdadeiro/falso se constactou que era membro desta selecta família, de um dos desavindos ramos que há muito decidiu criar as suas próprias raízes.</br>
Mas nem isso me comoveu. E depois? Coincidências. Até que no outro dia (que pode ter sido ontem, na semana passada, no mês passado,...) descobri um livro com a origem (plebeia ou nobre) dos nomes de família portugueses. Claro que curioso fui ver Maia. E eis que tinha Maia e tinha
da Maia. Uau, pensei, deixa ler. Parece que o primeiro registo é de alguém, do séc XIII (penso), talvez da pequena nobreza, oriundo da terra Maia. Daí o nome,
da Maia.</br>
Não comprei o livro, não vi mais (acho má educação estar a LER livros numa livraria. Ou se compra ou não) mas deu para tirar uma rápida fotografia do brasão que, dizendo na legenda Maia, se refere aos
da Maia. É uma águia sobre um fundo vermelho e dourado. Ei, já não é só o Nuno da Câmara Pereira que lança uma sombra de dúvida sobre a ascendência dinástica do nunca-será-mas-pensa-que-sim tradicional herdeiro da "coroa" portuguesa. E nós temos dito... (o plural magestático fica tão bem em qualquer texto que se preze...)
Não comprei o livro, não fixei o nome nem o autor, quando lá voltei já o livro tinha sido comprado e não havia mais cópias, a foto saiu desfocada e entortada, não me recordo da completa história mas...
nós, os
da Maia, já andamos por cá há tantos séculos que sabemos como dar a volta a qualquer situação. Ou pelo menos a dar-lhe a importância que deve no grande esquema da sobrevivência da família.</br>
(já agora os meus filhos, se/quando tiver, só serão Maia...)

De Rui a 30 de Março de 2005 às 12:49
Isto é o que se chama um artigo emocionante! Bem, deixa cá versar sobre as diversas vertentes exploradas:
01. Acho que merece um esclarecimento acerca da nossa prima: eu não a "descobri" por ela se chamar da Maia, mas por ser consideravelmetne jeitosa. De qualquer maneira, es vero que vim a descobrir que ela se chamava M. da Maia, e a partir daí indaguei-a das suas origens, e a partir daí...
02. Então essa é a origem do "da Maia", mas e a origem do "Maia", só e somente? De onde é que vem essa singular denominação que deu origem a personagens tão inesquecíveis quanto Afonso da Maia e a abelha?
03. Essa do ser deixado no lixo para ser levado pelos ciganos... enfim... um pimparote!...
04. Com tudo isto, até reconsiderei porque não trazer o "da" de volta ao nome. Mas e daí, não há qualquer sentido para o meter novamente. Além do mais, eu quero a minha filha a chamar-se MnMs, e não MdMs! ;)
De Mauro a 30 de Março de 2005 às 21:14
~ Mencionei que a tinhas encontrado na net meramente para adensar toda a cena do encontro através da net... Compõe a história bem melhor do que a sórdida história de um intrincado e tortuoso incesto passado nas cercanias de Sintra e que... ups, lá vêm os nossos ascendentes a complicar a coisa.
Mas um encontro através do nome é bem mais angélico do que ter sido através do seu angélico corpinho (é capaz de haver aqui uma contradição de termos mas não vejo onde...)
~ Caramba. O problema ERA o da, não era o Maia. Maia é da Terra. Como aquelaonde vivi um ano nos Açores. E o da Maia está deslindado.
~ ...que ficas com a cara de lado...
~ mNm? de onde vem o N? De algum passarinho verde? (outra das clássicas familiares)
De
NOVES a 30 de Março de 2005 às 21:18
Parabéns pelo Blog. Podes visitar o meu sempre que queiras
De Rui a 31 de Março de 2005 às 13:48
Passarinho verde? Bom, o MnM era uma brincadeira com as iniciais de uma certa e determinada marca de guloseimas - repara, por exemplo, se chamar Maria Maia, fica MnM, como os doces que se derretem na boca e não na mão. Mas se ficar Maria DA Maia, fica MDM. O que não é giro.
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